domingo, 5 de julho de 2015

QUE VENHAM OS JOGOS PAN AMERICANO DE 2015

E aí, Corredor?!

Depois de um ano de 2014 que ficou marcado, no esporte brasileiro, pela vergonhosa derrota de nossa Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo do Brasil, terminando sua participação com um vexaminoso 7 X 1 sofrido diante da Alemanha, entramos o ano de 2015 parecendo reviver os mesmos momentos. 

Nosso futebol novamente nos causa vergonha e percebemos que não somos mais o país deste esporte, a paixão nacional. Nossos milionários jogadores não sabem mais o quanto é honroso e importante defender as cores de nossa bandeira nos gramados, parecendo jogar apenas por um contrato mais milionário ainda. Parece não importar mais defender nossas cores e nossa honra nos gramados. E, no torneio continental, a Copa América, caímos diante de uma fraca Seleção Paraguaia, nos penaltis. Triste.

Mas ainda bem que, diferente do ano passado, este ano ainda podemos lavar a alma no esporte em outras modalidades. À partir de sexta-feira têm início os Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá. o Brasil terá uma delegação recorde no evento, que é preparatório para as Olimpíadas do Rio de 2016. Serão cerca de 600 atletas. 

A meta do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) em Toronto é colocar o Time Brasil entre os três principais países no quadro total de medalhas das modalidades olímpicas e superar o número de pódios de Guadalajara 2011 (141 medalhas, sendo 48 de ouro, 35 de prata e 58 de bronze). 

Temos boas chances: em todas as categorias do Vôlei (quadra e praia, masculino e feminino), temos Arthur Zanetti na Ginástica Artística (argolas) e a própria equipe brasileira na modalidade. Ainda podemos conseguir medalha no handebol feminino, polo aquático masculino, ciclismo.

No atletismo, levamos para o Canadá nossa maior equipe para a modalidade em um Pan-Americano. Serão 88 atletas, 47 no masculino e 41 no feminino. As competições serão realizadas de 18 a 25 de julho. Nosso principal nome continua sendo Fabiana Murer, no salto com vara (duas vezes campeã mundial indoor da modalidade e uma das líderes do ranking mundial em 2015). Outro nome é Thiago Braz, também no salto com vara, que conquistou uma liga diamante da modalidade este ano.

A expectativa é grande para os atletas brasileiros. A certeza mesmo é que, com certeza, cada um dos atletas que empunhará o uniforme de nossa seleção nos jogos o fará com honra e garra, lutando pelo melhor resultado possível, mesmo não sendo favorito em muitas das modalidades. Ao contrário de outros de esporte mais milionários, que parecem jogar apenas para assinar um bom contrato em um time da Europa.s

Este ano, a exclusividade da transmissão na TV aberta dos jogos é da Rede Record e, entre os TVs por assinatura, a SporTV.

Vamos torcer!!! Aqui vale a pena a gente acompanhar.

Boas passadas!!!

quinta-feira, 18 de junho de 2015

VOLTA DO LAGO 2015 COM O CONDOR TEAM

Condor Team no final da Volta do Lago 2015.
Na foto só faltou o Gabriel
E aí, Corredor?

Mais uma Volta do Lago Caixa. Acompanhado de amigos de outras edições, enfrentamos cada um nossos desafios para um resultado comum: chegar ao final dos 100 km antes do tempo limite imposto pela organização - 10h.

Objetivo modestamente traçado, estratégia definida, trechos divididos, a equipe se juntou para alcançar o resultado proposto. Mas o que aconteceu no final surpreendeu a todos os oito integrantes - digo, 13, por que tinhamos nosso staff, com Grace e Theo (ainda na barriga da mãe mas já participando de uma Volta do Lago, Edna, Dani e Vinicius (mais um na barriga da mamãe já presente entre os corredores).

O nome da equipe foi criado na edição anterior: Condor Team. Uma turma que, recuperada de pequenas lesões, não amedrontou diante do desafio de correr 100k com vontade e enfrentando os receios da pequenas dores destas lesões, "voando" nas ruas de Brasília.

