domingo, 14 de abril de 2013

GOLDEN FOUR ASICS RIO - MINHA MEIA MARATONA MAIS LONGA

Eu e Aline na largada da Golden Four, fotografados pelo Orion

E aí, Corredor?!

Pois é. Foi. O meu pior tempo em uma meia maratona até hoje. Pela primeira vez faço a distância em 2h, algo que não aconteceu nem na complicada Farol a Farol de Salvador/BA. Justificativas existem muitas, mas o principal é que terminei bem, o que foi o mais gratificante no final.

Como estava de férias, fiquei sem treinar uns 10 dias antes da prova, sem correr nada, o que mostrou que sem treino não dá mesmo para querer fazer bonito. Ainda tinha o calor e acabei não escolhendo o tênis ideal, correndo com um Asics que ficou pesado por conta da água que joguei no corpo para me refrescar.

Mas fiquei feliz mesmo assim. Completei a prova bem e fiz ela tranquilo. Procurei cadenciar o ritmo de corrida, já pesando na maratona, em julho. E assim fiz, quase como um reloginho, cada quilômetro em 5:40 min.

No final, depois de terminada a prova, eu, Aline e Orion resolvemos voltar para Copacabana, onde estávamos, correndo. Para isso, tínhamos que correr pela Avenida Niemayer, sem proteção e na base da aventura, até chegara ao Leblon, onde a pista e fechada para lazer aos domingos. E fomos, num ritmo tranquilão já que eram 2k de subida intensa e 2k de descida. Um experiência muito louca mas muito legal mesmo.

Mais de 6 mil corredores encararam a Golden Four carioca
Golden Four - A Golden Four usou a orla carioca, tendo inicio no Recreio, já bem próximo a Reserva. O destino final da prova era o Arpoador, próximo ao Golf Club. Para chegar lá, além de passarmos pelo infindável retão da Reserva, cruzamos toda a praia da Barra, subimos o elevado do Joá, cruzando o túnel de baixo para, então, terminar no Arpoador. No total, 21,2 km de prova, um pouco maior que os  oficiais 21,09k da distância.

Basicamente o percurso é plano, mas na Reserva temos uma subidinha quase imperceptível, mas constante. A outra subida é a do elevado e na chegada, no Arpoador, depois de descer o Joá, plano bom para o sprint.

O visual, é claro, é paradisīaco. A orla do Rio é simplesmente fantástica e olhar para a praia e o mar em alguns momentos chega a relaxar da constância das pisadas. O dia amanheceu nublado, mas o calor veio, só que na forma de um mormaço, com uma umidade que cansava e pesava um pouco. Não tanto quanto na Meia Farol a Farol, de Salvador/BA, já que no Rio temos uma brisa fresca vinda do mar, mas pesou.


No túnel do Joá, completando 18 km de prova
Minha corrida - Tinha um objetivo, fazer a prova em um ritmo constante, de 5:40min/km, que é o que estou querendo para a Maratona do Rio de julho. Como não estava no meu melhor condicionamento, não só por causa da falta de treino mas principalmente pelos pequenos excessos na alimentação, a Golden Four seria um teste e meu objetivo era me concentrar para manter este ritmo.

Acabei, na maior parte da prova, conseguindo isso, tanto que terminei em 2h01 os 21,2k. Mas, apesar do ritmo mais tranquilo, não foi fácil correr. O dia apresentou um mormaço e estava bastante úmido, o que trouxe o calor e a necessidade de me encharcar de água e, assim, molhar demais o tênis, um erro, já que o calçado mostrou-se pesado e, pior, a meia molhada demais atritou demais com os dedos dos pés, o que trouxe dificuldades na corrida já que as unhas sentiram este atrito.

Sabendo que não poderia fazer um belo tempo, parei para fotos, que tirei no Joá e no inicio da prova, na largada. E no final tentei fazer um sprint, sem olhar para o relógio para não me prender ao tempo, que já sabia que não seria dos melhores.

Fiquei feliz, apesar da baixa performance. Fiz uma boa prova, visto que estava sem condicionamento, e havia caminhado muito e andado de bicicleta no dia anterior. Aí, senti as pernas um pouco pesadas.

