domingo, 29 de março de 2015

CORREDOR DE RUA GANHA NOVIDADES



É aí, Corredor?!

Você gosta de encontrar a galera da corrida, colocar o papo em dia e saber das últimas novidades do mercado? Apostando que a maioria dos corredores responderia ‘sim’ a essa pergunta, Adidas e Mizuno lançaram dois espaços: o novo Runbase da Adidas, em São Paulo e o Runderful point da Mizuno, no Rio.

Fechada para reforma no segundo semestre de 2014, a Runbase retoma suas atividades nesse mês de março com nova estrutura e endereço. Em parceria com a Cidade Universitária, o espaço da marca agora é ao lado do portão da rua Teixeira Sousa e funcionará de terças e quintas, das 7h às 21hrs, quartas e sextas das 9hrs às 19hrs e também aos sábados, das 6h45 às 13hrs.

Além de oferecer vestiários, chuveiros e empréstimos de modelos da marca, a novidade é que agora há uma piscina para atividades de preparação física e um espaço de treinamento funcional. A Runbase tem seus serviços gratuitos, basta preencher um cadastro para utilizar de toda estrutura. O novo espaço vai oferecer sessões de treinos gratuitos durante a semana e grupos de corrida também vão poder usar a estrutura da casa para treinamentos exclusivos.

Já o Mizuno Runderful Point teve uma prévia para convidados nesse final de semana na Escola Naval carioca, mas começa a funcionar oficialmente no dia 28 de março no Rio de Janeiro. O primeiro local em que o veículo da marca estará estacionado será o Postinho do Alto da Boa Vista, entre às 6h30 e 9h30 do dia 28. No domingo, dia 29, será a vez do Aterro do Flamengo, no mesmo horário. A ideia é que esse projeto permaneça por três meses percorrendo diversos pontos do Rio.

Haverá uma equipe para fornecer água para os corredores e, quem estiver correndo com algum produto da marca terá direto a “mimos” extras, como isotônico, géis de carboidrato, barras de proteínas e frutas, além de cupons de desconto em produtos.

É a corrida de Rua conquistado cada vez mais espaço.

Boas Passadas!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

CORRER POR QUE?

E aí, Corredor?!

Você já se deparou com essa pergunta? Correr por que? No início, parece algo meio irreal para gente, impensável mesmo. Como conseguir prazer em uma prática esportiva tão enfadonha, repetitiva, sem graça mesmo?

A resposta só tem quem corre. Logo na primeira semana de passadas, a gente já começa a perceber e encontrar as respostas para explicar qual o fascínio da corrida e por que o esporte conquista mais e mais adeptos.

Correr é fácil. Basta um par de tênis e pronto. Não é necessário um lugar específico ou grandes deslocamentos. Aliás, o deslocamento a gente faz correndo. Qualquer terreno pode ser usado: asfalto, terra, calçada, grama. Até mesmo na água da para correr, como já é realizado em muitas academias com o Deep Running. Claro,sempre é importante orientação médica, principalmente e, caso almeje resultados, de um preparador físico.

Correr não exige grandes gastos. Como já mencionei, basta um tênis. Isso se você não for adepto de correr descalço, como um bom número de corredores que conheço. E, mesmo assim, não é preciso grandes gastos, por que modelos existem aos montes e nos mais variados preços.

Para correr basta começar. A gente não precisa de mais ninguém além de nós mesmos para sair praticando nosso esporte. É claro que correr com mais gente motiva mais e correr com os amigos ajuda a gente a manter a "pegada". Mas não que seja fundamental como em outros esportes.

A sensação de prazer proporcionada pelo esforço físico da corrida aparece bem mais rápido que em outras modalidades esportivas. Como este esforço é grande, depois de meia horinha, tendo corrido cerca de 5 km, a gente já está curtindo, entrando no "estado de nirvana", onde o prazer é total. Claro, isso se estivermos correndo na curtição e não para competir.

