domingo, 8 de agosto de 2010

CAPITAL RUN - NIGHT

E aí, corredor?!

Ontem, dia 7 de agosto, experimentei correr em um espaço novo para mim, e, pelo que eu saiba, nunca utilizado em Brasília para corridas de rua. A chamada L3 norte, rua que dá acesso, entre outros locais, à Universidade de Brasília - UNB.

A corrida fazia parte do circuito Capital Run, uma série de 3 corridas, todas com as distâncias de 5 e 10k, sendo a primeira já realizada em junho no bairro Sudoeste de dia, a segunda, que aconteceu ontem, na asa norte à noite e a última no aeroporto, todos bairros de Brasília.

A inscrição foi feita de última hora e a um preço mais em conta pelo nosso amigo e professor Nirley. O preço normal era de R$ 60,00 e ele conseguiu por R$ 50,00 para nós. 

Logo na chegada, uma surpresa desagradável: a retirada do chip, que em todas as provas realizadas aqui acontece a cerca de uma hora antes da corrida (o que acho péssimo), foi uma confusão por que a Vetor, organizadora do evento, resolveu inovar. O local de entrega era o mesmo onde ficava o guarda-volumes, ou seja, uma confusão de gente aglomerada no mesmo espaço. E para piorar, não existia a separação por número de inscrição na entrega. Foi uma guerra conseguir retirar o precioso equipamento.

Aí, para atrasar o horário programado para início da prova foi fatal. E a corrida, que era para começar às 19h começou com 20 minutos de atraso. 

Pois bem. Fora isso, a Vetor não vacilou mais. O kit foi legal, com uma camisa de manga longa com malha da Body For Sure, na cor branca para os homens e vermelha para as mulheres, feita de um bom material. Tudo dentro de uma sacola bonita, onde ainda tinha uma toalha fitness e um energético. A medalha, como a figura da ponte JK estampada e os dizeres "Capital Run" ficou bem interessante. E a prova teve a quantidade de água suficiente (3 postos para o 10k e 1 para o 5k) e muita animação, com DJ e VJ.

Particularmente foi a minha melhor prova até hoje. Corri os 10 km como se estivesse fazendo um tiro de 2k nos treinos do parque da cidade. Sempre forte, sem sentir as subidas e descidas do terreno. Saímos da altura da 409 norte, em direção ao início da asa norte. Na L2, voltamos para o ponto de largada, do qual passamos e, pela L3, chegamos até o final da asa norte, passando pela animação da chegada, e voltamos para cruzar a linha final. Foram 10k exatos, contados no GPS que levei comigo.

E o reflexo do meu bom desempenho foi traduzido no meu tempo. Mais um recorde batido nos 10k. Se na Corrida do Fogo cheguei aos 46min, ontem superei esta marca, antigo recorde, e fechei em 45min27. Nunca pensei que conseguiria este feito por que meus tempos sempre se mantiveram entre os 47 a 50min. Mas superei, sem tanto sacrifício e correndo apreciando a prova. Obrigado professor Nirley e academia!

Comigo estavam alguns grandes amigos da Equipe X. Os MuXquitos Jane, Ranieri e Cássio. Ainda, Elaine e karine (esposa e cunhada do Cássio), Nati e sua filha com o namorado, Nilson, Gislene, Tião, Orion, Ariane, Nirley, Eduardo, Márcia e marido, Renata e mãe, Dr. Maurício e esposa, Dil, Sílvia e Kennedy e tantos outros amigos da Equipe que vou parar por aqui para não ficar devendo tantos que foram. 

Pois é galera, mais uma quebra natural de tempo, sem estresse nem tanto sacrifício. Pelo visto, as corridas noturnas ajudam, e muito, na minha performance. Até por que é este o horário que costumamos treinar. Em duas provas de 10k consecutivas baixei meu recorde, que era do Circuito das Estações Adidas do ano passado de 47min para os 45min27 desta prova noturna. E, enfatizo, correndo com prazer.

