terça-feira, 12 de outubro de 2010

CORRIDA SEM COMPROMISSO - 14K EIXÃO SUL

E aí, corredor?!

O Eixão é uma grande avenida de seis faixas que corta as duas asas do Plano Piloto, sul e norte, que tem, nos dias úteis, um intenso tráfego de veículos mas que no final de semana e feriados é fechado, de 6h às 18h, para prática de esportes e lazer para os moradores destes dois bairros, Asa Norte e Asa Sul.

O local ainda é utilizado para diversas provas oficiais de corrida de rua. Por lá passam a Volta do Lago Caixa, a Euroamericana, parte da Corrida do Fogo, Meia Maratona Internacional da Caixa, 10 Milhas da Mizuno, entre outras. 

A distância de cada Eixão é de 6,5k. Ele todo tem cerca de 15k, considerando aí o túnel chamado de Buraco do Tatu. Ele é bastante utilizado para treinamento pelos corredores e ciclistas, que povoam pela manhã principalmente o local para sua prática esportiva.

E hoje, da 12 de outubro de 2010, foi a vez de colocar o treinamento que está sendo realizado por Aline comigo à prova. Minha proposta a ela: fazer o Eixão Sul todo, ida e volta, saindo da altura do Cine Centro São Francisco, que fica entre as quadra 102/103 sul, e indo até os cones no final da avenida para depois voltar até o ponto da nossa largada. A princípio a idéia era fazer, portanto, cerca de 12k. Ela prontamente aceitou.


Ivan, outro grande amigo da Equipe X que está se recuperando de uma contusão que o deixou cerca de 2 meses parado e recentemente voltou aos treinamentos também iria correr, mas um compromisso com Isabela, sua filha que também treina com a Equipe, impediu-o de ir. Ele a acompanhou na Candaguinha, corrida para crianças que acontece todos os anos em Brasília. 

Enfim, voltando a nossa Corrida Sem Compromisso/Treinamento para Volta da Pampulha, às 8h da manhã já estávamos começando a dar nossas passadas. Levei meu cinto com garrafinhas de água, GPS e tudo o que precisava para fazer da corrida o mais confortável possível para nós dois e que desse depois para aferirmos nossos resultados.

Depois de 1h23, conseguimos completar o percurso, e com folga. E a nossa surpresa foi que, a pedido mesmo da Aline, acabamos correndo mais. Fomos, na volta, de cone a cone, ou seja, dos limites que bloqueiam o acesso dos carros nas extremidades do Eixão. A distância total assim acabou sendo de 14k, aferido pelo GPS. Tempo de corrida de 1h23. Pacer médio de 5min56/km.

A escolha do Eixão Sul foi pelo fato de ser lá o local da realização das 10 Milhas da Mizuno, corrida que servirá também de preparatório para a Volta da Pampulha para a Aline, e pelo percurso mais tranquilo que o Eixão Norte, já que não queríamos correr no Parque da Cidade, local que utilizamos bastante nos nossos treinamentos de final de semana. 

O Eixão Sul, como já relatado em outros posts do E AÍ, CORREDOR, tem subidas leves e apenas uma mais forte, mas nada considerada à grande subida existente no Eixão Norte. No nosso caso, que começamos correndo no início da avenida seguindo em direção ao final, começamos descendo e na volta é que enfrentamos a maior subida, que a gente conseguiu superar até com uma certa facilidade, para nossa grata surpresa.

Quando estávamos chegando ao ponto de largada, e portanto ao final planejado de nosso treino, Aline achou que dava para ir até os cones do início, como já mencionei, e lá fomos nós, o que aumentou nosso treino em 2k de distância. 

Na minha pouca experiência como corredor, já disse a Aline, como já foi falado pelo nosso amigo e treinador Nirley, que ela está mais do que pronta para vencer os 18k da Volta da Pampulha, uma corrida que acontece em uma cidade onde a altitude é bem menor que Brasília, com um percurso basicamente plano e, se repetir os últimos anos, sempre com temperatura agradável e boa umidade relativa do ar, tudo bem diferente do que enfrentamos para treinar na capital federal diariamente.

