sexta-feira, 12 de novembro de 2010

E SEM QUERER CORRI 10 KM . . .

E aí, corredor?!

Hoje era dia de treino da Equipe X. Passei mensagens no Twitter sobre isso e o treino realmente rolou, mas eu mesmo cheguei mais cedo e acabei correndo antes.

Não sei se saudoso dos eventos que aconteceram no início do ano, dos quais o grande destaque foi a Corrida sem Compromisso do Recanto Oliveira, ou se pelo post anterior, em homenagem aos queridos MuXquitos, resolvi usar hoje a camisa da corrida do Recanto, com os dizeres "Correr é bom demais . . . com os amigos melhor ainda".

Aquela corrida, que aconteceu em abril deste ano, foi emblemática pelo envolvimento de toda a nossa equipe, principalmente dos MuXquitos, que nem sabiam que se tornariam MuXquitos depois daquele dia. Isso por que nos juntamos para desenhar o evento, num verdadeiro projeto conjunto, que culminou em um evento que nunca vai sair da memória de nenhum dos corredores que participaram da festa que foi o dia. Corrida em uma trilha de terra, com uma confraternização especial depois comemorando o aniversário de três corredoras da Equipe: Jane, Lineke e Deborah.

Aí, hoje vesti a camisa da corrida (a verde da foto à esquerda) e resolvi sair para dar minhas passadas sozinho mesmo no Parque da Cidade. Comecei onde sempre treinamos, no estacionamento 10, e meu objetivo era correr. Primeiro pensei em fazer a volta de 3,7k, mas acabei passando e daí resolvi ir até o próximo desvio, o que me daria cerca de 6,7k de corrida.

Mas me empolguei e passei também do segundo desvio e segui reto, pensando em ir até outro desvio, que pega a antiga piscina de ondas. Só que quando cheguei lá, o pôr do sol estava tão bonito mais adiante que resolvi verificar, e acabei seguindo em frente e aí não tinha jeito, o que seria uma pequena volta transformou-se numa corrida pelo circuito todo do Parque da Cidade, e para não deixar dúvidas, depois de cruzar o ponto de partida, ainda corri uns 800 metros para completar os 10 km, distância que tantas vezes corri com os amigos MuXquitos.

Pois é. Corri sem querer os 10k. Pensei, inicialmente, em fazer 8k mas a empolgação foi tão grande que acabei indo, levado pelas pernas. E por estar com a camisa que para mim simboliza os MuXquitos, sei que foi isso que também me motivou a, mesmo sozinho, correr a distância total da pista do Parque, curtindo cada centímetro vencido.

Um ótimo treino pessoal, uma distância muito boa e um visual muito bonito, que pega o final da tarde proporcionado por este interessante horário de verão nesta primavera que inunda nossa cidade de cor. E ainda levando pelo saudosismo da MuXquitada maneira, que hoje até voltou a se encontrar, mas numa mesa de bar e não em uma pista de corrida (rss).

Valeu muito à pena.

Boas passadas.


OBS.: Posts relacionados: Feliz e Breve (?) História dos MuXquitos (novembro/2010); Correr é Muito Bom. Com os Amigos Melhor Ainda (abril/2010)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

FELIZ E BREVE(?) HISTÓRIA DOS MUXQUITOS

MuXquitos em ação na corrida do Recanto Oliveira, da família da Muxquita Bel. Na foto os Muxquitos e os amigos da Equipe X no maior evento organizado pela turma. Ano: 2010.


E aí, corredor?!

Nasceram da afinidade por um esporte e pelos mesmos gostos na vida. Se simpatizaram logo e, quando menos perceberam, já estavam extremamente amigos em um grupo de corrida que contava com uma média de 40 atletas treinando por dia, sendo que eles eram apenas 8 corredores.

A primeira corrida organizada foi o aniversário da Elaine, esposa do Cássio. Uma corrida e depois um churrasco regado a muita alegria e brincadeiras. Depois foi a vez do aniversário das amigas Lineke, Jane e Deborah. Fizeram uma festa de aniversário conjunta as três que teve início com uma noite em um bar com música ao vivo e depois, no final de semana seguinte, com a 1ª Corrida dos Amigos no Recanto Oliveira. Ainda não eram denominados MuXquitos mas já estavam com a amizade bem estreitada.