Próximo desafio: Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro. Acabou que resolvi correr, já que estarei de férias e vou ficar um tempo lá na cidade maravilhosa.

Boas passadas.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

MUXQUITOS ESTREIAM NA MARATONA PÃO DE AÇÚCAR

E aí, corredor?!

A Maratona Pão de Açúcar de Revezamento teve sua 3ª edição de Brasília realizada ontem, na Esplanada dos Ministérios, palco da maioria das corridas da cidade ultimamente.

Foram 7 mil corredores participando do evento distribuídos em 1181 equipes, que podiam ser de dois, quatro ou oito integrantes. É claro que a maioria das equipes tinha 8 integrantes, e entre elas estava a nossa, Equipe X - Os MuXquitos.

Na verdade, a Equipe X participou com vários integrantes. Tivemos 2 grupos da Equipe X - Taboquinha, sendo um só de mulheres e outros misto. A Equipe X - Onças também esteve presente, com sua Toca das Onças e uma equipe feminina muito unida e animada. E aí estava a gente, Equipe X - MuXquitos, um apelido carinhoso que assumimos a partir desta corrida de revezamento.

O nome surgiu sem querer. Em uma de nossas Corridas sem Compromisso, na Morada dos Nobres, mais especificamente na casa do Cássio e da Elaine, quando fizemos um percurso de 10k comemorando o aniversário da Elaine conhecemos o cachorro Basset Hound da família, o Mosquito. Esperto, corredor e muito alegre, o cachorrinho foi a atração da festa e eu toda hora o chamava, com um sotaque carioca. Era muxquito para cá e para lá. 

O Ivan achou engraçado e a partir deste dia começou a me chamar de Muxquito e eu a ele, de brincadeira. Mas outras pessoas mais chegadas foram ouvindo e também começaram a nos chamar de Muxquito também. Justamente as pessoas da nossa equipe de revezamento do Pão de Açúcar: Jane, Ranieri, Deborah, Elaine, Cássio, Karine, Bel, Hamilton e Giovanna. 

Daí para colocarmos como nome da equipe Os MuXquitos, com o X da equipe, foi um pulo e já decidimos que sempre chamaremos nossa equipe de revezamento com este nome. E tem mais: nossa equipe ainda contou com uma participação ilustre da Equipe X, Jailto, um dos "top", corredor experiente e uma fera das pistas que correu comigo a Maratona do RJ este ano.

Agora, voltando para a Maratona de Revezamento, nossa participação foi brilhante. E não foi assim por causa de tempo que levamos para completar os mais de 42k da prova. Mas foi pelo companheirismo, pela alegria, pela amizade reinante entre todos nós. 

Bel iniciou nosso revezamento às 8h da manhã, com a habitual garra de sempre e ficou até o final da competição para incentivar os outros participantes, mesmo tendo um compromisso para a manhã. Depois foi a vez do Ranieri correr os 5,275 km da prova, seguido por mim, Jane - nossa capitã - Giovanna, Hamilton, Jailto - o melhor tempo da equipe - e para fechar o Cássio.

Terminamos a prova antes do meio dia, em menos de 4h portanto, e ficamos muito felizes de podermos participar da prova, muito bem organizada como sempre. Bastante água, kit bonito, boa reposição para quem terminava e uma linda medalha.

E para completar o dia, Cássio avisou-nos que ontem, por coincidência, era aniversário do Mosquito, o cachorro Basset mascote da nossa Equipe X - Os MuXquitos.

A primeira de muitas outras provas que viram por aí para nós, os MuXquitos.

Boas passadas.

terça-feira, 27 de julho de 2010

VÍDEO - MARATONA INTERNACIONAL DO RJ 2010

E aí, corredor?!

Me desculpem a todos que acompanham este blog por estar sendo tão, digamos, repetitivo com posts que enfocam a Maratona Internacional Caixa Cidade do Rio de Janeiro do dia 18 de julho passado. Mas é que e emoção é grande e não canso de achar materiais publicados na internet sobre a emoção que é conseguir completar uma prova tão longa, correr por tanto tempo e vencer um desafio tão difícil.

