domingo, 10 de março de 2013

LONGÃO EVOLUA E EQUIPE X

E aí, Corredor?!

O que leva uma pessoa a acordar às 5h50 da manhã num domingo, dia oficial da preguiça, depois de uma semana puxada de trabalho? Correr, meus amigos! Correr!

E como estaria arrependido se não tivesse feito este "sacrifício" de acordar cedo para curtir um domingão de longão. E este especial, por que juntou duas equipes para correr. Muito mais especial ainda por que era um percurso feito 90% em trilha, no meio do mato, correndo dentro de um riacho e com mata fechada. 

A Equipe X foi convidada pela Evolua para participar do longão que eles programaram para o domingo, no Altiplano Leste. Já corri lá outras vezes, tendo como ponto de partida a chácara da Silvia. O percurso é muito requisitado por corredores malucos, mas principalmente ciclistas e motociclistas que adoram curtir a bela paisagem e as difíceis trilhas com suas bikes e motos.

Altiplano Leste - o Altiplano é um novo bairro de Brasília, que fica depois do Lago Sul. No início, só composto por chácaras mas hoje já em muitas partes loteado para condomínios, ainda irregulares. Mas existe, no final, uma área ainda preservada, que os donos conservam seus oásis de verde, cuidando de espaços cercados de natureza e tranquilidade.

Evolua e Equipe X juntas no longão do Altiplano Leste
Ali, fazendo a trilha correndo, de bike ou moto nós podemos ver grandes morros, com paisagens belíssimas. Um riacho corta a trilha e o Rio Paranoá desce caudaloso para quem chega perto dele, num visual bem diferente para um local tão próximo a um centro urbano.

Percurso - o percurso, desenhado pela Evolua, já era conhecido de todos nós da Equipe X, que já fizemos outros longões por ali. Saímos da chácara da Silvia e, em um terreno plano, corremos em uma estrada de terra para depois chegar no asfalto e, novamente, cair e outra estrade de terra. 

Nesta segunda estrada já começamos a pegar terrenos mais acidentados, com algumas subidas e descidas até que, fazendo uma curva, tudo muda. A pista fica mais estreita e cheia de cascalho e ali sim começa a aventura.

Aline e Thaís correndo pela trilha
O sentido que tomamos foi o que pegamos inicialmente mais descidas que subidas, o que torna o início da corrida mais tranquilo. Isso vai até o riacho, quando corremos dentro dele, colocando o pé na água mesmo.

Antes de pegar a parte mais dura, e que tem a distância menor (ainda bem), um refrescante banho no Rio Paranoá. Depois, volta ao riacho até que, pronto, subimos e subimos e subimos.

Passamos pela apelidada "trilha da bundinha", que ganhou este nome pelos ciclistas que ali, para pedalar e conseguir subir, tem que levar a bunda do selim. E depois dela tinhamos mais subidas, e mais fortes ainda. Foram cerca de 6 km assim, subindo até chegarmos ao asfalto e pegarmos o caminho de volta para a chácara da Silvia, naquele mesmo terreno plano e tranquilo.

O riacho, um desafio diferente do longão
Dois pontos de hidratação, com água, isotônico e maltodextrina, foram colocados no percurso. Mas alguns atletas também levou o seu próprio reservatório de água.

Total da distância: 14,7 km.

Evolua - a Evolua é uma equipe grande de corrida de Brasília. Bem estruturada, oferece treinos para cerca de 190 alunos, sendo que o local mas utilizado é o estacionamento do Cine Drive-in, no autódromo. No longão de hoje ela era maioria, com mais ou menos 50 corredores.

Equipe X - a nossa Equipe levou menos atletas. Eu (Caique), Aline, Nirley, Eduardo, Chamon, Susete, Sérgio, Gracie, Thaís, Rafael, Ivanilson, Silvia, Kennedy, Jailto, Maria, Marco, Gislene, Tião e Matheus. 

Foto antes de começar a correria, com a turma
da Evolua e a da Equipe X


quinta-feira, 7 de março de 2013

MULHERES E CORRIDAS

E aí, Corredor?!

O universo das corridas, definitivamente, não é mais dominado pelos homens. Hoje o número de mulheres é cada vez maior e não é a toa que provas exclusivas para elas já fazem parte do calendário nacional. E todas diferenciadas, cheia de detalhes específicos para agrada-las.

E elas são valentes! Enfrentam os mesmos percursos e, muitas vezes, correm muito mais e de maneira mais correta que muitos marmanjos das pistas.

