quinta-feira, 30 de maio de 2013

CORRER O K21 OU O K13 EM PIRENÓPOLIS, EIS A QUESTÃO?


E aí, Corredor?!

Este final de semana acontece na pequena cidade turística de Pirenópolis, em Goiás, mais uma prova K21. Organizada pela mesma turma que faz o K21 de Bombinhas/SC, a prova caracteriza-se pela extrema dificuldade dos percursos, sempre no meio do mato, com muitas subidas, muito verde e muitos desafios diferentes. Uma boa corrida de aventura.

Em Piri, como é carinhosamente chamada a pequena cidade goiana, será a primeira vez que a prova será realizada. E entre os corredores da região tem causado muita expectativa. Como o número de inscritos é limitado, rapidinho acabaram as vagas para o desafio.

Umas das ruas de Piri
E eu vou experimentar esta, para mim, novidade. É uma prova diferente de todas que já fiz. Apesar de já ter corrido em trilhas, morros e no meio de rios e de matas fechadas algumas vezes aqui em Brasília, na Fazenda Taboquinha e no Altiplano Leste, será a primeira experiência fora de Brasília. E as trilhas de Piri prometem.

Pelo que a galera da Equipe X que foi para o Atacama este ano, num comparativo da altimetria, a corrida de Piri é tão difícil quanto a do Chille. É claro, é um comparativo frio, de gráfico. Na verdade, o Atacama é bem mais tenso. Mas o K21 de Pirenópolis também é tenso.

São realmente grandes subidas nas trilhas que vão para as famosas cachoeiras da cidade, um dos principais motivos para tantos turistas irem a Piri. E todos de grande intensidade. 

No meu caso, ainda paira uma dúvida: fazer o K21 ou o K13, ou seja, 21 km ou 13 km? Isso por que ainda sinto um pouco as dores do esporão, e, como meu grande objetivo é tentar correr minha terceira maratona, que será em julho, no Rio, então não quero em arriscar e “detonar” geral. 

Só vou decidir quase na hora mesmo, dependendo do meu desempenho nos primeiros quilômetros. Mas a intenção é mesmo fazer os 21k, “passeando” pelas trilhas de Piri, ou seja, correndo bem tranquilo, curtindo mesmo o trajeto, como já sugere o clima da cidade.


Encenação das Cavalhadas em Piri, com a batalha entre
os Mouros e Cristãos
Pirenópolis - Para quem não conhece, a cidade goiana de Pirenópolis é conhecida internacionalmente pelas suas cachoeiras, artesanato, história e artesanato, onde se destacam as pratarias, jóias esculpidas pelos artistas locais de grande sucesso no Brasil e no exterior. Tantas belezas, a forte cultura e folclore local fizeram com que a cidade fosse tombada como conjunto arquitetônico, urbanístico, paisagístico e histórico. 

Um dos famosos Mascarados que passeiam pelas ruas de
Piri na época da Festa do Divino
Piri se destaca também pela suas festas culturais e a principal delas acontece no mês de maio, sempre partir do dia 05. É a Festa do Divino, quando acontece a cavalhada. Considerada uma das mais expressivas do Brasil, trata-se de uma encenacão ao ar livre da batalha entre os Mouros e os Cristãos. Em Piri, além dos cavaleiros, elas trazem os mascarados, conhecidos também como "Curucucús", por causa do som que emitem, são pessoas que se vestem com máscaras, roupas coloridas, luvas e botas. Mudam a voz ao falar e cobrem todo o corpo para que ninguém os reconheçam. Enfeitam seus cavalos com fitas, tecidos, plantas e tudo quanto a criatividade mandar. A máscara de boi é a mais tradicional e só é encontrada entre os Mascarados de Pirenópolis.


k21 - K21 Half Adventure Marathon de Pirenópolis/GO será realizada no dia 01 de junho e oferece duas modalidades: 21km e 13km. Serão 600 inscritos correndo pelas trilhas e ruas da cidade histórica.

Este ano, a K21 já percorreu Curitiba e Arraial do Cabo e depois de Piri passará por Ilha Grande/RJ, Pedra Azul/ES e terá mais uma etapa no Paraná, além de outras e Santa Catarina e ainda na Argentina.