Não conheci o Daniel, autor do vídeo que encontrei hoje no YouTube, mas a emoção que ele sentiu traduz a emoção que cada um de nós, atletas amadores, sente ao cruzar a linha de chegada da prova. O vídeo narra alguns dos trechos da Maratona, mostrando um atleta. Um projeto que envolveu muita gente e que merece o registro aqui no E AÍ CORREDOR. Uma homenagem a todos nós que conseguimos vencer.

Parabéns Daniel. Grande vitória. Sei como é essa emoção pois eu também estava lá. E que venha 2011.

Boas passadas.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

AINDA SEM CORRER DEPOIS DA MARATONA

E aí, corredor?!

Mais de uma semana depois de vencido o desafio da Maratona do RJ já me recuperei da dor que me incomodou na panturrilha direita, presente dos 43,99 km, já postei dois textos sobre a prova, bem como imagens minhas correndo, já vi outras fotos em outros sites, inclusive do pequeno momento que eu caminhava, em Copacabana (Que triste! Tanta imagem para registrar a a WebRun que me vender fotos do único momento que caminhei, até por que senão caminhasse nem teria completado a prova), já conversei com os amigos sobre o desafio, enfim, fiz tudo o que podia fazer mas voltar a treinar e correr ainda não fiz.

Na semana passada, como até quarta-feira a panturrilha ainda doía um pouco, resolvi não treinar e apenas fazer um trabalho na academia. Mas, mesmo depois da recuperação, não consegui voltar a correr.

E domingo agora tem mais um desafio: a Maratona de Revezamento do Pão de Açúcar, em que estarei em uma equipe cheio de grandes amigos - Jane, Giovanna, Bel, Deborah, Ranieri, Cássio e Hamilton. Ivan fazia parte da equipe, mas com sua contusão ele ficou de fora. 

Tudo bem, estou de volta amanhã, mas confesso que, assim como ano passado depois da Meia Maratona do RJ, eu "dei um tempo" das passadas. Confesso que, além da necessidade de repouso, tem a história do desestímulo, por que, se ano passado a Meia Maratona carioca era a corrida do ano para mim, este ano a Maratona foi minha meta e, cumprido o desafio fica para mim como se o ano tivesse acabado.

Mas isso é só por um breve momento. Já estou nas pistas a partir de amanhã, treinando com a equipe no Estacionamento 10 do Parque da Cidade para as próximas provas que vêm por aí: Maratona de Revezamento Pão de Açúcar, 10 Milhas da Mizuno, Circuito de Corridas da Caixa com certeza. Meia de Buenos Aires ou Meia do RJ novamente e Pampulha, talvez. 

Não posso é deixar a poeira baixar demais, para não perder o pique, concordam?

Boas passadas.  

sábado, 24 de julho de 2010

MARATONA DO RIO - IMAGENS

E aí, corredor?!

Aqui estão 3 imagens da Maratona do RJ. No caso, imagens deste seu amigo correndo nas provas. Foram tiradas no Recreio dos Bandeirantes.

OVERTRAINING

E aí, corredor?!

Na minha equipe de corrida, volta e meia tem um amigo que para por conta de uma contusão, ocasionada no treino ou em uma competição. E não ser trata apenas dos atletas que tem o espírito mais competitivo. Às vezes, isso acontece até mesmo com um iniciante, que está na fase de alternar a corrida com a caminhada.

Tudo resultado da sobrecarga de exercícios que a gente impõe ao nosso corpo. Muitos de nós chegam a treinar 2 ou 3 vezes por semana e todo o domingo correr uma prova. Isso sem contar a academia, necessária para fortificar os músculos. O resultado é o chamado Overtraining, conhecido como síndrome do excesso de treinamento, e aí eu particularmente acrescento como treinamento também, pelo menos para nós corredores amadores, as provas que participamos.

O corpo precisa de repouso depois de exposto a uma carga de treinos ou uma corrida. Não é quanto mais forçamos e sentimos dor que estamos evoluindo. Na verdade, estamos caminhando para uma contusão que pode até mesmo nos tirar para sempre do esporte.

