quinta-feira, 17 de setembro de 2009

CORRIDAS PARA O RESTO DO ANO

E aí, corredor?!

Outro dia, conversando com Jane, amiga corredora da Equipe X, tivemos várias dúvidas sobre as corridas que ainda teríamos para fazer este ano, além das que já havíamos agendado. Bem, fiz uma pesquisa apenas no calendário do Cordf e temos as seguintes provas:

Em setembro:
  • Circuito das Estações Adidas - Etapa de Primavera - dia 20/09 - 5 e 10km - Esplanada dos Ministérios.
  • Maratona de Revezamento Super 40 - 27/09 - equipes de até 10 atletas - Esplanada dos Ministérios
Em outubro:
  • Corrida das Pontes - 04/10 - 9.5km - Lago Sul com início no Pontão (esta marcada no Cordf como dia 11/10, mas no site do organizador - FreeCorner - está dia 04/10)
  • Corrida de Rua do Gama - 18/10 - informações em breve no site do Cordf
  • I Corrida dos Pirineus - 18/10 - informações em breve no site do Cordf
  • Ayrton Senna Racing Day - 25/10 - informações em breve no site do Cordf (esta corrida acho que não vai acontecer por que recebi um e-mail da organização informando sobre uma grande corrida da Ayrton Senna Racing Day somente para o ano que vem, sem data definida)
Em novembro:
  • 10 Milhas da Mizuno - 08/11 - Percurso ainda não informado - Individual (16.09k) ou dupla (8,045k por corredor, que devem revezar o percurso)
  • Circuito de Corridas da Caixa - Etapa Brasília - 22/11 - 5 e 10 km - Eixão Sul
Em dezembro:
  • Volta da Pampulha em Belo Horizonte - 06/12 - 18 km em volta da Lagoa da Pampulha, cartão postal da cidade
  • Corrida da República - 06/12 - Brasília - mais informações no site do organizador
  • Festa do Corredor - 13/12 - informações em breve no site do Cordf
  • Circuito das Estações Adidas - Etapa de Verão - 13/12 - Esplanada dos Ministérios - 5 e 10 km (para completar a mandala do ano)
  • Corrida da Zero Hora - informações em breve no site do Cordf
  • São Silvestre - São Paulo - 31/12 - 15 km
Quem souber de mais corridas neste período, informe-nos através dos "comentários" neste post para que todos possamos ficar informados e nos programar. Sei, por exemplo, que vai acontecer em outubro mais um Longão da Equipe X, mas não sei mais detalhes sobre o evento.

Boas passadas!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

DICAS E MACETES PARA OS CORREDORES

E aí, corredor?!

Existem recomendações interessantes, muito simples, que justamente por isso passam desapercebidas por nós no dia de uma corrida. A gente se lembra de usar o tênis ideal, a camisa mais própria para a prática, passar o protetor solar, tomar líquido durante o percurso, mas tem sempre um probleminha de esquecer, por exemplo, de cortar as unhas.

