sábado, 18 de dezembro de 2010

13ª CORRIDA DA ZERO HORA

E aí, corredor?!

A Corrida da Zero Hora, que acontece hoje, na madrugada de sábado para domingo, fecha o calendário de corridas do Distrito Federal. A prova já é tradicional no calendário de corridas da capital. O grande plus é que o percurso é enfeitado pela iluminação pública de natal da Esplanada em seus 7,5 km, apesar de este ano a iluminação estar meio aquém de anos anteriores.

E na Esplanada, você seguidor do E AÍ CORREDOR já sabe, estão muitos dos cartões postais da cidade: Congresso Nacional, Ministérios, Palácios, Praça dos 3 Poderes, Catedral, entre outros monumentos.

As inscrições aconteceram até ontem, e custavam R$ 35,00. Hoje acontece a entrega dos kit da corrida (acontece de 8h às 18h na Citroen Concessionária Martignon, atrás do edifício Varig) e do chip, que nas corridas de Brasília são sempre entregues um pouco antes da prova realizar, uma estratégia que deve ser repensada pelas organizações de corrida de rua da cidade.

A Corrida da Zero Hora é uma prova festiva. Claro, tem sempre o corredor que gosta de competir mesmo em uma prova bem "relaxada" como é a Zero Hora. Mas a maioria dos corredores aproveita para realmente confraternizar e brincar nos 7,5k do circuito.

Fui em 2009. Na ocasião, achei a prova desorganizada demais. A largada foi dada meia hora depois do horário previsto e o kit do atleta era bem fraquinho. E tudo teve que ser arrumado poucas horas antes de começar a corrida, acho que por conta do horário, que atrapalha bastante o intenso trânsito da Esplanada no sábado à noite.

Mas naquela época nas estava imbuído ainda do espírito festivo da prova, e por isso achei tão ruim. Hoje percebo o motivo principal e sei que poderei, na corrida de 2010, curtir mais.

Mais informações podem ser obtidas no site do CorDf - Corredores de Rua do Distrito Federal ( http://www.cordf.com.br/).

Vamos nessa, nos despedir das corridas em 2010?

Boas passadas e até mais tarde.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

VOCÊ JÁ ELOGIOU ALGUÉM HOJE ?

E aí, corredor?!

Estou na fase de vídeos. E recebi de um grande amigo um vídeo fantástico, extremamente adequado para o final de ano, época em que sentimos necessidade de refletir sobre nossas vidas, e para a época em que vivemos, onde a correria do dia a dia faz–nos esquecer de quão simples é viver.

Não é um vídeo de corrida. Mas vale muito à pena ver, mesmo sendo um pouco longo. Ele prende a atenção e transmite uma mensagem sensacional. Eu me senti bem com eles, tal qual o fim de uma prova ou um treino, depois de "desopilar" dando minhas passadas. 

Confira. Em duas partes.

PARTE 1

PARTE 2

Boas festas. Natal e 2011 de muitos sorrisos para todos.

E boas passadas, é claro.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

MÚSICA PARA CORRER

E aí, corredor?!

Como para mim música e corrida tem tudo a ver, recebi de um amigo um vídeo do YouTube muito maneiro com uma música legal. Mas o mais vale à pena mesmo é acompanhar o vídeo. Confira!

Boas passadas . . . musicadas.

 

domingo, 12 de dezembro de 2010

CORRER OUVINDO MÚSICA

E aí, corredor?!

Correr com música é um dos dilemas a serem resolvidos entre os praticantes do esporte. Tem treinador que acham interessante e tem treinador que abomina. 

E Veja.com fez um filme sobre o assunto, com opinião de vários treinadores, a favor de correr ouvindo sua trilha e outros contra. Confira.


E aí, o que você acha?

Eu, quando estou sozinho, não dispenso meu MP3. 

Boas passadas.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

QUAL É A SUA MOTIVAÇÃO PARA CORRER?

E aí, corredor?!

Mais um ano vai terminando. Ano de muitas provas, muitos quilômetros superados, metas conquistadas, etapas vencidas e alguns objetivos adiados. 


Fiz minha primeira Maratona, correndo até mais que 42,195 km, conforme registrado no meu GPS (exatos 44,1 km). Corri duas meias maratonas, em Brasília e no Rio de Janeiro. Consegui, junto com a Equipe da Volta do Lago, subir ao pódio com um troféu de 3º lugar. Mas não fiz uma prova internacional, objetivo que tive que adiar.

Mas aí chega o final do ano. A Volta da Pampulha, prova disputada no último final de semana, vem marcando o fim de minha temporada nas corridas oficiais. Depois dela, só festivas e sem compromisso.


E como manter a vontade de correr até a primeira prova de 2010, que provavelmente será a Corrida de Reis ou a Corrida do Sol em Brasília mesmo?