Faltando 53 dias para a Pampulha, foi o primeiro grande desafio de mais de 1h correndo e de mais de 11k correndo que Aline havia enfrentado e por isso foi uma grande experiência para ela sentir se dava para vencer a corrida de Belo Horizonte. E, com certeza, como ela mesma relatou, a confiança agora ficou bem maior.

Parabéns pela superação, Aline, e correr é isso aí, mais do que superar metas, é sempre correr com o prazer de curtir a chance de vencer um desafio imposto, sem deixar o conforto na hora das passadas de lado. E isso você demonstrou durante todos os 14k, já que a cada 3k eu perguntava como você estava, depois de relatar a distância percorrida, o tempo de treino e o pacer do momento.

E vamos correr por que ainda "tem chão" até podermos dar nossas passadas na Volta da Pampulha. E quem quiser se juntar a nós nesse "treinamento" é só se prontificar. Nosso próximo desafio será as 10 Milhas da Mizuno, dia 24 de outubro, quando enfrentaremos 16k de distância. Vamos nessa?

Boas passadas.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

CORRIDA SEM COMPROMISSO - CORRIDA DA PONTE

E aí, corredor?!

Domingo aqui em Brasília aconteceu uma das corridas consideradas mais bonitas da cidade, em relação ao visual proporcionado pelo percurso, a Corrida das Pontes, que é realizada entre a Ponte das Garças e vai até a Ponte Costa e Silva, com a saída e chegada no Pontão do Lago Sul, um dos locais aprazíveis da cidade. 

Eu, que não consegui me inscrever para a prova, pensei em correr na "pipoca", mas não cheguei a tempo e por isso resolvi fazer mais uma Corrida Sem Compromisso e, como já estava por lá, optei pelo Lago Sul, começando a correr a partir da Ponte JK, a mais nova e mais bonita ponte da cidade, um dos cartões postais de Brasília.


Corri mais uma vez acompanhado da minha amiga Aline, da Equipe X, a quem estou ajudando no condicionamento para enfrentar os 18k da Volta da Pampulha em dezembro.

Nosso propósito foi fazer 1 hora de corrida. Como já mencionei, largamos da Ponte JK, atravessando ela em direção ao Lago Sul. O percurso é um dos mais complicados do bairro  por que é recheado de subidas, tanto que é considerado muito difícil pela organização da Volta do Lago Caixa, prova que passa por lá.


Para quem não sabe ainda, o Lago Sul é o bairro mais nobre da capital federal. Localizado no Plano Piloto, é povoado por mansões caríssimas. Além do Lago Sul, compõem o Plano Piloto o Lago Norte, a Asa Norte e a Asa Sul, todos fazendo parte da cidade de Brasília, junto com o Cruzeiro e o Guará.

Voltando a nossa corrida, após nossas passadas medimos no odômetro do carro a distância que percorremos, que foi de 9,4 km, quase a mesma distância da Corrida das Pontes, de 9,5k.

Apesar de complicado por conta das muitas subidas, o percurso que fizemos é interessante por dois grandes motivos: 1) temos um espaço próprio para correr, a ciclovia do Lago Sul, o que nos garante mais tranquilidade para correr, apesar de termos que dividir este espaço como nossos amigos ciclistas e, em alguns trechos, com os ônibus; 2) a proximidade do  Lago Paranoá, que além de nos garantir um belo visual, ainda nos ajuda amenizando um pouco o calor e aumentando um pouco a umidade relativa do ar, que é mais agradável que em outros pontos da cidade. 

O calor estava intenso, já que começamos a correr por volta de 9h30 da manhã e terminamos às 10h30 mais ou menos. Porém, como esses dias o calor na cidade tem sido muito forte, o começo da prova já foi sob um sol abrasador. Somado às muitas subidas, mais na ida que na volta, ainda tivemos que enfrentar um forte vento contrário que fez com que tivéssemos que imprimir mais força nas passadas. 