Lembro uma das minhas primeiras corridas quando eu, ingênuo, não admitia chegar atrás de uma mulher, só que, no meio da prova, fui ultrapassado por uma senhora até bem corpulenta que, apesar de todo o meu esforço, não consegui passar.

Daí, já mais experiente, em uma das provas do ano passado, estava correndo no meu limiar quando também vi passando por mim uma senhora pequenina e magrinha, correndo solta, leve e muito rápido. Só que desta vez não resolvi "me matar" para alcança-la.

Vejo também minhas amigas da Equipe X, o maior exemplo para mim de que como essas guerreiras vão longe. Correm com graça, focadas e sempre têm objetivos definidos. Não se trata de competição. O objetivo inicial, na maioria dos casos, é emagrecer. Mas depois que conhecem e percebem o benefício das corridas, começam a correr com vontade, buscando sempre a saúde e o prazer, ensinando muita vezes a nós homens a necessidade de controlar o ritmo, de não pensar só na competição.

Aline, minha namorada e parceira de corridas, e que este ano vai encarar a maratona do Rio de Janeiro, já pegou tanto o gosto que fica inventando percursos para gente correr. Este ano, já encaramos três percursos idealizados por ela, nas nossas corridas de aventura onde a distância mínima foi 19k.

E lá vão elas, enfrentando em um quarteto a Volta do Lago, uma ultramaratona de 100 km que acontece em Brasília. Cada uma correndo 25k de subidas, calor e tempo seco, típico da época na cidade. Nati, Gislene, Maria e Diva já realizaram este feito e este ano será a vez de Aline e Susete, que vão formar o quarteto com Nati e Gislene, que resolveram encarar novamente o desafio.

Na Disney, Sylvia não bobeou e, determinada como ela é, encarou o temido Desafio do Pateta, correndo no sábado uma meia maratona (21k) e no domingo uma maratona (42k). Foram 63 km em um final de semana, com um intervalo quase zero de descanso. 

Ano passado, além da marmanjada, duas mulheres resolveram encarar os 42,195 km da Maratona Internacional do Rio de Janeiro. Edna e Susete fizeram bonito e tornaram-se as pioneiras da distância na Equipe X. Pensando bem, já tivemos outras que encararam o desafio: Sylvia, Conceição, Severina.

E tem mais! Não é da Equipe X, mas é uma amiga das pistas. Margarete, que já fez mais de uma vez os 89 km da Conrades, na África do Sul.

Como são fortes estas mulheres, que não param de surpreender e vencer desafios. Este ano, para o deserto do Atacama, teremos Leila encarando a maratona junto com Nirley, Rinaldo, Eduardo e Sílvio; e Nati, Gracie, Thaís, Gislene e Severina encarando os 23 km da região mais seca do mundo. 

No Rio, lá estarão elas de novo enfrentando a maratona, e agora prometendo  estar em maior número, mais até que o de homens da Equipe X. Aline, que já mencionei que vai nesta que é sua "prova do ano" e, além dela, Gracie e Susete, que já são nomes garantidos. Ainda namorando a possibilidade mas quase certas estão Gislene, Nati e Thaís estão ainda pensando mas com grande chance de encarar o desafio carioca.

Dominam as pistas em quantidade e em qualidade. Merecem provas específicas, recheadas de "mimos" só para elas. Já tem até equipe de corrida exclusiva, onde homem não entra.

É bom ver as ruas assim, recheadas de mulheres correndo, se divertindo, se cuidando, competindo mas sem esquecer dos limites, do que querem, do objetivo. 

Parabéns, mulheres, pelo seu dia, 8 de março, e por estarem cada vez mais tornando este nosso esporte mais bonito, mais cheio de graça. Correr com vocês é torna a nossa prática muito mais interessante. 

Mulheres no último desafio da Equipe X. Ainda bem que
elas estavam lá para correr conosco

Boas passadas.

segunda-feira, 4 de março de 2013

24 KM PELAS AVENIDAS DE TAGUATINGA

Os 12 guerreiros: da esquerda para a direita
Em pé: Helder, Lena, Susete, Chamon, Conceição,
Aline, Thaís, Rafael e Sérgio.
Agachados: Gracie, Nirley e Eduardo
Eu (Caique) estava, é claro, tirando a foto
e depois ainda chegou
o Ivanilson
E aí, Corredor?!

