terça-feira, 20 de julho de 2010

CORRIDA SUSTENTÁVEL

E aí, corredor?!

A sustentabilidade do planeta é a palavra de ordem do desenvolvimento atual. A consciência ecológica deixou de ser um assunto apenas para congressos ambientais para ser discutido por todos, em todo o planeta. A Terra pede socorro, e nós precisamos fazer alguma coisa.

Nosso esporte, a corrida de rua, está tão envolvida nesta história quanto qualquer outros segmento da sociedade. E não é só de provas ecologicamente corretas, como a EcoRun que acontece em várias capitais do Brasil. 

Quando corre, você nunca pensou onde vai parar aquele copo ou garrafa plástica de água que você joga no chão depois de se hidratar. "Os organizadores passam de pois e pegam", diria a maioria. Mas e depois. Um evento como o Desafio SP-RJ 600k, prova de longa duração ocorrida ano passado, foram produzidos quase 500kg de lixo sólido, sendo que quase 90% dele é composto de lixo reciclável, que foi repassado para 5 cooperativas parceiras, segundo relatado pela Iguana Sports, organizadora do evento, em depoimento à revista SuperAção.

Vejamos alguns itens causadores desta poluição ambiental nas corridas. Peguemos como exemplo qualquer corrida de 10k realizada em Brasília, onde moro. Primeiro, o kit com camiseta e as várias propagandas que vêm dentro dela. Ótimo se para elas forem usados papéis recicláveis, o que não é o mais comum. A camisa vem, geralmente em um saco plástico, mesmo geralmente já sendo condicionada na sacolinha do kit.

Em Brasília os organizadores utilizam como regra distribuir o chip de cronometragem apenas no dia da prova, ao contrário de outras cidades que já corri. A embalagem que vêm o chip geralmente é um envelopinho de papel, que o corredor pega e joga no chão mesmo, já que os poucos latões de lixo ficam longe do local da entrega do chip. 

Na corrida, temos os copos ou garrafas plásticas de água. O corredor pega no posto e, depois de beber joga no chão, mesmo não tendo consumido tudo. Mais lixo, e que não degrada facilmente. Ainda existem as bisnagas de gel com carboidrato jogados em qualquer ponto do trajeto, muitas vezes longe dos postos de hidratação onde tem gente que recolhe. E se levarmos em conta uma corrida de longa duração, ainda temos as garrafas de isotônico.

Na chegada recebemos o kit de reposição: frutas e barra de cereal colocados em um pequeno saco plástico. Mais copos ou garrafas de água, e as garrafas de isotônico ou caixinhas de suco. E ao sairmos do local de entrega das medalhas, lá vem a galera com mais papeis de propaganda de outras corridas ou de produtos de corrida. Mais lixo.

Viu como é fácil acumular lixo em um prova de corrida de rua. E quais seriam as soluções para resolver este problema? No caso do principal problema, os copos/garrafas plásticas de água seria de certa forma fácil: substituir os mesmo por copos de papelão, apesar da inviabilidade por não serem feitos recipientes para água com este material e aí o organizador teria que encher os postos de hidratação de copinhos e distribuir a água por eles.

As propagandas podem todas ser feitas em papel reciclável. E os latões de lixo tem que estar espalhados pelo percurso e pelo local onde ficam os eventos e os corredores devem jogar este lixo neste local. Seria possível? Com certeza aumentaria o preço das inscrições, ou pelo menos seria uma boa desculpa para isso.

A distribuição do chip pode ser realizada antes do dia da prova para que o chão do local do evento não fique cheio dos envelopinhos rasgados e jogados em qualquer lugar.

Enfim, soluções existem, mas o que se precisa mesmo é de mais consciência de todos nós, não só em corridas, mas para todas as ações que vivenciamos em nossas vidas. Recicle seu lixo, coloque as pilhas em locais próprios, pratique o consumo consciente adquirindo apenas se realmente precisar e não por impulso, diminua o tempo do banho e controle o gasto de água em casa. Troque as lâmpadas da casa por aquelas mais econômicas. E, principalmente, incentive e propague ações sustentáveis.

Vamos correr para salvar nosso planeta.

Boas passadas.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

EU VENCI !

E aí, corredor?!

Consegui!

