domingo, 25 de agosto de 2013

DE VOLTA ÀS CORRIDAS

Music & Run. 6KM que marcaram minha volta às corridas

E aí, Corredor ?!

Feliz! Este é o meu sentimento após ter participado novamente de uma corrida de rua. E a escolhida foi a Music & Run, em Anápolis/GO. Foi a minha volta depois de um repouso forçado após a Maratona do Rio de Janeiro, em julho.

Resolvi, depois da grande prova do ano, a Maratona, me dar um descanso forçado de duas semanas para ajudar a inflamação do esporão melhorar. Fiquei duas semanas sem nem mesmo ir aos treinos. Apenas pedalando. Aí, no final de julho resolvi voltar aos treinos e Nirley, o treinador, me passou um regenerativo e, também, de readaptação para mudar minha passada. Afinal, com o esporão, estava forçando demais a perna esquerda. Por isso, precisava readaptar a minha mecânica. 

Mas, durante o processo, uma gripe forte me pegou, depois de anos sem ter uma,  e fiquei mais uma semana de molho.

Voltei aos treino esta semana - 19 a 23/08 - correndo com Aline, que também se recupera de uma lesão. Resolvi fazer o treino dela, passado pelo médico fisioterapeuta. O treino, regenerativo e de readaptação, ajudou demais e percebi que tinha conseguido mudar minha pisada. Isso foi comprovado na prova, que fiz bem, sem sentir nada depois de mais de um mês.

Chegada da Maratona do Rio. Depois dela, tive que repousar
Recuperação - o treino passado pelos treinadores foi bem difícil, no sentido psicológico da coisa. Tinha que, depois do aquecimento, ficar dando voltas de 500 metros, devagar para readaptar minha passada, e depois alongar bastante. A cada pisada, contava mentalmente "1, 2, 3, 4", técnica ensinada por Nirley para poder imprimir uma passada única para os dois pés, esquerdo e direito, e manter um ritmo constante. A dificuldade estava em ver os amigos saindo para correr 5, 10k e eu ficando ali para dar voltas de 500m.

Depois, no treino com Aline, era 3 min de caminhada rápida e dois de corrida lenta. Ela se recupera de uma fratura por estresse na ponta do pé direito, dai esse treino de readaptação passado pelo médico. Foi aqui que vi que estava conseguindo mudar minha passada, colocando antes o plantar dos pés do que o calcanhar e sem forçar demais o lado esquerdo.

Music e Run - uma prova noturna de 6 km, a Music & Run aconteceu neste sábado, 24 de agosto,  em Anápolis. O percurso passava  pelas ruas do charmoso e moderno Bairro Jundiaí, com trechos cheios de boas subidas e ótimas descidas, inclusive no final, já na chegada, na melhor descida que já tive em corridas que fiz. Como era na chegada, a gente podia imprimir um ritmo bom e chegar bonito no final.

Na Music & Run corri com Aline e, depois, descobri que meu
irmão Flávio também tinha feito a prova. 
O grande diferencial da prova está no kit pré e pós prova. Antes, além de uma bela camiseta, de manga comprida como é padrão da maioria das corridas noturnas, um dos patrocinadores recheou nossa sacola com vários produtos: chocolate light, Shake, adoçante, um água com gás. Além disso, um vale refeição em um dos melhores restaurantes da cidade.

No pós prova, além da bela e original medalha na forma de uma guitarra, símbolo da prova, um sanduíche Subway - outro patrocinador - energético, barra d e cereal e bastante água.

A organização não deixou a desejar para as grandes provas que participei. Na largada e chegada, uma banda de Rock animava corredores e publico. No caminho, proteção de cones e de seguranças da prova e do DETRAN local. Mesmo tendo que correr em varias ruas movimentadas da cidade, não houve perigo algum em nenhum momento.

A bela medalha da prova no formato de
uma guitarra
Minha prova - corri tranquilo, sem querer forçar. De cara, já percebi que tinha conseguido tornar bem natural meu novo jeito de correr, batendo no chão primeiro o plantar do pé ao invés da ponta ou do calcanhar, tudo para não impactar a parte lesionada.