Como não tínhamos levado água acabamos tendo que parar para comprar em uma loja de conveniência e fizemos isso completando a primeira metade de nossa corrida. Paramos então para nos hidratar e refrescar o corpo.


Depois de corrermos os 9,4k veio a sensação do "dever cumprido" e a alegria por ter completado mais uma corrida. Aí foi comemorar com um revigorante e delicioso açaí da Mormaii. Muito bom.

Boas passadas.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

CORRIDA, UM ESPORTE DE GRUPO

E aí, corredor?!

Uma das motivações para optar pela corrida de rua foi o fato de que não dependia de ninguém além de mim mesmo para praticá-lo. Acreditava ser a corrida um esporte solitário mesmo. A gente pegava nosso tênis, escolhia o local e começava a dar nossas passadas. 

Hoje percebo o quanto a corrida é um esporte que socializa, de grupo mesmo. Tá! Não preciso de ninguém para correr, mas correr com alguém do lado é muito melhor e, principalmente hoje em dia, está cada vez mais fácil achar que queira correr com a gente.

Na Equipe X, nosso amigo e professor Nirley, em alguns dias que não temos normalmente treinos como nos finais de semana, chamava algumas pessoas para, voluntariamente, correrem um circuito por ele verificado. O número de pessoas, pelo menos nas vezes que tive a oportunidade de ir, nunca era menor que 30 pessoas.

Nós mesmos, alunos, resolvemos fazer também corridas interativas, as chamadas por nós de Corridas sem Compromisso, e também o número de pessoas que ia era sempre maior que 30 pessoas. Fora a curtição da corrida, ainda, como nas corridas feitas por Nirley, fazíamos sempre um tipo de confraternização no final.

Isso por que o número de pessoas envolvidas e de amigos que conquistamos no esporte só cresce. Dia desses estava viajando pelo Ceará, mais precisamente em Fortaleza, no Beach Park. Lá, vi um corredor com a camisa da Meia Maratona Internacional do RJ, que acabara de correr. De repente, na fila para comprar ingressos começamos um animado papo sobre nosso esporte e, ele como morador de Fortaleza, falou-me sobre sua cidade natal.

E nos treinos. Em nenhum momento fico sozinho no momento que o professor nos fala para "rodar" nossos tradicionais 3k, ou mesmo 4k ou até mais. Sempre tem alguém junto. E isso desde que comecei na Equipe X, mesmo quando era um anônimo entre os colegas. E hoje é muito mais assim. Sempre tenho alguém para dividir a minha experiência de correr daquele treino. 

Isso tudo me fez chegar a conclusão que correr, definitivamente, não é um esporte solitário. Muito pelo contrário, é mesmo bem sociabilizante. Pode conferir.

Boas passadas, com os amigos.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

MAIS UMA BOA PROPAGANDA DE TÊNIS DE CORRIDA - ADIDAS

E aí, corredor?!

um mundo das propagandas é realmente fascinante. Quando vemos uma peça boa, criativa e interessante sendo veiculada é algo realmente sensacional. Tudo bem, estou falando com meu lado publicitário. Mas é muito bom ver um filme bom. 

A Adidas arrebentou neste comercial. Veja se você concorda. Eu achei maneiríssimo.


Muito bom, não?!

Boas passadas.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

QUANDO CORRER VIRA UMA NECESSIDADE

E aí, corredor?!

Quando comecei a correr, fiz por que, em um momento conturbado da minha vida, precisava de alguma "válvula de escape" e, como sempre fui adepto a esportes, analisei todos os prós e contras dos que pretendia praticar e cheguei a conclusão que o melhor era a corrida. Isto numa época em que não existia este frenesi todo em cima do esporte.

De lá para cá já se vão 4 anos, oficialmente. Até mais, se levarmos em conta que comecei a correr em maio de 2006 mas considero mesmo a data de 25 de agosto de 2006, quando corri minha primeira prova oficial.