Corri os mais de 42 km da Maratona Internacional do Rio de Janeiro, minha primeira maratona. Mais de 18 mil pessoas, entre elas muitas de outros países, prestigiaram o evento, o que pode ajudar os organizadores a colocarem a prova no seleto grupo das grandes maratonas do mundo.

Não foi nada fácil. A corrida começou exatamente às 7h30. A cidade maravilhosa estava cinza, encoberta por um céu nublado e um vento frio. E na noite anterior a chuva havia sido constante e o mar revolto, com ressacas em várias praias.

Mas nada disso impediu-nos de realizar a nossa corrida. E que corrida. Não pensei que conseguiria e, mesmo já terminando a prova, tive medo de não conseguir cumprir o percurso. 


Saímos do Recreio dos Bandeirantes, bem no início da orla. Corremos 1,5k para dentro do bairro para depois voltarmos ao ponto da largada e, aí sim, pegar a pista da orla e ir rumo ao Aterro do Flamengo, em direção a chegada.

No Recreio, terreno plano. O desafio era fugir das várias poças deixadas pela chuva da noite anterior. Deixar o tênis encharcado logo no início da prova era um risco que não podíamos correr, já que o mesmo ficaria pesado e podia dificultar as passadas.

Acabando o Recreio entramos na Reserva, um trecho isolado, onde só tinha corredor. Fiquei olhando o mar, para distrair, e refletindo sobre tudo o que aconteceu para eu chegar até ali, até que comecei a avistar os prédios da Barra da Tijuca. 


Aqui, eu, que estava correndo com os amigos Nirley e Jailto, ambos da Equipe X, passei a ficar para trás. Os dois, mais experimentados, estavam bem preparados e num ritmo mais forte. Aí resolvi deixar eles irem por que sabia que não poderia aguentar.

Por conhecer bem a orla carioca, tinha noção das distâncias. O que para mim acabou se tornando um inimigo por que, como o fim de cada trecho não chegava, o meu psicológico começava a querer me arruinar. Senti isso justamente quando percebi como estava sendo demorado a gente vencer o trecho da reserva, que mostrou-se desafiador, mesmo sendo plano. 

Na Barra a pista para os atletas foi diminuída, já que o trânsito de carros não podia parar. Como ainda tínhamos muitas poças, agora fugir delas ficou mais difícil, e desta vez, optei por correr boa parte na ciclovia, mesmo sabendo que acabaria correndo mais do que deveria.

No final da barra, o trânsito estava intenso, mas já havíamos completado mais de meia maratona. Pegamos o elevado, uma subida curta, mas que se mostrou desafiadora por que o terreno era irregular, e acabei forçando mais uma perna do que a outra, o que se refletiria em dores mais tarde. Mas aqui um dos visuais mais impressionantes, com o mar batendo nas pedras e o visual das outras praias ao longe. Fiquei só imaginando se o tempo estivesse limpo.

Descemos o elevado e caímos em São Conrado. A pequena praia passou rápido para logo cairmos no trecho mais difícil, a subida de cerca de 2 km da Niemayer. Foi uma batalha. Ali muitos corredores quebraram, até por que foi na subida que chegamos aos 30k. Pude ver de perto o quanto é verdade a história dos "muro dos 30k", quando muitos quebram e não conseguem correr mais.

A descida para o Leblon foi uma benção. Deixei o corpo ir, abri a passada e segui. Aqui as dores começaram a aparecer. Minha paturrilha direita já "gritava" por socorro. Mas eu insistia e continuava, em um ritmo mais lento, correndo.

Passei por Ipanema e cheguei a Copacabana. Nessa altura, além da panturrilha da perna direita, também a da esquerda mostrava sinais de cansaço, até por que naturalmente comecei a compensar a dor em uma na outra. E os ombros também começaram a doer, mas nada que atrapalhasse.

Mas no quilômetro 36 eu quase parei. Tive medo de não conseguir prosseguir. A dor na panturrilha se intensificou e parecia que tinham dado um nó no meu músculo. A perna travou completamente e não me obedecia mais. Parecia que tinha quebrado um osso.


Tive que caminhar, e fiz no estilo "marcha atlética", caminhando rápido, conforme orientação do professor Nirley. Isso depois de uma massagem forte na panturrilha, tentado "jogar" a dor para o centro do músculo. Quando senti que dava para continuar a correr prossegui, em um ritmo bem mais lento, buscando chegar ao final.

