segunda-feira, 22 de agosto de 2016

RIO2016. O BRASIL ENTRA PARA A HISTÓRIA

E aí, Corredor?!

Fim do Jogos Olímpicos Rio2016. Fica agora um vácuo e a saudade já bate forte dos dias de esporte, de competição, de torcer pelo Brasil, mesmo em esportes que não tínhamos nenhuma chance. E se orgulhar de cada momento da Olimpíada. Arenas modernas, elogios da imprensa do mundo. Conseguimos organizar, desde a abertura até o encerramento, um espetáculo incrível. Conseguimos deixar os mais de 10 mil atletas e seus comitês apaixonados pelo Brasil.

A 31º edição dos Jogos Olímpicos no Rio ainda ficarão marcados como a última competição pudemos assistir astros como Michael Phleps, o homem peixe, supercampeão das oliempíadas, 28 medalhas conquistadas, e de Usain Bolt, o raio, tricampeão olímpico dos 100m, 200m e 4x100m. Os dois anunciaram que não competiriam mais nos Jogos Olímpicos, só para citar dois exemplos.

Na competição, também fomos felizes. Apesar das expectativas do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) serem maiores - a meta eram 23 medalhas no total e o 10ª lugar - nossos atletas se superaram, conquistando um recorde de medalhas de ouro em uma edição dos Jogos, 7, e o maior número de medalhas, 19 no total.

Tivemos decepções: no atletismo, Fabiana Murer mais uma vez falhou, sequer se classificando para a final do salto com vara - a atleta teve uma lesão, uma hérnia de disco, antes do início dos Jogos. O vôlei feminino de quadra não passou das oitavas, caindo diante da China. As meninas da praia, apesar de garantirem uma prata, podiam mais. 

Mas aí tivemos conquistas surpreendentes: nossa primeira medalha veio do tiro, com oFelipe Wu. Rafaela Silva fez história e ganhou o primeiro ouro feminino no Judô. E o que falar de Isaquias Queiroz, brasileiro com maior número de medalhas conquistadas em uma mesma edição de Jogos em um esporte que não tínhamos tradição nenhuma, a canoagem. E teve Thiago Braz, que honrou o atletismo levando um ouro inédito e inesperado no salto com vara masculino.

E tivemos mais: finalmente ouro no futebol feminino, mais um título dos homens do vôlei, primeiro ouro também no boxe, o taekwondo com o bronze de Maicon, e a nossa ginástica artística, esporte de primeiro mundo onde o Brasil conquista suas medalhas, 3 no total. Foi uma olimpíada histórica para o Brasil, não só pela organização como pelas conquistas dos atletas brasileiros.

Poderíamos ter feito mais? Acho que sim. Nunca foi investido tanto para os jogos. Levantamento feito pelo portal UOL calcula que foram gastos pelo menos R$ 3,19 bilhões na preparação para o Rio2016, cerca de 50% a mais que Londres em 2012. Daí a conquista poderia ter sido maior, Foram apenas duas a mais do que em Londres, quando conquistamos 17 no total. Mas tivemos evolução. Participamos de 50 finais contra 36 em Londres e, como já mencionado, tivemos 7 ouros, recorde nos Jogos.

E o atletismo? Bom, conseguimos um ouro, com Thiago Braz no salto com vara, e participamos de outras 10 finais. Caio Bonfim fez história na marcha atlética - 4ª lugar nos 20 km e 9ª nos 50 km, 9 atletas fizeram nos jogos suas melhores marcas na temporada. Thiago (de novo ele), na conquista do ouro, ainda bateu o recorde olímpico/sul americano/brasileiro do salto com vara. 

O debate agora é sobre o futuro do esporte olímpico brasileiro  Será que os investimentos continuarão? Conseguiremos formar gerações vencedoras por mais tempo? Teremos novas conquistas em outras modalidades esportivas que não as tradicionais? Qual será o legado do Rio2016? O que vem agora? 

É necessário manter o apoio, conservar as arenas esportivas, manter os centros de treinamento e criar outros mais. É necessário ter uma gestão maior, um planejamento de futuro, que torne perene nossas conquistas e não surpreendentes. É necessário pensar longe, no horizonte. O esporte, junto com a educação, se bem utilizado, pode mudar a cara desse Brasil. Exemplo: Rafaela Silva, da Cidade de Deus para o mundo, que enfrentou preconceito, receios, probreza, violência e s tornou uma heroína do país.

Que venham mais Jogos Olímpicos, mais medalhas e realizações para o Brasil. Que venha a mudança de nossas lideranças na forma de pensar no planejamento e no Brasil, parando de olhar para o umbigo, pensando só no hoje e agora para pensar no todo, no coletivo, no geral, no Brasil.

Boas passadas.

Um comentário:

FÁBIO Wehmuth disse...

Belo resumo dos jogos! E espero que o último parágrafo do seu post um dia se torne realidade!

Bons treinos!