E aí, Corredor?!
Estava navegando pela internet e encontrei, no site O2 por minuto, um tema que é dos mais importantes para nós corredores: Como respirar nas corridas.
Existem técnicas, existem dicas, existem pesquisas científicas que ditam a melhor forma de se respirar durante uma prova. No caso da publicação do site, a afirmação principal é sobre a necessidade de se deixar todas as vias de troca abertas, ou seja, usar tanto o nariz quanto a boca, de acordo com a demanda e intensidade do esforço.
Para correr realmente não podemos usar apenas o nariz, por que, acredito, o fluxo de oxigênio é menor e a dificuldade do movimento é maior. Então, é quase inevitável que usemos tanto o nariz como a boca. É claro, o respirar pelo nariz é bom por que esta via "filtra" mais o ar, evitando a inspiração de poluentes. Mas, na corrida, devido ao esforço e intensidade, não dá para ficar só com a via nasal.
Acho que, como tudo na corrida, o melhor é que cada um busque a forma mais natural de respirar durante a prática para tornar o "exercício" o mais natural possível.
Quando estou correndo, no início tento usar apenas o nariz, mas à medida que o esforço torna-se mais intenso, faço o seguinte: a cada uma inspiração de ar pelo nariz, expiro duas curtas pela boca e, quando a necessidade exige, uma vez ou outra tento puxar mais fundo pelo nariz. Esta técnica me ajuda também a estabelecer um ritmo para correr, fazendo ainda que os "sabotadores" psicológicos não afetem minha prova já que, ficando focado na respiração, não fico "escutando" minha mente dizer "que eu estou fazendo aqui?" ou "Tá difícil correr hoje".
Nas provas de Maratona televisionadas, vejo os atletas de elite correndo o tempo todo com a boca aberta, pelo menos a maioria deles. Ou seja, esta deve ser a forma mais fácil de absorver a maior quantidade possível de oxigênio, de maneira mais rápida e sem tanto esforço.
Para mim, o importante é você achar a sua melhor técnica para respirar, aquela mais natural possível e que possa ajudar na performance da melhor maneira.
Publiquei outros posts sobre este tema no E AÍ CORREDOR. Clique no título se quiser ler:
Boas passadas.
De corredor para corredor. A cada passada uma história. Dicas de corridas, treinos, saúde. Calendário de corridas de rua pelo Brasil e pelo mundo. E muito mais.
domingo, 13 de setembro de 2015
terça-feira, 8 de setembro de 2015
CIRCUITO DE CORRIDAS DA CAIXA CHEGA À 8ª ETAPA EM 2015
O Circuito de Corridas da Caixa chega a sua 8ª etapa de 2015 no próximo domingo, dia 13, em Brasília. Com 12 etapas realizadas em diversas cidades brasileiras, o evento é considerado um dos maiores e mais competitivos do país, já que conta com a participação dos atletas quenianos que treinam no Brasil e dos principais corredores de elite brasileiros.
O grande motivador para a participação dos brasileiros é por que o circuito conta pontos para o Ranking Caixa/CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), que possibilita aos 10 primeiros atletas uma ajuda de custo para manterem seus treinos em 2016.
A última temporada foi a mais bem sucedida da história da competição, com um salto de 73% no número de participantes. Dez recordes foram estabelecidos nas categorias masculina e feminina. O melhor tempo entre todos os brasileiros que participaram do circuito, de 28min51, também foi obtido no ano passado, em Fortaleza, por José Márcio Leão.
As provas, com distância de 5 e 10 Km, envolvem um grande número de corredores amadores, não só pela possibilidade de correr com os atletas de elite brasileiros e estrangeiros mas também pelo reconhecimento que a Caixa tem como maior patrocinadora do atletismo brasileiro em todas as suas modalidades. Além do seu Circuito Próprio, a Caixa esta presente como principal patrocinadora no Circuito das Estações Caixa e no Track&Field Run Series, além das Maratonas e Meias Maratonas do Rio e de São Paulo e de outras localidades brasileiras.
A primeira etapa do Circuito de Corridas da Caixa em 2015 aconteceu em Uberlândia, no dia 30 de maio, depois vieram Goiânia (07/06), Salvador (28/06), Campo Grande (12/07), Fortaleza (02/08), Recife (09/08) e Porto Alegre (30/08). Depois de Brasília as corridas acontecem em Ribeirão Preto (27/09), Curitiba (18/10), Belo Horizonte (15/11), terminando em São Paulo no dia 22 de novembro.