E foi assim que, depois de 4h11 minutos de prova eu cruzei a linha de chegada, com o apoio do amigos e de vários desconhecidos que aplaudiam para nos encorajar. É uma emoção e tanto conseguir este trunfo. Ainda mais pelo sacrifício que a gente acaba impondo ao nosso corpo e, no meu caso, pelo extremo esforço que tive que fazer no final.

A gente acaba se considerando realmente um vencedor. É uma vitória e tanto. Afinal, 42,195 km não é para qualquer um não. Isso sem contar que, pelo meu GPS, percorri quase 2k a mais, fruto do trecho da Barra que fiz na ciclovia e que deve ter aumentado o percurso.

A prova foi a mais bem organizada que já corri. Muitos postos de hidratação, distribuição de gel, isotônico em vários pontos da prova, uma bonita medalha. A camiseta que deixou a desejar, mas tudo bem, não era tão feita assim não e o material é bom.

Agora, se me perguntarem se enfrentarei outra maratona dessa, eu hoje não sei responder. Quando cheguei, Maria, uma amiga da equipe, me perguntou isso, e eu respondi que nem pensar. Depois, mais tarde, falei que até poderia ser ano que vem e agora já digo que realmente não sei. Apesar do sacrifício, a realização de ter chegado até o final é única. 

Muito bom!

Boas passadas.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

AILTON E WALTER - GUERREIROS DA EQUIPE X NA VOLTA DO LAGO CAIXA 2010

E aí, corredor?!

Voltamos a falar da especial Volta do Lago Caixa 2010. Especial por conta da melhora de nossos resultados, de forma natural e sem estresse, pela conquista do nosso tão sonhado e perseguido troféu de 3º colocado, mas principalmente, como não cansei de mencionar, pela presença em nossa equipe, do Ailton, um atleta cego, que junto com Walter, fez dois trechos da prova, correndo no total cerca de 16k.

A presença do Ailton na equipe proporcionou também uma reportagem especial, feita pelo SBT local, sobre a nossa equipe, que tratava do treinamento da dupla. E é ela que colocamos para vocês curtirem, resgatada do YouTube.


Boas passadas.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

MARATONA DO RIO - RESUMO DOS PREPARATIVOS

E aí, corredor?!

Hoje, por sugestão de uma amiga que acompanha o E AÍ CORREDOR, a Alessandra, resolvi escrever sobre os preparativos para o meu grande desafio de 2010: a Maratona Internacional Rio de Janeiro.

Na verdade, não teve nada de especial nesta preparação. Os treinos nas terças e quintas com a Equipe X, várias Corridas sem Compromisso, todas com mais de 10k, a sempre emocionante e empolgante Volta do Lago Caixa, uma Meia Maratona, o Desafio 33k junto com o Nirley e o Jailto e no mais muita leitura e conversas com os amigos sobre a experiência que é correr uma Maratona.

Neste último mês foi que nosso amigo e professor Nirley dedicou mais especificamente o meu treino para a Maratona. Além do aquecimento, corrida e tiros nos dias normais de treinamento, corremos - eu, Nirley e Jailto - duas grandes distâncias para "sentir o drama" de correr mais de 2h seguidas sem parar. Na verdade, acabou sendo apenas uma experiência de corrida com mais de 2 horas e outra de quase 2 horas. E foi o incrível Desafio 33k, em que não consegui correr toda a distância, chegando a caminhar por cerca de 500, 600 metros, mas pude sentir como é difícil conseguir vencer a grande distância, muito mais pelo psicológico que pelo físico.

Sinto que estou preparado para enfrentar os 42k da Maratona. Meu condicionamento aeróbico, acredito, está 200%, mas não estou plenamente convicto da minha capacidade física de aguentar por volta de 4h de um esforço repetitivo. Mas confio na palavra que me deu o aval para correr e acredita no meu potencial.

Agora é verificar os detalhes finais: músicas do MP3, roupa que vou usar, clima para o dia da prova. 

