terça-feira, 30 de novembro de 2010

VOLTA DA PAMPULHA - AGORA É 2010

E aí, corredor?!

Mais um ano vai acabando e eu, novamente, vou terminando minha temporada 2010 de corridas já começando o último mês com uma prova de grande estilo e tradição, a Volta da Pampulha de Belo Horizonte/MG.

Será o 3º ano consecutivo que correrei os 18k da Pampulha, uma corrida charmosa, interessante e empolgante. Charmosa por poder correr em um dos cartões postais da capital mineira, interessante pelo percurso, basicamente plano, e empolgante por que além dos muitos corredores que sempre correm ao nosso lado, tem uma torcida sempre presente, faça sol ou chuva.

Falando nisso, este ano espero pegar um tempo mais firme que ano passado, quando largamos embaixo de um temporal que encharcou a gente e o percurso e não facilitou para nós corrermos. Saímos com o corpo frio e tendo que desviar de muitas poças para não ficar o tênis pesado logo no começo da prova. Dificultou um pouco o desenvolvimento na prova, mas nada de atrapalhar.

Em 2008, ano que estreei na Pampulha e em provas de mais de 10 km, fiz a prova em 1h33. Em 2009, quando o temporal dificultou nossa performance, baixei o tempo para 1h30. Nada surpreendente, mas foi uma quebra de tempo natural, sem muito estresse para correr. Aliás, a Pampulha é uma das poucas provas longas em que consigo correr quase todo o percurso com prazer, sem grandes sacrifícios.

Este ano mais uma vez estarei indo com vários amigos da Equipe X. Não tantos como o ano passado, quando lotamos 2 ônibus de corredores. Mas vários guerreiros valentes que vão defender as cores da Equipe em BH.

Bom, para quem vai, deixo aqui os linques para outros posts, do ano passado, em que trazia dicas para a Volta da Pampulha. E, claro, minha prova, tanto em 2008 quanto em 2009. Acho que dá para dar uma idéia de como é interessante correr esta prova tão mágica. É só clicar no título para acessar:


Boas passadas.

domingo, 28 de novembro de 2010

CIRCUITO DE CORRIDAS DA CAIXA 2010 - ETAPA DE BRASÍLIA

E aí, corredor?!

Mais uma corrida oficial, mais uma Corrida da Caixa e seu circuito que aconteceu desta vez no palco oficial de corridas de rua em Brasília, a Esplanada dos Ministérios. Um circuito difícil onde nós, corredores de 10k ou de 5k, somos "brindados" com metade da prova em subida (ufa!).

A Etapa de Brasília do Circuito de Corridas da Caixa fecha todo o, digamos, campeonato que escolhe os 10 melhores corredores para receberem uma ajuda da empresa durante o ano de 2011. São provas de 5 e 10 km que passa por diversas cidades do país - Ribeirão Preto/SP, Campo Grande/MS, Goiânia/GO, Belo Horizonte/MG, Porto Alegre/RS, São Paulo/SP, Fortaleza/CE, Curitiba/PR, Uberlândia/MG e Brasília/DF. É maior circuito de corridas do Brasil e o que visita mais cidades e estados do país. 

Em Brasília é feito tradicionalmente o encerramento do Circuito. A prova, que ano passado aconteceu no Eixo Rodoviário Sul, o Eixão Sul, este ano mudou para a Esplanada, utilizando, basicamente, o mesmo trajeto das provas Fila Night Run e Circuito da Estações, ou seja, desce até o Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente do país, e volta numa grande subida até o final.

No caso da prova da Caixa, a largada foi dada próxima ao Palácio do Itamarati e Congresso Nacional. De lá, seguimos até o então Jaburu, passando antes pela Praça dos 3 Poderes onde temos o Palácio da STF, Palácio do Planalto, Panteão da Independência, pontos turísticos da capital. No Jaburu, voltamos, correndo em uma subida de 5 km até a altura do Museu Nacional. Passamos aí por todos os Ministérios e pela Catedral, entre outros monumentos da cidade. Aí, terminamos a prova em uma descida até a chegada, diferentemente das outras provas que lá ocorrem.

Comecei minha prova muito atrás no pelotão, só para variar. Tive então que correr desviando dos mais lentos. Fui junto com o Dr. Maurício e com o garoto Zé, duas feras da Equipe X. Corremos juntos até mais ou menos o 7 km, quando Maurício começou a abrir. Depois da subida do Congresso Nacional foi a vez de eu falar para o Zé "rasgar". Estava meio cansado da noite anterior, sentindo o calor. Não me controlei e tomei um vinho, o que deve ter me prejudicado. Mas consegui terminar a prova em 51min.