Este ano, um dos mais importantes fatos que me aconteceu foi, após a Maratona Internacional do Rio de Janeiro, eu definitivamente me sentir "mordido pelo bichinho da corrida". Após terminar a prova, da maneira como foi, quando quase que por conta de uma cãibra não consigo completar o percurso, eu estava estafado. Realizado e feliz, mas estafado. Foram 4h11 de corrida, tempo que nunca fiz em uma prova, é claro. E depois da chegada, falei aos amigos que me esperavam que nunca faria aquilo novamente.

Mas no mesmo dia, algumas horas depois, já estava sendo convidado por um amigo para correr com ele em 2011 a mesma Maratona Internacional do Rio de Janeiro, no que aceitei prontamente por que minha recuperação se mostrou rápida, acontecendo, praticamente, logo após um banho morno (rss), um sinal claro de que, apesar das dificuldades, minha preparação foi boa (valeu, Nirley!).

E daí percebi que não poderia mais de afastar deste esporte, a corrida de rua. Estou definitivamente "viciado" em correr. Tanto que depois da prova carioca fiz várias Corridas Sem Compromisso, sozinho mesmo, sem precisar de mais nada além da vontade de estar fazendo isso. E aí constatei que não precisava mais de nenhum tipo de motivação para correr. Apenas começar a dar minhas passadas e pronto. Não é mais necessário ficar estabelecendo uma meta específica, como a prova tal ou superar aquele recorde pessoal de tempo ou distância. Para mim, hoje, basta ter vontade, colocar um tênis e correr. 


Mas sei de amigos, principalmente os mais competitivos, que não têm como estabelecer este tipo de meta para motivar a permanência no esporte. E como convencer esta turma a correr por correr, sem uma motivação, de certa forma, tão palpável?

Acredito que a maioria dos corredores tem este parâmetro para poder se motivar nos treinos e nas corridas. Correr mais rápido, mais longe, emagrecer. Objetivos visíveis, quantificáveis. Agora, sair para correr e pronto, sem nada para parametrizar ou um objetivo específico, é mais difícil mesmo.

Já tive, neste 4 anos de convivência com o esporte, que estabelecer metas para me motivar a correr e ir aos treinamentos. Era a vontade de querer quebrar recordes pessoais, primeiro  de tempo e depois de distância, ou estabelecendo uma prova específica, como conquistar a mandala do Circuito das Estações Adidas, ou vencer uma meia maratona, correr fora de Brasília, fora do Brasil. Mas percebi que nada daquilo podia ser meu motivador, por que logo depois ficou mais difícil aumentar a distância, quebrar um recorde e, depois daquela "prova do ano" superada, ter "gás" para continuar nos treinos.

E daí veio a Maratona e a minha história e meu pensamento nas corridas mudou completamente, como já mencionei.

E você? Qual é, agora que o ano está terminando e as provas diminuem, qual é o motivador que utiliza para se manter nas corridas? Fala aí ! Dê seu comentário!

Boas passadas.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

VOLTA DA PAMPULHA 2010 - EU FUI

E aí, corredor?!

Mais uma Volta da Pampulha realizada, a terceira consecutiva. E apesar de já ter feito três vezes o mesmo percurso em BH, nenhum foi igual ao outro. Cada um apresentou suas características próprias. Cada um teve a sua história.

A prova prometia por que a capital mineira apresentava já no sábado um sol abrasador e um calor insuportável. Ao pegarmos o kit da prova, cuja entrega é realizada no próprio bairro da Pampulha, local de realização da prova, já pudemos sentir o tempo quente e úmido. Mas havia muitas nuvens e uma chuva forte caiu no final da tarde. Aí, tivemos a esperança de correr com o céu nublado no dia seguinte.

Pois bem, Não foi isso que aconteceu. Apesar das previsões do site Clima Tempo, a manhã de domingo era de sol quente logo cedo. Seria realmente a primeira vez que correria a Volta da Pampulha sob o temível sol da cidade e a altíssima umidade, que provocava já na concentração uma forte sensação de desconforto.

Mas estávamos todos os corredores da Equipe X preparados para tudo. Por mais difícil que fosse, conseguiríamos, com o condicionamento dado pelo amigo e professor Nirley, vencer a Volta da Pampulha por que sabíamos como fazer isso. Cada um no seu nível sabia como deveria correr para superar os 18k da prova.

E foi assim que aconteceu. Especificamente no meu caso, consegui correr bem, num ritmo interessante. Fiz um pace médio de 5:13min/km, um pouco mais alto do que esperava mas totalmente justificável por conta do calor. Diante do quadro que se apresentou durante a prova, me senti realizado por conseguir manter um ritmo bom, pois a sensação de desconforto com a alta umidade e o calor era muita intensa. Estava bem fisicamente, tanto na parte respiratória como na muscular. Mas o calor realmente cansou.