Orion, grande amigo da Equipe X, na Golden Four
Organização - Muito boa, a Golden Four foi a primeira prova onde em todos os postos de hidratação tínhamos a disposição isotônico, além de muita água, coisa que só vi na Disney.

A camiseta e a viseira entregues no kit ficaram bonitos e com material de qualidade, como sempre, apesar da camisa parecer ser quente para correr. Mas a retirada do kit, feito na Barra, longe de onde geralmente quem vem de fora fica, não foi uma escolha legal, mesmo com o atrativo da feira.

A medalha perdeu muito em beleza em relação às das edições anteriores. Nada com o dourado do símbolo da Asics. Um latão rústico onde podemos gravar nosso tempo, se quisermos. 

No final, junto com o kit de reposição com frutas e isotônico, um Gatorade com gosto de remédio mas que promete reposição rápida de sais minerais, uma toalhinha da Asics. E ainda a informação do tempo líquido que chegou via SMS pelo celular.

Enfim, a organização, no que diz respeito a prova, foi impecável, mas acho que poderia repensar algumas coisas, principalmente local da entrega do kit e na medalha. 

Ah! A Golden Four ainda tem mais três etapas. A próxima é em Porto Alegre/RS, depois São Paulo e Brasília.

Aline, já descendo a Niemayer
Niemayer - Nossa corrida - minha, do Orion e da Aline - não terminou na linha de chegada da Golden Four Asics. Para voltar a zona sul resolvemos correr, passando pela difícil subida da Avenida Niemayer e depois pelo Leblon, Ipanema e finalmente Copacabana.

Nos juntamos no ponto da chegada, e partimos após a chegada a Aline, que chegou uns uns 10 minutos depois de nós (eu e Orion). Daí, saímos para a nossa corrida de aventura, já que na subida da Niemayer teríamos que dividir espaço com os carros.

A subida tem 2 km de intensidade. Depois e descer mais 2 km. De presente, além da adrenalina, a continuidade do belo visual da orla, com uma visão incrível do Pão de Açúcar e das praias de Ipanema e do Leblon. Paramos em um ponto para tirarmos algumas fotos desta beleza.

Orion imprimiu um ritmo mais forte e foi o primeiro a chegar ao Leblon. Depois de uma hidratação, eu e Aline refugamos e resolvemos pegar a bike, enquanto Orion continuou sua corrida, chegando até o seu hotel, em Copacabana.

No total, considerando Golden Four e corrida de aventura, eu e Aline fizemos cerca de 25 km e Orion, 31 km.

Além de Orion, eu e Alina, ainda correram a Golden Four Diva e Nati, além do professor Nirley, que também voltou para o hotel em Copa correndo como nós. Mas ele chegou bem antes.

Agora é voltar para os treinos semana que vem, já que ainda estou de ferias, me preparando para a Maratona, minha terceira em solo carioca.

Boas passadas.

4 comentários:

ivana. disse...

Baita evento, amigo.

Danilo Confessor disse...

Olá Caique,

É muito legal correr no Rio, né?
Achei sua decisão de correr mais cadenciado super acertada, é bom participar das provas sem forçar ritmo também.

No meio caso a prova foi diferente. Fui com a intensão de fazer uma boa estreia nos 21k. Gostei muito tanto da distância como da prova. Tentei te ver por lá, mas tinha muita gente, rsrs.

Abraços e boas passadas,

Danilo Confessor
Blog Confissões de um Confessor

Ps.: Tomei a liberdade de linkar seu post no relato que fiz no blog.

Luiz Souza disse...

Muito bom Caíque.
É importante escolher corridas para cadenciar, mesmo quando a proposta é sentar a bota.
Meus parabéns e estou na torciida por sua vitória pessoal na maratona

Caique disse...

Valeu corredores!
Cadenciei tanto que lesionei ( rss ). Brincadeiras a parte, foi uma ótima experiência. Um pouco frustrante pelo tempo, mas logo penso bem e percebo que valeu foi estar correndo e completando a prova inteiro. Tanto que voltei para o ap correndo.
Danilo, valeu pela lembrança . Retribuirei a força logo.
Boas passadas.