Encontrei mais uma vez a Alessandra, seguidora do E AÍ CORREDOR, e desta vez nos conhecemos mesmo, já que ela veio conversar comigo na largada. Muito legal encontrar gente que conhecemos assim, escrevendo e curtindo o mesmo esporte. Muito bom conhecer gente assim, através deste delicioso hobby que é correr.

Depois, ficamos lá no estande da Caixa, aguardando a premiação. A Equipe X, na categoria Economiários, levou todos os pódios praticamente, tanto no feminino como no masculino. Uma gostosa sensação de orgulho por ver os amigos lá, subindo e representado a Equipe.

Agora, a próxima prova oficial, e provavelmente a última do ano, será a Volta da Pampulha, já na semana que vem, domingo, dia 05 de dezembro. Minha terceira volta seguida. Só espero que este ano não seja de tanta chuva como no ano passado. 

Boas passadas.

( E NÃO ESQUEÇA DE ACOMPANHAR O E AÍ CORREDOR NO TWITTER)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

TESTE DA PISADA NA RUNNING SHOP NESTE SÁBADO - 27/11

E aí, corredor?!

Para quem vai ficar em Brasília neste final de semana, ótima oportunidade para fazer um teste de pisada, que identifica o seu tipo certo e exato de pisada. E vai acontecer neste sábado, dia 27 de novembro, na Running Shop. Uma ótima oportunidade para conhecer a loja e seus produtos e perceber o atendimento especializado que a galera da loja dispensa aos clientes.

Merece divulgação. É a única loja especializada em artigos para corredor da cidade. Aproveite!


Boas passadas.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

CAIXA ENCERRA SEU CIRCUITO DE CORRIDAS DE RUA EM BRASÍLIA NESTE FINAL DE SEMANA

E aí, corredor?!

A Caixa Econômica Federal é a patrocinadora oficial do atletismo Brasileiro. Além da Confederação, ainda patrocina diversos atletas brasileiros como por exemplo Maurren Maggi, inclusive quando da conquista do ouro olímpico no salto em distância da Olimpíadas de Pequim, na China.

Como patrocinadora oficial do atletismo, a Caixa criou o seu Circuito de Corridas de Rua, que congrega atletas profissionais com amadores, passando por diversas cidades do Brasil. 

Para os atletas profissionais o incentivo na participação está no fato de que, a cada corrida, ele tem uma pontuação dependendo de sua colocação na prova e os 10 primeiros colocados ganham o apoio da Caixa durante a temporada seguinte. Para os atletas amadores o incentivo é de correr uma prova oficial ao lado de grandes atletas do país por um preço de inscrição bem em conta em relação aos atualmente cobrados em provas com estrutura semelhante ao oferecido nas provas do Circuito Caixa.

Pois bem, o Circuito está terminando este final de semana, dia 28 de novembro, em Brasília, na Esplanada dos Ministérios, palco de 8 entre 10 corridas que acontecem na capital federal. A prova terá, com sempre, duas distâncias, 10 km e 5 km, para atrair todos os níveis de corredores.

Eu vou. E te encontro lá.

Boas passadas.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

POR QUE CORRER ?

E aí, corredor?!

Frequentemente sou perguntado por amigos meus o que me leva a praticar a corrida de rua. Como escolhi um esporte que parece ser tão entendiante e que em nada sugere ser um desafio como outros esportes.

A corrida de rua é um esporte extremamente democrático, em todos os níveis: classe econômica, sexo, idade, cor de pele, tipo físico. Enfim, no que você pensar em classificar uma pessoa pode ter certeza: tem um corredor que preenche tais características. 

Em uma prova que fiz, no começo de minha história como corredor de rua amador, fui de repente ultrapassado por uma senhora que aparentava ter mais de 50 anos de idade, meio gordinha, que corria de maneira cadenciada e me passou na segunda metade da prova sem me deixar chances de alcançá-la. Em outra foi um senhor de mais de 60 anos. Em outra foi um baixinho que tinha uma passada tão larga que parecia do mesmo tamanho que a minha, um cara de 1,88m. 