A galera da Equipe X que vai curtir os 23k ou a Maratona do Deserto do Atacama mostrou mais uma vez neste domingo, dia 03 de março, que está pronta para o desafio. Nirley, nosso professor e amigo, preparou um percurso cheio de subidas, descidas e altamente desafiador para corrermos, e com o propósito principal de treinar a turma que vai para o Chile. Eu (Caique) e mais alguns entramos de gaiatos, para curtir mais um treino com esta galera incrível.

O ponto de largada e chegada foi a entrada do Parque de Taguatinga, cidade satélite do Distrito Federal, um espaço desconhecido da maioria dos corredores que foram encarar o treinão/desafio. Nirley aferiu duas distâncias, tanto ele próprio como de carro. Uma, de 18k e outra de 24k. Ambas recheadas de subidas e descidas.

Lena, Gracie, Edu e Conceição ao fundo
no Parque de Taguatinga, no começo do longão
Ao todo foram 13 corredores e mais o Nirley, fazendo o apoio de carro com água e frutas pelo percurso. Helder, estreiando em longões assim como Lena, que não tinham feito ainda mais de 10k. Conceição, Thaís, Rafael, Sérgio, Gracie e Eduardo, a galera do Atacama. Eu, Aline, Susete,  Chamon e Ivanilson, aproveitando o treinão.

Percurso - O Parque de Taguatinga serviu como ponto de largada e chegada. No início, corremos pela pista de cooper/ciclovia do Parque, que fica paralela ao Pistão Norte de Taguatinga. Ficamos nela até chegarmos à pista que margeia a Avenida Estrutural, que liga Taguatinga ao Plano Piloto. Aqui, o percurso era plano, ótimo para começar a esquentar.

Na estrutural, um descidão forte e perigoso para os joelhos menos avisados. Mas fomos bem e, antes de chegarmos à pista do Joquei, uma rápida subida, aí sim na Estrutural.

Chamon, Susete, Helder e Ivanilson na pista que
margeia a Estrutural. Descidão bom. Ao fundo o Sérgio
A pista do Joquei liga a Estrutural a EPTG. Ela é bem plana e boa de correr. E nela que a turma se dividiu, com alguns indo para o percurso dos 24k e outros para o dos 18k. 

Nos 24k fomos eu (Caique), Aline, Eduardo, Chamon, Susete, Ivanilson, Sérgio e Gracie. 

Helder, Lena, Conceição, Rafael e Thaís partiram para os 18k, que acabou correndo 19k segundo relato deles.

No percurso de 24k subimos um viaduto que passa por cima da EPTG, pegamos a via paralela para pegar a EPVP, pista que leva a Águas Claras, e ali corremos na ciclovia. Aqui, variação da altitude, com pequenas descidas e subidas, nada de terreno plano. Na ciclovia, fomos até a entrada principal de Águas Claras para depois voltar e pegar a parte final do circuito, a EPTG.

Na EPTG, uma subida de cerca de 4 km. E que subida, meus amigos! Bastante íngreme e difícil mesmo. Ela foi até praticamente pegarmos novamente a pista de cooper/ciclovia do Parque de Taguatinga e mostrou-se desafiadora.

Eu (Caique) na pista do Joquei. Águas Claras
está ao fundo
No Parque, a corrida terminou com uma nova subida, mas antes passamos pela estrada de Vicente Pires, bairro de Taguatinga, e aí a tensão ficou maior por que tinham muitos carros e nenhum acostamento. Mas era um trecho pequeno assim, que enfrentamos todos bem.

Apoio - A parte fundamental do sucesso de nossa corrida foi o apoio de carro dado pelo Nirley. A cada 3k, algumas vezes até menos, ele estava lá com a água, salvadora por que o calor estava grande. Só num momento para a turma dos 24k é que ele teve que deixar-nos, resolvendo acompanhar a galera dos 18k. Mas no final da grande subida ele apareceu para nos avisar do percurso e nos ajudar.

Percebi que o treinamento da galera do Atacama está perfeito e todos vão completar a difícil prova tranquilamente, caso não exista nenhum imprevisto. Eduardo está correndo solto e tranquilo, assim como Rafael, Thaís, Sérgio e Gracie, que nem precisavam mas resolveram assim mesmo fazer o treino completo, de 24 km. Conceição, com sua experiência de 5 maratonas, vai fazer a prova bem também, curtindo.

O motivador guarda-sol da Equipe X que, de longe,
mostrava para gente a existência do carro de apoio
do Nirley
Enquanto a nós, parceiros de treinão, podemos dizer que estamos bem e indo firme no nosso objetivo maior, que é agora a Maratona do Rio de Janeiro. Mesmo Lena e Helder mostraram-se prontos para qualquer desafio que, no caso deles, acredito que será a Meia na capital carioca.