O percurso não é dos mais desafiadores de Brasília o chamado Eixão Sul, mas não deixa de ser um pouco complicado. Com uma subida só perceptível para quem corre - e vocês corredores sabem bem o que quero dizer com isso. A largada acontece na altura da 108 sul, com os corredores indo em direção até o início do Eixão, ou seja, o início traz uma pequena subida, alegria para a galera dos 5k, que fazem a maior parte da prova na descida.
Para a turma dos 10k o trajeto exige mais. Além de subir os primeiros 2,5k, levemente, encaram uma descida branda até a 114 sul, quando voltam e aí pegam a subida mais longa, até a chegada na 108 sul.
Outra dificuldade: o clima na cidade. Brasília passa por um período de seca nesta época, com a umidade relativa do ar em níveis bem baixos, um pouco mais tranquilos nas primeiras horas da manhã. Mas não dá para descuidar e a necessidade de hidratação torna-se mais importante ainda do que em locais mais úmidos, é evidente.
Mas nada que não seja conhecido por nós, corredores. Na verdade, as dificuldades são a "cereja do bolo", que todos gostamos para poder comentar e comemorar no final da prova.
Boas passadas!!!
Saiba mais sobre o Circuito de Corridas da Caixa 2015 clicando aqui.
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
MEIA MARATONA DO RJ - UMA PROVA ESPECIAL
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| Subida da Niemayer, ponto inicial da Meia Maratona do RJ |
Neste domingo, dia 30 de agosto, acontece a 19ª edição da Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro, uma das mais tradicionais e com um dos mais belos circuitos das meias maratonas do mundo, me arrisco a dizer.
A prova passa pelo maior símbolo da cidade do Rio, a orla carioca, começando na Praia de São Conrado e terminando no Aterro do Flamengo. No caminho, as praias da Leblon, Ipanema e Copacabana - passando pelo Morro Dois Irmãos, Forte de Copacabana, Copacabana Palace, Praia de Botafogo, entre outras tantas belezas cariocas.
Além do belo visual, o percurso reserva alguns desafios. A maior subida da prova aparece logo no início, quando nem dá para correr direito, dependendo de onde você largar. Com cerca de 2k de extensão, a subida inicial da Avenida Niemayer merece atenção, muito mais pela nossa ansiedade de querer passar pelos outros corredores - são cerca de 25 mil participantes na prova.
Acredito, na verdade, que o maior desafio, além de não se perder admirando o belo visual, está na chegada, que traz um desafio mais psicológico que físico. É que na chegada a gente passa pelo local da concentração final e corre cerca de 2,5k para depois voltar uns 2k para aí sim cruzar a linha de chegada. ou seja, passamos pelo burburinho da chegada mas não chegamos, precisando correr ainda mais uns 5k para terminarmos a prova.
Conheço muito bem esta prova. Participei da prova em 2008 e, desde então, tenho corrido na cidade maravilhosa uma ou mais vezes, seja na Meia Maratona ou na Maratona. Este ano, por conta de alguns problemas, não vou poder participar. Mas, para quem gosta, correr lá é realmente mágico e participar pelo menos uma vez, para nós brasileiros, é obrigatório.
Este ano, um dos problemas da prova, o horário da largada, sempre às 9h, foi finalmente alterado. Tudo bem, serão apenas 15 minutos a menos, largando às 8h45, mas que farão uma grande diferença já que esta programado um domingo ensolarado e quente. Com a umidade excessiva, o calor vira um grande inimigo e quanto mais cedo puder ser a largada melhor.
Aos que vão correr, preparem-se para se deliciar e curtir a incrível prova carioca.
Boas passadas?!
domingo, 2 de agosto de 2015
CORRIDA DO FOGO 2015 TEM NÚMERO RECORDE DE CORREDORES
E aí, Corredor?!
A Corrida do Fogo confirma, mais uma vez, a condição de ser uma das mais tradicional e, com certeza, a mais antiga corrida noturna de Brasília. Milhares de corredores se reuniram na noite de sábado, 1º de agosto, na Esplanada dos Ministérios para correr os 5 ou 10 km da 20ª edição da prova, que repete o mesmo percurso da Corridas das Estações e utilizado por outras provas.