Aí veio a primeira corrida de revezamento, a Viva Bem Caixa Seguros. A galera se reuniu e o nome veio de pronto. MuXquitos, corredores que "voavam" pelos circuitos de corrida de Brasília e do Brasil. Foi uma festa a estréia e a segunda corrida de revezamento não demorou a acontecer, e foi a Maratona de Revezamento do Pão de Açúcar. Lá esta a MuXquitada de novo "engolindo" o asfalto da Esplanada dos Ministérios em Brasília. E ainda teve a ECO30 que contou com a presença de alguns MuXquitos.

Aí vieram mais corridas, estas individuais, sendo que o ápice foi a Maratona Internacional do Rio de Janeiro, de julho, que além da distância de 42 km tinha também outra de 21k e mais uma de 7k. Ou seja, toda os MuXquitos poderiam correr, cada um no seu nível de condicionamento. E a grande maioria foi mesmo nos 21k, realização máxima em provas e grande conquista.

Foi depois deste grande objetivo atingido que os MuXquitos começaram, então, a desanimar. Os treinos já não faziam mais sentido e manter a pegada estava bem difícil. Sentiam-se desestimulados por não terem mais um objetivo definido no esporte e nem conseguiam estabelecer uma nova meta. Outros projetos de vida começaram a vir em primeiro plano: estudar para um concurso, a promoção no emprego, uma pós-graduação, uma lesão. Além disso, as corridas de revezamento tinham acabado.

E hoje os MuXquitos estão cada vez mais sem "voar". Claudicando treinamentos, sem vontade de correr ou se inscrever nas corridas. Jane, a capitã oficial das corridas de revezamento, está atualmente fazendo cursos com o objetivo de se qualificar mais e mais profissionalmente. Ranieri, o grande namorado e braço direito, voltou a praticar o que mais gostava: futebol. Bel começou a se dedicar às provas de concurso e atualmente está lesionada. Giovanna está às voltas com mudança de emprego. Hamilton, o maridão, sofre com pequenas dores no joelho e com o trabalho que toma conta do seu dia. Ivan, depois de se recuperar de uma lesão que o parou por 2 longos meses, agora está também às voltas com seus compromissos profissionais e viajando muito a trabalho. Cássio já não consegue, também pelos compromissos profissionais e de estudo, ter rotina nos treinos. 

Nem vou falar de Deborah, Elaine, Karine, Juliano e tantos outros potenciais MuXquitos mas que nem tiveram tempo de ingressar no grupo de amigos. 

Sobrou, ainda correndo, Jailto, o último a ingressar nos MuXquitos, e Caique, este corredor que vos escreve e que já tem na corrida um vício. Os MuXquitos devem continuar a se reunir, mais para se divertir à noite do que para correr. Os "vôos" acabaram mesmo. Uma pena.

A história dos corredores que se juntaram e formaram o grupo dos MuXquitos nas corridas de rua não terminou não. Mas a saga da Equipe X - MuXquitos acho que sim. A turma não tem mais a vontade de correr ou não tem tempo para isso. Mas foi uma breve, mais intensa existência deste grupo fabuloso de amigos que um dia tiveram juntos na corrida por prazer seu grande objetivo. Uma ótima página escrita nas páginas deste E AÍ CORREDOR. 

Será? Espero que não e que voltemos a correr juntos nas ruas da cidade, MuXquitada!

Boas passadas.


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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

MARATONA DE AMSTERDÃ - SHOW DE EVENTO

E aí, corredor?!

A Maratona de Amsterdã, na Holanda, não está entre as principais do mundo, que são as que formam o circuito World Marathon Majors que dá US$ 1 milhão para quem mais pontua nas provas de Nova York, Berlim, Boston, Chicago e Londres, mas nem por isso ela é pouco desejada pelos corredores do mundo. 

