quarta-feira, 26 de agosto de 2015

MEIA MARATONA DO RJ - UMA PROVA ESPECIAL

Subida da Niemayer, ponto inicial da Meia Maratona do RJ
E aí, Corredor?!

Neste domingo, dia 30 de agosto, acontece a 19ª edição da Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro, uma das mais tradicionais e com um dos mais belos circuitos das meias maratonas do mundo, me arrisco a dizer.

A prova passa pelo maior símbolo da cidade do Rio, a orla carioca, começando na Praia de São Conrado e terminando no Aterro do Flamengo. No caminho, as praias da Leblon, Ipanema e Copacabana - passando pelo Morro Dois Irmãos, Forte de Copacabana, Copacabana Palace, Praia de Botafogo, entre outras tantas belezas cariocas.

Além do belo visual, o percurso reserva alguns desafios. A maior subida da prova aparece logo no início, quando nem dá para correr direito, dependendo de onde você largar. Com cerca de 2k de extensão, a subida inicial da Avenida Niemayer merece atenção, muito mais pela nossa ansiedade de querer passar pelos outros corredores - são cerca de 25 mil participantes na prova.

Acredito, na verdade, que o maior desafio, além de não se perder admirando o belo visual, está na chegada, que traz um desafio mais psicológico que físico. É que na chegada a gente passa pelo local da concentração final e corre cerca de 2,5k para depois voltar uns 2k para aí sim cruzar a linha de chegada. ou seja, passamos pelo burburinho da chegada mas não chegamos, precisando correr ainda mais uns 5k para terminarmos a prova.

Conheço muito bem esta prova. Participei da prova em 2008 e, desde então, tenho corrido na cidade maravilhosa uma ou mais vezes, seja na Meia Maratona ou na Maratona. Este ano, por conta de alguns problemas, não vou poder participar. Mas, para quem gosta, correr lá é realmente mágico e participar pelo menos uma vez, para nós brasileiros, é obrigatório. 

Este ano, um dos problemas da prova, o horário da largada, sempre às 9h, foi finalmente alterado. Tudo bem, serão apenas 15 minutos a menos, largando às 8h45, mas que farão uma grande diferença já que esta programado um domingo ensolarado e quente. Com a umidade excessiva, o calor vira um grande inimigo e quanto mais cedo puder ser a largada melhor.

Aos que vão correr, preparem-se para se deliciar e curtir a incrível prova carioca.

Boas passadas?!


domingo, 2 de agosto de 2015

CORRIDA DO FOGO 2015 TEM NÚMERO RECORDE DE CORREDORES

E aí, Corredor?!

A Corrida do Fogo confirma, mais uma vez, a condição de ser uma das mais tradicional e, com certeza, a mais antiga corrida noturna de Brasília. Milhares de corredores se reuniram na  noite de sábado, 1º de agosto, na Esplanada dos Ministérios para correr os 5 ou 10 km da 20ª edição da prova, que repete o mesmo percurso da Corridas das Estações e utilizado por outras provas.

A saída foi em frente ao Museu Nacional, onde estava expostas algumas máquinas do Corpo de Bombeiros da cidade (helicóptero, caminhões, paramédicos, etc), tudo pata entreter os populares que vão para o evento apenas para acompanhar seus familiares corredores.

O destino: para os 5k, até o batalhão do Corpo de Bombeiros do Palácio do Planalto. Para os 10k, até o retorno antes do Palácio do Jaburu, residencial oficial do vice-presidente do país.

O kit, como sempre, bem completo: camisa drifit laranja (bem forte), de manga comprida, boné ou viseira, squeeze e, no final, a medalha, além da sacolinha para carregar o kit. 

Com a cor da camisa, mesmo no escuro, os corredores ficavam bem destacados pelo percurso, e a multidão se aglomerou em nos primeiros 2,5k da prova. Depois, com a divisão do percurso, a turma dos 10k seguiu e a dos 5k tratou de fazer o caminho de volta até a linha de chegada.

Acabei fazendo os 5k. Não tive condições físicas nem psicológicas de fazer os 10k. Com o clima seco  e a falta de regularidade nos treinos, meu condicionamento ficou bem ruim e não aguentaria correr 5k a mais. Além disso, tinha um compromisso familiar e, se fizesse os 10, ficaria muito tarde para curtir, já que iria correr lentamente.

Foi uma das minhas piores performances. Corri bem até os 2k, mas no primeiro posto de hidratação, resolvi dar uma pequena caminhada. E repeti esta caminhada na subida do Congresso e um pouco antes da chegada. Senti o cansaço, a falta de preparo.