Eu tenho este e outros muitos motivos para continuar querendo correr. E você, que motivos tem?

Boas passadas!!! 


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

QUAL O SEU PACE DE VIDA IDEAL PARA A CORRIDA?

E aí, Corredor?!

Qual é o seu pace de vida correndo???? 

Sim!!! Não estou falando de pace de corrida x, y ou z. Estou falando do pace que te dá prazer correndo, o ideal para aquela fase de vida em que, depois de passar por tantas provas e treinos, de dá prazer, necessidade, satisfação. Aquele viciante, liberador máximo de endorfina.

Em oitos anos de corrida, indo já para o nono, já passei por muitos momentos no esporte, e por muito paces ideais. Tive a fase do pace da novidade, da curiosidade, da prevenção, do desbravar e conhecer a corrida, encontrar a minha mecânica, a vontade de correr no início da minha história de corredor amador.

Era  o momento da solidão, onde treinava sozinho, sem conhecer meu potencial e sem saber que existia uma forma correta de correr. Na verdade, nem sabia que necessita de um ritmo e nem pensava em pace. A vontade era de correr, de liberar o estresse, deixar para trás preocupações e desbravar um novo esporte.

Passada essa fase, entrei para uma equipe, a Equipe X, e fiz amigos, descobrindo um novo mundo nas corridas e me descobrindo no esporte. Com o tempo, passei a entender da necessidade do pace, mas ainda não conseguia achar um ideal. Na minha primeira etapa na equipe, queria quebrar limites, principalmente de tempo. 

Quanto mais rápido nos 5 km melhor. Quanto melhor o tempo nos 10 km mais satisfatório. O prazer era quebrar a barreira do tempo, mas sentia que ainda não era o meu ideal no esporte. Só que, o que vislumbrava como meta e animação era correr mais e mais rápido.

Quando o tempo estabilizou e quebrar tempo ficou difícil veio a necessidade de conhecer novas distâncias. Parti para as 10 milhas, a Meia Maratona e cheguei à temida Maratona. Na primeira, depois de terminar, pensei que nunca mais iria querer fazer outra. Mas na segunda descobri a corrida como fonte de prazer. Corri solto, me sentindo um super homem, leve e forte. Sem parar nem sentir nada. Foi A PROVA da minha vida - a Maratona do Rio de 2012. Meu show pessoal e particular.

Não queria mais ficar preso a provas oficiais e saí desbravando distâncias pessoais, conhecendo novos cantos da minha cidade e
de outras por onde passava. Foram as Corridas Sem Compromisso e de Aventura, onde o que importava era correr e conhecer novos percursos. Estabelecia uma meta: ir de casa para outro ponto e ia, dando minhas passadas, sem compromisso, sem preocupação.

Mas aí a coisa desandou . . . logo no meu melhor momento, o corpo cobrou o esforço excessivo e veio a primeira lesão. Sem ter parado para repouso, "estourou" primeiro um esporão calcâneo. Um ano depois veio uma pequena trombose resultante de muito esforço associada a uma longa viagem de avião na qual fiquei sentado por 9h consecutivas.

Para voltar a correr, tive que me reencontrar. Mudar a passada, a biomecânica que já estava acostumado, reaprender a correr. Voltar, depois de várias Meias Maratonas e algumas Maratonas, a sentir prazer em provas de 5k e 10k.

Chegada da Maratona do Rio de 2012,
Onde achei meu pace de vida
Depois de tantas experiências, acho que encontrei meu pace ideal, meu pace de vida, aquele que me faz sentir prazer ao correr. Em termos de tempo, fica por volta dos 5:30/5:40 km/min. Nelve, viajo nas ideias, me concentro nas passadas, corro sem pressão. Nele sinto a endorfina fazer efeito ao final. É com este ritmo, leve demais para muitos, que vou levando e retornando às minhas passadas e às minhas "aventureiras" corridas.