Fui percebendo que a dor não me perseguia mais, e correndo cada vez mais tranquilo, com passadas lentas e mais largas mesmo na subida. Senti, é claro, a falta de treino, mas fui até o fim. Cruzei a linha de chegada com 30min exatos de prova, num ritmo médio de 5min/km. Já fiz tempo melhor, mas este foram os mais gostosos 6K que já corri.

Pedal - não dá para não falar do pedal que estou curtindo fazer também junto com a corrida. Neste período de repouso, participei de dois passeios ciclísticos, um em Brasília, o da Rodas da Paz, de 10k, e outro em São Paulo, o Night Riders, no qual ganhei minha primeira medalha de participação em prova de pedal.

O passeio da Rodas da Paz, ONG que tem como objetivo popularizar o uso da bike no dia a dia, era um passeio comemorativo dos 10 anos da entidade. O percurso saía do Museu Nacional e, passando pela Esplanada dos Ministérios e Praça dos 3 Poderes, descia até a
Minha nova paixão: Pedalar. 
Ponte JK. Um belo percurso de ida e volta, num total de cerca de 12k de pedal.

No caso da Night Riders, pedalei com uns 1500 ciclistas. Passamos pelo centro histórico da capital paulista, onde destaco o Viaduto do Chá e o Largo de São Francisco. Foram 10k num percurso de muitas subidas. No final, ainda levamos para casa uma bike dobrável como parte do kit que pagamos.

Pedalar é bom, mas correr é a meu esporte preferido. E ter podido voltar sem sentir o calcanhar me deixou bastante realizado.

Boas passadas, galera! E valeu pela torcida de todos para a minha recuperação.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

CORRENDO ... PARA O BANHEIRO

E aí, Corredor?!

Levante a mão qual de nós, corredores, não precisamos ir a um banheiro químico antes de iniciar uma prova para "descarregar" os excessos! Difícil. Isso quando não precisamos fazer isso durante a prova, o que é pior.

Antes do início de qualquer prova, a fila dos banheiros químicos é sempre bem grande. Tanto no masculino como no feminino, a galera invade a área reservada, e não raro os que perdem a largada por conta desta necessidade. 

É claro, isso não é uma regra. Mas acontece. Para mim, até a Maratona do Rio deste ano, ir ao banheiro antes da prova para "tirar a água do joelho" era corriqueiro. Não normal, mas que já aconteceu mais de uma vez. Mas na prova carioca tive o desprazer de sentir a necessidade de correr para o banheiro no meio da prova, comprometendo toda o resultado da corrida.

E por que isso acontece? Uma matéria que li na revista Contra o Relógio, edição de agosto de 2012, traz algumas explicações para isso. 

Durante os exercícios físicos, a prioridade são os músculos trabalhados. Para levar mais oxigênio às pernas, glúteos, abdome ou braços, há uma redução do fluxo sanguíneo em direção ao trato digestivo. Por isso, muitas pessoas relatam não conseguir digerir certos tipos de alimentos enquanto correm. E quando um nutriente não é absorvido, ele tem uma grande chance de ser eliminado, o que pode culminar em uma diarréia.

Outra causa da aceleração do peristaltismo é o impacto do exercício. Alguns indivíduos adaptam a treinos mais intensos. Ao mesmo tempo, outros precisam limitar a quantidade de alimentos ingeridos horas antes da atividade, principalmente se a mesma for intensa.

A desidratação pode ser outra causa, isso por que a falta de água nas células reduz suas funções. No intestino a absorção fica comprometida, agravando o desarranjo intestinal.

Alguns atletas minimizam os impactos "treinando" para ir ao banheiro todos os dias no mesmo horário. Outros estimulam o peristaltismo caminhando ou trotando, indo ao banheiro e depois voltando para iniciar ou treino ou prova.

O que ajuda? - Primeiro, o acompanhamento nutricional é muito importante, pois estratégias de reposição de carboidratos e aminoácidos podem ser necessárias para manter a atividade, principalmente quando longa.

Diminuir drasticamente o consumo de fibras, cafeína, laticínios, alimentos gordurosos, sorbitol (adoçante comum em balas e chicletes) e pimenta na véspera e no dia da prova. Isso é ainda mais necessário quando a prova é longa.