Nossa prova começou com o grande Ivan, o mais preparado e competitivo da equipe. Ivan, determinado como é, se superou mais uma vez e já conseguiu diminuir nossa pace médio - Thaís, a capitã, calculou que, para fazermos os 100k em menos de 10h, este pace teria que ser de 6min/km de cada um. Ivan terminou os 9,4 km iniciais em rápidos 40min, um tempo mais do que excelente.

E foi assim que, depois da garra demonstrada por Ivan no início, que cada u deu sua contribuição, cada qual dando mais do que esperava de si e tirando mais e mais tempo em suas voltas.

Não há como não destacar novamente a corrida do Ivan. Além de iniciar nossa prova, nosso amigo entrou os 11 km da difícil Barragem - cheia de subidas difíceis em um horário sacrificante para um dia de sol forte: por volta de 13h. E no final, Thaís teve problemas e não pôde correr passado a responsabilidade para o mestre Ivan, que fez mais uma corrida "de tirar o chapéu". Foi o nosso "Pelé" das pistas, sem dúvida.

Mas o resto do "team" Condor não fez por menos também. Gabriel, por exemplo, mesmo comemorando o seu aniversário, compareceu e contribuiu em um dos trechos mais longos da prova, do Parque do Lago Norte até o Clube do Congresso. Rafael, mais uma vez, fechou com chave de ouro nossa prova, naquele desestimulante Eixão Sul. Aline que, mesmo com uma unha incomodando, fez dois trechos com muita garra.

E teve Thaís, que além de organizar e motivar a reunião do Condor Team, correu seu trecho rápido, mesmo com uma recente lesão no pé que exigiu muita superação da capitã. Nivea, que desafiou seus limites e mandou ver em seus dois trechos. Sergio, que mesmo com pouco treino, fez mais do que podia no seu difícil trecho e chegou extenuado no final, mostrando toda a sua determinação.

Eu não podia pensar em outra coisa nos meus dois trechos que não fosse em fazer o meu melhor. Corri o terceiro, entre o Centro Olímpico da UNB e o Boulevard Shopping (pouco mais de 6k), onde consegui imprimir um bom ritmo, facilitado pelo horário (ainda era bem cedinho) e, depois de umas duas horas, o 12º trecho, entre a Igreja Presbiteriana e o Gilberto Salomão (de mais de 7k), este mais difícil, com sol forte no lombo incomodando.

Temos acrescentar ainda o melhor staff da Volta do Lago. Grace e Edna, com os "mascotes" Dani, Theo e Vinicius (ambos ainda nas barrigas das mamães Grace e Edna, respectivamente), que motivaram e ajudaram em vários momentos, acompanhando os corredores mesmo sem estarem correndo.

Mas o grande destaque da equipe na verdade foi o conjunto. O time se envolveu com a prova e se determinou, cada um em seu trecho, sempre pensando em dar o melhor pelo grupo. Todos chegamos cansados no final, demonstrado nossa determinação em reduzir o tempo proposto. E toda a estratégia da corrida foi cumprida sem susto: tinhamos agua suficiente, cada um deu apoio na hora certa, todos estavam prontos e esperando nos pontos de transição bem antes do companheiro chegar cumprindo sua volta. Tudo funcionou como um reloginho, sem termos tido nenhum problema no percurso ou mesmo antes dele.

Foi um show de corrida numa equipe de amigos. Correr com esta turma é muito mais do que um prazer. É uma felicidade e, como mencionou Nivea em seu comentário, um motivo de orgulho de fazer parte deste time, de ser um Condor Team.

Como resultado, um tempo sub 9h, uma hora a menos do que o proposto inicialmente. Chegamos com exatas 8h58, além das nossas previsões. Foi muita alegria mesmo ter conseguido superar nossa meta. O nosso troféu.

E que venha 2016, com o Condor Team novamente pronto para "voar" nas ruas de Brasília, levando a nossa motivação, garra e companheirismo como inspiração e modelo. 

O que vale, no Condor Team, é a amizade por tudo que a gente fez e por essa amizade faria tudo outra vez (parodiando o grupo Boca Livre).