Mais um ótimo corridão, com os grandes amigos da Equipe X. E, é claro, depois tudo terminou com um churrasquinho na casa da Samile, que não correu mas nos recebeu com sua habitual energia contagiante.



Boas passadas.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

BOAS MANEIRAS NAS CORRIDAS


E aí, corredor?!

Uma interessante matéria da Revista O2 de janeiro de 2010 foi o Guia de Boas Maneiras em Provas. Quem já não foi atrapalhado por um corredor mais lento, ou que, sem querer, machucou de alguma forma o pé por que viu um copinho de água jogado bem no meio da pista de corrida? Com tantos praticantes, que crescem a cada dia, é necessário de cada um uma grande dose de bom senso para correr sem incomodar ninguém. 


A matéria da revista editou apenas 7 boas maneiras. Acredito que temos bem mais, mas vamos a elas:

  • Não Atrapalhar: cada corredor sabe o ritmo que vai seguir durante a prova. Quem está iniciando no esporte sabe que fará uma prova mais lenta. Então, na hora da largada, o melhor é se posicionar do meio para trás do pelotão, para não atrapalhar aqueles que estão correndo a mais tempo e que tem um ritmo mais forte. 
  • Evitando aglomerados: em todo posto de hidratação tem sempre aquela multidão desesperada atrás do copinho de água, principalmente no primeiro. A primeira regra aqui é saber que os organizadores sempre disponibilizam mais local com vários copos, que são colocados em linha, formando uma espécie de corredor, nos dois lados do percurso. Sendo assim, não é necessário parar apenas no primeiro ponto. Se estiver cheio, vá correndo que um deles estará mais vazio. E se achar que pode aguentar mais um pouco, comece sua hidratação no próximo posto. Em uma corrida de 10 km eles geralmente estão dispostos a cada 3k.
  • Evitar canteiros: correr próximo a calçada pode parecer o mais certo, mas pode ser perigoso, por que se alguém for desviar, pode tropeçar na calçada em cair ou mesmo trombar no outro corredor. Os especialistas indicam que o atleta fique no meio da pista mesmo, atento a tudo que acontece ao seu redor. Na verdade, o melhor é procurar um ponto onde a aglomeração de atletas seja menor.
  • Não formar paredões: estes paredões acontecem quando um grupo de amigos corre junto e passa a prova toda lado a lado. Se o grupo for grande e o intuito for recreação, o melhor é que o ele se instale no fim da prova, podendo correr lado a lado e não atrapalhando que quer fazer tempo na prova.
  • Chegar cedo: quanto mais cedo, melhor para todo mundo. Assim, nas provas que o chip ou mesmo o kit é distribuído apenas no dia, você terá tempo de sobra para pegar tudo, guardar o kit e amarrar tranquilamente o chip no tênis. E ainda se posicionar no melhor local na largada.
  • Não jogar lixo na pista: é comum nas provas ver aqueles copinhos espalhados no meio asfalto, não só perto dos postos de hidratação como também pelo percurso. Isso pode até causar um acidente, além de ser ecologicamente, para dizer o mínimo, errado. O melhor é jogar os copos, e até mesmo as embalagens do gel de carboidrato, nos cantos da pista para não atrapalhar, ou, de preferência, perto dos postos de hidratação onde tem gente para recolher o lixo.
  • Usar o banheiro químico: acreditem, tem gente que para no meio da pista para fazer o xixi. Já vimos isso até em transmissão de maratona nas olimpíadas. Errado. A pessoa está correndo no meio de um monte de gente, de repente, desvia para correr para o poste ou para mesmo próximo ao meio fio e se abaixa para urinar. Fora o risco de acidentes, é muita falta de educação. Faça o "pipi-stop" antes ou procure um banheiro químico, que as organizações devem oferecer. 

Boas passadas, obedecendo as regras básicas de convivência entre todos os atletas.

Fonte: Revista O2, edição de Janeiro de 2010.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

MEIA MARATONA DAS PONTES - DESAFIO VENCIDO

A medalha, com o desenho do percurso
E aí, Corredor?!

Mais um final de semana passou. E foi mais um domingo de corrida, uma boa corrida por sinal. Depois de tantas tentativas finalmente consegui fazer a Meia Maratona das Pontes, prova que tem um circuito  bem comentado pelos amigos e que sempre tive vontade de correr. Este ano, matei esta vontade.