Nosso amigo e treinador, Nirley, não cansa de nos orientar para pegarmos leve. Não no sentido de treinarmos de maneira fraca. Mas respeitarmos as pausas. Em suas planilhas sempre existe pelo menos dois dias de pausa entre um treino e outro, para todos os níveis de atletas.

Mas, mesmo em nossa equipe, onde todos têm essa orientação, alguns amigos exigem, até mesmo achando que nada vão ter, e o corpo reclama.

Já vi colegas tendo um distensão e há tempos estar parado por conta de um tiro forte demais para quem está no seu primeiro dia de equipe. Outros, depois de uma prova forte como uma meia maratona, dão o máximo e acabam com um joelho doendo, uma canelite mais cronica, um calcanhar inchado.

Uma das principais recomendações dos especialistas é que cada um treine do seu jeito pois cada pessoa é uma pessoa. Eu não tenho o mesmo desempenho nem a mesma resistência física que meu amigo Jailto, corredor de mais de 50 anos da Equipe X que é um dos "top" da turma. 

O importante é que cada um conheça o seu corpo e nunca exija dele mais do que ele pode dar naquele momento. Evoluir de maneira gradativa é o mais sensato. As contusões podem não vir no mesmo dia ou no mesmo ano, mas uma hora o corpo cobra.

Durante o treinamento para a Maratona do RJ, tive um problema no calcanhar. Estava fazendo um tiro e, por conta de uma depressão do asfalto. acabei pisando errado e virando um pouco o pé. Não houve entorse, conforme constatamos eu e o professor por que logo depois já estava andando e fazendo outro tiro, mas uma dor insistente passou a me perseguir por pelo menos 3 semanas.

Reduzi um pouco a intensidade dos tiros nos treinamentos e obedeci a cartilha do treinador. A dor sumiu correndo. E lá fui eu fazer os mais de 42 km da Maratona, onde tive outra contusão durante a prova, uma cãibra na panturrilha, a qual curei com gelo, emplastro e repouso, junto com aparelhos leves na academia.

Pratico esta filosofia na corrida desde que passei a escrever este blog e, para isso, ler a opinião dos especialistas. Além disso, colho informações do meus amigos corredores e vejo pela minha experiência em treinos e corridas. Meu lema é "devagar e sempre". Devagar na evolução para correr por muito tempo por que sei que o meu corpo é forte, tenho uma saúde de ferro mas preciso cuidar do meu corpo já.

Comecei a correr em agosto de 2006 quando fiz meus primeiros 10k em 57 minutos. Em quase 4 anos consegui baixar, para alguns apenas e para outros bastante, 11 minutos neste meu tempo. Mas em compensação, aprendi a gostar do esporte, corri 3 meias, 1 maratona, vários longões, 3 Voltas do Lago Caixa onde a minha principal vitória foi apenas não me contundir nunca seriamente.

Não quero dizer com isso que sou um exemplo. Acredito que cada um tem um motivador para treinar a corrida. E cada um, como já mencionado, tem um tipo físico e de organismo. O que acho que todos temos que fazer é entender o nosso corpo, "conversar" com ele de forma que possamos prever e saber se estamos exigindo demais ou não. Podemos ser competitivos, rápidos, sempre os primeiros. Basta saber de que forma encaramos este "ser primeiro". Se for apenas por estar na frente dos outros, grande chance de um overtraining se não nos cuidarmos. Melhor, creio eu, é se for para ser o primeiro no sentido de vencer os nossos próprios limites, que se não forem os resultados tangíveis - um tempo mais baixo, por exemplo - que sejam aqueles que só nós podemos perceber - como a vitória por resistir ao duro desafio de uma maratona, uma Volta do Lago, ou até mesmo conseguir correr sem parar 5k. Cada coisa no seu tempo.

Boas passadas.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

EU VENCI! - UM POST MAIS EMOCIONADO

E aí, corredor?!