Boas passadas!!!

segunda-feira, 11 de maio de 2015

NIGHT RUN BRASÍLIA - VOLTANDO AOS 10K

E aí, Corredor?!

Mais 10K para a rodagem. Minha quilometragem oficial já marca quase 4 mil km desde que eu comecei minha história neste esporte, isso sem contar o que rodo em treinos e em alguns longões. Enfim, são quae 3 mil km, média de mais de 330k por ano.

Depois deste balanço, vamos falar da prova. Night Run Brasília, uma das boas provas noturnas da capital brasileira. O percurso, um velho conhecido: a Esplanada dos Ministérios, palco das provas do Circuito das Estações Caixa, trecho de 5k de descida e 5 de subida, PUNK!

Apesar de conhecer bem  percurso, fazia tempo que não corria e, mesmo sabendo o que iria enfrentar, fiquei intimidado pela subida e não desci forte, "rasgando". Economizei mesmo para guardar para a temida volta.

Mas sofri um pouco para subir, principalmente depois do balão do Jaburu, Mas mandei bem, pensando no primeiro 10 km do ano, na Meia Maratona da Caixa no Eixão. Baixei em 5 minutos meu tempo final, saindo dos 59min para um bom 54min, principalmente para o meu padrão atual de corrida.

O esporão novamente se nostrou obediente e não incomodou como incomodava. Um pouco sim, mas estou adquirindo cada vez nais confiança para voltar e encarar a Golden Four Asics Caixa no final do ano. É, já tenho um objetvo.

Organização -  Night Run é uma corrida que atrai muitos interessados e não só fica cheia de inscritos - cerca de 5 mil - como pipocas. DJs animam a arena e ficam percurso do 5 e 10k. Água à vontade, mesmo sendo à noite. No Kit, a tradicional camisa de manga comprida e um bracelete de iluminação bem legal, mas que a galera colocou presa ao tênis e saiu perdendo durante a prova.

A medala legalzinha, Não é uma arte, mas legal. O kit de reposição, padrão, com frutas e isotônco. Só. Nenhuma outra "filura", nenhum outro agrado.

Bom demais! Vamos que vamos, encarando cada km com felicidade. Vamos em frente por que tem muito chão ainda para encarar.

Boas passadas!!!

segunda-feira, 4 de maio de 2015

WINGS FOR LIFE WORLD RUN - A CORRIDA

Medalha da Wings For Life. Na parte de trás, um "obrigado"
pela ajuda à organização
E aí, Corredor?!

Uma corrida inesquecível ! Assim se traduz a Wings For Life World Run, que ocorreu em Brasília, no Brasil, e em outras 32 cidades pelo mundo. Foram mais de 70 mil corredores no planeta correndo por uma boa causa: ajudar os cientistas da instituição - Wings For Life - na busca para cura das lesões medulares.

A prova foi realizada simultaneamente nas 33 cidades, e no mesmo horário. Se em Brasília começou às 8h, no Japão foi às 20h. Neste horário, os corredores largaram para tentar cumprir a meta de correr os 100 Km da prova, que termina quando o chamado Carro Seguidor passa por você durante a prova. Este carro, guiado por uma personalidade do país - no caso do Brasil foi o piloto da Stock Car Cacá Bueno - saiu 30 minutos depois da largada dos competidores. Ou seja, no mínimo a galera conseguiu correr 5k.

Tudo podia ser acompanhado por telões disponibilizados nas arenas dos eventos e também pelo site da prova,  http://live.wingsforlifeworldrun.com/pt-BR

No Brasil, o homem que mais correu foi Juan Pablo de Lima Costa Salazar, que apesar do nome é carioca, correndo 52,61 Km. A mulher foi a austríaca Astrid Kaltenbock, com 44.28k. Os dois ficaram bem longe dos melhores corredores mundiais, o etíope Lemawork Ketema entre os homens que correu 79,9k na Austria, e a japonesa Yuko Watanabe, correndo no seu país com 56.33k.