E parece que tive sorte! Afinal, os colegas que fizeram as provas dos anos anteriores reclamavam um pouco da organização, principalmente no quesito hidratação. Este ano, eles não vacilaram. A cada 3,5k tinha um posto, sendo que em três deles com isotônico à vontade. Sede eu não senti.

O percurso, confirmei, é desafiador e muito bom. Na verdade, para mim foi até uma forma de vencer um "trauma" já que parte do percurso eu fiz treinando para minha primeira maratona. Parte dos 33 km, único treino específico realizado para a prova de 2010, foi ali. E foi justamente onde senti mais a falta de água de nossa aventura na ocasião. Desta vez, tudo bem diferente.

Por isso tudo é que cerca de 1.500 corredores, fora os pipocas, se reuniram para a prova, que teve largada às 7h30 da manhã em ponto na nublada, ainda bem, manhã de domingo, 24 de fevereiro de 2013.

Correndo na Ponte JK
Organização - A melhora na organização veio com o preço elevado da inscrição: R$ 90,00. Isto gerou muita reclamação de amigos corredores, tendo até quem fizesse protesto correndo com uma camiseta cheia de pipoca pregada nela. Na verdade, a galera está reclamando do alto preço de todas as provas que têm vindo para a cidade, que têm sido em média de R$ 90,00.

No kit, uma camisa bonita, mas com uma cor meio complicada para quem corre. Preta, com um tecido pesado e tendo um belo desenho, mas inviável para correr, pelo menos para mim e outros tantos corredores que conversei. No kit ainda vinha uma meia e uma toalha. A medalha ficou legal. Nada de tão especial, mas bem legal.

Em termos de hidratação a organização foi impecável. Pontos a cada 3,5 km, inclusive com o último a pouco mais de 1k da chegada, com isotônico. E água à vontade. 

Ponte Costa e Silva, a primeira subida
O percurso - A Meia Maratona das Pontes é uma das provas de destaque de Brasília. Seu percurso é interessante e com belo visual. Corremos em volta do Lago Paranoá, entre a Ponte Costa e Silva e a Ponte JK, em trechos de leves, constantes ou intensas subidas e poucos descidas, com alguns quilômetros de pista plana.

A largada é em frente ao Pontão do Lago Sul, um dos lugares mais bonitos da cidade. Nos dirigimos rumo à L4 sul, avenida que margeia o Lago Paranoá, passando pela Ponte Costa e Silva. Como em toda o início de ponte, uma subida para depois descermos. 

Saindo da ponte pegamos o acesso a L4, em uma intensa subida. Na L4, uma subida leve mas constante até o 6 km mais ou menos. Depois uma leve descida até pegarmos a pista de acesso ao setor de clubes, onde temos os único quilômetros de pista plana.

E corre, corre, corre até pegarmos a via de acesso a belíssima Ponte JK, um dos mais novos cartões postais de Brasília. Para o acesso, uma pequena subida, intensa, depois um descidão até chegarmos a pista de acesso ao Lago Sul, com uma pequena subida na entrada da ponte.

Na L4 Sul
No Lago Sul um sobre e desce constante. Já conhecia o percurso e sabia de sua dificuldade. Não tem refresco. Ou forçamos os joelhos nas descidas ou nos cansamos nas subidas. E isso até quase o final, quando chegamos ao Pontão do Lago Sul novamente para cruzarmos a linha de chegada.

Minha corrida - Não estava 100% para fazer a prova. Desde a volta da viagem aos Lençóis Maranhenses uma gripe fraca mas insistente tem me atormentado, a mesma do Desafio do Tororó, que dificulta a minha respiração. Ciente disso, procurei correr o mais tranquilo possível, mas acabei ficando surpreso com meu ritmo médio no final. de 5:27min/km, o que me levou a terminar a prova em 1h55, um tempo bom tendo em vista que parei várias vezes para tirar fotos e ainda andei um pouco nos pontos de hidratação onde tinha o isotônico para poder beber sem me encharcar com o líquido.

Subida onde Samille e Cássio me encontraram, no Lago Sul
No caminho, Samille e Cássio me encontraram, por volta do quilômetro 16, antes da mais pesada subida do Lago Sul. Na subida, Cássio ficou um pouquinho e eu e Samile continuamos até o final. Ela queria fazer a prova e conseguiu, fazendo em 1h56, alguns segundinhos a mais apenas que eu. E ficou super feliz pelo excelente resultado.