Moral da história: preciso voltar o quanto antes para os treinos regulares, com mais disciplina se quiser correr os 21k da Golden Four Asics em novembro. 

Mas estamos aí, com a corrida em nosso sangue e mantendo-me na prática, mesmo  que de maneira irregular. E mais uma suada medalha para a minha coleção.

Boas passadas.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

ATLETISMO DO BRASIL CONQUISTA 13 MEDALHAS NO PAN

Juliana dos Santos, único ouro
 do atletismo brasileiro no Pan em Toronto
E aí, Corredor?!

Acabaram os Jogos Pan-Americanos de Toronto. Domingo, dia 26, o Brasil participou de sua última prova no atletismo, a Maratona Masculina e, diferentemente da masculina, nenhum atleta brasileiro subiu ao pódio. Franck Caldeira sentiu dores na coxa e sequer completou e Ubiratan José dos Santos ficou na última posição. 

O início foi promissor. Adriana da Silva conseguiu a prata na Maratona Feminina e logo depois, Erica Sena e Caio Bonfim ganharam a prata e o bronze, respectivamente, na marcha (20 km), 12 anos depois da última conquista Pan-Ameircana brasileira na modalidade.

Mas, daí por diante foi mais do mesmo. Um único ouro, com Juliana dos Santos nos 5.000 metros. Depois, mais 4 medalhas de prata - Keila Costa no Salto Triplo,  Fabiana Murer no salto com vara, Ronald Julião no lançamento de disco e o 4X100 masculino - e mais 5 de bronze - Flavia de Lima, nos 800 m, , Luiz Alberto de Araújo no decatlo, Júlio Cesar de Oliveira e Jucilene Sales de Lima no lançamento do dardo e Vanessa Spinola no heptatlo.

Não foi um resultado alentador, vislumbrando os jogos do Rio 2016. Tudo bem, ficamos em 3º, atrás apenas dos EUA e Canadá, mas uma medalha de ouro foi o pior resultado da modalidade em jogos Pan-Americanos desde 1971. Para se ter uma ideia, em 2011 conquistamos 10 ouros.

Fabiana Murer não decepcionou. Apesar de não ter conquistado o ouro - Fabiana conseguiu a prata - a atleta brasileira "brigou" com duas medalhistas olímpicas e potenciais rivais no Rio: Jennifer Suhr e Yarisley Silva. Mas outros favoritos sequer subiram ao pódio, como Rosangela Santos, Frank Caldeira e Thiago Braz.

O que se espera é que a  preparação aconteça neste um ano para Rio 2016, e que novos talentos surjam. As chances não são muitas, já que não somos um celeiro de potenciais campeões mais. Mesmo com o esforço do Governo Federal, ainda falta muito, e pistas para treinamento são necessárias. E, acredito, não depende só do governo, mas da iniciativa privada também acreditar na força institucional de patrocinar os atletas e as competições, para que possamos ter mais Fabianas, Thiagos, Marilsons, Julianas, Joaquin . . . 

Boas passadas. 

domingo, 5 de julho de 2015

QUE VENHAM OS JOGOS PAN AMERICANO DE 2015

E aí, Corredor?!

Depois de um ano de 2014 que ficou marcado, no esporte brasileiro, pela vergonhosa derrota de nossa Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo do Brasil, terminando sua participação com um vexaminoso 7 X 1 sofrido diante da Alemanha, entramos o ano de 2015 parecendo reviver os mesmos momentos. 

Nosso futebol novamente nos causa vergonha e percebemos que não somos mais o país deste esporte, a paixão nacional. Nossos milionários jogadores não sabem mais o quanto é honroso e importante defender as cores de nossa bandeira nos gramados, parecendo jogar apenas por um contrato mais milionário ainda. Parece não importar mais defender nossas cores e nossa honra nos gramados. E, no torneio continental, a Copa América, caímos diante de uma fraca Seleção Paraguaia, nos penaltis. Triste.

Mas ainda bem que, diferente do ano passado, este ano ainda podemos lavar a alma no esporte em outras modalidades. À partir de sexta-feira têm início os Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá. o Brasil terá uma delegação recorde no evento, que é preparatório para as Olimpíadas do Rio de 2016. Serão cerca de 600 atletas. 

A meta do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) em Toronto é colocar o Time Brasil entre os três principais países no quadro total de medalhas das modalidades olímpicas e superar o número de pódios de Guadalajara 2011 (141 medalhas, sendo 48 de ouro, 35 de prata e 58 de bronze). 