Veja só algumas dicas simples, e esquecidas, que devemos tomar.
  • Para evitar bolhas: provocadas pelo calor gerado do atrito, as bolhas, mesmo que não o façam parar, são um inferno. A melhor fora de evitá-las é lubrificando as partes que se tocam. No caso dos pés, experimente passar Vickvaporub, pois além de lubrificar, a cânfora e o mentol existentes no produto dão uma sensação agradável de frescor. E em outras partes passe vaselina. Mas cuidado: passe pouca quantidade e espalhe muito bem para evitar que os lubrificantes acabem atrapalhando seu desempenho.
  • Vaselina: produto muito utilizado pelos corredores, é bom ter cuidado na hora de usá-la. Nos dias frios, prefira a vaselina sólida a líquida que, por espalhar-se melhor faz com que a lubrificação seja mais eficiente. Além de aplicar na área que você precisa, aplique também acima dela, pois assim ela vai "escorrer" durante a corrida e continuará lubrificando por mais tempo a região que você quer. E nada de vaselina industrial devendo ser usada apenas a de grau farmacêutico. A vaselina também pode ser usada para proteger os mamilos masculinos, se bem que a melhor solução é mesmo o esparadrapo ou uma camiseta regata bem fininha.
  • Barba: melhor fazer a barba à noite, antes de dormir, para evitar que o suor penetre nos pequenos cortes deixados pela lâmina de barbear, provocando aquela ardência e atrapalhando a concentração. Outra alternativa é o barbeador elétrico.
  • Amacie antes e use depois: esta todo mundo conhece, mas não custa lembrar. Tênis novo, camiseta moderninha, uma barra energética importada que você nunca ouviu falar, um short maneiro, um óculos que é a última moda. Se a próxima corrida for amanhã, um dia depois de ganhar os "mimos", use os produtos velhinhos mesmo.
  • Tênis desamarrado: mesmo que a poucos metros da chegada, correr com um cadarço desamarrado nem pensar. Para evitar isso, ao invés de um, dê dois laços nos cadarços. Também existe um pequeno plástico que o pessoal vende nas feirinhas que acontecem nas corridas.
  • Ilumine-se: se você só consegue treinar ao amanhecer ou à noite, quando está escuro, importantes dicas de segurança são, além de correr no acostamento ou em cima da grama ou ainda na calçada quando existir e de frente para o trânsito, use sempre uniformes de cores claras, vivas e refletivas. Até em dias nublados esta técnica é válida.
  • Truques mentais: alguns truques interessantes: para o primeiro longão que você for fazer, procure dividi-lo mentalmente em duas ou três etapas. Ao invés de pensar que vai correr 18k, procure vê-los como 3 etapas de 6k, uma de cada vez. Em uma prova, quando quiser correr mais rápido na segunda parte do percurso, mire um corredor que esteja a sua frente e depois, lenta, firme e consistentemente tente ultrapassá-lo e quando conseguir escolha outro e repita a dose, tudo com moderação. E tem mais, quando você estiver correndo atrás de um outro corredor, procure fixar se olhar sempre nos ombro e nunca nos pés para conseguir manter o seu ritmo e não acabar entrando no do outro. Além disso tem a vantagem de correr no vácuo deixado pelo outro corredor.
  • Tamanho do tênis: durante a corrida os pés se dilatam pelo aumento de fluxo sanguíneo e por isso muitos corredores tendem a comprar os tênis um ou mesmo dois números maior. Mais cuidado, pois tênis muito folgado também traz problemas. Na hora de comprar o calçado, o legal é fazê-lo sempre à tarde, quando seus pés já estarão naturalmente inchados e ainda experimentá-los com as meias que costuma correr.
  • Cor do uniforme: as cores escuras absorvem mais calor pois não refletem os raios solares. Por isso, ao correr, além da questão de segurança, prefira as cores claras. Pretas, jamais.
  • Pista inclinada: as ruas, para facilitar o escoamento, costuma ser inclinadas do centro para os lados. Ou seja, nas laterais as inclinações são mais acentuadas. Como os pés são obrigados a ficar desnivelados, uma mais alto que o outro, correr por muito tempo assim pode comprometer o desempenho e, pior, as articulações. As laterais ainda por cima também acumulam mais detritos, um perigo em dias de chuva.
  • Renovar é preciso: ao invés de ficar comparado tempos, dedique-se mais à distância, se puder, e menos a velocidade. Procure também fazer provas diferenciadas, em circuitos novos ou horários diferentes. Procure inovar e evitar a rotina, principalmente quando você está em crise com a corrida.
  • Unhas dos pés: sempre bem aparadinhas para que não causem problemas. Nas corridas, principalmente em descidas fortes, se elas não estiverem aparadas, é problema na certa, já que elas ficam pressionadas contra a parte interna do bico do tênis. Corte as unhas, evitando fazer isso na semana da prova também.
  • Tangenciando as curvas: nas provas, quando existir uma curva, procure tangência-la, de maneira a não atrapalhar os outros corredores. Comece-as bem aberto e tangencie-as no ponto mais inferior possível e saia abrindo novamente.
Fonte: por Márcio Dederich (espiritocorredor@terra.com.br)

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

DEAN KARNAZES - 50 MARATONAS EM 50 DIAS

E aí, corredor?!