No balanço geral, gostei demais da prova. Eu, que sempre tive vontade de correr pela Ponte JK, na pista e não na lateral, como já havia feito em outras oportunidades, consegui realizar esta vontade. Não pude deixar de registrar a passagem por ali.

Alegria na chegada, com Samille e Alexandre
Boas passadas.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

DESAFIO EXTREMO EQUIPE X NO TORORÓ (CHÁCARA DO ADINOR)

O desafio mais extremo que encarei até hoje. Nem
a minha primeira Maratona foi tão difícil
E aí, Corredor?!

Extremo foi pouco para o longão da Equipe X realizado hoje no Bairro do Tororó, no Distrito Federal, mais precisamente pelas redondezas da Chácara do nosso amigo Adinor. Foi um misto de aventura, realização, cansaço e muita determinação.

Nem tanto pela distância definida, que inicialmente era para ser de 16 a 26 km mas acabou ficando mesmo em 21,2 km, distância conhecida da maioria dos bravos guerreiros que enfrentaram o desafio. Mas sim pela grande dificuldade do percurso e pelo horário, já que começamos a correr por voltas da 9h30.

O longão foi um treino para a turma da Equipe X que vai encarar no dia 17 de março os 23k ou a Maratona no Deserto do Atacama, no Chile. Na verdade, além da questão da distância, o local foi escolhido pelo fato poder correr a maior parte do tempo em trilha, o que ajudará os amigos do Atacama.  E o horário foi para eles já irem se acostumando com o calor do deserto. Não tivemos a secura nem a extrema altitude de lá, mas, em termos de dificuldade, parece que não ficou devendo mesmo assim.

Na saída, só alegria. Mas sabíamos o que nos esperava
O percurso - depois de escolhido o local, a chácara do Adinor, que fica no bairro do Tororó, na região do DF, nosso amigo e professor Nirley idealizou o percurso pelo GPS, no aplicativo chamado de RunKeeper. Seriam 26 km de distância para alguns e 16 km para outros. 

Mas duas coisas fizeram a gente mudar o percurso durante o longão: o calor intenso e a dificuldade do percurso.

A aventura começou por volta das 9h30, saindo da chácara do Adinor. O início da corrida foi uma pequena trilha de terra para sair da chácara e logo depois no asfalto, na movimentada pista do Tororó. Neste trecho, a grande tensão era que dividimos a pista com muitos carros e caminhões. Uma pista apertada e, em alguns pontos que corremos, sem acostamento. Ainda bem que era uma descida, e aí podíamos correr com um pouco mais de velocidade para sair daquela confusão.

Depois, entramos na grande trilha, e aí nem sabíamos o que nos esperava mais a frente. Nirley e Alexandre nos orientavam com o GPS, um com o celular e outro com o Ipad. Estávamos desbravando percurso naquele momento, totalmente desconhecido e onde ninguém, tenho certeza, pensou em correr.

As meninas colocando o tênis depois de atravessarem
o riacho
O riacho - Depois de mais descida na trilha, entramos em um matagal, "invadindo" uma propriedade particular e tivemos nosso primeiro ponto crítico: um riacho que, do outro lado, não apresentava nenhum ponto para corrermos. Depois de muito procurar, Nirley encontrou o caminho, mas tínhamos que passar pelo meio da água.

Isso sem contar que, para chegar neste ponto, encaramos uma mata fechada com buracos complicados para se passar. Mas foi tudo muito bem com todos. Afinal, ali só tinham guerreiros!

O ponto mais crítico: subida de 10 km - Passado mais um desafio nos deparamos com um milharal e com uma subida interminável. Neste ponto já eram mais de 10h e o sol estava quente demais. No milharal, nada de vento. E a subida castigou a todos. Foram cerca de 10 km percorridos só neste trecho, sem nenhum ponto mais plano ou uma descida. Subimos, subimos e subimos mais ainda.

A grande subida do milharal. Foram
10 km de chão
Já neste trecho a água do pessoal começou a faltar. Não tivemos apoio, e cada um trouxe sua hidratação. O problema era que o calor estava tão grande que a água de muita gente já acabou nos 7 km. Quem estava mais à frente acabou tendo que se virar, quem vinha atrás conseguiu, com um morador, água geladinha.

No fim da subida outro ponto tenso, e perigoso. Um incêndio no mata encheu o ar de fumaça e correr seria complicado. Tentamos, mas daí chegou mais uma salvadora ajuda de um local, que nos levou de caminhão, fazendo-nos atravessar o fumaceiro com mais tranquilidade. 

