segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

FELIZ 2009 ! ! !

E aí, corredor ?!

O ano de 2008 já está quase no fim. Foram muitas corridas, milhares de passadas, um monte de aprendizado, conquista de novas amizades e o anseio de um 2009 mais incrível ainda. Em todos os aspectos.

Em 2008 comecei a encarar com mais seriedade (se bem que nem tanta assim) a corrida, que é ainda para mim um grande e feliz hobby, mas agora com algumas excelentes conquistas. Depois que comecei a treinar na Equipe X, com a assessoria do Nirley, nosso treinador, os tempos caíram, as distâncias se encurtaram e, ao mesmo tempo, os desafios aumentaram. 

Conquistei com facilidade os 18km da Volta da Pampulha, sobrando no final. Fiz com total prazer a Volta do Lago Caixa com uma equipe nota 1000. Baixei os 10km duas vezes do tempo de 50min, chegando a impensável, pelo menos anteriormente, marca dos 47min. Fiz 19 corridas no ano, recorde absoluto.

Para 2009 já existem grandes objetivos: a meia maratona do Rio de Janeiro, em outubro. Quero conquistar os mais de 21km da prova, na cidade que mais me sinto bem no mundo. Também continuar mantendo este pessoal blog para os que me lêem e para mim, que adoro escrever. Como numa corrida, a superação ao escrever é pessoal. Conseguir manter a página é uma vitória, mas torná-la um veículo interessante para os corredores apaixonados é um objetivo.

Aos que me acompanharam neste circuito de 2008 pelo Blog, valeu mesmo. E espero que estejam comigo em 2009, dando aquela força para continuar a escrever sobre este apaixonante esporte que é a corrida.

FELIZ 2009 A TODOS. Muito sucesso, saúde, grandes realizações e passadas "pra frente" para todos nós.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

VOLTA DA PAMPULHA. MAIS UM DESAFIO SUPERADO

E aí, corredor ?!

Depois de pouco mais de 2 anos de corridas intensas em Brasília, onde moro, e apenas uma experiência fora da capital federal, quando corri ano passado a 10k do Rio, em dezembro de 2007, tive o grande prazer de correr a minha primeira Volta Internacional da Pampulha, segunda corrida fora da cidade, e em uma cidade que adoro muito que é a capital do meu estado de nascimento, Belo Horizonte, em Minas Gerais.

A ansiedade por participar desta prova começou quando decidi que iria corrê-la, em agosto, e durou até cruzar os 18km da prova, no domingo, dia 7 de dezembro. Uma ansiedade que começou como uma expectativa, virou nervosismo próximo ao grande dia e até a largada e transformou-se em alegria quando cruzei a linha de chegada.

Tudo funcionou perfeitamente na prova. A entrega dos kits foi rápida e sem surpresas. A organização da prova, com muitos pontos de água, banheiros e apoio médico à vontade foram sensacionais. E a presença de 11 mil participantes, além da para mim inédita distância de 18km tornaram esta a maior prova que participei até o momento.

Até então só havia participado de provas de 10km no máximo. Corri este ano a Volta do Lago Caixa, onde a soma dos dois circuitos que fiz dava um total de 16,6km, mas com intervalo entre um e outro. E ainda, como forma de preparação para a Pampulha, a Equipe X fez um longão, onde corri cerca de 13km do shopping Jardim Botânico até a fazenda Taboquinha. 

Mas 18km sem parar nem passava pela minha cabeça fazer tão cedo. Comecei o meu circuito oficial de corridas com os 10km da Corrida Duque de Caxias em 2006. No ano seguinte, até outubro, resolvi fazer poucas provas e todas de apenas 5km como forma de adaptação. Com a minha 3ª RUN SERIES Track&Field voltei definitivamente aos 10km e agora, com a Volta da Pampulha, entrei para o grupo dos que correm mais que 10km.