Boas passadas.

domingo, 26 de maio de 2013

VOLTANDO AO BLOG . . . E COM MUITA CORRERIA

Galera se preparando para o longão pela Ermida e Barragem

E aí, Corredor?!

Mais de uma semana sem postar nada e deu uma saudade terrível. Fiquei o tempo todo pensando que precisava aparecer, mas o trabalho, os treinos para a Maratona e o cansaço acabavam me vencendo. Mas nada de abandono não. O E AÍ CORREDOR continua no ar, com muitos quilômetros de registros para fazer.

Bom, como o tempo está precioso demais nos últimos meses, vou falar logo das corridas que fiz neste final de semana. Aliás, meus amigos, as Corridas Sem Compromisso estão sendo a tônica das minhas correrias deste primeiro semestre. Nada de me inscrever para provas de 5k ou 10k. Os treinos exigem mais quilometragem, e eu preciso correr mais e mais. 

Uma boa notícia! O esporão tá tranquilo. Existe uma dorzinha ainda, mas aceitável. Acho que a Maratona do RJ vai rolar pela terceira vez!!!

Sábado, 18 de maio, longão - Dia de correr, pensando nas várias provas que estão chegando: K21 de Pirenópolis, Volta do Lago Caixa e Maratona do Rio. 

O professor Nirley resolveu então reunir em um percurso só as dificuldades que vamos encontrar nestas três provas: subidas intensas e constantes, calor e uma boa quilometragem. Vinte colegas da Equipe X para um percurso diferente, e “cascudo”. Fizemos dois dos mais complicados trechos da famosa Volta do Lago, ultramaratona de revezamento que este ano terá sua 10ª edição. No caso, foram o trecho da Barragem do Paranoá, que tem uma forte subida de cerca de 1 km, e também o da Ermida Dom Bosco, que apresenta também uma forte subida de quase 2 km.

A largada foi no estacionamento da Ermida, no início da subida, onde era até ano passado o posto de troca da Volta do Lago, que este ano foi alterado. O sentido foi Barragem do Paranoá. Na verdade, fizemos o percurso inverso da prova, que em seu trajeto original sai da Barragem para parar na Ermida. Este percurso escolhido por Nirley nos trouxe mais dificuldades por que as subidas foram em maior quantidade. Primeiro, na saída da Ermida, o subidão de cerca de 2k. Depois, assim que saímos da Barragem indo para o Paranoá, bairro do Distrito Federal, com um outro subidão de cerca de 1,5k. Na volta, pegamos o subidão de quase 1k da Barragem.

Depois do corridão, só festa no pier da Ermida
Mas não ficou só nisso. Depois de tudo isso, corremos até o ponto da largada, o início da subida da Ermida, quando já tínhamos completado 13k, para depois encararmos novamente os 2k do subidão e ir, desta vez, rumo a quadra 27 do Lago Sul, outro bairro de Brasília onde fica a Ermida, em um trecho de cerca de 3 km. Total do longão de domingo, no meu caso: 21 km, uma meia maratona. Na planilha para a Maratona tínhamos que correr mais, 25 km, mas não deu.

Domingo, 19 de maio, pedal – No domingo só alegria. Foi dia de pedalar, dando apoio de hidratação a 6 colegas da Equipe X que não puderam correr no treino do sábado. Apesar da quantidade menor de corredores, o apoio foi interessante por que cada um tinha um nível de corrida. Foram o professor Nirley, corredor top da Equipe X, que correu lá na frente de todos por volta de 23 a 24 km. Depois, o casal Rafael e Thaís, que fizeram no tempo run a maior distância, de 25 km. Depois, juntos, Sérgio, Grace e o irmão do Sérgio, que completaram 21k de corrida.  Como o ritmo dos 3 grupos era bem diferenciado, para levar a água a turma tinha que esperar até o último grupo passar para depois correr para o próximo ponto para nova hidratação. Comigo no Pedal, que também correu os 21k no sábado, a Aline.

O percurso do domingo foi Pontão – Base Área. Um percurso bem mais tranquilo que o de sábado, excelente para treino, por que ele tem subidas, mas todas leves. A maior, no caso, e na saída do Lago Sul para a pista de acesso ao aeroporto e depois, já na pista que leva a Base Aérea. Depois, plano e descida até o Pontão. O percurso total foi feito somente pela Thaís e pelo Rafael. Nirley, que terminou bem antes, foi até um pouco antes da dupla e Grace, Sérgio e irmão foram até o aeroporto.