Já tive vários momentos na corrida. Aquela vontade enorme de estar sempre dando minhas passadas, a superação de recordes pessoais a cada corrida e, logo depois, a dificuldade em "quebrar tempos". A novidade de participar de um grupo de corridas, as provas fora de Brasília, o aumento das distâncias até que, finalmente, superei os 42,195 km da maratona. Tive ainda a desmotivação ou falta de, digamos, horizonte tendo em vista que não conseguia mais bater meus recordes pessoais, tanto de distância como de tempo, e não conseguia enxergar em como superá-los mais ainda.

Enfim, passei por diversos momentos até chegar ao estágio atual, onde correr virou uma necessidade para mim, tão essencial quanto andar ou respirar. Quando estou chateado por algum motivo, pego meu tênis e vou dar minhas passadas. Também quando estou feliz, penso em logo comemorar esta felicidade dando minhas passadas. Nada para fazer? Que tal dar minhas passadas?

É claro, há tempo para os outros prazeres da vida. Mas correr virou uma referência. E eu, no início, nem pensava que ia chegar a este nível de satisfação com o esporte. Virou mesmo um vício. Para mim, é algo sensacional quando começo a correr, sempre distâncias consideráveis (mais de 5k pelo menos). É quando não penso em nada, apenas me concentro automaticamente no meu corpo, respiração, passadas e vou desbravando os quilômetros.

Hoje não preciso impor metas. Corro por total prazer de estar correndo, de poder correr. Claro, coloco alguns objetivos. Em 2006, meu objetivo era procurar um esporte que pudesse praticar com frequência, sem paradas por conta de falta de um grupo para praticar ou de um local próprio (como era o caso da natação, ciclismo ou futebol que praticava). Em 2007, meu objetivo era conseguir quebrar meus recordes de tempo nos 10 km e depois dos 5 km. Em 2008, era correr as provas de revezamento junto com a Equipe X e participar desta equipe, agora praticando o esporte com orientação de um profissional.

Em 2009, correr uma Meia Maratona, elegendo como corrida do ano a Meia Maratona Internacional Caixa Cidade do Rio de Janeiro que naquele ano foi disputada em setembro. E finalmente em 2010 a prova do ano foi a Maratona, que também fiz na cidade maravilhosa.

Mas depois destas metas, e depois de um tempão correndo, não ficava naquela de "chega de correr!". Talvez tivesse ficado meio sem "pique" depois de uma meta destas cumprida, mas logo depois colocava outro objetivo e principalmente, não pensei mais em parar de correr.

Uma das coisas que fiz foi parar de colocar como principal meta correr bem uma prova. Isso, pelo que tenho visto, realmente tem desmotivado muitos amigos corredores depois que cumprimos a distância. Se a pessoa não coloca imediatamente outra meta, acaba desmotivando. Isso por que ainda não foi definitivamente contaminado pelo "bichinho da corrida". Vem uma mestrado ou pós-graduação, uma prova de concurso, uma viagem de férias, algo que faz ela parar e para voltar é um sacrifício.

Não sei explicar como que eu, de uma pessoa que detestava correr, virou um apaixonado pelo esporte. Não sei explicar como atingi este nível de motivação constante na prática. Sei que hoje não consigo mais parar. Tenho como objetivos correr uma corrida toda com o máximo de conforto físico e respiratório e não me lesionar para não precisar parar. Só. talvez estes sejam os motivos que me mantenham com a mesma "pegada", ou ainda mais. E, é claro, escrever o E AÍ, CORREDOR também é um grande motivador.

Enfim, o que posso dizer é: se você já conheceu os prazeres de correr, não desista. Insista mesmo naquele momento de maior desmotivação. Vale a pena, pode ter certeza.

Boas passadas.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

PAGANDO MAIS PARA TER O UM BOM CALÇADO PARA CORRER

E aí, corredor?!

O último par de tênis que comprei para utilizar em minha prática esportiva foi um ótimo e surpreendente Saucony, marca ainda desconhecida da maioria dos brasileiros mas já consagrada nos EUA e em outros países do mundo. Um tênis leve, macio, com bom amortecimento e extremamente confortável.