Mais longe ainda dos grandes campeões fiquei eu, que corri 14,65 Km (rss). De qualquer forma, fiquei muito satisfeito com minha performance, por que, depois de muitas provas realizadas, de 5 e 10k, consegui fazer mais do que 10k e, principalmente, correndo o tempo todo. Nas outras provas andei nos pontos de hidratação. Na Wings For Life não. Segui correndo o tempo todo, fazendo dos 14,62k em 1h25min.

Minha prova - Comecei correndo forte e imprimindo um ritmo  acelerado, com pace de 5min44/km. A prova iniciava com uma pequena subida na saída do estacionamento do Estádio Nacional, indo pelo Eixo Monumental até entrar no Parque da Cidade. Ali, uma volta completa pela pista dos carros, correndo todo o parque. Na primeira parte do percurso, uma deliciosa descida mas, a partir do quilômetro 6 mais ou menos começou a subida, que foi até sairmos do parque. Não era uma subida intensa, mas constante, de uns 4k mais ou menos. 

É claro, o trecho cobrou minha ousadia do início e diminui o ritmo. Mas consegui vencer meu objetivo inicial, que era de correr pelo menos 10k. Vencida esta meta, busquei depois fechar o parque antes do carro me pegar, e também consegui. Depois foi conseguir correr 12k, que também superei e, quando estava completando o 12 km, vi o carro próximo a saída do parque.

Como o trecho seguinte era de descida, no Eixo Monumental, consegui voltar ao ritmo mais forte e, quando estava completando 14,62k, o Carro Seguidor passou por mim, com a galera cumprimentando-nos pela nossa performance e informando a quilometragem corrida. Ainda, para soltar a musculatura, corri leve até a placa dos 15k, mas só para soltar.

A corrida - a prova foi muito interessante. Excelente em todos os aspectos, não teve nenhum erro na organização. Ao terminarmos, um ônibus nos levava ao ponto da largada, para a arena da festa. O kit, muito interessante, mesmo tendo apenas a camiseta, de bom gosto e bom material, uma munhequeira e uma lata de Red Bull. A medalha simples mas significativa. 

A experiência de ser seguido por um carro, sem saber exatamente a quilometragem que conseguiríamos correr, foi muito interessante. Me lembrou das minhas saudosas Corridas Sem Compromisso, quando sabia até onde queria ir mas não sabia quantos Km iria fazer.

E a motivação de corrermos por uma causa humanitária deixava a gente mais leve. O preço, US$ 25 ou mais ou menos R$ 75 à época do pagamento, ficou até barato por toda a experiência da prova.

Tudo ficou ainda mais interessante por que reencontrei vários amigos e, ainda por cima, comemorava meu aniversário ganhando de presente poder fazer o que mais gosto, correr, e numa prova ímpar, excelente e muito interessante. 

Ano que vem, segundo os organizadores, a prova volta para Brasília, como representante do Brasil e eu quero estar presente, tentando superar a minha marca de 14,62k.

Boas passadas!!!!

terça-feira, 28 de abril de 2015

WINGS FOR LIFE RUN - UMA CORRIDA DIFERENTE

E aí, Corredor?!

Imagine correr uma prova onde não existe linha de chegada? Na verdade, a linha de chegada vai até você. Esta é a Wing For Life Run, onde ao invés de correr até uma linha de chegada definida, você corre de um Carro Seguidor. A distância depende do seu condicionamento. Depois de 30 minutos da largada dos corredores, o carro sai atrás dos corredores até que só um esteja correndo. Quando ele passa de você, acaba a sua prova.

Assim é que, na prova, você pode correr 5k, 10k, uma Meia Maratona ou até mesmo uma Maratona. O percurso total para quem conseguir correr mais que o Carro Seguidor é de 100 km. E o mais legal é que 100% de toda verba levantada das inscrições, patrocínios e doações do Wings For Life World Run vão direto para achar a cura para lesões da medula espinhal, feitas pela associação Wings For Life.

O Brasil receberá a segunda edição da corrida neste domingo, 3 de maio. Ano passado, a prova foi realizada em Florianópolis e este ano, a cidade escolhida foi Brasília. A cidade estará sintonizada com outros 34 locais espalhados pelo mundo que também correram, no mesmo horário. Todos começarão a correr às 8h (horário de Brasília).


