segunda-feira, 30 de julho de 2012

TÊNIS DE CORRIDA - DICAS PARA AMARRAR

E aí, Corredor?!

Este final de semana, no sábado, corri com alguns amigos da Equipe X. O percurso foi o da ciclovia de Água Claras/Park Way, aqui em Brasília, onde corri duas ou três vezes como treinamento para a Maratona este ano. Mas desta vez o objetivo era bem mais modesto: correr 50min, o que deu cerca de 11k de distância.

Mas o mais interessante deste dia não foi propriamente a corrida, mas a dica que meu amigo Ivanilson, corredor experiente e forte da Equipe X, deu. Ele viu um vídeo no site da Web Run que ensinava como amarrar um tênis para correr.

Você vai achar que eu estou maluco, por que, afinal de contas, todo mundo já está bem grandinho para saber como amarrar o tênis de corrida. Só que, segundo o instrutor, a maneira como ele ensina evita os problemas de unha, ou seja, perder ou machucar, algo tão comum de acontecer com nós corredores. 

Experimentei neste mesmo dia, e posso dizer que parece funcionar. O pé fica firme no calçado, sem ficar "sambando", e isso sem precisar amarrar tão apertado, não machucando nem unha nem pé.

Bom, a dica pode ser obtida no site da Web Run, que por sinal tem muitas dicas interessantes para nós, corredores. Basta clicar na opção vídeo na página inicial do site

O vídeo é este aqui:


Boas passadas.


Fonte: Web Run (http://webrun.uol.com.br)

quarta-feira, 25 de julho de 2012

A CORRIDA NOS JOGOS OLÍMPICOS DE LONDRES

E aí, Corredor?!

No dia 27 de julho próximo acontece no Estádio Olímpico de Londres a abertura do maior evento esportivo do planeta, as Olimpíadas.

Entre as modalidades olímpicas, o atletismo é a mas antiga. Foi o esporte que inaugurou os jogos da Grécia antiga, em 776 a.c., e segue sendo um dos mais importantes do evento, até por que é uma das modalidades que mais tem medalhas a disputar.

A grande força mundial é os Estados Unidos, mas na atualidade, a grande equipe é a da Jamaica, que tem o maior ídolo do esporte, Usain Bolt, recordista mundial dos 100m e 200m.

O Brasil já teve 6 medalhas conquistadas em jogos olímpicos na corrida: um ouro de Joaquim Cruz nos 800m, duas pratas, novamente com Joaquim Cruz nos 800m e com o revezamento 4X100m, e 3 bronzes com Robson Caetano, o 4X100m masculino e a Maratona, com Vanderlei Cordeiro de Lima, que era para ser ouro não fosse o escocês. O atletismo, considerando as outras modalidades, já ganhou um total de 14 medalhas nos jogos, superada apenas pelo Judô, Vela e Vôlei.

Este ano, o atletismo brasileiro vai estar presente em 16 modalidades, um feito já que conseguir o índice olímpico não é uma tarefa das mais fáceis.

Nossos maiores chances de medalha estão na Maratona, com Marilson dos Santos, que em 2011 foi o melhor "não africano" no ranking mundial e já fez 2h06 na prova. Seu tempo de classificação foi de 2h08.

Outra chance está com Fabiana Murer no salto com vara. Com dois títulos mundiais no currículo, Fabiana entra como favorita na modalidade, e pode até ganhar o ouro, cujo favoritismo e da russa Yelena Isinbayeva.

Maurren Maggi vai defender o seu ouro no salto em distância, mas este ano suas chances não são grandes. Ela acabou de sair de uma contusão, mas retornou às competições em bom nível, tendo a terceira melhor marca do ano, conquistada no GP de São Paulo (6,85m). Mas foram muitas contusões e cirurgias, que podem comprometer o seu desempenho.

Outra chance de medalha está nos 4X100m feminino, com a equipe formada por Rosângela Santos, Ana Claudia Lemos, Franciela Krasucki (ou Evelyn dos Santos) e Vanda Gomes. A prova promete já que os tempos do ano entre as equipes favoritas estão muito próximos.

O atletismo começa sua participação em Londres no dia 03 de agosto e termina no último dia dos jogos, 12, com a Maratona, a prova mais nobre da competição. As chances não são grandes, mas é preciso torcer. Record, na rede aberta, e ESPN e Sportv, no canal fechado, transmitem os jogos.

Boas passadas.

domingo, 22 de julho de 2012

TRAVESSIA DO EIXÃO, DESAFIO SUPERADO

Eixão, desafio vencido!
E aí, Corredor?!