O Pontão, no domingo, dia 19, estava um agito só. Uma competição de triatlo movimentou o local e o Lago Sul todo, já que o circuito de bike usou a ciclovia do bairro. Aliás, esta ciclovia já é bastante usada normalmente pelos ciclistas, que juntam grupos enormes para pedalar todo o domingo. Muito maneira mesmo a experiência.


Pedal de domingo, dando apoio de água para os amigos
corredores da Equipe X que iriam correr, treinando para a Maratona
Sábado, 25 de maio, longão - Ontem, sábado, 25, foi dia de mais um longão, este visando a Maratona do RJ. Por conta dos compromissos do dia e do domigo, eu, Aline, Rafael, Thaís, Sérgio e Grace corremos na madrugada, lá pelas 6h20 da matina, pela ciclovia de Águas Claras, já conhecida de todos os que acompanham o E AÍ CORREDOR.   

Falando para os que não conhecem, a ciclovia fica entre Águas Claras, o Park Way do Guará e a Arniqueiras, outro bairro da região. Ela margeia a chamada EPVP (Estrada Parque Vicente Pires). Tem cerca de 8 km total de distância, com boas subidas e descidas e um belo visual.

Neste dia pudemos desfrutar de uma bela lua cheia de pondo no céu e, logo depois, de um incrível nascer do sol. Foi diferente, principalmente para gente que, apesar de adorarmos correr, não costumamos madrugar tanto para dar nossas passadas. Aliás, foi muito legal a companhia de Sérgio, Grace, Thaís e Rafael por que estes amigos, parceiros dos longões, "despencaram" ainda à noite de suas casas no Plano Piloto para correr com a gente, Aline e eu, na ciclovia, que fica bem no "quintal" de nossas casas (minha e da Aline). Valeu novamente, meus amigos!

Corremos a ciclovia, que apenas eu e Aline conhecíamos. Os outros 4 estavam tendo a primeira experiência ali. Fizemos toda a ciclovia mas como a planilha dizia para fazermos de 18 a 21km, tentamos aumentar a distância. Daí inventamos e corremos descendo pela EPNB (Estrada Parque do Núcleo Bandeirante) até a pista de acesso ao Guará. Ali, pegamos um atalho que nos levou novamente para a ciclovia, para voltarmos ao ponto inicial.

Foi muito bom, mas acabamos, eu e Aline, correndo o mínimo, 18 km. Rafael, Thaís, Grace e Sérgio continuaram para fazer mais. O problema é que 9h Aline e eu tínhamos compromissos e por isso, tivemos que ficar com os 18k. Se considerarmos a intensidade do percurso, que tem boas subidas, podemos até dizer que fizemos mais em termos de esforço. Mas o registrado foram 18k.

Próximo final de semana tem o K21 de Pirenópolis, a corrida mais comentada da região. E no outro, Volta do Lago Caixa, na equipe Condor Team (Thaís, Rafael, Grace, Sérgio, Eduardo e eu).

Vamos que vamos, "comendo chão".

Boas passadas.

sábado, 11 de maio de 2013

TROCANDO AS PASSADAS PELO PEDAL

Eu e minha magrela no final do pedal
E aí, Corredor?!

Não está sendo nada fácil correr para mim ultimamente. As sessões de fisioterapia - já foram 7 - finalmente estão fazendo efeito e o tornozelo está melhorando, mas é tudo muito lento. Com a proximidade da Maratona do RJ - faltam menos de 2 meses - minha apreensão vai ficando cada vez maior, bem como minha ansiedade para que a recuperação venha.

O problema é que eu não tive uma lesão que me parasse por tanto tempo assim desde que iniciei na corrida. E o esporão veio para me deixar chateado e um pouco triste às vezes. Mas, como já mencionei, nesta semana as esperanças se renovaram.

Bem, como acho que vai dar para correr e como quero que isso aconteça estou me prevenindo um pouco. O longão deste final de semana correndo foi substituído pelo pedal. E, com a minha magrela, saí  curtindo as boas subidas e descidas pela ciclovia do Park Way de Águas Claras, tão conhecida por mim e por quem lê o E AÍ CORREDOR já que foi palco de vários longões meus.