Chegada - Depois o asfalto de novo, que marcou o fim da subidona, a maior que já encarei na minha vida de corredor, por sinal. Aí, terreno mais tranquilo, com um bom acostamento para desenvolvermos nossas passadas. Tudo para depois novamente pegarmos um trilha menor.

Nesta trilha, a falta de água começou a preocupar. Estávamos com muita sede e não víamos onde repor nossas garrafas. Até que Nirley encontrou, em uma construção, uma torneira que nos presenteou com seu líquido salvador.

Revigorados, seguimos em frente para daí chegar ao ponto final, a chácara do Adinos, depois de 21,2 km percorridos depois de mais de 2h de corrida. Não sem antes fazermos várias consultas aos GPS de Nirley e Alexandre. 

Desafio muito extremo - este foi mais um desafio extremo realizado pelo Nirley, mas, sem sombra de dúvida, foi o mais complicado de todos que ele já fez. Fazia tempo que eu não chegava ao fim de uma corrida tão extenuado. Estava no meu limite.

As dificuldades foram muitas: a subida de cerca de 10k, no meio de um milharal onde a plantação não deixava o vento passar. O calor intenso. O terreno complicado e que exigia extrema atenção. A pista cheia de carros passando em alta velocidade. O incêndio, que tirou de nossa corrida uns 2k, o que faria com que a distância ficasse em mais de 23 km.

A hidratação também foi um fator complicante. Ficamos no limite da sede, sem água por muito tempo. Se era para testar a turma do Atacama, com certeza, psicologicamente eles estão preparados.

Foi a mais difícil corrida que encarei até hoje. Nem a minha primeira maratona, quando tive complicações com uma cãibra, foi tão complicada como esse desafio. O físico e o psicológico foram expostos ao extremo mesmo. Mas chegamos felizes e realizados por mais este desafio superado.

O sol escaldante nos acompanhou o percurso inteiro


Boas passadas.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

CORRENDO PELOS LENÇÓIS MARANHENSES

Alegria de correr nos Lençóis Maranhenses
E aí, Corredor?!

Corremos! No dia 9 de fevereiro de 2013, cerca de 40 corredores desbravaram a passadas largas as dunas do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, numa corrida que, arrisco-me a dizer, foi inédita no local. Afinal, quem pensaria em correr 12 km em um lugar tão difícil e inóspito? Pois nosso amigo e treinador Nirley pensou. E criou para nós esta experiência incrível de correr ali naquele local de exuberante beleza natural.

A corrida foi traçada com o objetivo de dar aos atletas da Equipe X que vão enfrentar os 23k ou 42,195k do Mountain Do Deserto do Atacama um treinamento preparatório para enfrentar o complicado desafio. Mas foi muita mais gente além deles, para curtir as belezas naturais do famoso parque e encarar o desafio inédito de correr nas areias dos Lençóis.

A estratégia foi muito bem traçada por Nirley. Durante a corrida, dois quadriciclos nos acompanharam durante todo o percurso, um no início e outro no final do grupo de corredores, para dar o apoio necessário de água e resgate. A cada 2k, Nirley parava o grupo para que todos se reagrupassem e fosse conferida a situação de cada um.

Foram 6k de dunas e outros 6k na praia. E todos deram conta e venceram o desafio. Chegaram ao final do percurso realizados, sabendo da vitória pessoal de ter conquistado um pedaço do Brasil e do mundo quase desconhecido pelos corredores.

A corrida - Saímos de Barreirinhas, pequena cidade maranhense que serve de base para quem vai aos Lençóis, logo cedo, de voadeira, pequeno barco, que nos levou pelo Rio das Preguiças ao ponto de partida, as dunas dos Lençóis. No local, os dois quadriciclos de apoio aguardavam para dar início ao desafio.

A ansiedade era grande e antes mesmo do início da corrida percebemos isso ao ver Nirley gritar para chamar a atenção de todos, que não parava de falar excitados que estavam por começar a correr, com as orientações sobre o percurso. E essas dificuldades foram constatadas quando começamos a correr. Os primeiros 6k de areia se fim, com enormes dunas para atravessar. Não foi fácil, mas a beleza do lugar compensava o esforço.