O playlist é o mesmo que sempre tenho levado às provas deste ano - aliás, preciso fazer uma mudança - que tem jazz, soul music, house, hip hop, MPB, enfim, uma miscelânea total. Mas fácil falar o que não tem: axé, sertanejo, funk, forró. Alguns nomes: Seu Jorge, Amy Winehouse, Red Hot Chilli Peppers, Pearl Jam, B52's, Barão Vermelho, Barry White, Beyonce, Black Eyed Peace, Bob Sinclair, Bliss, The Cure, Gorillaz, Dire Straits, Detonautas, Fernanda Abreu, Franz Ferdinand, Green Day, Jose James e muito, mas muito mais mesmo. São 8G de músicas variadas. Coloco o Ipod no "aleatório" e deixo a música rolar. Não faço uma programação específica, apenas escolho músicas que gosto de ouvir.

O clima, pelo que parece, estará frio, e pode ser até chuvoso. Se for pouca chuva, como na Meia do ano passado, ótimo e ideal para fazer uma prova legal, sem o calor e a umidade excessiva, que caracteriza a capital carioca (apesar de não ser o clima ideal para a cidade maravilhosa). 

A roupa? Bem, conforme orientado, fiz os Desafios do jeito que vou correr. Camiseta fina da equipe com manga curta, boné, short e bermuda para manter a circulação na boa, óculos e o polar no pulso. Não sei se corro com o cinturão de hidratação, com as garrafinhas com água, isotônico e malto, como sugeriu o professor, mas sei que devo carregar um dinheirinho para qualquer necessidade durante o percurso, caso eu "quebre" no meio da prova. Tudo para prevenção, é claro, por que o propósito é chegar até o final.

É isso. Agora é torcer, galera, para que tudo dê certo e que não só eu, mas todos os colegas da Equipe X, grande maioria estreando nas distâncias de 42k e 21k, consigam o objetivo de chegar ao final correndo sem parar, assim como todos os outros colegas corredores que estarão fazendo a festa no Rio de Janeiro neste domingo.

Boas passadas.

terça-feira, 13 de julho de 2010

MARATONA DO RIO - ESTÁ CHEGANDO A HORA

E aí, corredor?1

E lá fomos nós - eu, Jailto e Nirley, nosso professor - para mais uma corrida preparatória para a Maratona Internacional do Rio de Janeiro. Foi domingo passado, dia 11 de julho, e em um percurso bem interessante desenhado pelo nosso professor e amigo.

A distância era de 20 km, mas eu mesmo acabei correndo um pouco menos, cerca de 19,2k. Nirley e Jailto correram mais de 20k. Mas o que corri foi o suficiente para mostrar que posso conseguir vencer a minha primeira Maratona.

Saímos um pouco tarde, depois da 9 h, do Pontão do Lago Sul e partimos em direção ao Balão do Aeroporto, seguindo pela ciclovia do Lago Sul. Um caminho interessante, onde encontramos vários ciclistas e alguns corredores. E o melhor é que é bastante seguro, já que temos a ciclovia para correr. Mesmo assim corremos sempre no contra fluxo dos veículos para não sermos surpreendidos nem por eles nem pelas bikes.

Na volta, Jailto e Nirley seguiram em direção a Península dos Ministros, em ritmo forte, e eu desci direto para o estacionamento do Pontão, rodando mais 1,2k dentro dele, em ritmo lento.

Foi uma excelente experiência, bem melhor que o Desafio 33k quando eu quebrei e tive que caminhar por uns 500 metros pelo menos. Claro, a distância foi bem menor, mas percebi que posso conseguir, principalmente pelo dia seguinte, quando estava inteiro.

Agora é esperar o dia 18, próximo domingo, quando estarei pondo à prova o treinamento realizado, que, no meu entender, apesar de não ser suficiente para vislumbrar uma marca excelente - correr em menos de 4 h - dará para que sonhe em completar a prova correndo.

Boas passadas.

terça-feira, 6 de julho de 2010

RECORDE PESSOAL QUEBRADO NA CORRIDA DO FOGO 2010

E aí, corredor?!

Como vocês sabem, correr para mim é prazer. Muito mais do que a loucura por quebrar tempos, do que perceber minha evolução no esporte apenas se bater recordes pessoais, adoro curtir as passadas, o ambiente, o visual da corrida e curtir tudo o que ela me proporciona.

Sendo assim, quando acontece de quebrar marcas tudo não passa de uma evolução natural, onde o condicionamento me levou a isso, com o mínimo de estresse para o corpo. Por isso comemoro cada novo recorde como se fosse um troféu.