O pedal teve o motivo de repousar um pouco o calcanhar, prevenindo dos impactos da corrida. E aproveitei para estrear a bike que comprei, além de fazer o apoio para Aline, que fez o treino sugerido pelo professor para o sábado, correndo 16k. Enquanto ela corria, eu pedalava, e volta e meia lhe entregava água e gel para recuperação.

Eu realmente não sei se estou sendo muito prevenido com relação ao meu tornozelo e a este famigerado esporão. Mas não quero correr a Maratona no sacrifício e preciso ter confiança de que vou conseguir fazer a difícil prova com um mínimo de tranquilidade. Como nos treinos ainda sinto o tornozelo um pouco dolorido, fico na minha, tentando achar uma passada mais confortável.

O pedal foi muito bom. A experiência de voltar a correr com uma bike, coisa que fazia muito na minha adolescência quando a bicicleta era a minha fiel companheira, me levando para todos os cantos, foi muito boa. E de uma coisa eu tenho certeza: vou alternar os longões mesmo depois de recuperado da dor. Em alguns vou correr, a maioria, e em outros vou pedalar. 

Não vou substituir o pedal pela corrida. Correr é o meu esporte. Mas preciso agora achar outra forma de me manter em forma. Mas nada de triatlo, como muitos querem que eu faça. Apenas correr e a bike, usar um domingo ou outro para relaxar.

Na ciclovia do Park Way de Águas Claras o pedal foi interessante por que, assim como na corrida, o percurso exige bastante das pernas e da força e condicionamento físico. Ele possui boas subidas e descidas, sendo também seguro, já que é uma ciclovia. E para quem está recomeçando a correr, e melhor ir devagar, indo para lugares mais tranquilos para pegar a "manha" do pedal.

Espero, no final de semana que vem, estar escrevendo aqui sobre uma nova corrida, um novo longão, e desta vez tranquilo, sem dorzinha nenhuma, alegre e confiante para as provas que vêm por aí. Temos o K21 de Pirenópolis (GO), a Volta do Lago que vou participar em um sexteto, e depois a grande prova, a Maratona (se Deus quiser).

Boas passadas.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

67a. CORRIDA SEM COMPROMISSO - PELO LAGO SUL


E começam oficialmente os treinos rumo a Maratona do RJ
E aí, Corredor?!


Não foi nada fácil. Enfrentar uma pequena mas insistente dorzinha que meu novo companheiro, o esporão calcâneo, insistia em apresentar por 19km foi uma constante luta contra minha mente, um ato de superação mesmo, principalmente se comparado a outros longões que, por muito menos, quase desisti de continuar correndo.

Mas enfrentei! Encarei o desafio desta 67a. Corrida Sem Compromisso, que era na verdade uma experiência para ver minha resistência, mais psicológica que física, à pequena dor provocada pelo esporão, ainda um pouco inflamado.

Na verdade, o pior não é durante a corrida, mas sim depois, com o corpo frio. Senti mais dor dirigindo até em casa do que correndo. Enfim, decidi fazer uma auto avaliação e, se sentir que a dorzinha, mesmo que pequena, continuo, foi desistir da Maratona do RJ. Engraçado é que no domingo foi bem mais tranquilo.

Percurso - a proposta, minha e de Aline, era fazer o treino de domingo para os maratonistas, que seria correr de 19 a 22 km. E, para isso, resolvemos encarar um percurso já bem conhecido por nós, o do Pontão até o balão do aeroporto.

O percurso é composto de constantes subidas, não muito pesadas, e descidas na ida e, na volta, um circuito um pouco mais tranquilo, com mais descidas, pequenas ainda, do que subidas. É um percurso bom, mas não é simples. 




Mas a manhã deste 1o. de maio estava agradabilíssima para correr. Começamos nossa corrida às 7h e pegamos um sol fraco, um tempo fresco com um ventinho bem ameno que ajudou e nem senti calor, apesar da distância percorrida.