E você, já encontrou o seu pace de vida?

Descubra o seu e tenha boas passadas para o resto da vida!!!!

P.S.: Valeu Aline pela inspiração.

sábado, 24 de janeiro de 2015

CORRENDO E CURTINDO

E aí, Corredor?!

Já é do conhecimento de todos que as Corridas de Rua tornaram-se um mercado extremamente lucrativo. Com o crescimento constante do número de adeptos, as empresas enxergam no mercado um filão para grandes negócios.
Prova disso são o engajamento das empresas esportivas, com lançamentos anuais de tênis de corridas, patrocínio de provas e, ainda, lançamento de diversos acessórios. Em outros países, existem lojas exclusivamente para corredores de rua, como já pude constatar em Nova York/EUA. 
Equipamentos de MP3, meias compressivas, bermudas próprias, roupas com proteção UV, bonés que seguem a mesma tendência, relógios que medem desde batimento cardíaco a distância percorrida. Os lançamentos anuais são expressivos e mostram a importância deste nicho de mercado.
O mais novo segmento a lucrar com as Corridas de Rua é o setor turístico. É verdade que temos empresas, como a Kamel do Rio de Janeiro, que há anos já enxergou possibilidade de ganhos com este filão e monta pacotes específicos para corredores, tendo sempre como atrativo uma prova, nacional ou internacional. A Kamel tem exclusividade, por exemplo, na compra de inscrições das principais provas em Nova York, como a Maratona e a Meia Maratona.
Existem muito corredores endinheirados, que adoram associar um passeio turístico a uma corrida. E provas não faltam que habitam o imaginário do corredor. Vejamos alguns destinos que possuem provas que, sem dúvida, estão entre as mais desejados: 
Nova York – já citei duas vezes a cidade norte americana justamente por ser a cidade mais visitada do mundo e, por isso, a mais citada entre os corredores como local que gostariam de participar de uma prova. Na verdade, os EUA são a pátria da Corrida de Rua. Lá o esporte é popular há muito anos e os adeptos sò crescem.
Na Big Apple, duas provas chamam a atenção pela fama. Primeiro, é claro, a super concorrida Maratona de New York, que reúne milhares de atletas todos os anos e acontece sempre no início do mês de novembro. A outra, menos charmosa mas não menos atraente, é a Meia Maratona, que ocorre no início do ano, em março. Mesmo com o frio, atrai muitos atletas. Tive a oportunidade de correr no ano passado e recomendo, mesmo com a temperatura baixíssima. Passar pelo Central Park, Times Square, Rio Hudson e terminar em Wall Street é fascinante. Parece que estamos fazendo parte de um filme.
Europa – no continente europeu, várias provas são desejadas pelos corredores, seja pelo encanto das cidades, competitividade dos circuitos ou beleza dos percursos. Entre elas, três destaques:  Berlim, que possui a Maratona mais rápida do mundo, onde vários recordes são batidos; Amsterdã, capital da Holanda, cuja prova também está entre as mais rápidas e, pela beleza da cidade, uma das mais procuradas; e Paris, a cidade luz, também entre as mais visitadas do mundo. A capital parisiense, além da Maratona, tem, assim como Nova York, uma Meia Maratona bem requisitada, muito mais pelo fascínio que a cidade tem para o mundo do que por ser uma prova diferenciada. Mas esta entre umas das que ainda quero correr.
Disney – Em Orlando/EUA, no início de janeiro, acontece uma das competições mais
mágicas entre as provas de Corrida de Rua: Os desafios da Disney. Corri, em 2012, a Meia Maratona, e achei mágico. Passeamos pelos parques da Disney, correndo e registrando cada passagem. E, para os mais radicais, existe a possibilidade de encarar o Desafio do Pateta  - onde os atletas correm, em um dia, 21 km, e no dia seguinte 42 km, e o novíssimo Desafio do Dunga – que começa com a prova de 5 km, no dia seguinte 10 km e depois, a meia maratona e a maratona. O legal é que, em diversas partes do percurso, um personagem da Disney esta lá, incentivando nossa corrida. Show!
Rio de Janeiro – No Brasil, o lugar mais procurado pelos estrangeiros é também o mais desejado para correr. E as provas eleitas são a Maratona de Julho – que também tem uma Meia Maratona e um prova de 6 km, e a Meia Maratona de setembro. O atrativo é o percursos das duas provas, que passa pelas principais praias cariocas, com destaque para Ipanema e Copacabana. Realmente lindo!
Buenos Aires – principal destino dos brasileiros, correr na capital argentina atrai pelo clima ameno da cidade, nunca quente demais na época de realização das provas, em setembro e outubro, como pelo circuito plano. Além disso, a cidade ferve à noite, com os bares da Ricoleta. Quero ir!
Juntar o nosso esporte com um passeio é realmente fantástico. Unimos dois prazeres e, ao mesmo tempo, fica mais fácil estabelecer metas e continuar treinando. Vale á pena.
Boas passadas!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