Pensei que iria sentir a prova. Sabia das minhas capacidades, principalmente sabia completar que conseguiria completar o percurso, principalmente depois do longão da Taboquinha, mas não esperava estar tão bem condicionado e chegar tão inteiro e num tempo razoavelmente bom. Corri leve, brincando junto com o caloroso público que acompanhou-nos durante quase todo o percurso e aumentando levemente o ritmo nos quilômetros finais da prova. 

Mantive meu ritmo, seguindo as indicações do nosso treinador Nirley e dicas também do meu segundo guru das pistas, o amigo de Equipe X, Pedro Paulo. Mantive um ritmo constante e único até o 11º km para aumentar um pouquinho no 12km e dar um sprint final nos últimos 500 metros, quando percebi que cheguei inteiro e pronto para correr muito mais.

Terminei a prova em 1h33min32seg. Poderia ter feito em menos tempo, mas fiquei satisfeitíssimo com o que fiz. Afinal foi minha primeira experiência correndo mais que 10km oficialmente, minha maior prova em distância até hoje, e cheguei com pulmão de sobra. Bom demais.

E a prova teve uma magia muito maior: a energia do povo mineiro que nos recepcionou e nos acompanhou durante a maior parte do percurso com aplausos e gritos de incentivo. Sem contar os moradores do bairro da Pampulha, que de suas casas jogavam, com mangueiras, água nos corredores que pediam. Tinha até um chuveiro improvisado na pista que, segundo meus amigos de equipe que já correram a prova, é tradicional ter. Enfim, bem diferente do frio povo de Brasília que ao invés de incentivar chega mesma a buzinar irritado como foi o caso da 10kNight do Sudoeste este ano, quando o trajeto da prova feito pela organização atrapalhou o trânsito do bairro e os impacientes motoristas só se preocuparam em buzinar quando da nossa passagem e forçar algumas vezes os carros para entrar na pista onde corríamos.

Enfim, termino o ano feliz. Talvez encerre ainda com duas outras provas, uma da festa do CORDF e outra da corrida da meia noite que encerra as provas de rua de Brasília. Mas, sem dúvida nenhuma, a Volta Internacional da Pampulha será insuperável. Pelo menos até ano que vem, quando pretendo correr a Meia Maratona do Rio, se Deus quiser.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

A MELHOR CORRIDA

E aí, corredor ?!

O domingo estava friorento e chuvoso. Nuvens baixas no céu e uma garoazinha fina molhando o asfalto. Não foi fácil acordar cedo para participar da corrida. A vontade era de ficar em baixo do cobertor o dia inteiro. Mas corredor que é corredor não se abala com estes obstáculos. Vai em frente e manda ver. 

Chegando ao local da prova ( Eixão Sul, uma larga avenida que corta o Plano Piloto de Brasília, que aos domingos fica fechada para o lazer ) vi quantos corredores realmente existem na cidade. Muita gente já estava fazendo o seu pré-aquecimento, pronto para encarar os 5km ou 10km do circuito.

O Circuito CAIXA de corridas de rua e uma competição que corre o Brasil, tendo provas em diversas cidades do país. Para os atletas de elite uma possibilidade de conseguir, além da boa premiação, o patrocínio da CAIXA para treinamento no ano seguinte. Para nós, amadores, a possibilidade de participar de uma prova com grandes nomes do atletismo. O Circuito é considerado a maior competição do gênero no país.

Nossa equipe estava lá, representada por cerca de 30 participantes. A camisa amarelinha da Equipe X fez história na prova de 2008, já que o número de atletas superou os anos anteriores. Uma galera, entre mulheres e homens, buscando na prática da corrida, saúde, bem-estar, qualidade de vida e interação com outros apaixonados pelo esporte.

E não fizemos feio não. No final da prova levamos várias premiações. Fomos campeões na categoria Economiário feminino no 10km e tiramos ainda o 2º lugar.  No feminino 5km ficando com os 3 lugares do pódio na mesma categoria. Levamos também o 3º lugar masculino na Economiário 10km masculino e nossa amiga Maria ainda teve um 3º lugar na sua faixa etária no geral.