A Maratona Internacional Caixa da Cidade do Rio de Janeiro realmente foi um marco para mim como corredor. Nada será como antes depois de vencer os mais de 42km da prova e depois de ficar mais de 4h correndo pela linda paisagem carioca.

Aí hoje, ao comentar com uma amiga, carioca e moradora do Rio - Mônica - sobre a corrida, a qual intitulei como uma epopéia, percebi que este depoimento de hoje ficou mais emocionante. E por isso, resolvi postar aqui no E AÍ CORREDOR este depoimento.

Maratona Internacional do Rio de Janeiro 2010  - Eu Venci ! Versão 2.

Cheguei sexta à noite, com aquela chuvinha chata (garoa paulista no Rio, ô meu!) e no dia seguinte peguei o metrô pra pegar o kit junto com Jane e Ranieri, amigos inseparáveis no Rio. Saímos da Arco Verde para a Estácio. Lá, tudo lotado. Todos os participantes parecem que chegaram sexta à noite e foram pegar o kit naquele dia. Mas a distribuição estava rápida e o espaço cheio de atrações. Ficou legal. Encontrei minhas amigas do marketing e as elogiei pela boa organização.

 
Bom, depois saí para almoçar com a turma. Pegamos o metrô e descemos na Siqueira Campos por que eu, acostumado a ir para o Rio mas sempre com Deborah, meu "GPS natural", não sabia exatamente onde ficavam os restaurantes maneiros por que sempre contei com ela para achá-los. Aí, sabia que em Copa tinham vários e resolvi descer com a galera na Siqueira e ir em direção à praia. Até por que a gente não queria ir pra muito longe pra não se cansar já que íamos correr a maratona ou a meia maratona pela primeira vez.
 
Almoçamos e voltamos ao hotel para um descanso. À noite, levei Jane e Ranieri para comer o famoso sanduíche de Pernil com queijo e abacaxi do Cervantes, já que o almoço tinha sido farto. E a chuva constante. A garoinha e o friozinho insistente.
 
Aí chegou o grande dia. Tínhamos que acordar às 4h30 da manhã para tomar o café do manhã e ir para a largada. Duas vans levaram-nos para a largada da meia na Barra, já perto da subida para o Elevado do Joá, que ia ser 7h da manhã e acabou acontecendo às 7h20 - por causa da Globo - e para a largada da Maratona, no Recreio, praça Tim Maia, Macumba, lá no comecinho da praia, com horário previsto para às 7h30 e que realmente aconteceu.
 
Clima: nublado, muito vento, mas não tava frio não. Tudo perfeito para cumprir os 42,195k da prova, pelo menos para nós amadores.
 
E lá fomos nós, às 7h30, rumo ao Aterro do Flamengo. Primeiro corremos 1,5k para dentro do Recreio e depois voltamos esta distância até o ponto de onde largamos e, aí sim, rumo ao Aterro. A ansiedade era enorme e a adrenalina estava à mil por que era a minha primeira maratona e eu não sabia o que ia acontecer e se iria conseguir cumprir o percurso.
 
Comigo estavam dois amigos da equipe, o professor Nirley e o Jailto, que vc conhece daquela época que vc esteve com a gente mas não sei se vc se lembra. E encontrei alguns outros malucos de Brasília, corredores, que estavam por lá também.
 
E então corremos - eu, Nirley e Jailto - juntos até o km 13, já na Reserva, quando os dois dispararam e eu resolvi me conter. Eles já haviam corrido grandes distâncias antes em outras provas e são os "top top" da equipe. Não podia acompanhá-los por que não conhecia este lance de correr mais do que 1h direto (participei de 3 meias maratonas e o maior tempo que fiquei correndo foi 1h57).
 
Aí, corri, pensando na vida, ouvindo o playlist do meu ipod e olhando para o mar e o caminho. É engraçado como a corrida me faz pensar, refletir sobre minha vida. Estava passando por um momento meio conturbado na minha vida, e todo o filme daquilo que passei estava sendo reprisado na minha cabeça, a cada passada. Depois de ficar olhando o mar, correr é a melhor psicologia para mim.
 