Mais um desafio superado! A "Travessia do Eixão", meta que coloquei para vencer ano passado e que tentei, por duas vezes, finalmente foi conquistada. E foi hoje, domingo, 23 de julho.

O Eixão, na verdade Eixo Rodoviário, é uma grande avenida de Brasília, com seis faixas, que corta as duas asas da cidade - sul e norte. Aos domingos e feriados ela é fechada para lazer. E lá se encontram rollers, skatistas, ciclistas, caminhantes e, é claro, corredores.

A avenida é palco de algumas provas. Já corri lá três Meias Maratonas Internacionais da Caixa, Corrida do Advogado, dos Correios, 10 Milhas da Mizuno e da Puma, Maratona de Revezamento Pão de Açúcar, Volta do Lago Caixa. Apesar de ser um excelente espaço para realização de provas, hoje ela foi deixada meio de lado para a Esplanada dos Ministérios, onde acontecem grande parte corridas em Brasília.

Talvez um dos motivos seja a dificuldade do percurso. O Eixão, definitivamente, não é para os fracos. Nele, basicamente, ou você sobe ou desce. Não tem refresco mesmo. No Eixo sul, uma grande subida de praticamente 6 km, ou seja, toda a avenida. No Eixo Norte, subidas e descidas intensas.

Some-se a isso a paisagem monótona, as grandes retas e o imenso horizonte que possibilita que a gente, olhando para frente, consiga enxergar toda a dificuldade do percurso. O Eixão nos testa fisicamente e psicologicamente.

Mas hoje ele não foi páreo para minha determinação. Bem preparado, condicionamento adquirido nos treinos para a Maratona do Rio, sabia que poderia vencer este desafio, que me provocou ano passado. E consegui! 

Contei no trajeto com a grande parceria do meu amigo corredor Tião, que encarou o desafio junto comigo. E, é claro, correr com companhia é muito melhor. E ainda, no caminho encontramos Susete, nossa parceira maratonista, e depois Sergio, Grace e Thaís, que fizeram os 21k no Rio e hoje já haviam corrido uma prova de 2 km.

Saímos às 7h da manhã da altura da quadra 102/103 sul. Corremos rumo ao Eixo Norte, uma estratégia, já que as subidas do lado norte são mais intensas que as do sul. Assim, conseguimos encarar a primeira etapa sem problemas. Quando estávamos voltando e íamos passar pelo Buraco do Tatu, viaduto que divide os dois eixos, fomos barrados pela polícia, já que estavam limpando o Buraco. Tivemos que correr pela rodoviária. Nada demais, já que era domingo, dia de trânsito tranquilo.

E corremos, descendo o Eixo sul. Na altura da quadra 110, a gente avista um retão onde dá para ver tudo o que temos que correr. E isso afeta o psicológico demais, por que parece que a gente corre, corre, corre e não chega nunca. Foi complicado. 

E na volta, só subida. O Eixo sul se mostrou tão complicado quanto o norte por que ele tem uma subida mais branda, mas grande demais.  A gente sobe sem parar. Mas conseguimos superar e vencer o desafio, e bem, com folga. Claro que correr aqui foi até mais complicado que no Rio, mesmo lá a distância ter sido maior. Mas lá era uma prova, onde a adrenalina ajuda.

Fora isso, tem a questão do percurso do Eixão ser de subidas, a altitude, a secura. Na verdade, hoje os deuses olímpicos nos ajudaram por que o clima esta ameno, e chegamos a pegar até uma chuvinha curta. Ou seja, a secura não foi problema. No fim, terminamos o desafio em 2h36, pace médio de 5:32/km, distância de 28,3 km (achava que seria de 32k) de cone a cone*.
(* A avenida, nos domingos e feriados, é fechada com cones do Detran que delimitam até onde os carros podem seguir)

Enfim, desafio superado!





Boas passadas.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

MÚSICA PARA CORRER - ROOM FOR HAPPINES - KASKADE FEAT. SKYLAR GREY

E aí, Corredor?!

Mais uma música para o playlist de qualquer corredor. Música envolvente, alto astral, que dita um ritmo maneiro para qualquer treino. Room for Happiness, com Kaskade feat. Skylar Grey.

Aumenta o som !!!!


E boas passadas.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

POR QUE CORRER ?


E aí, corredor?!


Depois de corrermos uma prova que planejamos por um bom tempo, tipo "prova do ano", tem muita gente que acaba meio perdido, sem encontrar motivação para continuar a treinar ou a correr.