Percurso exigiu de todos bom preparo físico e psicológico
Até a praia de Caburé, quando completamos os 6k, o terreno era esse, de dunas de areia fofa, cansativas  e difíceis de transpor. Quando terminamos essa parte e chegamos a praia, parecia que um motor turbo havia sido colocado em nossos pés tal a facilidade do terreno, de areia batida, umedecida pela água do mar.

No final a alegria era visível no rosto de cada um que venceu o desafio. Cada um percebeu que a vitória pessoal tinha sido indescritível. E na memória com certeza ficou cada centímetro vencido nos Lençóis Maranhenses.

Para o desafio adquiri um tênis específico para trilhas e mais próprio para areia da New Balance. E realmente ele se mostrou eficiente, não deixando a areia entrar, além de ser leve para não pesar no cansativo percurso. No mais, os acessórios fundamentais: boné, óculos de sol, camisa de manga longa da Equipe X, bermuda e meião de compressão para não deixar a areia que bate com o vento na perna incomodasse.

Foi uma das melhores corridas que já fiz. Não só pelo belo local, como também pelas excelente companhias e pelo extremo desafio. Uma prova realmente inesquecível.

As dunas, nosso principal desafio
Os Lençóis Maranhenses - O Pólo Parque dos Lençóis, situado no litoral oriental do Maranhão, envolve os municípios de Humberto de Campos, Primeira Cruz, Santo Amaro e Barreirinhas, este último sendo o principal portão de entrada para esta fantástica beleza natural. Seu maior atrativo é o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, às margens do Rio das Preguiças, no Maranhão. São 155 mil hectares de paisagem deslumbrante, cheio de altas dunas com até 40 metros de altura e lagoas de água doce, cujas águas variam entre os tons de verde e azul. As águas que formam as lagoas ficam aprisionadas entre as dunas, formando verdadeiros oásis tropicais. Algumas lagoas chegam até a ter peixes. As lagoas mais conhecidas são as chamadas Lagoa Azul e Lagoa Bonita, famosas pelo seu encantamento e condições de banho.

O melhor período para visitar os Lençóis Maranhenses, quando a maior parte das lagoas estão cheia, é ir logo após o período de chuvas, ou seja, depois do mês de junho. O período vai de dezembro a junho. Como nós resolvemos aproveitar o período do carnaval e o nosso propósito principal, além de conhecer o parque, era correr, não vimos as famosas lagoas mas apenas os lugares onde elas se formam. Mesmo assim, a visão é incrivelmente linda.

A principal porta de entrada para o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é a cidade de Barreirinhas, no Maranhão, que fica às margens do Rio das Preguiças. A cidade conta com todos os serviços necessários (bancos, comércio, pousadas, serviços para os parques.). Nela pode-se alugar os dois tipos de transporte utilizados para levar ao parque: a voadeira, o pequeno barco que navega pelo rio, e as caminhonetes com tração (Toyotas), que levam por terra. O passeio na voadeira é mais confortável, mas a aventura nos carros é interessante, levando a gente a lugares diferentes.

Nós utilizamos os dois tipos de transporte. No dia da corrida, fomos de voadeira, que nos levou aos lençóis baixos. No dia do passeio, encaramos as Toyotas, num passeio mais radical. Passeamos pelo Rio das Preguiças, praia de Caburé e Atins, todos no Parque. Tudo é bem nativo, com pouco contato humano já que não é fácil chegar aos locais. Levamos 40 minutos de barco até as dunas num passeio incrível pelo Rio, onde passamos por igarapés e mangues, e também 40 minutos de carro até Atins para curtir a praia local.

O encontro da duna com o mar, além da presença do rio, tornam a paisagem indescritível. É realmente algo singular, uma beleza natural incrível. Todo o esforço na corrida e no passeio de carro valeu muito à pena, mesmo não tendo as lagoas cheias neste período.

Barreirinhas é uma cidade pequena. O atendimento é lento e confuso, sendo necessário paciência do turista. Você vai encontrar restaurantes e pousadas, mas o ritmo do povo é lento e tudo isso se traduz no atendimento. Exemplo: Em Atins, pedimos no restaurante nossos pratos, que levariam mais de 1h para ficarem prontos. Daí, aproveitamso neste tempo para conhecer a praia, esperando que quando voltássemos a comida estaria pronta. Só que a comida ficou pronta mais de 1h depois que voltamos da praia, o que nos fez perder um tempo maior no mar. Enfim, tudo se releva pelo belo passeio e pela possibilidade que tivemos de conhecer este local ímpar.

43 corredores encararam o desafio extremo da
Equipe X nos Lençóis Maranhenses
Boas passadas.