No meu caso, na Maratona do Rio, primeira vez que tive que recorrer a um banheiro durante uma prova, posso dar mais um conselho: não ingira nada desconhecido na véspera da prova. Eu, tentando diminuir minha ansiedade por receio com a dor no tornozelo, acabei recorrendo a um suplemento que o nutricionista de amigos da Equipe X recomendou. Mas no caso deles, estavam ingerindo a fórmula há um tempo. Eu, ingenuamente, resolvi fazer uso no dia da corrida. Resultado: corri para o banheiro. Pela primeira vez tive um "piriri" numa prova, e durante a prova. Nunca mais (rss).

Enfim, é algo normal. O importante é não deixar que isso atrapalhe sua corrida.

Boas passadas.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

PARABÉNS, MARATONISTAS !!!

Maratona do Rio 2013
E aí, Corredor?!

Hoje, 07 de agosto, é o dia do Maratonista, daquele que ultrapassou a barreira da consciência no ato de correr e fez mais do que o corpo deve fazer, segundo os médicos. Do cara que resolveu passar por cima de tudo e encarar o desafio de vencer a distância mágica e amedontradora dos 42,195 KM.

Todo o corredor, depois que é mordido pelo "bichinho da corrida", sonha em correr uma Maratona. Vencer o "medo" não é fácil, mas depois de encarado o desafio, parece que tudo muda na vida da gente. 

Brincadeiras a parte, não é fácil. Posso dizer por experiência própria, a decisão de fazer uma maratona tem que ser bem refletida, por que não é tarefa fácil. Mesmo antes, nos treinos, a gente é exigido constantemente. São finais de semana seguidos correndo distâncias enormes. E semanas fazendo treinos variados de força, volume, regenerativos. Uma bateria de exercícios que fazem você sempre pensar se vale à pena.

Acordar de madrugada para correr vira um hábito. Abrir mão da vida social apenas para encarar o desafio é comum. Passar por anti-social com os amigos acontece.

Mas depois tudo é alegria. A superação é fantástica e parece que gira uma chave na sua vida de corredor e muita coisa muda. Se você gosta de correr e pode, aconselho, faça uma Maratona! Nem que seja apenas uma. Só para poder sentir toda essa emoção que a prova nos passa.

Corri três maratonas e, mesmo as três terem sido no mesmo percurso e na mesma cidade, Rio de Janeiro, nenhuma foi igual à outra.

Em 2010, fiz a prova na raça ( e na louca ), sem treinamento específico, sem conhecer como seria, totalmente despreparado física e psicologicamente. Venci, mas com uma traumática contração na panturrilha que me fez trotar 6k e ficar com um trauma.

Tanto que só encarei novamente a distância em 2012, dois anos depois. E isso graças à insistência dos amigos, que queriam formar um bom grupo para treinar e fazer a prova. Foi minha mais feliz corrida. Terminei inteiro, "voando", leve. Uma prova inesquecível!

Este ano fiz minha terceira Maratona. A diferença foi que, apesar de estar preparado, tive que encarar a corrida com um esporão calcâneo me atormentando as ideias. Ele não me maltratou durante a prova, mas foi meu companheiro em boa parte dos treinos e ainda hoje se manifesta nos meus treinos. Terminei, feliz, inteiro não fosse essa lesãozinha anterior. Mas foi uma prova incrível.

É uma prova mágica mesmo. Lembro de cada detalhe de todas as provas. De onde consegui desenvolver melhor meu ritmo, o que me afetou mais para ter a contratura na panturrilha, onde o visual era mais incrível, onde poderia me preservar mais. 


Para sentir toda a sensação tem que correr. Descrever em palavras é impossível por que o mais maneiro é sentir toda a emoção de vencer o desafio. 

Por isso, parabéns sim, amigos Maratonistas. Pelas madrugadas de companhia nos treinos, pelo incentivo, pelos conselhos, por participar destes momentos únicos. 

Valeu amigos Nirley, Jailto, Ivan, Ivanilson, Tiãozinho, Paulinho, Edna, Susete, Chamon, Eduardo, Gislene, Nati, Grace, Sérgio, Rafael, Thaís, Cássio, Mateus, que correram comigo estas Maratonas.

E a todos os amigos virtuais, seguidores ou leitores, valeu e parabéns. 

Parabéns pelo seu dia, Maratonistas e futuros Maratonistas!

quarta-feira, 31 de julho de 2013

E AÍ CORREDOR. 5 ANOS DE HISTÓRIAS

Valeu, galera !!!!
E aí, Corredor?!