E falando das mulheres, elas têm invadido o mundo das corridas de rua. Mais e mais corredoras são vistas desafiando as distâncias, seja em uma prova de 5k, 10k ou até mais. Corri algumas meias maratonas e lá estavam elas embelezando a largada. Na minha única maratona tinham várias representantes do sexo feminino. E muitas chegaram bem antes de mim ao final da prova. Tenho uma amiga corredora que já encarou, por mais de uma vez, a Conrades, a ultramaratona da África do Sul de 89 km.

E o que falar dos deficientes físicos. Cadeirantes ou pessoas com problemas motores são facilmente encontrados nas provas que participamos. Até um cego já vi correndo em uma prova, com sua bengala. Lembro-me bem de um rapaz que, na minha estréia no mundo das corridas, estava enfrentado os 10k da corrida de Duque de Caxias. Ele, acredito, deve ter nascido com paralisia, pois braços e pernas quase não se mexiam durante sua corrida. Mas o "quase" é o que ele precisava para poder correr. E não é que ele estava este ano completando os 21k da Meia Maratona Internacional do RJ. Isso, evidentemente, emociona qualquer um.

A corrida também pode ser praticada por pessoas de todas as classes econômicas. E talvez, para muitos, seja a forma mais interessante de construir um futuro. Exemplos não faltam entre corredores profissionais. E nas provas eles estão lá, abdicados, correndo sempre entre os primeiros colocados.

Mas não é só por isso que adoro as corridas de rua. A facilidade da prática, com a possibilidade de podemos correr quando e onde quisermos ajuda muito. É colocar um bom tênis e começar a correr.

São vários os depoimentos de amigos corredores que só na hora que começam a correr que "encontram-se". O estresse acumulado do dia a dia e "descarregado" durante um longão ou mesmo uma pequena corrida. E ali a gente consegue perceber e "conversar" com o nosso corpo, ouvindo nossa respiração, sentindo o ritmo de nossas passadas e o impacto da pisada no chão, ouvindo o coração bater compassado. Curtindo a paisagem que se vislumbra a nossa frente. Coisas que só que corre pode entender.

E por conta de uma corrida a gente acaba arrumando tempo para a gente. Nosso grupo resolve correr uma corrida fora da cidade e lá vamos nós todos, motivados uns pelos outros, dando um tempo da cidade e de nossa rotina nela. 

Enfrentamos madrugadas frias para disputar uma prova ou apenas para poder, em um certo ponto, ver o sol nascer. Encaramos uma chuva, fina ou forte, apenas para curtir o visual diferente. E vamos em frente, mesmo em dia de happy hour, treinando para aquela prova que é a nossa meta no ano. Não que deixemos de lado nossa vida social, mas conseguimos e aprendemos a administrar o nosso tempo, fazendo ele andar a nosso favor.

E ainda aprendemos a cuidar do nosso corpo. A máquina perfeita precisa de acertos ou de prevenções. Se aparece uma dor indesejada e constante, lá vamos nós ao ortopedista para uma consulta. E todo o ano pelo menos encaramos as máquinas para os check-ups. Tudo para não pararmos no meio de uma prova ou termos que dar um tempo no nosso esporte.

São tantos os motivos que me mantêm correndo que seria um blog gigante para enumerá-los todos. O prazer de correr é fantástico e o êxtase em cada prova, em cada treino é sensacional. 

Existem aqueles que desistem, "caem" pelo caminho. Mas todos ficam muito tristes. Seja por terem feito isso por conta de outras prioridades de vida ou por causa de uma indesejada lesão. Ninguém fica satisfeito ao ter que parar de correr.

Enfim, correr, depois que você conhece de verdade o que é realmente, vira uma necessidade, tão importante quanto andar ou respirar.

Boas passadas.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

NOVO RECORDE MUNDIAL PARA OS 10 KM

E aí, corredor?!

Um queniano (sempre eles) foi o primeiro homem a superar a barreira dos 27min nos 10 km. Leonard Patrick Komon, de 22 anos, correu a distância em 26min44s em Utrecht, na Holanda, no dia 26 de setembro.

Tudo bem que o queniano é um profissional das pistas, vive da corrida, vem de um país com tradição em corridas de longa distância e só faz isso na vida: correr. Mas a marca é impressionante. 

Vou comparar aos meus tempos. Me considero um atleta amador muito esforçado, na média de muitos corredores espalhados por este mundão de meu Deus que fazer deste esporte um hobby dos mais saudáveis. Meu recorde pessoal nos 10 km foi cravado este ano, na edição noturna do Circuito Capital Runners, realizada em Brasília em julho. Fiz em 45min redondos. Nada demais se comparado a outros corredores da minha própria Equipe de treino, mas também uma marca almejado por outros tantos.

