quarta-feira, 17 de março de 2010

O "TRANSE" NA CORRIDA

E aí, corredor?!

Quando comecei a correr, não tinha noção do quanto eu gostaria do esporte e de quanto ele é envolvente. No início, meu propósito era ter uma atividade física regular, a qual, sem muitos problemas, eu pudesse praticar mesmo se não tivesse ninguém comigo.

Mal sabia que iria me tornar um "viciado" em corridas, daqueles que, quando não dá suas passadas por muito tempo sente que está faltando alguma coisa. Comecei em 2006 e, indo já para o 4º ano de prática, posso dizer que a corrida de rua me conquistou mesmo.

No começo, correr era até meio sacrificante, mas prazeroso. Comecei apenas para esquecer os problemas que afetavam minha vida naquele momento. E ajudou muito. Fiz a minha primeira prova, começando logo pelos 10k num dos circuitos mais radicais de Brasília, o Setor Militar Urbano e a Corrida de Duque de Caxias que, para se ter uma idéia, em 2008 teve até atleta que infelizmente não resistiu e veio a falecer de tão desgastante que é a prova.

Hoje posso dizer que, quando dou minhas passadas, principalmente quando resolvo rodar mais de 5 km, entro num estado de concentração tal que, mesmo com o MP3 tocando altas músicas, mesmo com a multidão de corredores e de pessoas assistindo ou simplesmente passando pelo local onde estou correndo, mesmo com os amigos gritando meu nome numa prova, eu não escuto nada. Encaro como se fosse um transe que vivo naquele momento, um "estado de Nirvana" onde entro em um outro mundo, outra dimensão.

Não é fácil chegar neste nível, mas também não é nada difícil. A minha única explicação para tal é que corro por prazer, para ter alegria. No começo queria quebrar barreiras de tempo, bater recordes pessoais. Depois, passei a buscar mesmo a perfeição na mecânica da corrida para ter o máximo de prazer com as provas e treinos e poder continuar motivado para a prática. E acho que foi assim que consegui atingir este nível de entrar em transe total em alguns momentos em que estou correndo.

Nuno Cobra escreve, na edição de março de 2010 da revista O2, que a corrida pode sim se tornar um mecanismo para alcançarmos "um transe maravilhoso, de nos fazer penetrar em outro nível mental e conduzir a esse momento de paz e evolução espiritual". E ainda completa: " A corrida é a melhor forma de conseguir atingir um estado de superior qualidade mental e espiritual".

Porém, enfatiza Cobra, que isto só é possível se o ato de correr for "desenvolvido de forma harmoniosa e coerente, em um completo bem-estar e não numa competição maluca".  

Por isso, acredito que continuo neste esporte, depois de ter desistido de tantos outros, justamente por que, em um certo momento da minha vida como atleta, resolvi direcionar meus objetivos na corrida para busca do prazer e do gostar de estar dando aquelas passadas. Tirei da minha cabeça a necessidade de me basear em busca de tempo e recordes pessoais. Coloquei como prioridade sempre a felicidade e a vontade de querer correr, sem impor à prática a competitividade e a busca incessante de recordes pessoais baseados unicamente em tempo de realização de prova, como se só esse desse sentido para a corrida. 

É claro, acredito também que cada um é dono do seu nariz e, como diria o dito popular, "cada um é cada um. As metas e a forma que cada qual busca para se motivar na prática são pessoais e cada pessoa tem sua maneira de encarar o esporte.

Mas o que eu sei é que a forma como venho me desenvolvendo e mantendo no esporte tem sido extremamente gratificante e recomendo a todos que, se quiserem tentar, busquem o "transe" na corrida. Vocês vão ver como é fantástico quando atingimos tal estado, mesmo que isso só venha a acontecer em algumas provas ou treinos, como é o meu caso.

Boas passadas.

segunda-feira, 15 de março de 2010

EM NOVA IORQUE TODO MUNDO CORRE

E aí, corredor?!

Passear por outros países é sempre uma experiência interessante. É a oportunidade de conhecer novas culturas, novos lugares, hábitos, atrações.

Nova Iorque é dessas cidades que quase todo mundo sonha em conhecer um dia. Seja pela sua imponência, sua riqueza, história ou apenas por que a cidade é cenário de diversos filmes de Hollywood. Nada mais natural já que se trata da principal metrópole americana e, com certeza, do mundo. Nova Iorque está no patamar de Paris, Barcelona, Madri, Moscou, Sidney, Buenos Aires, Rio de Janeiro, enfim, estas e outras cidades famosas pelo turismo intenso e pelas suas várias formas de beleza.

Mas, como corredor que sou, uma das coisas que me chamou mais a minha atenção em Nova Iorque, além da imponência de seus arranha-céus, da diversidade cultural da cidade, das suas belas, históricas e famosas avenidas.

Vi, em todos os dias que lá estive, corredores aos milhares. O pessoal da cidade adora correr. Mesmo com o frio de 2 graus negativos (sensação térmica de - 5º). Todas as avenidas são palco de passadas ritmadas de vários colegas corredores que, com seus agasalhos, passeiam de lá para cá pela cidade correndo.