Pois é! Lá se vão cinco anos. Mais de 600 posts depois, completamos, no dia 28 de junho, cinco anos de histórias, dicas, vídeos, amigos e muitas alegrias e saúde do E AÍ CORREDOR

E sabe o que é mais gratificante neste tempo todo de existência do blog? Vocês, amigos corredores, seguidores ou não, que passeiam pelas nossas páginas e, comentando ou não, deixam a presença registrada, mesmo que apenas nas nossas "quentes" estatísticas. Quentes, por que tem gente de qualidade, interessada, lendo o que escrevo.

É isso que impulsiona a criação dessas páginas. Saber que, de repente, em uma conversa com um desconhecido, ele foi lá e leu o E AÍ CORREDOR, se interessando e tirando proveito de alguma das minhas publicações. 

Hoje, 31 de julho, em uma palestra, conheci Renato, um corredor recente, com 1 ano de história, e que já é leitor do Blog, mesmo sem me conhecer. E pude perceber que, de alguma forma, o que escrevi fez uma diferença para o amigo, que se interessou muito, no caso, pelo post que fiz sobre o nosso Parque da Cidade de Brasília e os percursos que ele disponibiliza para corrermos, não por acaso a publicação mais visualizada até hoje, mesmo que escrita em 2011.

Isso é muito maneiro. Poder conhecer um amigo corredor, que já leu o blog e curtiu as histórias relatadas aqui. Renato foi o exemplo mais atual, mas tenho outros amigos virtuais que se tornaram reais e que pude cumprimentar e conversar ao vivo e à cores. 

Não é mesmo, Danilo Confessor, com quem inclusive já tive a alegria de correr algumas provas, a última delas a K21 de Pirenópolis, o Danilo, grande amigo, me acompanhou o tempo todo, me motivando mesmo com as dores do esporão presentes (aliás, Danilo, tá me devendo fotos - rss).

Para mim é o reconhecimento do trabalho realizado e isso que vira o combustível para escrever mais e mais, mesmo com este atual momento da minha vida, com a correria da vida profissional, a falta de tempo da vida particular e ainda, para piorar, uma lesão que me fez parar por três semanas - desde a Maratona do Rio, realizada no dia 07 de julho, que não dou minhas passadas por decisão própria, para recuperar o tornozelo, vítima de um esporão calcâneo. Mas voltei esta semana aos treinos (UEBA!).

Entrar em uma postagem e poder ler ali comentários deixados por Ivana e Luiz Souza é motivador demais. É pensar logo no que escrever no próximo post. É querer contar logo outra história.

Ver e ouvir o amigo Sérgio, companheiro de Maratona do Rio e de Equipe X, falar das publicações, dizer que deixou um comentário, me faz chegar em casa e correr para o computador para abrir a página.

E de repente, em uma corrida por aí, Alessandra me cumprimenta e fala do Blog. E no mesmo dia, um sujeito, não sei de onde, grita meu nome, me cumprimentando também pelo E AÍ CORREDOR

Chegando ao treino, os amigos da Equipe X reclamam sempre: "Tá escrevendo pouco?!", "Cadê o post novo?". E vem Aline, namorada e corredora, reclamando que estou escrevendo pouco. E lá vou eu  procurar um tema e colocar no Blog.

Aí, quando abro a página inicial do E AÍ CORREDOR, entendo por que ele está fazendo 5 anos de vida, de histórias, de relatos, de dicas. Ali estão os 134 seguidores, amigos conhecidos real ou virtualmente. Quando abro o Blog e vejo seus ícones e fotos, fico até envergonhado por não conseguir arrumar tempo para escrever, pesquisar, fazer o Blog. 

Cinco anos !!!! Bom demais !!! E que venham mais 5, 10, 20, quanto Deus quiser.

Boas passadas e obrigado a todos que curtem o E AÍ CORREDOR

Números - O E AÍ CORREDOR possui atualmente 134 amigos seguidores. Nestes cinco anos, já aconteceram 121 mil visualizações às páginas, média de 24.200 por ano. Este é o post de número 613 do Blog. 

terça-feira, 23 de julho de 2013

E DE REPENTE UM REPOUSO. DUAS SEMANAS SEM CORRER


E aí, Corredor?!