Dean Karnazes, ultramaratonista americano, desafia qualquer recomendação dos especialistas quando de trata de praticar corrida. Segundo os médicos, para ser saudável é preciso seguir uma dieta equilibrada e fazer exercícios regularmente, mas sem exageros para não se machucar. Atletas de ponta, por exemplo, costumeiramente extrapolam seus limites e estouram um joelho aqui, quebram uma clavícula ali.

Karnazes não liga para o que os médicos dizem. Entre suas proezas, que faz parte inclusive de um livro que ele escreveu, está correr uma sequência de 50 maratonas (de mais de 42 km cada uma) em 50 dias consecutivos, em 50 cidades dos EUA. A regra diz que maratonistas precisam de alguns dias para se recuperar de uma prova antes de voltar aos treinos, mas o superatleta não apenas desrespeitou essa regra mas foi além. Ele dormiu 50 noites em poltronas de ônibus nas viagens entre uma cidade e outra, por que "não havia escolha".

O senso comum diz que o atleta não é um ser humano normal. Em sua rotina, ele dorme cerca de 4 horas para que suas atividades possam caber no dia. Acorda entre 3h30 e 4h da madrugada e corre uma maratona pelas ruas de São Francisco/EUA onde mora. Volta para casa depois do nascer do sol e prepara o café da manhã para a mulher e os dois filhos e no fim da tarde faz uma "corridinha" de 10k.

A energia para tudo isso poderia vir da sua alimentação diferenciada, como fazem a maioria dos atletas. O nadador olímpico Michael Phelps, por exemplo, precisa de 12 mil calorias para sustentar sua rotina de treinos. Uma pessoa normal necessita comer entre 2.000 a 2.500 calorias para suprir suas necessidade diárias e não engordar. Já Karnazes come apenas alimentos orgânicos e integrais no dia a dia. Mas durante as corridas de longuíssima duração ataca qualquer alimento hipercalórico que consegue para abastecer o corpo, como pizzas e chocolates.

Karnazes, no entanto, diz apenas que faz o que mais gosta de fazer que é correr até o seu limite e não se acha, por isso, um super-herói e muito menos um milagre.

O corredor veio ao Brasil, onde participou de uma corrida de um dia inteiro com atletas brasileiros e convidados em ruas e parques de quase meia cidade de São Paulo. O percurso de 130 km quase não é um desafio perto perto das provas que ele já venceu, como a Ultramaratona de Badwater, de 217 quilômetros, a uma temperatura de 50 graus, ou os 563 km que ele correu durante 3 dias e 3 noites sem descanso.

Karnazes completou 46 anos no dia 23 de agosto. Segundo ele próprio, seu joelhos continuam tão intactos quantos os de um adolescente. Ele tem apenas 3% e gordura corporal (atletas de elite costuma ter entre 6% e 8%) e os exames mostram um nível de colesterol abaixo de 100 (menos de 200 é considerado ótimo).

Dean Karnazes: um super corredor fora de todos os padrões.

Boas passadas.

sábado, 12 de setembro de 2009

SOBRETAXA AGORA É LEI

E aí, corredor?!

Primeiro queria me desculpar pelas poucas postagens nesta semana. Voltei do Rio um pouco desacelerado mesmo. Acho que, uma vez que a Meia Maratona do RJ era a "corrida do ano" para mim e ela aconteceu, da maneira mais incrível possível, acabei relaxando. Mas estamos de volta, cheio de energia e com outros planos na cabeça.

Agora, vamos ao que interessa. A sobretaxa aos calçados, que já mencionei aqui em outros posts e que dependia apenas de uma avaliação da Camex - Câmara de Comércio Exterior agora é lei. O Governo Brasileiro adotou a medida antidumping válida a partir do dia 09 de setembro - coincidentemente 09/09/09.

A resolução da Camex é válida por até 6 meses e estabelece a cobrança provisória de US$ 12.47 por par de calçado. Mesmo assim, a Abicalçados - Associação Brasileira das Indústrias de Calçados, espera que no fim da investigação, prevista para dezembro, a alíquota válida pelos próximos 5 anos seja elevada para US$ 18,44 por par.