E passei a Reserva, cheguei na Barra, onde tínhamos meia pista. Lá, uma dificuldade: muita poças grandes de água por causa da chuva da manhã, o que nos fez correr na ciclovia para evitar molhar o tênis, pois isto poderia prejudicar nosso desenvolvimento na corrida. Isso, no final, acarretou no aumento da distância da prova para mim. Estava com meu relógio com GPS e a quilometragem final foi de 43,99 km (é mole!). Bem que vi, também, que tinha alguma coisa errada entre as distâncias aferidas de uma placa de sinalização para outra.
 
E sobre o Elevado. Uma visão incrível, mesmo com o tempo nublado: o mar e as praias da zona sul e toda a orla da região. Muito legal. Teve gente que parou de correr só pra tirar fotos. E no caminho, muita água e, em alguns pontos, música para animar a gente.
 
Na descida, já em São Conrado, já tinha gente desistindo. Nisso já passávamos dos 21k (meia maratona). E estávamos próximos do trecho de maior dificuldade, a subida de 3km da Niemayer. Aliás, tanto no Elevado como na Niemayer a pista inclinada para água escorrer mais fácil para os dutos que levam ela para o mar prejudicou muito as passadas e resultou em dores fortes na paturrilha que senti já em Ipanema.
 
Na Niemayer ultrapassei o chamado "muro dos 30", mito entre os maratonistas, que comprovei. Os relatos da galera que já enfrentou uma maratona sempre dizem que no km 30 é que muita gente quebra. E eu realmente vi muito corredor parar e ser socorrido. Passou dali, o final fica mais tranquilo. E eu passei, já sentindo as dores da panturrilha direita e com medo daquilo aumentar e eu quebrar.
 
No Leblon, depois de passar por muita gente andando, as dores ficaram quase insuportáveis e tive que reduzir o ritmo para não parar. Tomei o gel, isotônico, água e fui seguindo. Isso já eram mais de 3h de corrida. Quando estava já em Copa, no km 36, a perna direita travou e simplesmente não me obedecia mais. Pensei na cena daquela maratonista da Suíça, em uma olimpíada (não me recordo o nome dela agora). A perna parecia estar torta e não voltava para o lugar. E faltavam 6k. Ou seja, não ia parar mesmo e ia cumprir os 6k que faltavam nem que chegasse arrastado.
 
Me estiquei um pouco, andei rápido, conforme orientação do treinador ("- Nada de andar devagar. Tem que ser rápido, quase uma marcha atlética."). E deu certo. A dor passou um pouco e eu voltei a correr uns 2 minutos depois, mas reduzi ainda mais o ritmo e fazer 1km parecia uma eternidade.
 
Mas no final, 4h11 depois, cruzei a linha de chegada, emocionado, realizado. É uma conquista que transforma a gente mesmo. Uma superação e tanto. O corpo fica lá "gritando" pra gente: "- Para maluco! Olha o que vc tá fazendo comigo!" .
 
E a gente lá, insistindo. E quando chega, depois de todo o sacrifício, depois de ver tanta gente quebrar, quase chora. Acho que as lágrimas só não saíram por que a água do corpo foi deixada pra trás, na corrida (rsrsrsrs).
 
Foi demais. Tô ainda meio em extâse, sabe. Sacrifício mas maneiro. E consegui. O que foi demais. Estava preparado para até pegar um táxi no meio do caminho se fosse preciso, ou mesmo chegar com mais de 4h30, sei lá. E consegui vencer, correndo quase tudo, exceto pelo 2 minutos, cerca de 100 metros da "marcha atlética". E no final, olhei no relógio e vi que tinha corrido nada mais nada menos que 43,99 km. Acho que os motivos foram o percurso na ciclovia, na Barra, os zigue-zagues na pista para desviar dos atletas mais lentos. O fato é que o meu GPS aferiu esta marca, o que tornou a vitória ainda mais significativa. Muito doido ! ! ! 
 
E foi assim.

Boas passadas.