Pois é, depois de seis meses de correria, muitos longões, quilômetros percorridos e mais uma Maratona completada resolvi descansar, repousar mesmo para voltar sem lesões incomodando e deixar minha inflamação do esporão no passado.

Não é nada fácil ficar parado, sem correr. Depois de quase 7 anos correndo sem parar por tanto tempo, nem mesmo nas férias, é difícil fazer o corpo e a mente entenderem a necessidade desta parada. Mesmo com o pedal, não é a mesma coisa. E ver um corredor dando suas passadas já faz a gente ficar com vontade de fazer o mesmo.

O repouso foi uma recomendação médica para me recuperar definitivamente do esporão, que, mesmo tendo diminuído de intensidade, incomodou durante os treinos e a Maratona. Fora que atrapalhou muito a minha mecânica de corrida. Inconscientemente acabei alterando minha pisada, compensando mais na pisada com a perna esquerda para diminuir o impacto da direita.

Dai que, para reeducar essa passada, precisava do repouso. E o resultado foi que a dor sumiu, e não sinto mais nada no tornozelo direito. É claro, sei que o esporão esta ali. Mas, segundo o médico, se fizer tudo direitinho - correr com mais tranqüilidade e alongar bastante depois - o bendito vai ficar ali, "quietinho".

A volta esta marcada para o mês de agosto. Devagar, volto aos treinos e às corridas e longões.  Não dá para ficar mais sem correr. Está faltando algo na semana e principalmente nos finais de semana. E o momento,de voltar, bem, está chegando.

Meu objetivo? Nada muito desafiador. Apenas correr a Golden Four de Brasília em novembro. E matar a saudade de poder dar as minhas passadas por aí.

Já, já estaremos de voltas, amigos!

Boas passadas.

terça-feira, 16 de julho de 2013

PARA MATAR A SAUDADE DA MARATONA DO RIO

E aí, Corredor?!

Os treinos para a Maratona do Rio trouxeram mais do que condicionamento físico e a conquista dos 42,195 KM no dia 07 de julho. Trouxe a oportunidade de correr com os amigos. 

Na verdade, este grupo de maratonistas começou a ser formado bem antes, quando uma boa parte deles treinavam para o desafio no Deserto do Atacama, corrida ocorrida em março deste ano. E continuou depois, aí sim para a Maratona do Rio de Janeiro, meta de todos.

Foram muitos quilômetros percorridos juntos, inventando percursos por este planalto candango que de plano, para nós corredores, não tem nada. Subimos muito, enfrentamos trilhas, calor, seca, fumaça, rios, deserto, dunas. Nos divertimos também, em encontros pós-treino regadas a Ghest Bier, cerveja artesanal produzida por Grace, uma das amigas Maratonistas que fez parte deste grupo da Equipe X que enfrentou o desafio carioca.

E completamos todos os que se propuseram a fazer a prova. Rafael, Sérgio, Susete, Thaís, Chamon, Paulinho, Grace, Gislene, Nati, eu (Caique) e Matheus vencemos o desafio. E comemoramos depois, curtindo nossa vitória particular, felizes e realizados, prontos para outra.

E depois do desafio vencido, fica a saudade. É, a saudade, até mesmo dos treinos antes da prova, quando acordamos de madrugada para correr. E mais ainda da prova, de vencer o desafio. 

Para matar a saudade de todos nós, um vídeo gravado pelo amigo corredor Vanucci Júnior, que filmou toda a sua prova e disponibilizou o mesmo no YouTube, mostra um pouco deste desafio e de tudo que passamos pelos mais de 42 KM. A expectativa da largada, o encontro com os figuras como o índio e todo a corrida para gente rever e a emoção da chegada, com todo o apoio da galera. Parece que estava correndo ao lado do Vanucci, por que rever todo o trajeto me fez voltar à prova.

Curta também. São 14min, mas vale a pena ver inteiro. Quem sabe você não aparece na filmagem, caso tenha participado da prova.

E, obrigado amigo Vanucci, pela gravação e disponibilização do material para gente matar a saudade e ficar com gostinho de quero mais. 



Boas passadas.

terça-feira, 9 de julho de 2013

VENCI MAIS UMA MARATONA

E aí, Corredor?!