A largada acontece no estacionamento do Estádio Nacional, o Mané Garrincha, como é chamado pela população da cidade. No percurso, uma volta pelo Lago Paranoá, passando por este e outros cartões postais da capital federal. À medida que os corredores vão sendo alcançados pelo Carro Seguidor, eles são retirados da prova por outro carro e levados de volta ao ponto da largada para confraternização final do evento.

E lá estarei eu, correndo do Carro Seguidor, com muita calma e tranquilidade. Além de fazer minha segunda prova do ano, ainda participo de uma competição completamente diferente, onde o principal motivador é ajudar a causa da busca pela cura a lesões da medula espinhal. E o melhor: a corrida vai acontecer no dia do meu aniversário. É, mais um ano de vida no dia 3 de maio para comemorar do jeito que mais gosto, correndo, e meio que sem compromisso, apesar de ter um carro atrás de mim.

As inscrições serão realizadas até o dia da prova, para dar chance ao máximo de corredores e para que mais fundos sejam arrecadados. Ela podem ser feitas acessando o site da prova. Tenham em mãos um cartão de crédito internacional com a opção para gastos no exterior desbloqueada, pois a taxa é de US$ 25,00 mais taxas, tudo na moeda americana. No site também podem ser pesquisadas outras informações sobre a prova e a fundação. Clique aqui para conferir.

Vamos nos encontrar por lá?!

Boas passadas!!!

segunda-feira, 27 de abril de 2015

MEIA MARATONA CAIXA DE BRASÍLIA - LÁ ESTAVA EU CORRENDO

Momento do sprint final
E aí, Corredor?!

Depois de um longo tempo – desde abril de 2014 que não corria mais provas oficiais com mais de 5k – reestreei na categoria no domingo, 19 de abril. 

A prova escolhida foi a Meia Maratona da Caixa de Brasília. Muito bem organizada, a corrida de proporciona uma boa infraestrutura e um percurso um pouco complicado, com muitas subidas intensas. Não foi a primeira vez que fiz. Na verdade, já corri a mesma mais de uma vez os 21k e pelo menos uma vez os 7k.

Este ano, a organização resolveu inovar e, ao invés de 7k e 21k, resolveram colocar, além da distância principal, (21k), as distâncias de 5k e 10k. Eu resolvi encarar, então, os 10 km, para a correr uma distância mais desafiadora.

O dia estava quente, mesmo às 8h da manhã. A prova, bem cheia, apesar de, no dia 21, data em que se comemora o aniversário de Brasília, acontecer a Maratona, o que poderia levar muita gente a resolver descansar no domingo para encarar o desafio da Maratona mais inteiro. 

Mas a prova esta cheia. E a maioria correndo 10k e 21k mesmo. O número de corridas em Brasília vem crescendo bastante e, em consequência, também o número de praticantes. A limitação de quantidade de corredores é atingida rapidamente nos últimos eventos. Daí que não é de todo surpresa a boa quantidade de pessoas participando da Meia Maratona da Caixa, ainda mais por ser uma prova já tradicional em Brasília.

Fiz uma prova de superação. No caso, superação psicológica. Enfrento, desde a Golden Four RJ de 2014, em março, um esporão calcâneo, que não vou me alongar na explicação por que ele já foi objeto de muitos posts neste blog. Daí, o que precisava enfrentar era a “conversa” constante com o esporão durante uma corrida. O bichinho fica lá, gritando no calcanhar a cada passada. E mais ainda, depois de terminada a prova.

No final, o esporão chiou, mas não tanto. Fiz os 10k, não na minha melhor performance, mas completei correndo, num sprint final, conseguindo ainda atingir a minha principal meta, que era de conseguir completar a prova em menos de 1h - fiz em 59min, quase 1h mas 1 minuto a menos (rss).

Encarei as subidas com tranquilidade. Andei em alguns pontos, confesso, sentindo a falta de condicionamento. Mas bem pouco. Fiz bem , e terminei realizado sim, mesmo não tendo feito minha melhor prova de 10k.