Prova disso é o animador depoimento feito pela amiga Sylvia, corredora da Equipe X e das Onças, que tem larga experiência em corridas de rua e em Maratonas, não só no Brasil como no mundo. Li o seu depoimento e achei tão interessante que pedi a ela se poderia publicá-lo no E AÍ CORREDOR, o que foi prontamente atendido por ela.

É um pouco longo para o Blog, mas vale cada linha e por isso mesmo não tirei nenhuma palavrinha.


Viva la Vida
A Maratona de Amsterdã
(por Sylvia Carvalho)

1.281 pontes; 165 canais; 400 mil bicicletas; 15 mil km de ciclovias; 600 mil bulbos espalhados em campos de tulipas; 2.500 barcos-casas; dezenas de mulheres expostas em vitrines; 250 marcas de cerveja; cafés licenciados que comercializam maconha; moinhos; tamancos; eutanásia; casamento gay; uma menina judia e um diário que comoveu o mundo; onze amigos, dez corredores, cinco maratonistas, um estreante; 42,195 km a percorrer.

Quase todos esses dados podem ser encontrados em guias turísticos ou livros de história. Outros, porém, só existirão na lembrança daqueles que viveram essa aventura e que, assim como eu, jamais esquecerão.

O outono em Amsterdã é sempre chuvoso, mas no céu daquela manhã de 17 de outubro não havia uma nuvem sequer. O sol deu o ar da graça logo cedo, mas não trouxe o calor que lhe é inerente e com o qual estamos tão acostumados. Era uma manhã clara e iluminada, mas gelada.

Chegamos com bastante antecedência ao local da largada e antes que os milhares de atletas tomassem conta do lugar, o que é comum nas grandes maratonas, tratamos de registrar tudo com nossas máquinas fotográficas. Fotos diante do Estádio Olímpico, sede dos jogos de 1928, dos anéis entrelaçados, do telão e do pórtico; fotos nas arquibancadas, na pista interna, no gramado central. Sempre juntos, sempre abraçados. Essa pose, tão característica entre nós corredores, naquele dia tinha um significado especial. Demonstrava a amizade, a união, o companheirismo, o espírito de equipe e a admiração que sentíamos uns pelos outros, guerreiros prestes a encarar uma importante batalha.

Livramo-nos dos casacos e agasalhos, deixamos as mochilas no guarda-volumes e caminhamos em direção à largada. Desejamos sorte e sucesso uns aos outros, zeramos os relógios e nos misturamos à multidão, agora calados e absortos em nossos próprios pensamentos.

Um tiro anunciou o início da prova e a música “Viva la Vida” tomou conta do ambiente. Não poderia haver trilha sonora mais apropriada. Era mesmo hora de homenagear a vida, de festejar, de agradecer, de comemorar, de celebrar. E celebrar a vida é interagir com as forças da natureza e carregar o corpo de energia. A sensação é de felicidade, de encantamento, de êxtase total. Que momento mágico! Agora eu estava pronta e preparada para mais um desafio.

Os espaços foram se abrindo e a multidão começou a dispersar. O som dos alto-falantes foi sumindo conforme me afastava do estádio e só então voltei à realidade. Fiz minhas orações, liguei o meu MP3 e ganhei as ruas de Amsterdã.

O percurso é lindo e a estrutura impecável. Aliás, os meus elogios à organização já vinham desde o dia anterior. É de praxe e já faz parte do calendário das mais badaladas provas o encontro entre os corredores, na véspera, para um trote festivo seguido de café da manhã. Foi assim em Berlim, Nova York e Paris, maratonas das quais já participei. Atletas de todas as partes do mundo se reúnem para uma grande confraternização. Mas em Amsterdã foi diferente.