Rio de Janeiro, 7 de julho de 2013. Um sol ameno anunciava a alvorada na cidade maravilhosa. Eram 7h30 da manhã, quando começou a aventura de participar de mais uma Maratona Internacional do Rio de Janeiro.

A Maratona de 2013 foi, com certeza, a mais carioca de todas as que fiz. Um belo dia de sol embelezava a paisagem pelo percurso e era impossível não ficar extasiado pelas belezas que se mostravam a cada quilômetro vencido. No Elevado do Joá e na Avenida Niemayer vi vários corredores parando para tirar fotos do mar e das praias, registrando aquele momento tão especial e único.

Mas a corrida este ano me reservou algumas surpresas, que aconteceram bem antes de começar a vencer os 42,195 KM da prova. Ainda em abril um esporão calcâneo apareceu, trazendo dores agudas no tornozelo direito e comprometendo os treinos desde o início, primeiro, adiando o meu início nos longões específicos para a prova e depois, fazendo com que eu mudasse completamente minha mecânica de corrida durante os outros longões que fiz.

Só que no dia da prova a lesão não foi o pior dos obstáculos. Tudo bem que, por consequência dela, fiquei receoso demais, terminando por fazer uma prova bem conservadora, sem querer correr riscos. O único risco que cometi foi experimentar, no dia da prova, uma suplementação nova, o que trouxe resultados catastróficos no decorrer da corrida. E ainda, para completar, larguei muito atrás, passando pelo pórtico com quase 4 minutos de atraso, o que resultou num início de prova com pista cheia e ritmo muito mais lento que o planejado.

Em 2012, meu melhor resultado na Maratona, 3h41 de prova
Histórico - O Rio de Janeiro foi o palco das minhas duas outras Maratonas. A primeira, em 2010, que corri sem treinamento específico e acabei fazendo meio "na louca" mesmo. O resultado foi terminar a prova trotando os últimos 6K devido a uma forte contratura na panturrilha que quase me impediu de completar a prova. Mas fiz, na raça, completando em 4h11 os 42,195 KM.

Ano passado, 2012, a melhor corrida que já fiz até hoje, perfeita em todos os aspectos. Cheguei ao Rio bem treinado, confiante e com uma estratégia definida para completar o percurso. Meu único objetivo era fazer em menos de 4h. Para isso, fiz todos os treinos necessários - academia de duas a três vezes por semana e, a partir de abril, longões pelas ruas de Brasília, com o acréscimo gradual da distância, tudo acompanhado pelo amigo e professor Nirley. O resultado foi uma prova, para os meus padrões, impecável, sem sentir nada de dor nem cansaço, perfeita em todos os sentidos e com um tempo total de 3h41.

Em ambas, o frio inverno de julho tinha chegado à cidade, e corremos sob um tempo nublado, com chuva, e pista molhada, algo bem diferente do que viria a acontecer na Maratona deste ano, 2013.


Cerca de 7 mil participantes correram a Maratona do RIo este ano
Maratona de 2013 - Vários obstáculos comprometeram um desempenho melhor que 2012 para a Maratona deste ano. O primeiro deles foi o aparecimento de uma lesão. Logo no início de abril, quando os treinos deveriam começar, surgiu, depois de correr uma Meia Maratona - a Golden Four no Rio -  uma dor aguda no tornozelo direito, que não parava nem depois de um repouso. Depois de uma consulta médica o diagnóstico: estava com um famigerado esporão calcâneo, o que me comprometeu as duas semanas seguintes de treinamento. 

Depois de 10 sessões de fisioterapia e de várias dicas de alongamento, a dor retrocedeu mas não acabou de vez. Tive que mudar minha mecânica, alterando demais minha pisada e corri os longões sempre desconfiado, com uma pequena dorzinha me acompanhando e me deixando desconfiado. Mas, depois do longão de mais de 30K, resolvi que dava para encarar, mesmo sob o efeito da lesão.

No dia da prova porém o receio da lesão me quebrar me tirou um pouco a razão e, antes mesmo da largada, já comprometi toda a minha estratégia. De cara, larguei atrasado demais, passando pelo pórtico com quase 4 minutos do apito inicial. O resultado foi encarar os primeiros 3 KM no recreio de pista cheia de corredores e tendo que correr num ritmo bem mais lento do que planejava para o início.