CORRIDA DE REIS CORRE O RISCO DE NÃO ACONTECER EM BRASÍLIA

E aí, Corredor?!

Uma das mais tradicionais Corridas de Rua do Brasil, prova que abre oficialmente o circuito de corridas de Brasília, a Corrida de Reis corre o risco de não acontecer este ano.

Por má gestão da máquina pública, a prova, que estaria comemorando sua 45ª edição, pode não acontecer por falta de verbas. Por falta de verbas, a prova pode não acontecer, justamente em um ano que se prometia a melhor Corrida de Reis de todos os tempos, com promessa de quebra de recorde no número de participantes.

A Corrida de Reis é totalmente subsidiada pelo governo local. Para se inscrever, o atleta só precisa levar 5kg e alimento não perecível. Todos os custos e organização é bancado pelo GDF. Camisa, hidratação, segurança, enfim, toda a organização é patrocinada pelo governo. Mas este ano, por total falta de verba, a prova pode não acontecer.

Ano passado, a prova teve cerca de 23 mil participantes, entre inscritos e "pipocas". Este ano, foi aberto um primeiro lote de inscrições que, comprovando o sucesso da prova, esgotou em meia hora de disponibilização. Previsão de mais sucesso para a prova.

Esta marcada para amanhã um coletiva com a imprensa em que o GDF vai sinalizar o futuro da prova em 2015, se ela vai acontecer ou não. O presidente do CORDF, maior associação de corredores de rua do Distrito Federal, sugeriu que se cobrasse uma taxa de R$ 30 a R$ 40 para os inscritos e também houvesse a diminuição da quantidade de inscrições dos previstos 25 mil para apenas 10 mil. Mas ainda não tivemos resposta sobre o que acontecerá.

A Secretaria de Esportes disse que a realização está condicionada ao interesse da iniciativa privada na realização da prova. A data, que era final de janeiro, pode ser adiada para fevereiro, se acontecer a prova, repito.

Enfim, é  esperar para ver. 

P.S.: Galera corredora, a Corrida de Reis vai acontecer. O GDF decidiu, no dia 14 de janeiro, pela realização da Corrida, mas bem diferente do que fora proposto anteriormente. Por conta da falta de recursos, as inscrições, que seriam em torno de 20 mil, ficaram em pouco mais de 4 mil. Pouca gente que conheço conseguiu se inscrever, por que a procura foi enorme. Então, ou é "pipocar" (que não aconselho tendo em vista os problemas que podem existir de organização), ou correr por outro canto. Mas, pelo menos foi mantida a tradição.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

METAS 2015


É aí, Corredor?!

Um novo ano começa e, claro, quando ele vem, a gente sempre para para planejar a vida, repensar nossos desafios e estabelecer novas metas.