É um sentimento normal, que acontece com muitas pessoas. Outras, pelo contrário, se motivam mais ainda. Mas tem aquelas que ainda não encontraram o "clique" que motiva a correr, mesmo sem uma prova como meta num curto prazo.

Manter "o pique" no treinamento não é algo simples. Muitas pessoas, principalmente aquelas competitivas, tem na realização de provas uma forma de se manter motivado para treinar e correr. Mas quando as provas começam a rarear ou o corpo necessita de descanso não temos como usar este artifício como forma de continuar com essa motivação.

Tem ainda aqueles que atingem suas metas no esporte, já que o principal objetivo é estar sempre quebrando seus recordes pessoais de tempo. Então, quando as barreiras começam a se tornar difíceis e sua perfomance permanece a mesma e os objetivos vão se tornando  difíceis de serem alcançados,  a desmotivação pode acontecer.

Aconteceu comigo em 2009. Depois da Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro me vi sem a mesma "pegada" para treinar como no início do ano. Tinha uma meta em 2009 que era de correr os pouco mais de 21 km da prova em setembro, o que foi realizado e com êxito. Depois, na volta da cidade maravilhosa, "bateu" uma preguiça, uma falta de vontade de treinar.

Aí, por coincidência, li em uma das edições da Revista O2 sobre o tema da desmotivação, dando diversas dicas sobre como se manter motivado. 

E uma das formas é utilizar circuitos novos ou com terrenos diferentes para correr e/ou treinar.

Fiz isso. Corri, como já relatei também em post anterior, quase 19k em um circuito que não havia experimentado mas que estava querendo fazer há um tempo. E criei um novo "gás" para manter meus treinamentos e criar novos objetivos.

O desafio de correr ou de manter a prática regular de qualquer esporte está também em manter a motivação nesta sua prática. E a corrida tem um outro agravante, ser um esporte solitário, o que pode ser um impeditivo quando não temos ninguém para nos "empurrar" para nossas passadas.

Crie novos percursos, chame um amigo para correr junto, estabeleça como meta correr outra prova complicada, desafiadora em um prazo um pouco maior de tempo e procure diversificar os treinos, fazendo em terrenos diferenciados, como asfalto e grama, ou terra.

Chame sua equipe para fazer também um circuito diferente. E coloque como meta não o fator tempo, mas sim a distância, a possibilidade de conhecer novos locais para correr.

Por último, uma dica é fazer um diário de suas corridas, assim como eu faço o E AÍ, CORREDOR?! . Escreva sobre suas provas ou suas passadas para que outras possam também conhecer sua experiência.

Perder "o pique" jamais!

O vídeo veiculado pela Nike, feito na Human Race 2008, em São Paulo, quando foi perguntado para vários corredores por que eles correm, é uma forma de se descobrir ou de encontrar outro porquê para correr. Por isso, é claro, ele inicia este post.

Boas passadas.

P.S.: Post publicado originalmente em 16/10/2009.

sábado, 14 de julho de 2012

MÚSICA PARA CORRER - A ESTRADA - TITÃS

E aí, Corredor?!


Esta música fez parte da minha seleção musical, o famoso playlist, da Maratona Caixa do Rio de Janeiro. A Estrada, da banda paulista Titãs. Em um momento da prova de realização, lá pelos 34 km corridos e eu me sentindo inteiro e realizado com a prova que estava fazendo, veio ela.


Os versos da música falaram tudo da prova. Olha só:


A Estrada - Titãs


Estou na estrada / Ou a estrada é que está em mim
Tenho pressa / Será que a estrada é que não tem fim
Em cada curva uma vontade / Em cada reta uma ilusão
Se eu queria uma resposta / Só encontro interrogação
O tempo passa / Ou será que quem passou fui eu
Vou em frente / Não conheço outra direção
Se estou sozinho não é meu destino / Se estou perdido sinto a solidão
Se estou sozinho não é por acaso / Se estou perdido entrei na contra-mão
Ela não acaba / Quando chego em casa
Estou na estrada / Ou essa estrada passa onde estou
Tenho pressa / Não interessa até aonde eu vou
O tempo passa / Ou foi o vento que passou então
Vou em frente / Aonde foi que eu perdi o chão


Fala sério! A gente correndo uma maratona e estes versos chegam para gente no meio de um playlist de quase 200 músicas. É ou não é para ficar na história e na memória. Virou minha música símbolo da Maratona. E fica aí o clip e a sugestão para o seu playist.



Boas passadas

terça-feira, 10 de julho de 2012

AMIGOS NA MARATONA DO RIO

E aí, Corredor?!