Em Ipanema, por volta do 33º KM
Depois, buscando uma melhor performance, resolvi experimentar uma suplementação diferente que acabou resultando em fortes dores de barriga durante a prova e uma necessária parada em um banheiro no meio da corrida. Um erro amador, pois, mesmo que o suplemento estivesse dando resultado para outros amigos, não foi no dia da prova que eles o experimentaram como eu fiz. Um grande e total "vacilo" meu.

E ainda tinha o esporão, que trouxe reflexos bem mais cedo do que eu esperava na prova. Antes mesmo de completar os 21K,  comecei a sofrer as consequências de treinar sob seu efeito. Como estava compensando demais com a perna esquerda para sentir menos o impacto na direita, onde a lesão me afetava, uma dorzinha leve apareceu na panturrilha, o que me assustou por ser ainda tão cedo. Todo o trauma de 2010, quando comecei a sentir dores na panturrilha que mais tarde se transformaram numa contratura e quase me tiraram da prova, voltou a me atormentar, e aí passei a fazer uma corrida bem conservadora, num ritmo mais lento do que havia planejado e com algumas paradas nos postos de hidratação para um rápido alongamento, que fazia tanta para a panturrilha quanto para o calcanhar lesionado.

Este coquetel de confusões - largada atrasado, trânsito excessivo no início, parada para o banheiro, dor na panturrilha, esporão - evidentemente comprometeu meu desempenho. Se em 2012 fiz os mais de 42 KM em 3h41, chegando inteiro e comemorando, neste ano (2013) terminei em 4h09 o percurso (4h04 se desconsiderarmos a parada no meio da prova no banheiro).

Mas mesmo assim gostei do resultado. Afinal, diante de tantos problemas, consegui terminar a minha terceira Maratona, imprimindo um sprint nos 500 metros finais e sabendo que podia, mesmo com tudo isso, ter feito uma prova melhor. E ainda pude correr mais relaxado, apreciando a paisagem que o percurso proporcionava, ainda mais bonita pelo sol. 

Amigos - Se este foi o ano com recorde de participantes na Maratona do Rio, que teve cerca de 7 mil atletas, mais que o dobro do ano passado, também foi o recorde de participantes na modalidade de amigos da Equipe X.

O mais importante para fazer uma Maratona: a companhia dos amigos

Em 2010 apenas 3 valentes guerreiros fizeram a prova, número que aumentou em 2012, com 9 participantes. Já este ano, 12 pessoas encararam os 42,195K. Além de mim, também correram a distância Rafael, Sérgio, Thaís, Susete, Paulinho, Chamon - que correram também em 2012 - Gislene, Nati, Grace, Matheus e Conceição. 

Vale lembrar que a Equipe X também teve participantes na Meia Maratona e na Family Run.

Retirada do kit foi rápida apesar do grande número de pessoas
Organização - A Maratona Internacional Caixa Cidade do Rio de Janeiro de 2013 não perdeu em qualidade para a do ano passado. A única falha foi a mudança do local de entrega do kit para um ambiente mais apertado e sem tantas atrações como em 2012. De resto, o kit estava no padrão, a medalha ficou mais bonita e a prova foi muito bem organizada, mais até que nos outros anos que corri.

Postos de hidratação foram colocados a cada 3,5 KM. Apenas do primeiro para o segundo senti uma demora maior, mas que não comprometeu demais. E a cada 7K, fartura de isotônico, servido num prático saquinho que ajudava na hora de beber, evitando da gente se melar.

Conclusão - Quem corre tem que encarar um dia uma Maratona! A experiência é indescritível e a sensação de vitória é fantástica. Não é fácil superar os mais de 42 KM, complicação que já vem dos treinos, com longões que chegam a tirar a gente do convívio social.

Por isso é que cruzar a linha de chegada, mesmo que 7 horas depois, é emocionante e não são poucos os que chegam aos prantos, homens e mulheres. Só conhece quem encara e vence o desafio. Isso pude perceber pela minha experiência pessoal e pela conversa com os amigos que conseguiram realizar o feito em cada um dos anos que participei junto com eles.

Recomendo: se você corre, planeje uma Maratona, nem que seja só uma, para fazer se ainda não fez. 

Boas passadas.
Na chegada, emoção tão intensa quanto das outras duas Maratonas já realizadas