Minha corrida - fiz uma corrida de estudo, como tenho feito desde a descoberta do esporão. Aí, ritmo leve, para adaptação a passada diferenciada, onde uso mais a ponta dos pés que o calcanhar ou o plantar, e também para perceber minha condição física e psicológica de resistência a pequena dorzinha causada pela inflamação.

Comecei com um pace de 6:20min/km. Durante os 19k, variei bastante, chegando a correr a 5:24 o km e também a 6:50. Resisti bem ao dolorido do calcanhar por todo o percurso, mas o incômodo ainda me preocupa um pouco e,   Durante as passadas auto avaliei que se não estiver psicologicamente preparado, vou desistir da maratona e correr a meia. Mas acho que da para encarar sim, sem me preocupar com o tempo, é claro.

Na corrida, usei um novo tênis que comprei depois de constatado o esporão. Um New Balance Baddeley 890V2, que se mostrou excelente e já será o tênis da prova. Estabilidade, conforto, leveza, maciez. Enfim, achei perfeito, como vendido pelo colega da loja.

O que me preocupou mais foi depois, quando peguei meu carro para voltar para casa. Como o pé fica numa posição só, e é no direito meu problema, senti demais a inflamação ao dirigir. Mas me tranqüilizei por que foi só sair do carro e pisar no chão que a dor passou.

Não sei ainda se vai dar para encarar a Maratona. Acho que sim, mas vou analisar, já comecei a fisioterapia e o tratamento do esporão, para tirar a inflamação e acho que os resultados estão aparecendo, apesar das dores de hoje.

Bom, faltam 2 meses mais ou menos e até lá conseguirei chegar a uma conclusão.

E vamos que vamos, ainda rumo a Maratona.

Boas passadas!


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domingo, 28 de abril de 2013

CORRIDA DAS TORCIDAS - TREINO PARA A MARATONA


Largada da Corridas das Torcidas em frente ao Estádio Nacional
E aí, Corredor?!

Hoje, 28 de abril, aconteceu a Corrida das Torcidas, que a cada ano vem se firmando no cenário de corridas de rua de Brasília trazendo cada vez mais interessados. A largada foi em frente ao Estádio Nacional, antigo Mané Garrincha que está em reforma para a Copa do Mundo e Copa das Confederações.

A prova reuniu cerca de 2 mil atletas e eu, pelo terceiro ano consecutivo, corro. Nas duas últimas edições, confesso, na pipoca, já que acabo me esquecendo de fazer a inscrição. Gosto de fazer a corrida pelo percurso, que usa o Eixo Monumental e o Setor Militar Urbano, onde a gente pouco corre na cidade. 

Mas meu principal objetivo era seguir a planilha de treinamento da Maratona do Rio, que previa 1h10 de corrida. E aí, combinamos, nós maratonistas da Equipe X e assim como fizemos no domingo passado, na Maratona Brasília de Revezamento, de correr no percurso da prova pela segurança que ele nos proporcionava. E lá estávamos nós, eu (Caique), Thaís e Rafael, para seguir o treino à risca.

Não foi simples. Isso por que, correr 1h10 geralmente dá mais que a distância de 10k, que utilizamos na prova. Por isso tivemos que rodar e rodar e rodar até conseguir completar o tempo previsto. E acha criatividade (rss).

A prova - A Corrida das Torcidas reúne os apaixonados por futebol para praticar a corrida de rua. Em percursos de 5 e 10 km, cerca de 2 mil corredores deram suas passadas pelo Eixo Monumental na gostosa manhã de domingo. A prova teve início pontualmente às 8h, com largada em frente ao Estádio Nacional, a arena multiuso que esta sendo reformada para as Copas das Confederações e do Mundo.

No início, uma grande subida no Eixo Monumental
A prova atrai muita gente que ainda está começando a correr e isso dificulta um pouco durante o percurso, já que apenas uma das 6 faixas do Eixo Monumental fica reservada para os corredores, visto que outra vira uma ciclovia aos domingos e as outra quatro é para o trânsito. Daí que existem muitos pontos de estrangulamento pelo percurso, visto que muito corredores mais lentos resolvem sair na frente e logo andam, bem no início do percurso. Mas, enfim, a corrida é para todos e eu como pipoca não posso reclamar.