Temos boas chances: em todas as categorias do Vôlei (quadra e praia, masculino e feminino), temos Arthur Zanetti na Ginástica Artística (argolas) e a própria equipe brasileira na modalidade. Ainda podemos conseguir medalha no handebol feminino, polo aquático masculino, ciclismo.

No atletismo, levamos para o Canadá nossa maior equipe para a modalidade em um Pan-Americano. Serão 88 atletas, 47 no masculino e 41 no feminino. As competições serão realizadas de 18 a 25 de julho. Nosso principal nome continua sendo Fabiana Murer, no salto com vara (duas vezes campeã mundial indoor da modalidade e uma das líderes do ranking mundial em 2015). Outro nome é Thiago Braz, também no salto com vara, que conquistou uma liga diamante da modalidade este ano.

A expectativa é grande para os atletas brasileiros. A certeza mesmo é que, com certeza, cada um dos atletas que empunhará o uniforme de nossa seleção nos jogos o fará com honra e garra, lutando pelo melhor resultado possível, mesmo não sendo favorito em muitas das modalidades. Ao contrário de outros de esporte mais milionários, que parecem jogar apenas para assinar um bom contrato em um time da Europa.s

Este ano, a exclusividade da transmissão na TV aberta dos jogos é da Rede Record e, entre os TVs por assinatura, a SporTV.

Vamos torcer!!! Aqui vale a pena a gente acompanhar.

Boas passadas!!!

quinta-feira, 18 de junho de 2015

VOLTA DO LAGO 2015 COM O CONDOR TEAM

Condor Team no final da Volta do Lago 2015.
Na foto só faltou o Gabriel
E aí, Corredor?

Mais uma Volta do Lago Caixa. Acompanhado de amigos de outras edições, enfrentamos cada um nossos desafios para um resultado comum: chegar ao final dos 100 km antes do tempo limite imposto pela organização - 10h.

Objetivo modestamente traçado, estratégia definida, trechos divididos, a equipe se juntou para alcançar o resultado proposto. Mas o que aconteceu no final surpreendeu a todos os oito integrantes - digo, 13, por que tinhamos nosso staff, com Grace e Theo (ainda na barriga da mãe mas já participando de uma Volta do Lago, Edna, Dani e Vinicius (mais um na barriga da mamãe já presente entre os corredores).

O nome da equipe foi criado na edição anterior: Condor Team. Uma turma que, recuperada de pequenas lesões, não amedrontou diante do desafio de correr 100k com vontade e enfrentando os receios da pequenas dores destas lesões, "voando" nas ruas de Brasília.

Nossa prova começou com o grande Ivan, o mais preparado e competitivo da equipe. Ivan, determinado como é, se superou mais uma vez e já conseguiu diminuir nossa pace médio - Thaís, a capitã, calculou que, para fazermos os 100k em menos de 10h, este pace teria que ser de 6min/km de cada um. Ivan terminou os 9,4 km iniciais em rápidos 40min, um tempo mais do que excelente.

E foi assim que, depois da garra demonstrada por Ivan no início, que cada u deu sua contribuição, cada qual dando mais do que esperava de si e tirando mais e mais tempo em suas voltas.

Não há como não destacar novamente a corrida do Ivan. Além de iniciar nossa prova, nosso amigo entrou os 11 km da difícil Barragem - cheia de subidas difíceis em um horário sacrificante para um dia de sol forte: por volta de 13h. E no final, Thaís teve problemas e não pôde correr passado a responsabilidade para o mestre Ivan, que fez mais uma corrida "de tirar o chapéu". Foi o nosso "Pelé" das pistas, sem dúvida.

Mas o resto do "team" Condor não fez por menos também. Gabriel, por exemplo, mesmo comemorando o seu aniversário, compareceu e contribuiu em um dos trechos mais longos da prova, do Parque do Lago Norte até o Clube do Congresso. Rafael, mais uma vez, fechou com chave de ouro nossa prova, naquele desestimulante Eixão Sul. Aline que, mesmo com uma unha incomodando, fez dois trechos com muita garra.

E teve Thaís, que além de organizar e motivar a reunião do Condor Team, correu seu trecho rápido, mesmo com uma recente lesão no pé que exigiu muita superação da capitã. Nivea, que desafiou seus limites e mandou ver em seus dois trechos. Sergio, que mesmo com pouco treino, fez mais do que podia no seu difícil trecho e chegou extenuado no final, mostrando toda a sua determinação.