O Good Morning City Run foi uma agradável surpresa e um evento pra lá de divertido. Grupos de dez corredores acompanhados por dois guias trajando coletes reflexivos saíam a cada cinco minutos para um city tour pelas principais atrações turísticas. O ponto de partida era a Praça dos Museus, em frente ao Rijksmuseum e ao enorme letreiro I AMSTERDAM localizado no gramado central. Percorremos 6,5 km seguindo canais, cruzando pontes, atravessando bairros, transpondo praças. E enquanto corríamos ouvíamos comentários sobre a cidade, sua história, seus monumentos, suas igrejas e seus heróis, que não são poucos: gênios da pintura como Van Gogh, Rembrandt, Mondrian e Vermeer; do esporte, como Joham Cruijff; da filosofia, como Erasmo de Roterdam; da angústia e da falta de esperança, como a menina Anne Frank.

Aquela população havia sofrido com as guerras religiosas entre católicos e protestantes e padecido sob o domínio espanhol. Tinha enfrentado desavenças com a Grã-Bretanha pela supremacia marítima, visto seu território invadido pela França de Napoleão Bonaparte e dominado pela Alemanha nazista de Hitler, que dizimou cerca de 80 mil judeus em campos de concentração. Hoje, no entanto, demonstra uma alegria e hospitalidade sem igual e orgulha-se de suas conquistas, da liberdade de expressão e do respeito aos direitos humanos.

Os holandeses podiam mesmo sentir admiração por sua encantadora capital, uma das mais charmosas do velho continente. E a cada quilômetro que eu percorria naquela manhã fria de outono mais me convencia disso.

Mas eu também tenho orgulho das minhas origens. Participar de uma prova internacional não tem a menor graça se não estiver usando uma camisa do Brasil Além das cores verde, azul e amarelo a minha trazia o meu nome estampado nas costas. Isso facilitou o reconhecimento e o contato com outros brasileiros e me permitiu receber inúmeras palavras de incentivo e apoio dos espectadores. Ouvir alguém gritar o meu nome ou o do meu País gera uma descarga extra de adrenalina que faz estremecer o corpo e acelerar os batimentos cardíacos.

Atravessei a cidade de leste a oeste, correndo boa parte também por sua zona rural, margeando o Rio Amstel. Fazendas bem estruturadas e pastagens verdejantes recheadas de gado sucediam-se umas as outras. Não faltaram na paisagem os moinhos, tão característicos da região. Barcos com bandas de música subiam e desciam o rio animando os atletas. Diversos remadores pintavam as águas com seus caiaques e coletes coloridos. Ciclistas acompanhavam a distância e os moradores deixavam suas casas para assistir de perto e prestigiar os corredores. A criançada aproveitava para se divertir, oferecendo água, toalhas de papel, frutas ou simplesmente esticando o braço para que lhes tocássemos as mãos.

Concluí a prova em 3h53min, meu melhor tempo em maratonas. A música do Coldplay não tocava mais nos alto-falantes do estádio quando cruzei a linha de chegada, mas o momento era novamente de celebrar a vida. Viva la Vida!

E agora posso acrescentar mais alguns dados àqueles que citei inicialmente: um objetivo alcançado; um recorde pessoal; sete maratonas concluídas; uma imensa alegria; infinitos e eternos agradecimentos aos meus companheiros Kennedy, Nadja e Brasil, Graça e Ítalo, Carcílio e Neusa, Nélio, Janes e Sylvio; uma tremenda vontade de voltar aos treinos e planejar a próxima viagem.

Não tem jeito. Sou uma “maraturista” de carteirinha.

Valeu Sylvia.

Boas passadas.

P.S.: Acompanhe o E AÍ CORREDOR também pelo TWITTER (eaicorredor)

sábado, 6 de novembro de 2010

SIGA O E AÍ CORREDOR NO TWITTER

E aí, corredor?!

Pois é, sempre fui meio preguiçoso para aderir ao Twitter, esta rede social que "bomba" aí na internet. Primeiro por que, a primeira vista, o Twitter exige muita dedicação e eu achei que não teria "saco" de ficar lá, postando pequenos textos a todo o momento. 

Mas ontem, conversando com uma amiga que entende bem do assunto internet, ela me aconselhou a aderir ao Twitter. Isso por que o E AÍ CORREDOR tende a ganhar muito em visitas e mais gente vai se interessar pelo nosso esporte. A minha pretensão é que todo mundo adore correr ou pelo menos tente correr através destes textos que escrevo. E, no caso do Blog, tenho recebido respostas deste nível.