Não dá para falar da Maratona do Rio de Janeiro sem mencionar o feito de cada um dos meus 54 amigos corredores que estiveram conosco, apoiando cada passada dos mais de 42k da prova. Corredores da Family Run, Meia Maratona e Maratona, todos ficamos unidos e torcendo um pelo outro.

Queria falar de todos, mas vou me prender a alguns dos que fizeram a Maratona, companheiros de meses de treino pesado, importante e incomparável ministrado pelo grande amigo e professor Nirley. Corri pensando em como estaria cada um deles na prova. Ivan, focado e disciplinado em sua sonhada e ansiosamente desejada estréia. Tião, guerreiro e companheiro de pacer, assim como Edu, que só não correu junto comigo os 33k. Edna e Susete, as meninas do grupo. Cássio e Orion, os "ausentes" mais que presentes em nossos treinos. Paulinho, grande parceiro e motivador ("Alarga essa passada!"). Chamon, nosso disciplinador nos treinos. Ivanilson, o "Papa-Légua".

Cada um teve uma história na prova, cada qual passou por seu momento, mas todos mudaram de alguma forma após cruzar a linha de chegada, tenho certeza.

Alguns fizeram seus relatos, e transmito aqui, com carinho, por que merecem o registro:

Paulinho

"Ontem, 08 de julho de 2012 (jamais esquecerei esse dia), fiz minha primeira Maratona. Corri os inesquecíveis 42.195 metros na Cidade Maravilhosa. A Corrida foi muito especial. Foram meses de treinos, dedicação e disciplina. E de quebra, nesse período, despachei seis quilos e seis unhas, também, além de ter domado o colesterol. Fiquei negão de tanto correr no sol.

Agradeço a todos os que torceram por mim e me deram forças para eu conseguir esse objetivo tão sonhado. Agradeço, também, aos amigos corredores da Equipe X, além dos treinadores/educadores Nirley e Eduardo, que compartilharam comigo treinos, objetivo e muita risada. Foram bons momentos em excelente companhia. 
A corrida é o que mais me aproxima de Deus: é meditação, prazer e relaxamento. E o meu tênis é o meu cachorro - fiel e inseparável."

Susete
"Consegui, consegui! 

Foi uma emoção cruzar a linha de chegada. Fiquei emocionada e maravilhada de presenciar tantas cenas de superação, de apoio das pessoas debaixo de chuva a nos saudar. Cenas de solidariedade, de amizade, de incentivo quando as forças pareciam esgotar. Agradeço de coração aos amigos da Equipe X."


Eduardo

"Comecei correndo minha primeira maratona bem com meu parceiro Caique, apesar da ansiedade e nervosismo do início. Estávamos no ritmo um pouco acima do que havíamos treinado. Passando várias pessoas, dentre elas índio, homem arvore, pessoas descalças... continuamos nesse ritmo até 16km, depois diminui o ritmo para o meu normal(pace 5:20), no começo da Barra da Tijuca perdi o Caique de vista. 

Um pouco depois dos 21km comecei a sentir dor no tendão de aquiles, diminui um pouco o ritmo e a dor passou! Corri bem em São Conrado, mas na subida da Niemayer vieram dores de cãimbra. No km 28, de uma hora para outra, veio a cãimbra forte na coxa direita, me encostei num muro de pedras e um gringo me auxiliou alongando a minha perna ... depois disso manquei um tempo, caminhava, corria, depois quando sentia que ia vir a cãimbra eu caminhava e quando passava, corria de novo. Ainda faltavam 14km, tinha que encará-los de qualquer jeito! Como na camiseta havia meu nome, muitas pessoas passavam por mim me incentivando: 'Vamos, Eduardo, não desiste!' 

Depois disso, todos que eu havia passado estavam me passando, escutei o chocalho do índio vindo atrás de mim e nem acreditei! rs... faltando 3km, veio uma cãimbra mais forte que a outra, um outro cara me acompanhou correndo e caminhando enquanto eu superava os meus limites! No ultimo km ele me estimulou a correr para chegarmos bonito, depois da chegada veio mais cãimbra! Mas a emoção de ter completado os 42,195 km e encontrar a Samille na chegada superou tudo! Ela me abraçou forte, chorou comigo e colocou a medalha no meu peito toda orgulhosa! 

Dessa experiência, além do aprendizado, eu levo essa frase: 'A dor é passageira, desistir é para sempre!'"

Valeu, amigos! Correr com vocês é bom demais!!!!

Boas passadas.