A saída foi em frente ao Museu Nacional, onde estava expostas algumas máquinas do Corpo de Bombeiros da cidade (helicóptero, caminhões, paramédicos, etc), tudo pata entreter os populares que vão para o evento apenas para acompanhar seus familiares corredores.
O destino: para os 5k, até o batalhão do Corpo de Bombeiros do Palácio do Planalto. Para os 10k, até o retorno antes do Palácio do Jaburu, residencial oficial do vice-presidente do país.
O kit, como sempre, bem completo: camisa drifit laranja (bem forte), de manga comprida, boné ou viseira, squeeze e, no final, a medalha, além da sacolinha para carregar o kit.
Com a cor da camisa, mesmo no escuro, os corredores ficavam bem destacados pelo percurso, e a multidão se aglomerou em nos primeiros 2,5k da prova. Depois, com a divisão do percurso, a turma dos 10k seguiu e a dos 5k tratou de fazer o caminho de volta até a linha de chegada.
Acabei fazendo os 5k. Não tive condições físicas nem psicológicas de fazer os 10k. Com o clima seco e a falta de regularidade nos treinos, meu condicionamento ficou bem ruim e não aguentaria correr 5k a mais. Além disso, tinha um compromisso familiar e, se fizesse os 10, ficaria muito tarde para curtir, já que iria correr lentamente.
Foi uma das minhas piores performances. Corri bem até os 2k, mas no primeiro posto de hidratação, resolvi dar uma pequena caminhada. E repeti esta caminhada na subida do Congresso e um pouco antes da chegada. Senti o cansaço, a falta de preparo.
Moral da história: preciso voltar o quanto antes para os treinos regulares, com mais disciplina se quiser correr os 21k da Golden Four Asics em novembro.
Mas estamos aí, com a corrida em nosso sangue e mantendo-me na prática, mesmo que de maneira irregular. E mais uma suada medalha para a minha coleção.
Boas passadas.
quarta-feira, 29 de julho de 2015
ATLETISMO DO BRASIL CONQUISTA 13 MEDALHAS NO PAN
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| Juliana dos Santos, único ouro do atletismo brasileiro no Pan em Toronto |
E aí, Corredor?!
Acabaram os Jogos Pan-Americanos de Toronto. Domingo, dia 26, o Brasil participou de sua última prova no atletismo, a Maratona Masculina e, diferentemente da masculina, nenhum atleta brasileiro subiu ao pódio. Franck Caldeira sentiu dores na coxa e sequer completou e Ubiratan José dos Santos ficou na última posição.
O início foi promissor. Adriana da Silva conseguiu a prata na Maratona Feminina e logo depois, Erica Sena e Caio Bonfim ganharam a prata e o bronze, respectivamente, na marcha (20 km), 12 anos depois da última conquista Pan-Ameircana brasileira na modalidade.
Mas, daí por diante foi mais do mesmo. Um único ouro, com Juliana dos Santos nos 5.000 metros. Depois, mais 4 medalhas de prata - Keila Costa no Salto Triplo, Fabiana Murer no salto com vara, Ronald Julião no lançamento de disco e o 4X100 masculino - e mais 5 de bronze - Flavia de Lima, nos 800 m, , Luiz Alberto de Araújo no decatlo, Júlio Cesar de Oliveira e Jucilene Sales de Lima no lançamento do dardo e Vanessa Spinola no heptatlo.
Não foi um resultado alentador, vislumbrando os jogos do Rio 2016. Tudo bem, ficamos em 3º, atrás apenas dos EUA e Canadá, mas uma medalha de ouro foi o pior resultado da modalidade em jogos Pan-Americanos desde 1971. Para se ter uma ideia, em 2011 conquistamos 10 ouros.
Fabiana Murer não decepcionou. Apesar de não ter conquistado o ouro - Fabiana conseguiu a prata - a atleta brasileira "brigou" com duas medalhistas olímpicas e potenciais rivais no Rio: Jennifer Suhr e Yarisley Silva. Mas outros favoritos sequer subiram ao pódio, como Rosangela Santos, Frank Caldeira e Thiago Braz.