Hoje, por exemplo, ao visitar as estatísticas do Blog, coisa que fiz pela primeira vez, vi que o E AÍ CORREDOR até que tem bastante gente interessada. Nada gigante quando se pensa na internet e seu tremendo alcance. O meu Blog é um Liliputiano nesta terra de Gulivers que é a internet. Mas já tivemos posts com 41 visitações em um dia e só a postagem de ontem teve 13 visitações em um dia. Pouco? Para mim, muito legal saber que tem gente interessada, conhecendo e curtindo o E AÍ CORREDOR.

Afinal, assim como correr para mim é sinônimo de prazer, escrever também. Assim, estou aliando dois prazeres, o que é muito bom. 

É claro, ficaria feliz de saber que mais e mais gente está lendo, mas não é a minha prioridade. A prioridade é quem alguém leia e se interesse, além de poder ser uma ferramenta para subsidiar os corredores por este Brasil e mundo afora (ambicioso, mas assim é que temos que pensar na internet, certo?!).

Por isso o Twitter. O E AÍ CORREDOR está lá, a partir de hoje. O endereço para visitar e seguir é o mesmo, "eaicorredor", tudo juntinho mesmo por que tem que ser rapidinho (rss). E o que pretendo com ele? Colocar minhas impressões sobre as corridas que faço que vão nele aparecer com mais tempestividade do que os posts, já tempestivos, do Blog. É que elas vão aparecer assim que acabar uma prova ou minha corrida.

E vamos lá ver no que vai dar. O Blog, é claro, vai continuar orientando e incentivando o nosso esporte. O Twitter vai ser o seu auxiliar.

Nos acompanhe então! "eaicorredor" (sem as aspas), nosso endereço no Twitter.

Boas passadas.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

CORRIDAS E TURISMO

E aí, corredor?!

Correr pelo mundo afora e aproveitar para conhecer outros lugares e culturas. Quer melhor convite para nós, corredores. A experiência de poder sair de seu habitat natural de corredor, ou seja, a cidade em que você mora para correr em outra, ou, indo mais longe, outro país, é gratificante e muito interessante neste dilema que a maioria de nós enfrenta de "manter a pegada".

Para se ter uma idéia, somente na Meia Maratona Internacional de Buenos Aires, na Argentina, uma das provas internacionais mais acessíveis para nós brasileiros, das 10 mil pessoas inscritas 1,2 mil eram brasileiras. No Rio de Janeiro, a Meia Maratona de agosto reuniu 20 mil pessoas, um número que a cada ano cresce mais e uma boa parte deste número provem de outros estados e países. Na Maratona de Chicago, uma das top five do mundo, dos 40 mil inscritos, metade, ou seja 20 mil pessoas eram de outras cidades.

E este universo já foi descoberto pelas cidades e países do mundo. Afinal, já somos adeptos do segundo esporte mais popular do Brasil, com 4,5 milhões de praticantes. E uma única prova de rua movimenta entre R$ 1,44 milhão e R$ 6 milhões, sendo que 70% desta arrecadação ficam na cidade sede e costumam ser provenientes de gastos com hospedagens, alimentação, transporte, lazer e compras.
(Fonte: Corpore)

Eu já participei de 4 provas fora de Brasília, cidade onde moro. Corri duas vezes a Volta da Pampulha e a Meia Internacional do Rio e ainda fiz minha primeira Maratona também no Rio de Janeiro este ano. Para 2010 ainda tenho já na agenda a minha terceira Volta da Pampulha, em dezembro. E junto comigo vai uma galera da Equipe X e de outras equipes de Brasília.

Na cidade, proliferam as assessorias de corrida de rua. Só no mesmo dia em que treinamos temos 4 próximas a nós. E nas provas daqui, a quantidade de barracas que vemos só aumenta. Quase toda a academia da cidade tem uma grupo de corrida, faturando alto com o esporte. E entre suas atividades está o planejamento de corridas fora de Brasília.