Bem, mas o post aqui não é para fazer "propaganda" do Saucony, mas para novamente falar do problema da sobretaxa que a Camex imputou e aumentou para os calçados de alta performance que nós mais utilizamos, os nossos queridos e importantes companheiros os tênis.

Comecei com a história do Saucony para mencionar que ele foi o último calçado que comprei, em abril de 2010. Faz pouco tempo? Até que não se considerarmos que, no meu caso que corro e treino com o calçado, o tempo de vida útil de suas propriedades tem validade de cerca de 6 meses mais ou menos, isso se alternamos o seu uso com outro calçado. Este mês expira este prazo para a minha compra, e eu, que comprava um tênis a cada 3 meses por precaução, parei com essa história por que dinheiro, para mim, não é capim e não estou afim de gastar minha graninha comprando um Olympikus, marca da Vulcabrás que foi a única beneficiada com a sobretaxa, já que ela, por ser nacional, não teve seus calçados sobretaxados.

Veja bem, nada contra a proteção a indústria nacional, acho isso importante para nossa economia. Mas para que possamos sobretaxar um produto acredito que é importante que o fabricante nacional tenha que ter similares que, pelo menos sejam quase tão bons em tecnologia como os que vêm de fora.

Acontece que a Vulcabrás não tem tecnologia suficiente para fabricar calçados como os da Mizuno, Asics, Nike, Adidas ou mesmo Saucony. Eu, e acho que boa parte dos meus amigos corredores, simplesmente não  confiamos nossos pés aos tênis da Olympikus. E a gente, que ficou ouvindo e ainda ouve o blá blá blá de especialistas para que usemos o melhor calçado se quisermos ter vida longa nas corridas ficamos meio vendidos, perdidos mesmo nesta briga de fabricantes de calçados.

Agora, com esta guerra entre os fabricantes, um bom tênis de corrida das fabricantes "estrangeiras" teve um aumento de 50 a 60 reais e que pode aumentar já neste mês já que, além de aumentaram o valor da sobretaxa, ainda os calçados fabricados na Malásia, Vietnã e Indonésia. Agora, nós corredores que queremos comprar um calçado de performance e levamos 3 meses para fazer uma nova compra gastamos 200 reais a mais por ano para manter esta nossa necessidade.

Bom, para você que ainda não caiu a ficha sobre o assunto, a revista Runners tem uma matéria bem interessante e completa que explica bem esta história, e o quanto ela nos afeta. Leia e comprove. Está na revista impressa, edição do mês de setembro, e também no site (clique aqui para ler a matéria no site).

E é isso. Tenho que comprar um novo tênis, que será um novo Saucony, por que já se passaram 6 meses da minha última compra e não quero me lesionar. Mas já sei que vou morrer numa grana.

Boas passadas.

OBS.: Outros posts sobre o assunto - Mais Anos de Sobretaxa (SET/2010); Mais detalhes Sobre os Tênis (ABR/2010); Sobretaxa Agora é Lei (SET/2009); Mais Sobre a Sobretaxa dos Tênis (AGO/2010); Corredores Ameaçados (JUN/2009).

domingo, 3 de outubro de 2010

CORRIDA SEM COMPROMISSO - 13K DO EIXÃO NORTE

E aí, corredor?!

Dia de votação em todo o Brasil e eu elegi a data para mais uma corrida sem compromisso, desta vez correndo sozinho mesmo pelos cerca de 6 km de distância do Eixão Norte.

Já falei, mas não custa repetir. O Eixão é uma grande avenida de 6 faixas, 3 pra cada sentido, que corta os dois principais bairros do Plano Piloto de Brasília, a Asa Sul e a Asa Norte. A extensão de cada Eixão, sul e norte, é de aproximadamente 6 km, sendo que mais 1k fica reservado para o chamado Buraco do Tatu, um túnel que une os dois Eixões, o sul e o Norte. Aos domingos e feriados ele ele é fechado para aceso de veículos e aberto para pratica esportiva e diversão dos moradores de 6h até a 18h.