A alíquota será aplicada, junto com a taxa de 35% de imposto de importação já incidente sobre os produtos originários de fora do Mercosul e vai atingir tênis esportivos, sapatos masculinos, calçados femininos e infantis, botas femininas e sapatênis. Apenas produtos muito específicos, como sandálias de praia, calçados para esqui e surfe na neve, calçados esportivos preparados para receberem taxas, grampos, presilhas, inclusive os específicos para patinagem, luta, boxe e ciclismo, pantufas, entre outros, ficaram de fora da sobretaxa.

O grande problema agora é saber se a indústria brasileira está preparada para entender a uma exigência cada vez maior do mercado nacional por tênis de alta performance e tecnologia, como os nossos calçados de corrida. A Abramesp - Associação Brasileira de Mercado Esportivo, representante das marcas Nike, Adidas, Puma, Asics, entre outras, alega que o objetivo da Abicalçados é de inviabilizar a importação dos tênis de alta tecnologia.

A Abicalçados se defende alegando que a medida vai aumentar o número de empregos na indústria brasileira, que caiu drasticamente por conta da importação, e prevê que a entrada de calçados chineses, país que produz a maioria dos calçados importados pelo país, deverá ter seu volume reduzido "drasticamente". 

Cabe saber se a nossa indústria tem capacidade de atender ao mercado com calçados de alta tecnologia, aqueles que usamos em nossos treinos e corridas e que impendem que tenhamos lesões e contusões. Ainda não acredito que nenhum calçado nacional tem essa capacidade e, com a medida, vai ficar difícil para nós adquirirmos um calçado mais confiável.

Só posso dizer uma coisa. Uma tremenda sacanagem da Abicalçados. Taxar os tênis de alta tecnologia só prejudica a nós consumidores. A Abicalçados não em tecnologia para fabricação dos calçados que Mizuno, Asics, Adidas, Nike produzem. Para perceber, basta fazer um teste num calçado de alta performance da Olimpikus, da Abicalçados, com um das marcas já citadas. A diferença é incrivelmente e mais sentida ainda no decorrer do uso. Além de serem mais duráveis, principalmente na questão do amortecimento de impacto, os calçados importados, que já sofrem 35% de taxação, nunca é demais lembrar, e por isso já chegam bem caros para o consumidor, são muito melhores e realmente fazem o que prometem. Não posso dizer o mesmo dos calçados nacionais.

Se fosse só por isso, por que será que mesmo com o alto preço dos calçados importados, que chegam a custar de R$ 400 a R$ 900 nas lojas, ainda agradam mais que os nacionais, que não chega a R$ 400?

Brincadeira. O melhor mesmo é, em um passeio ao exterior ou se um amigo for, pedir para eles trazerem um tênis de lá. Ou comprar diretamente, por que, se levarmos em conta os problemas que podem resultar do uso de calçados pouco adequados, fica bem mais barato pagar a taxa de importação.

Que me desculpem os diretores da Abicalçados, mas a medida foi autoritária e não ouviu o consumidor. Como já mencionei antes: ao invés de taxar mais ainda os importados, busquem alcançar o nível tecnológico que eles apresentam que, com certeza, daremos total preferência ao produto nacional.

Boas passadas.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

MEIA MARATONA INTERNACIONAL DO RIO DE JANEIRO - MINHA HISTÓRIA

E aí, corredor?!

Domingo passado, dia 6 de setembro, realizei o meu primeiro sonho em termos de corridas desejadas: corri os pouco mais de 21 km da Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro.

Planejava estar nela desde o ano passado, principalmente depois que consegui completar com tranquilidade os 18k da Volta da Pampulha em Belo Horizonte/MG. Esta foi minha primeira prova em que a distância percorrida foi maior que 10 km. E depois dela percebi que poderia enfrentar os 21k da Meia do Rio.