Minha média nos 5km era, até o início deste ano, de 25min. Hoje já faço a distância em 23min sem tantos sacrifícios. Enfim, sou um corredor normal, padrão daqueles que têm disciplina e gostam do esporte. E olha que nem me preocupo tanto assim com esta questão de tempo nas corridas.

Mas se comparar a minha marca à marca do queniano, o cara quase faz 10 km no mesmo tempo que eu faço os 5 km. São 18 minutos a menos, quase uma corrida de 5 km no meu tempo e com certeza no tempo dos profissionais. É longe demais dos meus horizontes. Komon é realmente uma fera.

Tá. Sou um amador e é impossível fazer este comparativo. Mas o recorde anterior conquistado este ano também na Holanda era do também queniano (sempre eles) Micah Kogo com 27min01s, uma marca sensacional, mas 17min a mais do que a do seu compatriota.

Para mim, incrível. E é por isso que eu corro por prazer (rss).

Em tempo: não sei se por conta da incrível marca, mas Komon tem até página na Wikipédia.

Boas passadas e, se for amador, não tente fazer isso em casa (rss).

P.S.: Acompanhe o E AÍ CORREDOR no Twitter.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

QUANDO PARA CORRER PRECISAMOS MAIS DO QUE UM TÊNIS

E aí, corredor?!

Quando comecei a correr tinha em mente que a única coisa que precisava era um par de tênis. E nem sabia que existiam tantos detalhes para a escolha certa do fiel companheiro. Tipo de pisada, tipo de material, amortecimento, material do cabedal, marca mais adequada, etc. E foi assim que comecei com um pisante nem um pouco adequado para minhas passadas, o que quase me ocasionou uma lesão.

Depois que percebi que tinha feito a escolha errada, tratei logo de adquirir outro par, próprio para correr. Mas ainda não sabia se a minha pisada era supina, neutra ou pronada. Assim, no escuro mesmo, adquiri meu Mizuno Creation 8 (pisada neutra supinada), meu primeiro companheiro, que me ajudou a desbravar alguns bons quilômetros por Brasília, em treinos individuais ou corridas oficiais. 

Passei por diversos modelos depois dele, contagiado já pelo mundo das corridas e por saber a necessidade de ter um calçado bom para evitar lesões e poder correr por muito tempo sem elas. Tive um Nimbus 10 da Asics (pisada neutra supinada), um Mizuno Creation 10 (pisada neutra supinada), um ADZERO da Adidas (pisada neutra) até que finalmente comprei a tênis realmente adequado para minha pisada, que descobri depois da primeira corrida 10 Milhas da Mizuno, onde quem faz a inscrição tem direito a um teste criterioso para descobrir este detalhe. Comprei então um Saucony Grid Sinister.

Quando comecei a treinar mais seriamente, senti a necessidade de ter também um relógio com monitoramento cardíaco. Descobri que uma das melhores marcas era os da Polar e adquiri um modelo, o F65, simples mas que naquele momento me atendeu. Hoje, já estou com outro modelo da Polar, o RS 300, que adquiri para poder apurar a quilometragem e o pace em que corro.

Junto com o tênis, ainda adquiri um MP3 player. Apesar de não ser recomendado por vários treinadores, prefiro correr ouvindo música, o que me ajuda no ritmo das passadas e na concentração. 

Óculos de sol também fazem parte do meu kit básico de corredor, além de bonés com materiais próprios para corrida, que também são utilizados nos calções e camisas que utilizo. Até meias próprias adquiri com o passar do tempo. Tudo que no começo nem conhecia e com o tempo foi virando uma necessidade.

Hoje, para correr, separo, além dos itens básicos - calção, camiseta, boné, tênis - minha cinta para o monitoramento cardíaco, junto com o relógio e o dispositivo de GPS para medir detalhes mais apurados nos meus treinos e corridas, e o MP3 Player. Uma grande parafernália que se tornou fundamental e meus companheiros de corrida.

Isso, pelo que vejo, acontece com todos nós, corredores, que entramos neste fabuloso mundo de corridas.  Quando queremos ter a melhor performance, e aí classifico como melhor aquela em que conseguimos atingir e planejar nossas metas no esporte, precisamos destes acessórios para nos ajudar. Por isso, nada anormal ver um corredor tão cheio de "bugigangas" quando corre, todas fundamentais para a sua prática.

Hoje, realmente, para correr é necessário muito mais que apenas um par de tênis.

Boas passadas.