Eu não podia pensar em outra coisa nos meus dois trechos que não fosse em fazer o meu melhor. Corri o terceiro, entre o Centro Olímpico da UNB e o Boulevard Shopping (pouco mais de 6k), onde consegui imprimir um bom ritmo, facilitado pelo horário (ainda era bem cedinho) e, depois de umas duas horas, o 12º trecho, entre a Igreja Presbiteriana e o Gilberto Salomão (de mais de 7k), este mais difícil, com sol forte no lombo incomodando.

Temos acrescentar ainda o melhor staff da Volta do Lago. Grace e Edna, com os "mascotes" Dani, Theo e Vinicius (ambos ainda nas barrigas das mamães Grace e Edna, respectivamente), que motivaram e ajudaram em vários momentos, acompanhando os corredores mesmo sem estarem correndo.

Mas o grande destaque da equipe na verdade foi o conjunto. O time se envolveu com a prova e se determinou, cada um em seu trecho, sempre pensando em dar o melhor pelo grupo. Todos chegamos cansados no final, demonstrado nossa determinação em reduzir o tempo proposto. E toda a estratégia da corrida foi cumprida sem susto: tinhamos agua suficiente, cada um deu apoio na hora certa, todos estavam prontos e esperando nos pontos de transição bem antes do companheiro chegar cumprindo sua volta. Tudo funcionou como um reloginho, sem termos tido nenhum problema no percurso ou mesmo antes dele.

Foi um show de corrida numa equipe de amigos. Correr com esta turma é muito mais do que um prazer. É uma felicidade e, como mencionou Nivea em seu comentário, um motivo de orgulho de fazer parte deste time, de ser um Condor Team.

Como resultado, um tempo sub 9h, uma hora a menos do que o proposto inicialmente. Chegamos com exatas 8h58, além das nossas previsões. Foi muita alegria mesmo ter conseguido superar nossa meta. O nosso troféu.

E que venha 2016, com o Condor Team novamente pronto para "voar" nas ruas de Brasília, levando a nossa motivação, garra e companheirismo como inspiração e modelo. 

O que vale, no Condor Team, é a amizade por tudo que a gente fez e por essa amizade faria tudo outra vez (parodiando o grupo Boca Livre).

Boas passadas!!!

segunda-feira, 11 de maio de 2015

NIGHT RUN BRASÍLIA - VOLTANDO AOS 10K

E aí, Corredor?!

Mais 10K para a rodagem. Minha quilometragem oficial já marca quase 4 mil km desde que eu comecei minha história neste esporte, isso sem contar o que rodo em treinos e em alguns longões. Enfim, são quae 3 mil km, média de mais de 330k por ano.

Depois deste balanço, vamos falar da prova. Night Run Brasília, uma das boas provas noturnas da capital brasileira. O percurso, um velho conhecido: a Esplanada dos Ministérios, palco das provas do Circuito das Estações Caixa, trecho de 5k de descida e 5 de subida, PUNK!

Apesar de conhecer bem  percurso, fazia tempo que não corria e, mesmo sabendo o que iria enfrentar, fiquei intimidado pela subida e não desci forte, "rasgando". Economizei mesmo para guardar para a temida volta.

Mas sofri um pouco para subir, principalmente depois do balão do Jaburu, Mas mandei bem, pensando no primeiro 10 km do ano, na Meia Maratona da Caixa no Eixão. Baixei em 5 minutos meu tempo final, saindo dos 59min para um bom 54min, principalmente para o meu padrão atual de corrida.

O esporão novamente se nostrou obediente e não incomodou como incomodava. Um pouco sim, mas estou adquirindo cada vez nais confiança para voltar e encarar a Golden Four Asics Caixa no final do ano. É, já tenho um objetvo.

Organização -  Night Run é uma corrida que atrai muitos interessados e não só fica cheia de inscritos - cerca de 5 mil - como pipocas. DJs animam a arena e ficam percurso do 5 e 10k. Água à vontade, mesmo sendo à noite. No Kit, a tradicional camisa de manga comprida e um bracelete de iluminação bem legal, mas que a galera colocou presa ao tênis e saiu perdendo durante a prova.

A medala legalzinha, Não é uma arte, mas legal. O kit de reposição, padrão, com frutas e isotônco. Só. Nenhuma outra "filura", nenhum outro agrado.

Bom demais! Vamos que vamos, encarando cada km com felicidade. Vamos em frente por que tem muito chão ainda para encarar.

Boas passadas!!!

segunda-feira, 4 de maio de 2015

WINGS FOR LIFE WORLD RUN - A CORRIDA

Medalha da Wings For Life. Na parte de trás, um "obrigado"
pela ajuda à organização
E aí, Corredor?!