E me preparei para isso. Durante o ano de 2009, toda a minha preparação foi voltada para correr esta prova. Não existiria lesão, outra prova, evento, doença, nada que pudesse me tirar da Meia do Rio. Apareceram outras provas interessantes, mas nada que mudasse o meu foco. Queria correr os 21k, mas sem me "esgoelar" e, ao mesmo tempo, podendo apreciar o visual especial que a cidade nos proporciona.

Fiz um teste em abril. Em Brasília mesmo enfrentei os 21 km da Meia Maratona Internacional Caixa de Brasília. Tinha acabado de chegar de férias e, por isso, meu condicionamento não estava ideal. Mas não temos muitas provas de Meia Maratona na cidade e, por isso, essa era a oportunidade que eu esperava. E assim, mesmo com pouco preparo, corri a prova com dois objetivos: experimentar uma prova de longa distância e já me planejar para a Meia do Rio.

Foram sacrificantes 21k. Corri com certa facilidade até o km 18, mas depois, já no final, a perna mostrou-se cansada e as dores musculares de cansaço começaram a incomodar. Cheguei ao final graças ao apoio de uma amigo, que terminou comigo a prova. Mas, mesmo assim, a minha vontade de ir ao Rio não diminuíra. Sabia apenas que deveria me condicionar melhor.

Corri outras provas interessantes, todas com foco no Rio. Volta do Lago Caixa, correndo, intervalado, mais de 16k, outras várias provas de 10k, uma de 5k e fiz um longão de 18k com a galera corredora da Equipe X, da qual faço parte.

Então, chegou o grande dia. Depois de completar 3 anos como corredor, lá estava eu no Rio de Janeiro para realizar meu sonho. Mais de 17 mil corredores estavam presentes na prova. Até São Pedro ajudou, nos presenteado com um dia típico de corredor, ou seja, nublado, sem chuva nem sol forte. Estava tudo propício para uma grande prova.

E o melhor é que, apesar de tanta gente na largada, consegui, mesmo sem programação, encontrar amigos da Equipe X que foram correr também. Amigos queridos que, pelo menos até o Leblon, onde desfrutar da companhia até eles se desgarrarem e cada um partir para o seu ritmo próprio. Mas nos encontramos no final, no stand da Caixa preparado para os seus mais de 280 corredores.

A corrida mostrou ser tudo aquilo que eu esperava e até superou minhas expectativas. Entrega dos kits muito organizada, apesar da multidão presente no dia em que fui pegar. Camiseta linda e de muito bom gosto, assim como a medalha. Água em vários pontos do percurso, mesmo com o clima estando ameno. Bebida isotônica no meio do percurso e na chegada. A população da cidade apoiando em todo o percurso. Ou seja, tudo de bom.

Ao final, completei o percurso em 1h54, um tempo menor que a única meia que havia corrida, a de Brasília, que fiz em 1h57. Muito aquém do que poderia fazer, mas consegui fazer a prova em menos de 2h, meu objetivo inicial. Isso por que sabia que encontraria dificuldades no percurso para ultrapassar os muitos corredores que ficavam à minha frente, e, ainda, queria muito poder correr e apreciar a paisagem da orla carioca: São Conrado, Niemayer, Leblon, Ipanema, Arpoador, Copacabana, Baia de Guanabara com a Marina da Glória e o Pão de Açúcar ao fundo.

Estou feliz sim. O que vier este ano em termos de corrida para mim é lucro. Completar o Circuito das Estações Adidas, correr as 10 milhas da Mizuno, o Circuito de Corridas da Caixa, A Volta da Pampulha novamente.

E quanto a Meia do Rio, só posso recomendá-la a todos os corredores que quiserem curtir uma prova única, em um local abençoado por Deus, com uma paisagem que, arrisco dizer, é a mais bela do mundo.

Ano que vem EU VOU novamente. 

Boas passadas.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

VIVA BEM CAIXA SEGUROS - RESULTADO OFICIAL

E aí, corredor?!

Meu tempo líquido na 1ª Corrida Viva Bem Caixa Seguros, conforme resultado oficial publicado no site dos Corredores de Rua do DF, foi 46min51, quatro segundos a menos do que o registrado pelo meu cronômetro. Eu achei bom. Tô feliz e sei que posso, nesta minha "filosofia" de "devagar e sempre", fazer mais, buscando tempo quando der e sem exigir demais do meu organismo.