O que se espera é que a preparação aconteça neste um ano para Rio 2016, e que novos talentos surjam. As chances não são muitas, já que não somos um celeiro de potenciais campeões mais. Mesmo com o esforço do Governo Federal, ainda falta muito, e pistas para treinamento são necessárias. E, acredito, não depende só do governo, mas da iniciativa privada também acreditar na força institucional de patrocinar os atletas e as competições, para que possamos ter mais Fabianas, Thiagos, Marilsons, Julianas, Joaquin . . .
Boas passadas.
domingo, 5 de julho de 2015
QUE VENHAM OS JOGOS PAN AMERICANO DE 2015
E aí, Corredor?!
Depois de um ano de 2014 que ficou marcado, no esporte brasileiro, pela vergonhosa derrota de nossa Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo do Brasil, terminando sua participação com um vexaminoso 7 X 1 sofrido diante da Alemanha, entramos o ano de 2015 parecendo reviver os mesmos momentos.
Nosso futebol novamente nos causa vergonha e percebemos que não somos mais o país deste esporte, a paixão nacional. Nossos milionários jogadores não sabem mais o quanto é honroso e importante defender as cores de nossa bandeira nos gramados, parecendo jogar apenas por um contrato mais milionário ainda. Parece não importar mais defender nossas cores e nossa honra nos gramados. E, no torneio continental, a Copa América, caímos diante de uma fraca Seleção Paraguaia, nos penaltis. Triste.
Mas ainda bem que, diferente do ano passado, este ano ainda podemos lavar a alma no esporte em outras modalidades. À partir de sexta-feira têm início os Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá. o Brasil terá uma delegação recorde no evento, que é preparatório para as Olimpíadas do Rio de 2016. Serão cerca de 600 atletas.
A meta do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) em Toronto é colocar o Time Brasil entre os três principais países no quadro total de medalhas das modalidades olímpicas e superar o número de pódios de Guadalajara 2011 (141 medalhas, sendo 48 de ouro, 35 de prata e 58 de bronze).
Temos boas chances: em todas as categorias do Vôlei (quadra e praia, masculino e feminino), temos Arthur Zanetti na Ginástica Artística (argolas) e a própria equipe brasileira na modalidade. Ainda podemos conseguir medalha no handebol feminino, polo aquático masculino, ciclismo.
No atletismo, levamos para o Canadá nossa maior equipe para a modalidade em um Pan-Americano. Serão 88 atletas, 47 no masculino e 41 no feminino. As competições serão realizadas de 18 a 25 de julho. Nosso principal nome continua sendo Fabiana Murer, no salto com vara (duas vezes campeã mundial indoor da modalidade e uma das líderes do ranking mundial em 2015). Outro nome é Thiago Braz, também no salto com vara, que conquistou uma liga diamante da modalidade este ano.
A expectativa é grande para os atletas brasileiros. A certeza mesmo é que, com certeza, cada um dos atletas que empunhará o uniforme de nossa seleção nos jogos o fará com honra e garra, lutando pelo melhor resultado possível, mesmo não sendo favorito em muitas das modalidades. Ao contrário de outros de esporte mais milionários, que parecem jogar apenas para assinar um bom contrato em um time da Europa.s
Este ano, a exclusividade da transmissão na TV aberta dos jogos é da Rede Record e, entre os TVs por assinatura, a SporTV.
Vamos torcer!!! Aqui vale a pena a gente acompanhar.
Boas passadas!!!
quinta-feira, 18 de junho de 2015
VOLTA DO LAGO 2015 COM O CONDOR TEAM
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| Condor Team no final da Volta do Lago 2015. Na foto só faltou o Gabriel |
Mais uma Volta do Lago Caixa. Acompanhado de amigos de outras edições, enfrentamos cada um nossos desafios para um resultado comum: chegar ao final dos 100 km antes do tempo limite imposto pela organização - 10h.
Objetivo modestamente traçado, estratégia definida, trechos divididos, a equipe se juntou para alcançar o resultado proposto. Mas o que aconteceu no final surpreendeu a todos os oito integrantes - digo, 13, por que tinhamos nosso staff, com Grace e Theo (ainda na barriga da mãe mas já participando de uma Volta do Lago, Edna, Dani e Vinicius (mais um na barriga da mamãe já presente entre os corredores).