Quanto a mim só posso dizer que esta foi a melhor corrida que participei até hoje. Simplesmente quebrei com sobras o meu recorde dos 10km, não só baixando dos 50m, que já havia feito anteriormente na 10KNIGHT do Sudoeste quando fiz 49m, mas ficando com 47m47s. Realmente não pensei que iria conseguir essa façanha. Mas o clima e o treinamento do Nirley, chefe da Equipe X, já mostram, há várias corridas, seus resultados, quando só venho abaixando tempos.

Prova: Circuito CAIXA de Corridas de Rua - Etapa Brasília - 2008
Data: 23 de novembro de 2008
Local: Eixão Sul - Brasília - DF
Distância: 5km e 10km
Preço Inscrição: R$ 25,00 na 1ª semana e R$ 30,00 a partir da 2ª semana (maiores de 60 anos pagavam 50% menos)
Premiação: prêmio em dinheiro para os 5 primeiros colocados no masculino e feminino. O atleta bem colocado conta pontos para o ranking da Federação de Atletismo e para conseguir o patrocínio da CAIXA.

sábado, 8 de novembro de 2008

MARILSON BI EM NOVA YORK

E aí, corredor?!

Todos ficaram sabendo da bela corrida de Felipe Massa no domingo passado, encerrando o campeonato mundial da categoria com uma vitória de ponta a ponta, mas deixando o título mundial para o inglês Hamilton por 1 ponto apenas. 

Mas a notícia que encheu os olhos de todos nós, corredores, foi o bi-campeonato de Marilson na difícil Maratona de Nova York. Marilson, que já havia conquistado o título na Big Aplle em 2006 conseguiu se superar e vencer dois anos depois, agora em 2008.

Marilson além de ter sido o primeiro sul-americano a conquistar Nova York agora é o primeiro sul-americano bi-campeão.

Valeu Marilson ! ! ! 

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

CORRER É MUITO BOM

E aí, corredor ?!

Estou há mais de dois anos praticando este esporte viciante. Na verdade, correr tornou-se mais do que um esporte. Virou uma necessidade. Dar minhas passadas, independente do clima, lugar, local, se só ou acompanhado agora faz parte de um processo normal para mim. Quase como andar e respirar. Se não faço, sinto falta.

Uma das coisas mais enigmáticas e que me conquistaram na corrida é o fato de você competir com você mesmo, principalmente aquele que, como eu e milhões espalhados pelo mundo, não faz parte de um pelotão de elite, com atletas profissionais, mas é um praticante. Treino diariamente, mas sem as metas radicais dos atletas de elite, que vivem para e pelo esporte.

Ou seja, o que vale para nós é conseguir superar nossos próprios limites. Limites estes que não apenas o de melhorar o tempo em uma prova, mas de sair do marasmo e correr, praticar uma atividade física.

Eu realmente não esperava encontrar um esporte que me satisfizesse desta forma. E muito menos na corrida, que quando adolescente detestava. 

Agora estou aí, aqui, lá, correndo pelas ruas de Brasília e já me aventurando a correr pelas ruas de outros estados (vou para a Pampulha este ano e corri no Rio ano passado). Correndo nestas páginas deste blog que para mim é a união perfeita de dois vícios que tenho: correr e escrever. E a corrida ainda reúne outro gosto que tenho: música, pois adoro fazer minha seleção para umas boas passadas.


segunda-feira, 20 de outubro de 2008

AYRTON SENNA RACING DAY

E aí, corredor ?!

Mais um final de semana se passou e domingão foi dia de corrida. Acredito que a última corrida de revezamento deste ano em Brasília e, por isso mesmo, uma das mais esperadas já que desde julho venho vendo anúncios da 1ª Maratona de Revezamento Ayrton Senna Racing Day realizada em Brasília, dia 19 de outubro.