2014 não foi um ano fácil. Convivi com lesões até então descnhecidas e vivi momentos mesmo de apreensão em relação à corrida, pensando aténa possibilidade de parar de correr e trocar de esporte. Primeiro o famigerado esporão calcâneo qyue depois tornou-se uma simples lesão com o surgimento da trombose.

Tudo passou. A preocupação com o meu futuro e com a possibilidade de ter que parar ficou para trás. A convivência com o esporão tornou-se suportável graças ao trabalho, exaustivo e difícil, de mudança na mecânica das passadas que, acho eu, que em 2014 deu resutados.

Um novo horizonte se abre, E o legl é que tudo para mim será novo. Todas as quintas escrstas em minha história de corredor até 2013 ficaram lá, registradas como marcos. As três maratonas, as dezenas de meias maratonas e as milhares de provas de 10 e 5 Km. Os recordes ficaram. Agora é um novo começo, com um início modesto, "na hulmidade" total.

Em 2015, e para o segundo semestre, a grande meta é correr uma nova mea maratona para, se der certo, voltar a curtir outras. E, em todas, mais do que nunca, sem a pressão do tempo, curtindo o momento e a possibildade de estar ali, dividindo o espaço com os amigos corredores.

Nada de loucuras! Estou de volta! Mas de maneira consciente, sem as loucuras do passado. Afinal, até demorou, mas o corpo cobrou os exageros e aprendi com isso. Preciso encarar "na real" meu lema de muito tempo: devagar e sempre.

Existem outras vontades: superar, no pedal, os 70K com tranquiidade e, quem sabe, ir de Brasília ao Outliet proximo a cidade goiana de Alexânia de bike. Incluir, nestes passeios, os irmãos, sobrinhos e cunhados, que tanto curtem pedalar. E continuar ocrrenco com os amigos, podendo até mesmo voltar às corridas e Aventura, prazer interrompido pelo esporão. E correr, pedalar, aventurar com Aline, parceira das ruas e da vida.

Que venha 2015! Tô disposto a encará-lo de frente, sem medo de ser feliz!

Boas passadas!




sábado, 27 de dezembro de 2014

2014 - ANO DE POUCAS CORRIDAS

E aí, Corredor?!

2014 vai ficando para trás. Um ano difícil para este seu amigo aqui. As lesões tomaram conta do meu dia a dia e, desde abril que não consegui manter regularidade em treinos ou em corridas. Tive mesmo que dar uma parada forçada de cerca de 3 meses por conta de uma trombose adquirida em um vôo entre Brasília e Nova Iorque.

Mas passei por isso tudo e, mesmo que não dando aquelas passadas ideais que queria, corri bastante neste ano. claro, menos que em anos anteriores, mas corri. E participei de provas que nunca vou esquecer, com destaque, é claro, para a Meia Maratona de Nova Iorque, no final de março.

No total, em corridas oficiais e aquelas não oficiais que considero para as minhas estatísticas, foram 16 corridas, sendo 8 oficiais e 8 Sem Compromisso. Em termos de provas oficiais, a distância que mais corri foram 5K, tudo por conta da recomendação médica. Foram 129Km percorridos em corridas no ano, muito distante dos quase 800K de 2012 e dos 500K de 2013. Mas, de boa. O retorno promete ser 2015.  

O ano começou com a luta por mudar minha passada, necessidade premente tendo em vista o surgimento de um esporão calcâneo, já muito mencionado para vocês desde 2013. A primeira prova foi a Corrida de Reis, a maior de Brasília em números, que contou este ano com o número recorde de 16 mil participantes, fora os "pipocas", e promete muito mais para o ano que vem.

Não estabeleci uma estratégia específica para a prova. Pensei inicialmente em correr 5k mas acabei descambando para os 10k. E foi muito, muito bom, mesmo não tendo feito um tempo maravilhoso, bem aquém do meu recorde pessoal. terminei a prova em 55 minutos, mas feliz por ter conseguido fazer bem a distância.