A cada 2,5 km tínhamos postos de hidratação, com bastante gente distribuindo os copinhos de água. Como não eram tantos corredore assim era tranquilo pegar o copinho.

Percurso - A largada da prova começa no estacionamento entre o Estádio Nacional e o Ginásio Nilson Nelson, em uma pista de paralepípedos, o que dificulta um pouco correr pela irregularidade do terreno. Mas, depois dos primeiros 600m assim, logo chegamos ao asfalto, j´å no Eixo Monumental. 

Aí encaramos uma boa subida, que para quem fez os 10k é ainda maior. Cerca de 2 km de intensa e divertida "piranbeira" do estacionamento até o Memorial JK, monumento construído em homenagem ao fundandor de Brasília e onde estão enterrados seus restos mortais e o de sua esposa.

Depois, descida até a entrada da pista do QG do Exército, onde pegamos um retão plano com uns 3k de distância. Acho que é o lugar mais plano que a gente tem oportunidade de correr em Brasília. Daí pegamos a via de acesso ao Setor de Garagens/Detran/Palácio do Buriti, subida também, e depois a pista que margeia o autódromo de Brasília até voltarmos ao Eixo Monumental, descendo rumo à chegada.

Minha corrida - Bom, primeiro, como mencionei, meu principal objetivo era correr 1h10 no ritmo que quero fazer da Maratona (tempo run). Mas a prova serviu para testar a técnica explicada pelo professor e amigo Nirley no treino de areia que fizemos no dia anterior, ensinada em função do meu problema com o esporão calcâneo. Tinha que correr com a ponta dos pés para não forçar tanto o calcanhar, mesmo estando com um tênis com mais amortecimento no calcanhar.

Daí fiz um início de prova bem lento, acima do tempo run, num ritmo de 6:20min/km no primeiro km, tudo para me acostumar com a nova passada. Depois, ela foi ficando natural a medida que ia correndo e consegui fazer o percurso todo, 1h10, do jeito que Nirley me ensinou.

1h10 de corrida e pouco mais de 13k com pace médio de 5:56/km
Primeiro fiz o percurso oficial, que terminei em 49min. Depois saí rodando, procurar onde correr até completar a 1h10 correndo. Daí peguei novamente o Eixo Monumental e desci por ele até a Torre de TV para depois subir até o Palácio do Buriti e novamente descer, passando de novo pelo local da chegada. Não foi nada fácil completar o tempo previsto por que, correndo assim, rodando e rodando, parece que ele (o tempo) não passava. No final, 1h10 e pouco mais de 13km rodados.

Antes de começar a correr fiz um pequeno aquecimento para não comprometer o tornozelo e parece que isso, associado à mudança da passada, ajudou. Não senti dor e pude correr bem a partir do segundo km, terminando muito feliz o treino. E no final, alongamento reforçado na região do calcâneo, sem esquecer o habitual que eu já fazia e uma foto com Thaís e Rafael, companheiros de treino de domingo.

Rafael, Thaís e eu (de Flamengo) na foto após o término do treino

Acho que a Maratona está realmente confirmada, bastando me condicionar novamente como fiz ano passado. Claro que este ano terei que enfrentar o receio de não conseguir terminar a prova por causa do esporão, mas acredito que farei bem, talvez não em 3h41, mas completando, com certeza.


E vamos que vamos, rumo a Maratona!


Boas passadas.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

66ª CORRIDA SEM COMPROMISSO - COMEMORANDO O ANIVERSÁRIO DO SÉRGIO


Enquanto a Equipe Gran Cursos Caixa comemorava os primeiros
lugares da Maratona Brasília de Revezamento, nós corríamos,
superando nossos desafios pessoais
E aí, Corredor?!

Pode até parecer estranho para quem acompanha o E AÍ CORREDOR há muito tempo, mas ontem nunca comemorei tanto conseguir correr 20 km.

Vamos começar do começo. Tenho 6 anos de história no mundo das corridas e neste tempo, graças a Deus, nunca tive nenhuma lesão grave. Sempre me mantive nas pistas, tentando conciliar de maneira equilibrada treinamento com corridas, além de vida particular. Sempre primei por não me exceder e coloquei como lema “devagar e sempre”, uma forma de me lembrar que mais vale a pena continuar correndo do que ficar batendo recordes de tempo, que, pelo menos para mim, já não são o principal a muito tempo, principalmente depois que aumentei minhas distâncias nas corridas.