O nome da equipe foi criado na edição anterior: Condor Team. Uma turma que, recuperada de pequenas lesões, não amedrontou diante do desafio de correr 100k com vontade e enfrentando os receios da pequenas dores destas lesões, "voando" nas ruas de Brasília.
Nossa prova começou com o grande Ivan, o mais preparado e competitivo da equipe. Ivan, determinado como é, se superou mais uma vez e já conseguiu diminuir nossa pace médio - Thaís, a capitã, calculou que, para fazermos os 100k em menos de 10h, este pace teria que ser de 6min/km de cada um. Ivan terminou os 9,4 km iniciais em rápidos 40min, um tempo mais do que excelente.
E foi assim que, depois da garra demonstrada por Ivan no início, que cada u deu sua contribuição, cada qual dando mais do que esperava de si e tirando mais e mais tempo em suas voltas.
Não há como não destacar novamente a corrida do Ivan. Além de iniciar nossa prova, nosso amigo entrou os 11 km da difícil Barragem - cheia de subidas difíceis em um horário sacrificante para um dia de sol forte: por volta de 13h. E no final, Thaís teve problemas e não pôde correr passado a responsabilidade para o mestre Ivan, que fez mais uma corrida "de tirar o chapéu". Foi o nosso "Pelé" das pistas, sem dúvida.
Mas o resto do "team" Condor não fez por menos também. Gabriel, por exemplo, mesmo comemorando o seu aniversário, compareceu e contribuiu em um dos trechos mais longos da prova, do Parque do Lago Norte até o Clube do Congresso. Rafael, mais uma vez, fechou com chave de ouro nossa prova, naquele desestimulante Eixão Sul. Aline que, mesmo com uma unha incomodando, fez dois trechos com muita garra.
E teve Thaís, que além de organizar e motivar a reunião do Condor Team, correu seu trecho rápido, mesmo com uma recente lesão no pé que exigiu muita superação da capitã. Nivea, que desafiou seus limites e mandou ver em seus dois trechos. Sergio, que mesmo com pouco treino, fez mais do que podia no seu difícil trecho e chegou extenuado no final, mostrando toda a sua determinação.
Eu não podia pensar em outra coisa nos meus dois trechos que não fosse em fazer o meu melhor. Corri o terceiro, entre o Centro Olímpico da UNB e o Boulevard Shopping (pouco mais de 6k), onde consegui imprimir um bom ritmo, facilitado pelo horário (ainda era bem cedinho) e, depois de umas duas horas, o 12º trecho, entre a Igreja Presbiteriana e o Gilberto Salomão (de mais de 7k), este mais difícil, com sol forte no lombo incomodando.
Temos acrescentar ainda o melhor staff da Volta do Lago. Grace e Edna, com os "mascotes" Dani, Theo e Vinicius (ambos ainda nas barrigas das mamães Grace e Edna, respectivamente), que motivaram e ajudaram em vários momentos, acompanhando os corredores mesmo sem estarem correndo.
Mas o grande destaque da equipe na verdade foi o conjunto. O time se envolveu com a prova e se determinou, cada um em seu trecho, sempre pensando em dar o melhor pelo grupo. Todos chegamos cansados no final, demonstrado nossa determinação em reduzir o tempo proposto. E toda a estratégia da corrida foi cumprida sem susto: tinhamos agua suficiente, cada um deu apoio na hora certa, todos estavam prontos e esperando nos pontos de transição bem antes do companheiro chegar cumprindo sua volta. Tudo funcionou como um reloginho, sem termos tido nenhum problema no percurso ou mesmo antes dele.
Foi um show de corrida numa equipe de amigos. Correr com esta turma é muito mais do que um prazer. É uma felicidade e, como mencionou Nivea em seu comentário, um motivo de orgulho de fazer parte deste time, de ser um Condor Team.
Como resultado, um tempo sub 9h, uma hora a menos do que o proposto inicialmente. Chegamos com exatas 8h58, além das nossas previsões. Foi muita alegria mesmo ter conseguido superar nossa meta. O nosso troféu.
E que venha 2016, com o Condor Team novamente pronto para "voar" nas ruas de Brasília, levando a nossa motivação, garra e companheirismo como inspiração e modelo.
O que vale, no Condor Team, é a amizade por tudo que a gente fez e por essa amizade faria tudo outra vez (parodiando o grupo Boca Livre).
Boas passadas!!!
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