No Central Park nem é preciso falar da profusão de corredores que pude ver praticando o nosso esporte. Era muita gente na gélida manhã de domingo. Mesmo com a neve, a galera não estava nem aí e lá estava, curtindo o belo local de treino que têm a disposição. 

Inspirador mesmo. O que não estava nos planos para mim era a neve e o frio, muito difícil de enfrentar para quem mora em uma país tropical, quente. E tinha acabado de sair de um dos mais quentes carnavais cariocas dos últimos anos, com dias de bloco de rua com a temperatura lá pelos 45º.

Mas entendi ali por que uma das mais famosas provas do mundo, e das mais desejadas e elogiadas por quem já foi, é a Maratona de Nova Iorque. O povo lá adora o esporte, e se diverte muito dando suas passadas. Igual a andar de patins no gelo, algo tão comum lá, é correr para o Novaiorquino. 

Excelente experiência, que me motivou mais ainda a, algum dia, correr a Maratona de lá.

Vamos?

Boas passadas.

domingo, 14 de março de 2010

VOLTEI

E aí, corredor?!

Férias terminadas, primeira semana de trabalho já cumprida e também a volta definitiva aos treinos visando correr a Maratona do Rio de Janeiro, em julho.

Tenho pouco mais de 5 meses para me condicionar para a prova, minha primeira maratona. Sei que preciso estar bem preparado, principalmente ciente da estratégia que irei usar para cumprir os 42k. Já vi diversas planilhas de treinamento, li e reli muitas enquanto estava de férias, também li relatos de pessoas que já fizeram uma maratona para saber como fazer.

O que sei é que, meu objetivo principal será terminar a prova, correndo todo o percurso, ou seja, sem andar em nenhum momento. Não fiz isso em nenhuma prova até hoje e, para chegar a conclusão de que poderia este ano fazer a loucura de correr uma maratona, segui gradualmente os meus passos, respeitando o meu limite e tendo, em treinos e planejamento de provas, o pensamento voltado para um único objetivo: ter prazer em correr. Quando isso acabar, sei que não vou mais nem querer saber de correr. Mas como acho que isso não vai acontecer, e justamente por que respeito os meus limites, que só eu sei quais são, a corrida vai fazer parte da minha vida por muito, muito tempo ainda.

As férias foram inspiradoras. Passei por lindas cidades e, em todas, vi muita gente correndo e mantendo a saúde. Homens, mulheres. Adolescentes, adultos e "coroas". Pretendia fazer minha primeira prova "sem compromisso" internacional, correndo pelo Central Park em Nova York, nos EUA. Mas o frio intenso e a neve quase nem deixaram a gente sair do apartamento que estávamos. A foto acima mostra isso. Fiquei 4 dias apenas na Big Apple, mas peguei em todos os dias temperaturas negativas, com vento gelado que fazia a gente chorar de frio.

Mesmo assim, resolvemos passear pelo Central Park e, mesmo com frio, pude perceber com a corrida é um esporte muito praticado pelos norte-americanos. Muita gente correndo mesmo no frio, mesmo com a neve. De casaco, calça apropriada, toca, luva, estavam lá, as pessoas acostumadas com aquela temperatura, correndo. Muito bom ver isso. Mas eu mesmo não queria saber de tirar meus casacos, toca, luva, cachecol, calça, nada para enfrentar o frio. Bobo fui eu.

Tudo bem. Além de correr minha primeira maratona, o meu outro objetivo, de correr uma prova internacional, vai ser também cumprido. Não sei se voltarei a Nova York em novembro, o que eu acho difícil por que já vi como é o frio lá e não quero encarar temperaturas tão baixas, pelo menos não ainda. é mais provável que opte mesmo pela Meia de Buenos Aires, que acontece em setembro/outubro. Mais perto, mais barato, menos frio e dá para ir com os amigos.

No mais, é treinar, pelo menos 3 vezes por semana, a partir da semana que entra, com academia todos os dias, mesmo que seja só para ficar meia hora (detesto academia, mas é necessário). E alimentar este meu blog com mais e mais informações deste maravilhoso universo das corridas. 

Continue nos acompanhando e . . .

Boas passadas.

quarta-feira, 3 de março de 2010

FÉRIAS

E aí, corredor?!

Repararam no sumiço, não é?!

Estou de férias, aliás, elas já estão terminando, e logo voltarei aos posts.

Não me abandonem. (rssss)

Boas passadas.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

CORRIDA DO SOL - MINHA PRIMEIRA "PIPOCA"

E aí, corredor?!

Pois é. Fiz minha primeira corrida na "pipoca" da Corrida do Sol, realizada em Brasília no último domingo. Para quem não sabe, a gente resolveu chamar de participar na "pipoca" de uma corrida oficial quando corremos por fora, sem pagar a inscrição.

Foi interessante. Primeiro, corri com minha esposa, que a cada dia que passa se torna uma corredora das mais empolgadas. Segundo, como não tínhamos o compromisso de pegar o chip, que nas provas de Brasília só é distribuído no dia da corrida, até meia hora antes de começar a prova, chegamos com a galera já tendo largado e começamos no último pelotão. Sem nenhum estresse. Apenas na festiva.