Mas uma lesão chata veio este ano. Desde dezembro uma dorzinha fraca no calcanhar direito me acompa, mas como ela aparecia e depois sumia, não me preocupei devidamente. Mas agora, depois de encarar os 21k da Golden Four Asics e fazer a Volta da Lagoa, ambas no Rio de Janeiro, no início deste mês, esta dorzinha apareceu e não sumiu mais. 

E ela ficou me perseguindo durante mais ou menos 5 dias, e me assustando, com medo de me tirar da Maratona e, pior, das corridas. Aí, sem chance de não fazer uma consulta médica e, ao procurar um ortopedista, ficou constatado o que eu temia. Estou com o famoso esporão calcâneo, muito comum entre corredores, mas que poderia ter sido evitado.

Ou seja, depois de tanto tempo correndo e me vendo ileso, me apareceu uma lesão que, agora, vai me acompanhar pelo resto de minha "carreira" como corredor, trazendo às vezes mais dor e às vezes menos dor, dependendo do meu comprometimento com o alongamento pós-prova.

Assim é que, depois da consulta e de conversar com uma amiga fisioterapeuta, fiquei com aquele receio de correr, que já não fazia desde o dia 09 de abril, na Lagoa/RJ. Não que a dor fosse insuportável, mas ela estava lá, se apresentando e me dando aquele medo.

Aí, meu amigo Sérgio me chamou, junto com outros amigos, para fazer um longão, como preparatório para a Maratona do Rio, que ele também vai encarar este ano. A proposta era correr 32 km, no caso dele, comemorando seus 32 anos de vida. Mas eu, como estava com o tornozelo dolorido, fui para correr 10k. Junto com a gente outros amigos: Orion, Aline, Grace, Paulinho, Thaís e um casal amigo do Sérgio que estava estreando no mundo das corridas.

O longão foi realizado aproveitando a estrutura da Maratona de Revezamento do Correio Braziliense, que acontece todo o dia 21 de abril em comemoração ao aniversário de Brasília. E lá fomos nós, cada um fazer o seu treino, buscando superar a sua meta pessoal do dia.

Minha corrida - Minha proposta para o longão era correr em um ritmo lento, tendo em vista o tornozelo. Queria ver como ele reagiria ao esforço e, se ele "gritasse", pararia imediatamente. Assim, o início foi correndo a um ritmo maior que 6min/km, para aquecer.

A prova passa por um percurso de pouco mais de 10 km que começa e termina na Esplanada dos Ministérios, onde está a chegada e os pontos de transição das equipes. No percurso, duas transições, cada qual tendo que ser feito por um corredor com uma distância de cerca de 5,3k cada.

Nós fizemos o mesmo percurso, excetuando uma parte de 1,8k, que evitamos para não atrapalhar os corredores, já que ali tinha um ponto de transição bem apertado e confuso. Daí, passamos reto por este pequeno trecho.

Fiz a primeira parte da prova, como mencionei, correndo bem tranquilo e sentindo um pouco o tornozelo, mas nada que assustasse a ponto de me fazer parar. No começo, depois de uma leve subida, temos uma boa descida. Já a segunda metade da prova é todo de subida e, em alguns trechos, com a pista extremamente desnivelada nas curvas. Enfim, ótimo teste para recuperar a confiança.

Terminei os primeiros 10k pensando se continuaria ou não e aí, "pilhado" pelos amigos, resolvi fazer mais uma volta, que seria igual a primeira em termos de terreno. Nesta segunda volta, com o corpo quente, nada de dorzinha aparente e fiz a volta muito bem mesmo. Parei com 20k enquanto a galera continuou para completar mais uma volta e, no fim, felicidade total: não senti nada. Alonguei e tudo ficou beleza, em trazendo de volta a confiança e a certeza que o esporão existe mas posso conviver com ele.