Para mim, que costumo dar minhas passadas na capital federal, cidade considerada um dos maiores pólos de corridas do país, participar nestas cidades foi uma experiência única por que:

  • Pude correr em um local diferente e com condições de prova mais amenas dos que enfrento em Brasília.
  • As provas aqui têm no máximo 6 mil pessoas e nas que fui sempre fiz a prova com mais de 10 mil amigos corredores, o que é interessante por que sempre corremos com alguém do lado, e muita gente mesmo.
  • A acolhida da população local nas cidades que fui é muito maior que em Brasília. Eles saem, mesmo com chuva, para nos incentivar na prova. 
As provas preferidas por nós são fora da cidade, pelo que pude constatar, são:
  • Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro - acontece no 2º semestre. Este ano foi em agosto mas ano passado, em setembro.
  • Maratona Internacional do Rio de Janeiro - acontece também no 2º semestre, geralmente no mês de julho.
  • Volta da Pampulha em Belo Horizonte - sempre no primeiro final de semana de dezembro.
  • São Silvestre em São Paulo - sempre na virada do ano, dia 31 de dezembro.
  • Maratona Internacional de São Paulo.
  • Volta da Ilha em Florianópolis - no primeiro semestre, geralmente em abril.
  • Maratona de Porto Alegre.

Ou seja, recomendo colocar na agenda, depois de um tempo treinando e correndo, uma prova fora da sua cidade. É extremamente estimulante. Pode acreditar.

Boas passadas.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

DESAFIO X - FAZENDA TABOQUINHA PEDRAS E ÁGUAS

E aí, corredor?!

Uma das coisas boas de participar de uma equipe de corrida é a possibilidade de, em dias que não têm treinos ou corridas, poder confraternizar com os amigos corredores da maneira que a gente mais gosta, ou seja, correndo. E o melhor é que também temos a oportunidade de conhecer outros corredores e motivá-los a entrar de vez nesse prazeroso esporte.

E nosso amigo e professor Nirley resolveu, neste feriado de finados, dia 02 de novembro, fazer um encontro destes. E no já tradicional espaço que utilizamos para "fugir" da mesmice dos circuitos comuns da cidade, na Fazenda Taboquinha, cujo proprietário e o nosso amigo e também corredor Nilson.

Mas desta vez Nirley inovou. Ao invés do longões, de onde saíamos antes da Ponte JK até a fazenda num circuito com distância de 21 km, ele resolveu fazer-nos correr em uma deliciosa e complicada trilha dentro da mata. O desenho está aí na imagem para quem quiser repetir.

Foram mais de 60 amigos da Equipe X que aproveitaram a fria manhã de Finados, dia que tradicionalmente chove em Brasília, para correr neste inusitado local. O Desafio, denominado Fazenda Taboquinha Pedras e Águas, podia ser feito em duas distâncias, 4 km de caminhada para os iniciantes que poderiam correr se quisessem e tinham o acompanhamento do Eduardo, professor que também nos auxilia nos dias de treino, e 8 km, já destinado aos intermediários e avançados da Equipe, que já têm uma certa experiência em corridas e condicionamento físico adequado.

Fiz o circuito de 8 km, feito totalmente em estrada de terra e na mata da fazenda. Começamos correndo no gramado e descendo para a margem do rio que corta a fazenda. Passamos por uma pinguela e seguimos para a tradicional estrada de terra, cheia de cascalho e, portanto, bem escorregadia. Neste trecho, o primeiro desafio: duas grandes subidas seguidas, sendo que em uma das quais é impossível correr por conta da grande elevação e dos cascalhos (foto).

Depois, descida até o rio novamente, onde corremos margeando o mesmo e, em muitos trechos, entrando de tênis e tudo dentro dele. Um trecho bem complicado, que é mais difícil que a subida, por que além de termos que entrar na água, encharcando nossos tênis e em alguns pontos com ela até a cintura, tínhamos que passar por locais onde o pé atolava na lama e em outros passando por pedras pontudas e escorregadias.