O percurso é o mais utilizado em Brasília, pelo menos assim foi ano passado, quando 9 entre 10 provas realizadas aconteceram na Esplanada dos Ministérios, começando na altura do Museu Nacional e indo em direção ao Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente da república.

Eu e Deborah começamos juntos. Meu planejamento era acompanhá-la até o momento em que ela cansasse e resolvesse andar, correndo no ritmo dela. Depois, sairia para fazer a minha prova, correndo os 5 km. Foi assim que, com cerca de 20 minutos de passadas Deborah em liberou, e lá fui eu, desviando entre os muitos corredores mais lentos.

Depois dos 2,5k, encontrei Deborah descendo e, apesar de ter pensado em apenas esperá-la na reta de chegada, resolvi voltar em correr junto com ela. Afinal, seria uma experiência inédita para nós dois, e eu aí sim tentaria ajudá-la a fazer a prova.

Foi assim que corremos os 2,5k finais juntos. O dia estava extremamente quente e o calor afetou um pouco nosso desempenho. Deborah chegou a ter um pouco de tontura, mas conseguiu completar a prova com "gás".

A minha análise da prova é a seguinte, como corredor da "pipoca":

  • Kit:  um boné branco, uma camiseta do tipo regata, amarela, com o símbolo da prova, um tremendo sol, bem na frente e uma revista da O2. A camiseta é bem bonita, bem como o boné branco vai ser bem utilizado.
  • Medalha: interessante. Poderia ser mais bonita, com um sol mais bem caracterizado e na cor dourada ao invés do prateado.
  • Organização: impecável. Postos de água antes do 2,5k e pouco depois dos 2,5k para quem fez 5 km como eu. A mesma estratégia das provas do Circuito das Estações Adidas, feitas pela mesma organizadora. 
Não posso analisar o kit de reposição por que não paguei para fazer a prova. Pelo que vi, nota de 1 a 10 um 7.

Boas passadas.

 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

CORRENDO PELOS DEGRAUS DO EMPIRE STATE

E aí, corredor?!

Mais uma corrida inusitada.

Aconteceu em Nova York - EUA a 33ª Edição da maratona pelas escadas do Empire State, o maior edifício da cidade e um dos maiores do mundo.

O campeão foi o alemão Thomas Dold, entre os homens, e a americana Melissa Moon, de 40 anos, entre as mulheres. Dold subiu os 1.576 degraus em 10 min 16 seg e Moon em 13 minutos.

A prova começa no lobby do edifício e vai até o terraço de observação. Os competidores têm que subir os degraus o mais rápido possível, sendo que só há largura para duas pessoas por vez nas escadas.


Doidera.

http://www.youtube.com/watch?v=eE74EyThDpI

Boas passadas.

Fonte: globo.com


P.S.: Clique aqui para ver o vídeo da matéria sobre a maratona no YouTube. 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

CORRER AJUDA TAMBÉM NA MEMÓRIA E APRENDIZADO

E aí, corredor?!


Mais um benefício das corridas, publicado no site da UOL (uol.com.br). Veja aí:


21 de janeiro de 2010 (Bibliomed). A corrida pode fazer mais do que melhorar seu condicionamento físico e cardiovascular. Segundo estudo recentemente publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, esse exercício pode ter um impacto significativo na função cerebral, melhorando o aprendizado e a memória.

Em testes com ratos, os cientistas observaram que os roedores que, voluntariamente, corriam nas rodinhas apresentavam maior número de células cerebrais e tinham melhor desempenho em testes de aprendizado espacial do que os animais que não se exercitavam. De acordo com os pesquisadores, a corrida tem efeito profundo no hipocampo – área do cérebro responsável pelo aprendizado e pela memória.

O aprendizado espacial é a habilidade de se deslocar em um lugar desconhecido ou de falar a diferença entre dois padrões, enquanto a memória espacial se refere à capacidade de se lembrar da localização ou disposição de objetos no espaço. No caso da pesquisa, os cientistas descobriram que os ratos mais fisicamente ativos tinham uma melhora considerável no aprendizado, sendo mais capazes de perceber a diferença entre os locais de dois estímulos adjacentes idênticos.

De acordo com os autores, essa habilidade demonstrada pelos ratos que corriam nas rodinhas estava intimamente associada com um aumento no crescimento de novas células no hipocampo. Experiências atuais com ratos têm demonstrado repetidamente que correr aumenta o número de novas células cerebrais nesta área, ao contrário da crença que vigorou até o final dos anos 1990, de que não haveria o crescimento de novas células cerebrais após o nascimento.

“Atualmente, as crescentes evidências continuam a revelar que o exercício provoca significativas alterações fisiológicas e estruturais no cérebro que são benéficas para a função cognitiva”, concluíram os autores, recomendando a prática regular de atividades físicas.

Fonte: PNAS Early Edition. 19 de janeiro de 2010.

O fato é que correr com orientação é um excelente negócio.

Boas passadas.