Meu primeiro erro foi me posicionar muito atrás na concentração. Passei do local da largada com 8 minutos de prova acontecendo. Eram 12.500 atletas, muita gente para dividir o apertado espaço da avenida que dá a volta na Lagoa, principalmente no início quando a aglomeração é maior. Daí, tive que ir buscando meu lugar e fazer uma corrida de pequenos tiros para conseguir desenvolver o meu ritmo o que, como eu sabia, cansa e o corpo poderia me cobrar no fim da prova.

E cobrou. Mas não com dores musculares ou falta de "pulmão", mas sob a forma de um tremendo calor que me fez sentir o corpo pesado. Mas estava preparado e consegui seguir em frente, mantendo o meu ritmo desejado para tentar fazer a prova em, no máximo, 1h40.

Cheguei ao final com um sprint de mais de 1 km, sendo saudado pelo público que acompanhava a prova, simpático com todos os corredores. Aliás, este público sempre faz a diferença. O pessoal de BH vai ver a prova, mesmo aqueles que não têm ninguém participando. E sempre gritam frases de apoio para todos nós. Um diferencial da prova mineira.

Terminei com 1h36 (tempo líquido). Foi, em relação às 3 provas feitas, o pior tempo - em 2008 fiz os 18k em 1h33 e ano passado em 1h30 - mas, pela dificuldade maior, a vitória foi mais tocante. Afinal, vi muita gente caminhando no percurso, enquanto eu corri todos os 18,51k que acabei fazendo (contado no meu GPS). Vi até mesmo colegas corredores desmaiando e precisando ser socorrido e as ambulâncias não paravam de trabalhar. Muita gente precisou de ajuda. E fiquei sabendo, com pesar, que 3 amigos acabaram falecendo durante a prova. O calor realmente tornou-se um inimigo terrível.

Mais uma prova para entrar para minha história, esta com um sabor especial. Afinal, cheguei inteiro, consegui controlar o ritmo e meu ímpeto de querer correr mais e mais e comemorei muito mais esta vitória pessoal.

Alguns pontos negativos em relação a organização da prova: a camisa do kit foi de péssima qualidade. Nos anos anteriores pelo menos o tecido era melhor. Este ano, mesmo com o patrocínio da Fila e mesmo sendo a Pampulha uma prova internacional, eles desejaram muito a desejar na camisa. A medalha seguiu o mesmo padrão de outra que fiz, também organizada pela Yescom. A única variação eram as cores e a identificação da prova.

De positivo os muitos, e necessários, pontos de água a cada 4 ou 5k, as placas de quilometragem a cada 1k vencido (apesar de às vezes a gente ficar agoniado e ver a distância percorrida e ficar pensando no que ainda falta para completar a corrida), a rapidez na entrega dos kits, o percurso bem sinalizado e o público de BH, que sempre nos incentivava durante o percurso.

Acho que esta foi minha última corrida oficial do ano, como em 2009. Talvez aconteça de correr mais uma ou duas provas, como a Zero Hora e a Festa do Corredor, mas nada seriamente, só de maneira festiva. As metas de 2010 já foram superadas e já estou com o pensamento voltado para 2011.

E, mesmo com a dificuldade apresentada este ano, aconselho a quem ainda não correu uma Volta da Pampulha que programe-a para o ano que vem. Vale muito à pena.

Boas passadas.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

PREVISÃO PARA A PAMPULHA - TEMPO CHUVOSO E MUITA CORRERIA

E aí, corredor?!

Está chegando o dia de correr mais uma Volta da Pampulha, a charmosa e tradicional corrida de 18 km que acontece em Belo Horizonte sempre no primeiro domingo dos mês de dezembro. E que reúne cada vez mais corredores.

A prova é patrocinada pela Rede Globo, e isso atrai muita gente. Além do que é uma corrida internacional, o que é garantia certa da presença de algum queniano para ganhar a corrida. É, por que até na Corrida da Caixa em Brasília os caras estavam lá, levando o prêmio de 1º lugar dos brasileiros. Até mesmo em corridas de 10 km eles estão entrando e vencendo.

Mas, para nós amadores é até um orgulho poder estar correndo a mesma prova que eles. Muitas vezes nem vemos os medalhões, mas só de saber já é legal. O que importa para nós mesmo é estar correndo, e em uma das provas mais tradicionais e disputadas do país.

A Volta da Pampulha tem uma excelente organização e uma boa participação de público. O calor da torcida externa chega a ser maior que no Rio de Janeiro. O pessoal apóia mesmo, e isso faz a diferença. Afora isso, correr pela Lagoa e no charmoso bairro da capital mineira é muito gostoso. Não me lembro em nenhum ocasião de ter corrido sem apoio de muita água. A cada 3k tem, junto com banheiros e um pórtico marcando a quilometragem, sendo que em alguns sai aquele jatinho de vapor d'água para nos refrescar.

Outra característica interessante da Volta da Pampulha é que em todo o trajeto corremos ao lado de muitos corredores, por que a pista não é larga e dá a volta na Lagoa. