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| Eixão, desafio vencido! |
E aí, Corredor?!
Mais um desafio superado! A "Travessia do Eixão", meta que coloquei para vencer ano passado e que tentei, por duas vezes, finalmente foi conquistada. E foi hoje, domingo, 23 de julho.
O Eixão, na verdade Eixo Rodoviário, é uma grande avenida de Brasília, com seis faixas, que corta as duas asas da cidade - sul e norte. Aos domingos e feriados ela é fechada para lazer. E lá se encontram rollers, skatistas, ciclistas, caminhantes e, é claro, corredores.
A avenida é palco de algumas provas. Já corri lá três Meias Maratonas Internacionais da Caixa, Corrida do Advogado, dos Correios, 10 Milhas da Mizuno e da Puma, Maratona de Revezamento Pão de Açúcar, Volta do Lago Caixa. Apesar de ser um excelente espaço para realização de provas, hoje ela foi deixada meio de lado para a Esplanada dos Ministérios, onde acontecem grande parte corridas em Brasília.
Talvez um dos motivos seja a dificuldade do percurso. O Eixão, definitivamente, não é para os fracos. Nele, basicamente, ou você sobe ou desce. Não tem refresco mesmo. No Eixo sul, uma grande subida de praticamente 6 km, ou seja, toda a avenida. No Eixo Norte, subidas e descidas intensas.
Some-se a isso a paisagem monótona, as grandes retas e o imenso horizonte que possibilita que a gente, olhando para frente, consiga enxergar toda a dificuldade do percurso. O Eixão nos testa fisicamente e psicologicamente.
Mas hoje ele não foi páreo para minha determinação. Bem preparado, condicionamento adquirido nos treinos para a Maratona do Rio, sabia que poderia vencer este desafio, que me provocou ano passado. E consegui!
Contei no trajeto com a grande parceria do meu amigo corredor Tião, que encarou o desafio junto comigo. E, é claro, correr com companhia é muito melhor. E ainda, no caminho encontramos Susete, nossa parceira maratonista, e depois Sergio, Grace e Thaís, que fizeram os 21k no Rio e hoje já haviam corrido uma prova de 2 km.
Saímos às 7h da manhã da altura da quadra 102/103 sul. Corremos rumo ao Eixo Norte, uma estratégia, já que as subidas do lado norte são mais intensas que as do sul. Assim, conseguimos encarar a primeira etapa sem problemas. Quando estávamos voltando e íamos passar pelo Buraco do Tatu, viaduto que divide os dois eixos, fomos barrados pela polícia, já que estavam limpando o Buraco. Tivemos que correr pela rodoviária. Nada demais, já que era domingo, dia de trânsito tranquilo.
E corremos, descendo o Eixo sul. Na altura da quadra 110, a gente avista um retão onde dá para ver tudo o que temos que correr. E isso afeta o psicológico demais, por que parece que a gente corre, corre, corre e não chega nunca. Foi complicado.
E na volta, só subida. O Eixo sul se mostrou tão complicado quanto o norte por que ele tem uma subida mais branda, mas grande demais. A gente sobe sem parar. Mas conseguimos superar e vencer o desafio, e bem, com folga. Claro que correr aqui foi até mais complicado que no Rio, mesmo lá a distância ter sido maior. Mas lá era uma prova, onde a adrenalina ajuda.
Fora isso, tem a questão do percurso do Eixão ser de subidas, a altitude, a secura. Na verdade, hoje os deuses olímpicos nos ajudaram por que o clima esta ameno, e chegamos a pegar até uma chuvinha curta. Ou seja, a secura não foi problema. No fim, terminamos o desafio em 2h36, pace médio de 5:32/km, distância de 28,3 km (achava que seria de 32k) de cone a cone*.
(* A avenida, nos domingos e feriados, é fechada com cones do Detran que delimitam até onde os carros podem seguir)
Enfim, desafio superado!
Boas passadas.