E a minha primeira Corrida do Fogo me proporcionou esta alegria. Eu era um dos quase 4 mil corredores (sem contar a "pipoca") que lotaram a Esplanada dos Ministérios de Brasília para correr a 20ª edição de uma das mais famosas e tradicionais corridas da cidade, e a mais antiga corrida noturna da capital.

O percurso, com uma altimetria bem tranquila, não ofereceu grandes problemas. Correr a noite, horário que já utilizo para treinar, é ideal para mim. E em se tratando de Brasília, que nesta época atinge picos de baixa umidade relativa do ar a níveis de deserto, é muito mais agradável que provas diurnas.

A largada aconteceu por volta das 18h30. O estouro de um canhão e depois de fogos de artifício marca o início da prova. Cheguei tão em cima da hora que fiquei atrás e passei pelo pórtico da largada 2 minutos depois da galera sair. Estava bem cheio mesmo, mas isso não atrapalhou tanto, apenas um pouco no início. Afinal, as vias utilizadas, eixo monumental e eixos norte e sul, são largas e suportam a multidão de corredores que participou do evento.

Poucas subidas, e as que tinham não eram fortes, o que ajudou muito a quebrar o tempo de 47min conquistado ano passado na Etapa da Primavera da Circuito das Estações Adidas. Fiquei feliz por que, mesmo tendo me condicionado a fazer em ritmo mais lento, acabei por bater meu recorde de tempo pessoal, baixando a distância de 10km para 46min37.

E o legal é que a prova é uma das poucas que o público comparece, mesmo sendo realizado num domingo à noite. Além da corrida, tem a "Cidade do Fogo", um espaço para distração do público que vai prestigiar a corrida. Parecia que eu estava no Rio de Janeiro ou em Belo Horizonte, onde as população vai ver a prova. 

No local da chegada e saída mais uma coisa legal: uma arquibancada onde a galera fica nos incentivando e assistindo. Imperdível mesmo.

O kit foi normal, com uma camisa interessante, em poliamida, com um boné, e reposição com o suficiente, inclusive isotônico. Só houve problema na retirada do kit e do chip, um pouco confuso.

Outro detalhe positivo. Foi a primeira corrida que os bombeiros ofereciam para quem chegava uma espécie de manta, oferecida em corridas internacionais para o atleta não ficar exposto ao frio.

A medalha é um destaque, por que tem um belo desenho e para quem fica entre os primeiros colocados, ela é colorida. A prova também premia em dinheiro os melhores.

Enfim, gostei muito e prometo fazer o possível para participar em outros anos.

Boas passadas. 

quinta-feira, 1 de julho de 2010

CORRIDA DO FOGO - ESTE ANO EU VOU, FINALMENTE

E aí, corredor?!

Estou nesta "aventura" que é correr regularmente desde agosto de 2006, como vocês sabem. E desde que comecei a correr minhas primeiras provas oficiais, sempre escuto falar bem da Corrida do Fogo, organizada pelo Corpo de Bombeiros do DF.

Uma das qualidades da prova, pelo que escuto falar, é a excelente organização, algo que já conheço por já ter participado de outras provas promovidas por militares, como a Duque de Caxias e a dos Fuzileiros Navais. Percurso com boa sinalização, bom kit de reposição e circuito bem interessante.

Outro detalhe é que a Corrida do Fogo, creio eu, é a mais antiga corrida noturna da cidade, se não for uma das mais antigas do país. Antes mesmo do sucesso das corridas de rua ela já tinha este horário como determinação, o que a tornava e ainda a torna o diferencial em Brasília.

Outro detalhe: a prova só tem uma distância, que são 10 km. Nada de 5k ou caminhada. Quem quiser tem que enfrentar a distância tão temida por alguns. Mas por ser noturna, realizar a prova, mesmo em época de seca na cidade, é bem mais agradável que durante o dia.

Mesmo assim, nada de descuidar da hidratação galera! A umidade relativa do ar está muito baixa. Teve até um dia, 23 de junho, que foi registrado oficialmente apenas 9% na cidade. Imagina não oficialmente. Com esta secura, mesmo à noite torna-se um desafio dos melhores.

Mas perder esta prova não dá mais para mim. Nos outros anos sempre tive um empecilho que não me deixava correr, mas este ano já me inscrevi e aguardo ansioso para dar minhas passadas.

Você vai, não é? A gente se encontra lá.

Boas passadas.