Uma corrida inesquecível ! Assim se traduz a Wings For Life World Run, que ocorreu em Brasília, no Brasil, e em outras 32 cidades pelo mundo. Foram mais de 70 mil corredores no planeta correndo por uma boa causa: ajudar os cientistas da instituição - Wings For Life - na busca para cura das lesões medulares.

A prova foi realizada simultaneamente nas 33 cidades, e no mesmo horário. Se em Brasília começou às 8h, no Japão foi às 20h. Neste horário, os corredores largaram para tentar cumprir a meta de correr os 100 Km da prova, que termina quando o chamado Carro Seguidor passa por você durante a prova. Este carro, guiado por uma personalidade do país - no caso do Brasil foi o piloto da Stock Car Cacá Bueno - saiu 30 minutos depois da largada dos competidores. Ou seja, no mínimo a galera conseguiu correr 5k.

Tudo podia ser acompanhado por telões disponibilizados nas arenas dos eventos e também pelo site da prova,  http://live.wingsforlifeworldrun.com/pt-BR

No Brasil, o homem que mais correu foi Juan Pablo de Lima Costa Salazar, que apesar do nome é carioca, correndo 52,61 Km. A mulher foi a austríaca Astrid Kaltenbock, com 44.28k. Os dois ficaram bem longe dos melhores corredores mundiais, o etíope Lemawork Ketema entre os homens que correu 79,9k na Austria, e a japonesa Yuko Watanabe, correndo no seu país com 56.33k.

Mais longe ainda dos grandes campeões fiquei eu, que corri 14,65 Km (rss). De qualquer forma, fiquei muito satisfeito com minha performance, por que, depois de muitas provas realizadas, de 5 e 10k, consegui fazer mais do que 10k e, principalmente, correndo o tempo todo. Nas outras provas andei nos pontos de hidratação. Na Wings For Life não. Segui correndo o tempo todo, fazendo dos 14,62k em 1h25min.

Minha prova - Comecei correndo forte e imprimindo um ritmo  acelerado, com pace de 5min44/km. A prova iniciava com uma pequena subida na saída do estacionamento do Estádio Nacional, indo pelo Eixo Monumental até entrar no Parque da Cidade. Ali, uma volta completa pela pista dos carros, correndo todo o parque. Na primeira parte do percurso, uma deliciosa descida mas, a partir do quilômetro 6 mais ou menos começou a subida, que foi até sairmos do parque. Não era uma subida intensa, mas constante, de uns 4k mais ou menos. 

É claro, o trecho cobrou minha ousadia do início e diminui o ritmo. Mas consegui vencer meu objetivo inicial, que era de correr pelo menos 10k. Vencida esta meta, busquei depois fechar o parque antes do carro me pegar, e também consegui. Depois foi conseguir correr 12k, que também superei e, quando estava completando o 12 km, vi o carro próximo a saída do parque.

Como o trecho seguinte era de descida, no Eixo Monumental, consegui voltar ao ritmo mais forte e, quando estava completando 14,62k, o Carro Seguidor passou por mim, com a galera cumprimentando-nos pela nossa performance e informando a quilometragem corrida. Ainda, para soltar a musculatura, corri leve até a placa dos 15k, mas só para soltar.

A corrida - a prova foi muito interessante. Excelente em todos os aspectos, não teve nenhum erro na organização. Ao terminarmos, um ônibus nos levava ao ponto da largada, para a arena da festa. O kit, muito interessante, mesmo tendo apenas a camiseta, de bom gosto e bom material, uma munhequeira e uma lata de Red Bull. A medalha simples mas significativa. 

A experiência de ser seguido por um carro, sem saber exatamente a quilometragem que conseguiríamos correr, foi muito interessante. Me lembrou das minhas saudosas Corridas Sem Compromisso, quando sabia até onde queria ir mas não sabia quantos Km iria fazer.

E a motivação de corrermos por uma causa humanitária deixava a gente mais leve. O preço, US$ 25 ou mais ou menos R$ 75 à época do pagamento, ficou até barato por toda a experiência da prova.

Tudo ficou ainda mais interessante por que reencontrei vários amigos e, ainda por cima, comemorava meu aniversário ganhando de presente poder fazer o que mais gosto, correr, e numa prova ímpar, excelente e muito interessante. 

Ano que vem, segundo os organizadores, a prova volta para Brasília, como representante do Brasil e eu quero estar presente, tentando superar a minha marca de 14,62k.

Boas passadas!!!!