Depois da Corrida de Reis, o foco foi totalmente voltado para a Meia Maratona de Nova Iorque. Corridas Sem Compromisso, treinos e pedaladas foram realizadas para manter o condicionamento. Depois da prova, planejava já uma parada forçada para descansar um pouco do esporão. Mal sabia que essa parada seria motivada por uma outra lesão, um tanto quanto mais grave, que fui acometido depois de voltar de férias.

Na Meia Maratona de Nova Iorque foi tudo mágico. Contratamos, eu e Aline, o auxílio da emprea de turismo carioca Kamel, única credenciada para inscrições na prova. O custo não foi baixo, mais de US$ 200,00, mas valeu cada centavo. Tudo perfeito - antes, durante e depois da prova. Tiramos férias e a primeira etapa internacional foi justamente a corrida, para depois curtido a Big Apple. 

O frio era de rachar no período da prova, surpreendente até para os moradores da cidade. A temperatura ficou sempre negativa em todos os 8 dias que passamos na cidade. E no dia da prova, sofremos com um frio de gelar. A largada, às 7h30 da manhã, aconteceu depois de passarmos mais de uma hora na madrugada friorenta do Central Park. A gente se encolhia, ficando todo mundo pertinho um do outro para aproveitar o calor dos corpos, tipo gelo polar mesmo.

Mas aí a prova começou, e a adrenalina tomou conta. As várias roupas que fui vestido - uma segunda pele de manga curta, outra de manga cumprida, uma camisa do Brasil e um casaco corta vento, além de gorro e luvas e uma calça térmica - foram suficientes para a prova. Tudo era magia. Correr no Central Park, na 7ª Avenida, passar pela Times Square ao som de bandas de Rock cantando ao vivo, que fizeram parte de todo o circuito, correr margeando o frio Rio Hudson e chegar em Wall Street, centro financeiro da cidade. Inesquecível. E a medalha, linda, única.

Depois, algumas corridas por Boca Raton e Palm Beach, em Miami e a volta para casa e para o pequeno pesadelo que passei a viver. Uma semana depois da minha volta, comecei a sentir uma contratura na panturrilha que não dei muito valor, achando que fosse uma dor muscular. A dor continuava e a panturrilha começou a inchar todo o final de dia. Fui ao ortopedista que me recomendou um angiologista, já prevendo uma trombose, que se confirmou e me forçou a ficar parado cerca de 3 meses sem correr. Depois de um mês, busquei no pedal minha válvula de escape.

As corridas só voltaram no segundo semestre. Optei sempre pelas de 5K, por recomendação do médico que me orientou a não arriscar mais do que 10K. Os planos de uma quarta Maratona e de um recorde da Golden Four caíram por terra e tudo foi adiado.

Mas curti os 5k. Fiz 7 provas da distância, como há muito tempo não fazia. Circuito das Estações, Circuito Corujão, Rolling Stones Music Run, Circuito Caixa, Circuito Eu Atleta. Corri os 5K até dizer chega e voltei a curtir a distância, pelos desafios psicológicos que ele me ajudou a enfrentar. As lesões me deixaram muito desconfiado. Mas, em todas as provas, foi só alegria. 

Terminei o ano no Circuito das Estações Caixa, Etapa de Verão, nos 5K da prova. Na verdade, terminei o ano verdadeiramente no pedal, participando da Caravana de Natal da Coca-Cola, pedalando com os caminhões pelas ruas de Águas Claras. Pura diversão.

2014 não é definitivamente um ano que quero me lembrar tanto. Mas também não é um ano para esquecer. Agora é esperar uma volta forte para 2015, correndo mais e mais quilômetros e voltando a minha "pegada" nas corridas.

Que chefe logo 2015 e junto todas as corridas que pretendo fazer!!!

FELIZ ANO NOVO E ÓTIMAS PASSADAS EM 2015!!!