A corrida já tem uma certa tradição em São Paulo, onde já é realizada há alguns anos. Brasília foi a única cidade a receber a corrida fora a capital paulista até hoje. E, para a primeira prova, parece que aqui como lá deve tornar-de uma tradicional corrida de revezamento da cidade.

São 42,2km realizados dentro do autódromo de Brasília. Um circuito com asfalto bem regular, curvas bem amplas, subidas e descidas leves e muito espaço para nós, corredores, darmos nossas passadas com tranquilidade, sem preocupação em atrapalhar alguém ou ser atropelado por algum carro mais afoito.

Postos de água bem distribuídos pelo circuito e ainda um posto com gatorade (desculpe a publicidade gratuita). Um arco inflável com umidificador no final. Saíamos dos boxes. E para deixar tudo completo, dia sem muito sol na cidade e umidade boa para a prática, tudo ideal.

A organização só pecou em um ponto: ter que parar em um estacionamento um pouco distante e pegar um ônibus que nos levava ao local da prova foi vacilo, já que existe um estacionamento amplo na entrada principal do autódromo, bem mais tranquilo para entrar. Mas não chega a ser uma falha tão gritante. 

A medalha muito bonita bem como os troféus  foram atrativos. Fora o fato de, com a inscrição, estarmos contribuindo para o Instituto Ayrton Senna, que tem uma excelente imagem.

Valeu, e muito, participar. 

terça-feira, 14 de outubro de 2008

MEIA MARATONA DO RJ - AFRICANOS FAZEM DOBRADINHA

E aí, corredor ?!

A Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro aconteceu no último domingo, dia 12 de outubro, dia também da nossa padroeira, Nossa Senhora da Aparecida e ainda das Crianças. Por isso, a festa na cidade do Rio não poderia ser mais abençoada e melhor. Tanto foi assim que o sol brilhou para os corredores durante a prova. E, convenhamos, correr no Rio com sol, apesar de ser mais desgastante para nós corredores, no caso desta cidade, fica uma combinação perfeita por que a beleza da paisagem fica muito mais destacada com a luz do sol.

Pieguices à parte, o evento foi um total sucesso. Nem poderia ser diferente. Afinal, a cidade maravilhosa é um lugar, todos sabem, "abençoado por Deus e bonito por natureza" (valeu, Gilberto Gil!), e o evento reuniu duas competições importantes: a Meia Maratona que acontece todo ano e o Mundial de Meia Maratona da IAAF (Associação Internacional das Federações de Atletismo).

Sendo assim, 15 mil pessoas se reuniram na Praia de São Conrado para a largada da prova, que para as mulheres aconteceu às 8h45 e para os homens às 9h15. Os atletas saíam de São Conrado, subiam a Niemayer, desciam para o Leblon, Ipanema, Arpoador, Copacabana, Leme, Botafogo para chegar finalmente ao Aterro do Flamengo. Ou seja, paisagens para se deliciar não faltaram aos corredores, que puderam contar durante todo o percurso com o apoio do caloroso povo carioca, que incentivou os atletas em todos os espaços do evento.

A primeira atleta a chegar foi a Queniana naturalizada holandesa Lornah Kiplagat, que sagrou-se tri-campeã do mundial. Ela completou o percurso em 1h08min37. No masculino outro africano, o atleta da Eritréia Zersenay Tadese, que completou com 59min56 que bateu o recorde do circuito e bateu o recorde da prova.

Marilson Gomes dos Santos foi o melhor brasileiro, chegando em 8º com 1h03min14. Entre as mulheres, Maria Zeferina Baldaia conseguiu a melhor colocação, 17ª, com 1h13min42. 

Ainda teve a competição por equipes no evento, vencida pelo Quênia no masculino e Etiópia no feminino. 

Enfim, os africanos dominaram a prova por completo. Além do título individual e por equipes, ficaram ainda com o segundo e terceiro lugares no feminino e no masculino com Etiópia, Quênia e Quatar.

Festa maravilhosa na cidade maravilhosa.