O percurso – A largada na Esplanada dos Ministérios sentido rodoviária, começando com uma leve subida. Depois, corremos pela L2 norte, numa descida, até a pista de acesso aos Setor de Clubes Norte e a L4 norte. Aí, quem correu a prova, entra pelo Setor de Embaixadas, encarando uma boa subida e depois uma descida, em um trecho de 2 km, para depois pegar novamente a L4 Norte. Daí, dá-lhe subida até a chegada ou ponto de transição das equipes na esplanada, passando pela Praça dos Três Poderes, Palácio do Planalto e Congresso Nacional, entre outros monumentos da cidade.

Fiz os 20k cravados, superando minha meta do dia. Orion fez 30k, já que veio correndo da sua casa. Aline ficou nos ótimos 27k. Sérgio, como queria, completou os 32 km, Grace fez 29k, Paulinho, 30k e o casal estreante fez, ele, 16 km, e ela, 10 km, uma distância excelente para quem está começando.

No final, muita felicidade por ter conseguido superar o receio e recuperar a minha confiança. E por saber que a minha 3ª Maratona ainda acontecerá, bem como outras provas durante um bom tempo.

Boas passadas. 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

CORREDORES DE LUTO

E aí, Corredor?!

Onde só existia alegria ficou a tristeza
Os corredores de todas as modalidades estão de luto. O atentado ocorrido nesta segunda-feira, dia 15 de abril, na Maratona de Boston trouxe a tona a fragilidade que o mundo vive hoje diante de atos terroristas. E nós, esportistas, que estamos lá apenas pelo prazer nos vemos intimidados na nossa tentativa de praticar nosso esporte, amedrontados que ficamos diante de tal barbárie.

A Maratona de Boston é a mais tradicional e mais antiga prova da modalidade do mundo. Ela existe a 117 anos, sempre sendo disputada na terceira segunda-feira de abril, quando é comemorado o Dia do Patriota nos EUA. A prova é uma das Top Five, cinco maratonas consideradas as principais do Mundo - além dela temos a de Nova York e Chicago também nos EUA e a de Berlim (Alemanha) e Londres (Inglaterra).

Por todas estas características, a Maratona de Boston atrai milhares de interessados. Corredores do mundo inteiro participam da prova. E o público que acompanha pelo percurso, incentivando os corredores, também é enorme.

Eram mais de 25 mil corredores disputando os 42,195 km da prova, sendo que 131 deles eram brasileiros. Com 4h09 de corrida, na linha de chegada, uma bomba, de fabricação caseira (pólvora colocada numa panela de pressão recheada de pregos), estourou deixando centenas de feridos e 3 mortos, entre eles uma criança de apenas oito anos de idade.

Uma das explosões foi próxima à chegada e num momento em
que muitos corredores estão completando a prova
Três explosões aconteceram no total. Os brasileiros que participavam da prova relataram, para as várias agências de notícias do país, o desespero e a comoção que tomou conta de todos, nada da alegria que sempre faz parte das corridas de rua.

A partir do momento das explosões, a prova foi suspensa. Somente concluiu a maratona quem cruzou a linha de chegada antes do atentado. Todos os eventos relacionados à maratona foram suspensos – cerimônia de premiação, festa e entrevistas coletivas, entre outros. 

Pelo que deu para perceber, os mais afetados pelas explosões foram os torcedores, que lotaram as ruas de Boston pelo percurso todo da prova, motivando os corredores com gritos de incentivo e oferecendo copos d'água e que não mereciam ver este final para esta edição da Maratona.

O vencedor da prova foi o etíope Lelisa Desisa, com  2:10:23, seguido pelo queniano Micah Cogo (2:10:27) e o também etíope Gebre Gebremariam (2:10:28). No feminino, o Quênia manteve a hegemonia, com o primeiro lugar de Rita Jeptoo (2:26:55). Na segunda POSIÇÃO, a etíope Meseret Hailu (2:26:58) e em terceiro, Sharon Cherop, do Quênia, com 2:27:01.

O pequeno Martin segura um cartaz pedindo para que não
maltratem as pessoas, pedindo paz
Mas infelizmente esta Maratona de Boston não será lembrada, como todas as outras, por mais esta vitória de corredores africanos, nem pela alegria dos corredores e do público. 

O que ficou para a história foi a imagem das explosões e a lembrança do menino Martin Richard, vítima mais que inocente do atentado. Ficou também o medo de novos ataques nas provas que ainda estão para acontecer pelo mundo.

E fica no ar a pergunta: por que?