Já corri diversas vezes no Eixão Norte, sempre em provas oficiais como a Meia Maratona Internacional da Caixa e a Corrida do Fogo. Também já fiz uma Corrida Sem Compromisso, correndo com o Ivan na preparação para a Maratona do Rio de Janeiro de julho, quando fizemos o início do Eixão Norte até a altura das quadras 04 da Asa Norte. Mas nunca tinha feito uma Corrida Sem Compromisso no Eixão Norte todo, um fato inédito mesmo.

Acabei não chamando nenhum amigo para correr por conta do compromisso das eleições, já que cada um escolhe o seu momento melhor para votar e ia ser mesmo difícil encontrar alguém. Assim, resolvi dar minhas passadas sozinho. Mesmo assim, no início da minha corrida ainda encontrei uma amiga da Equipe X, que identifiquei por conta da camisa que ela estava correndo que era da Equipe. Aliás, tenho até que, desde já, pedir desculpas a ela por não saber seu nome, mas foi muito bom encontrá-la e correr junto por este pequeno trecho. Ela estava treinando para as 10 Milhas da Mizuno, prova que também estarei fazendo no dia 24 de outubro.

Bom, o Eixão Norte tem um trajeto bem mais difícil que o do Eixão Sul. Ele é cortado por grandes subidas nos 6k de extensão. Para quem está indo o sentido norte/sul as subidas são maiores e para o contrário é um pouco mais tranquilo. O que torna um bom local para condicionamento.

Encontrei, além da amiga da Equipe X, outros colegas corredores lá, conhecidos e não conhecidos. Acabei fazendo 13k, ida e volta, em 1h15, pacer médio de 5:48 min/km. Corri tranquilo, sem pressa. Os 13 km foram contados no meu GPS e acredito que tenha sido por que fui um pouco além dos limites do Eixão Norte, indo até a entrada do Buraco do Tatu. 


Comecei correndo no final do Eixão Norte, mais perto de onde moro e onde deixei meu carro. O sentido era o mais difícil - norte/sul - onde as subidas são maiores, mas sem problema por que a volta tinha mais descida. 


O tempo estava quente por conta da chuva do dia anterior que brindou a cidade, depois de mais de 120 dias de seca. Quente mais úmido, o que tornava a corrida agradável na maior parte. Só no final é que senti o forte calor e não levei água, um grande erro. Mas consegui correr e, para variar, foi muito bom correr.

Ótimo início de dia para quem nem pensava em correr. Como já falei para todos vocês, correr para mim tornou-se algo essencial, um tipo de vício. E dar minhas passadas, por mais cansando ou com preguiça que esteja, de maneira prazerosa e sem forçar demais, é algo que adoro cada vez mais. Não preciso de uma corrida oficial para me motivar atualmente. Preciso correr, arrumar um local, colocar meus equipamentos (relógio, GPS, fita de batimento cardíaco, Ipod, tênis, short, camiseta, óculos, boné, bloqueador) e me mandar. É bom demais, gente. E quando encontro conhecidos sem querer, como hoje, é muito mais maneiro ainda.

Enfim, para você que ainda não corre, sugiro que comece a brincar disso. É ótimo. E por que a corrida? Por que é fácil praticar já que qualquer local é local e você ainda tem a possibilidade de interagir com outros amigos, são muitos os adeptos hoje em dia e já é o 2º esporte mais popular do país, e com o ambiente escolhido para correr. 

Se vocês já corre, busque sempre desafios novos, de preferência aqueles que não seja apenas superar uma distância ou um tempo, mas sim algo como "quero correr x corridas este ano" para que você não perca a motivação. E corra, procure lugares diferentes, chame amigos, encontre amigos, curta o ambiente, curta conhecer seu corpo, "conversando" com ele na hora das passadas, sinta como realmente é show correr.

O resto é só alegria.

Boas passadas.