Uma excelente experiência. Todo mundo gostou muito. Apesar da trilha bem demarcada pelo Nirley, eu e alguns amigos acabamos fazendo uma caminho diferente que deve ter reduzido a distância em uns 800m a 1k. Mas nada que deixasse a gente frustrado por que pela parte mais complicada a gente passou e venceu.

Demais. Quem foi aproveitou. E depois, barraca com frutas e salgados e um almoço delicioso servido pela Fazenda Taboquinha. Maravilha! Foi um dia de Finados completamente diferente. 

Ah! E a chuva, que ameaçou cair durante nossa corrida, só desabou depois, na hora da nossa saída.

Valeu!

Boas passadas.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

MAIS UMA EXCELENTE CORRIDA SEM COMPROMISSO

E aí, corredor?!

O 2º turno das eleições aconteceu no dia 30 de outubro, mais precisamente ontem, domingo e, como no 1º turno, me programei para correr mais uma Corrida sem Compromisso, sozinho mesmo, e com duas motivações: estrear nas pistas o meu novo companheiro, o tênis da Nike Lunarglide+2 e o dispositivo que integra o meu sistema de MP3 com minhas passadas, o Nike + Ipod.

Acordei cedo e vi que o céu não estava nada convidativo para uma corrida. Nublado e com nuvens bastante carregadas faziam o cenário da manhã. Fiquei com receio de colocar meu MP3, mas, como estava determinado, resolvi que deveria correr. O dia, na verdade, estava era ideal para correr por que não estava muito quente e a temperatura estava bem agradável, o problema seria começar correndo no temporal que se anunciava. Se pelo menos ele me pegasse no meio da corrida.

Bom, o circuito escolhido foi novamente o Eixo Rodoviário Norte, mas desta vez resolvi correr uma distância menor, pouco mais de 10 km, por que tinha um compromisso familiar além da votação. Comecei na altura das quadras 113/313/213/413 norte. 

Para correr, além do MP3, toda a parafernália necessária para registrar minha corrida: relógio com GPS e frequencímetro para verificação dos batimentos cardíacos, distância exata, pace, etc. 

Tudo funcionando, comecei a subida sentido início da Asa Norte. Minha meta era correr até a entrada do Buraco do Tatu, viaduto que divide os Eixos norte e sul, e de lá voltar para o ponto de largada. E logo no início uma chuva fina começou a cair e foi minha fiel companheira durante todo o trajeto, o que me ajudou muito por que em nenhum momento senti calor demais.

No final, corri 11,2 km em 51,12 min com pace médio de 4,34 min/km. Terminei os 10k no meu recorde pessoal em provas oficiais, em 45 min e, depois, resolvi correr mais 1k para relaxar, dando um trotinho bem leve. 

Foi uma Corrida sem Compromisso excelente. A primeira impressão do tênis, que eu comprei por estar sendo bem recomendado por revistas especializadas e pela referência dada por uma amiga corredora, a Thaís, que gostou tanto que já comprou até outro. O tênis mostrou ser macio, com um amortecimento que a gente sente em todo o solado, mesmo não parecendo que ele existe à primeira vista. Outro detalhe positivo é a sua leveza e ele é bem bonito também. 

O equipamento da Nike é interessante. Calibrei os dados utilizando como base o tempo de 60 minutos de corrida. A cada 5 minutos uma voz, feminina, me avisava quanto tempo já tinha corrido e, a partir dos 30 minutos, metade do tempo portanto, passou a avisar o quando faltava para terminar o total definido. O único detalhe é que não consegui configurar para o meu idioma, português. Mas achei interessante aquela bonita voz feminina me orientando de tempos em tempos.

Enfim, ótimo dia para correr, uma excelente corrida e depois só alegria no resto do domingão.

Boas passadas.

P.S.: A foto que ilustra o post foi tirada pelo Bruno Atleta, amigo que em todas as corridas está tirando fotos da galera corredora,  na 10 Milhas da Mizuno e foi encontrada e me dada por uma amiga corredora, Sueli. Valeu aos dois! Afinal, achei que a foto ficou bem legal e eu detesto fotos minhas (rss).