Boas passadas.

ATLETISMO BRASILEIRO SEM EVOLUIR

E aí, corredor?!

A fraca campanha do atletismo brasileiro nas últimas competições internacionais tem gerado uma série de críticas a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e também aos atletas. Analistas e ex-esportistas não poupam ninguém da culpa por esta estagnação.

Em entrevista ao jornal Correio Brazilienze, de Brasília, o medalhista olímpico Robson Caetano afirma que os corredores brasileiros também tem uma grande parcela de culpa do atletismo brasileiro não conseguir resultados expressivos. Robson acredita que os nossos atletas são preguiçosos e não treinam como deveriam. Tanto assim que o recorde de Robson Caetano nos 100m rasos, conquistado em 1988, não foi batido até hoje, sendo de 10s.

O atleta ainda lembra que os avanços tecnológicos favorecem os atletas de hoje lembrando que em sua época corria-se com sapatilhas com pregos e mesmo assim ele ainda é mais rápido que os atletas atuais.

Sandro Viana, líder do ranking brasileiro nos 100m, argumenta que o avanço tacnológico ainda não chegou ao Brasil, o que deixa nossos atletas sempre atrás dos outros países. Sandro acha que a filosofia de treinamento adotada pelo país está muito aquém das implantadas nos países europeus e EUA. Ainda, o atleta menciona que "já somos grande atletas mas precisamos virar superatletas.".

Na verdade, não é apenas um o problema que aflige o atletismo brasileiro, mas são vários. A filosofia de treinamento, a "preguiça" dos atletas e, acredito, a mentalidade conformista deles ao chegarem nas grandes competições. Chegar a uma final já é motivo de orgulho, mas lutar ao máximo para uma conquista não. Perdendo na fase classificatória ou numa final o discurso é sempre o mesmo: " Dei o meu melhor". Será mesmo?

O discurso de Sandro Viana, de que os brasileiros "já são grandes atletas mas precisamos superatletas" é uma prova disso. Parece que demonstra que basta isso ser grande e não ser mais. Um conformismo por que não temos condições no Brasil de chegar ao nível de superatletas.

Ainda existe a questão do despreparo psicológico que enxergo em nossos atletas. Quando entram em grandes competições eles parecem "amarelar". Parecem nunca achar que tem condições de se superar, de avançar, de mostrar mais do que podem. Quem dera tivessem a postura de Cesar Cielo, atleta da natação, que sempre em suas entrevista mostra a sinceridade e, acima de tudo, a confiança de saber que pode, mesmo tendo atletas de altíssimo nível concorrendo com ele.

Patrocínio existe. O Governo Brasileiro, através da Caixa Econômica Federal, investiu em 2009 13,5 milhões no atletismo. Além disso, a Caixa patrocina várias competições nacionais e internacionais pelo Brasil, como a Maratona e a Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro, o Troféu Brasil de Atletismo e outras várias provas.

A CBAt tem sua parcela de culpa sim, mas, como menciona bem Robson Caetano, "ela não entra na pista". Fora dela, é necessário mais atitude da Confederação. Cobrar e exigir mais dos atletas e dar condições para que eles melhorem. Mas, mesmo que ela faça tudo isso, sem atitude dos atletas nada acontece.

Vejamos a Jamaica, pequeno país da América Central, que tem grandes problemas sociais e muita pobreza. Usain Bolt, apenas para citar um nome, demonstra a seriedade que é o esporte para eles. Estamos tão distantes assim da realidade jamaicana que não podemos chegar ao nível de seus atletas. Por que não fazer um intercâmbio com o país, celeiro de grandes nomes?

É uma discussão que vai dar o que falar. Mas que a CBAt e os atletas precisam entrar num consenso e buscar melhorar o quanto antes precisam. Ou vamos continuar vivendo de desculpas e eternos coadjuvantes em Olimpíadas, Campeonatos Mundiais, etc. 

Boas passadas.