A recuperação foi rápida também. Não senti quase nada depois, o que me deixou mais feliz ainda. 

Enfim, uma prova pra ficar entre as históricas, marcando mais uma evolução deste seu amigo corredor, mesmo que o objetivo tenha sido, de certa forma, modesto se considerar meu tempo de corredor amador. Mas, é assim, devagar e sempre, este é o lema!

Boas passadas!

terça-feira, 7 de abril de 2015

CORRER OU CAMINHAR?

É aí, Corredor?!


Caminhar e correr são as duas atividades físicas mais populares entre adultos americanos. Entretanto, há muito debate em torno de qual seria mais benéfica para a saúde a longo prazo. Atualmente, diversos novos estudos que compararam corrida e caminhada oferecem algumas respostas.

A conclusão? Isso depende de seus objetivos com a atividade.


Por exemplo, se você quiser controlar o peso a corrida ganha de longe. Em um estudo publicado no mês passado pela revista Medicine & Science in Sports & Exercise, com o título nada ambíguo: "Greater Weight Loss From Running Than Walking" (Maior perda de peso com corrida do que com caminhada), pesquisadores analisaram dados de 15.237 praticantes de caminhada e 32.215 corredores registrados no Estudo Nacional de Saúde de Corredores e Praticantes de Caminhada – uma pesquisa de larga escala realizada pelo Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, na Califórnia.

Os participantes responderam a perguntas sobre peso, circunferência da cintura, dieta e quilometragem média semanal de corrida ou caminhada, tanto quando participaram do estudo, quanto seis anos depois.


Na maioria quase absoluta das vezes, os corredores estavam mais magros do que quando participaram do estudo. Além disso, eles se mantiveram assim durante todo o tempo: com o passar dos anos, os corredores mantiveram a massa corporal e a circunferência da cintura muito mais estável, se comparados aos praticantes de caminhada.


A diferença foi notória entre participantes acima dos 55 anos. Corredores dessa faixa etária não correm muito e gastam praticamente o mesmo volume de calorias durante exercícios, se comparados a praticantes de caminhada mais velhos. No entanto, seus índices de massa corporal e circunferência da cintura se mantiveram significativamente menores do que dos caminhantes da mesma faixa etária.

Não se sabe ainda por que a corrida ajuda mais no controle do peso. Pode parecer óbvio que a corrida seja mais cansativa que a caminhada e que a prática queime mais calorias por hora. Isso é verdade, mas no estudo do Laboratório Berkeley e em outros, quando os gastos energéticos eram próximos – ou seja, quando praticantes de caminhada gastavam o mesmo volume de calorias que corredores ao longo da semana – os corredores pareciam capazes de controlar melhor o peso a longo prazo.


Saúde - Por outro lado, nas demais medidas de saúde, as novas pesquisas mostram que caminhadas podem ser tão eficazes quanto corridas – e em alguns aspectos, até melhores. Uma pesquisa publicada este mês e que também recorreu a dados do Estudo Nacional de Saúde de Corredores e Praticantes de Caminhada revelou que caminhantes e corredores diminuíram igualmente os riscos de desenvolverem cataratas causadas pela idade, quando comparados a pessoas sedentárias.


Além disso, talvez o mais reconfortante desses novos estudos, publicado mês passado na revista Arteriosclerosis, Thrombosis and Vascular Biology, e mais uma vez com a ajuda dos números do versátil Estudo Nacional de Saúde de Corredores e Praticantes de Caminhada, corredores tinham muito menos chances de ter pressão sanguínea alta, perfis de colesterol pouco saudáveis, diabetes e doenças cardíacas, se comparados a pessoas sedentárias.


Todavia, os caminhantes apresentavam resultados ainda melhores. Os corredores diminuíam os riscos de doenças cardíacas em 4,5%, por exemplo, se corressem uma hora por dia. Já os caminhantes que gastassem o mesmo volume de energia por dia reduziam o risco de doenças do coração em mais de 9%.


Na verdade, o que importa mesmo é praticar alguma atividade física. Melhor que não fazer nada.


Boas passadas!


Fonte: Site Boa Forma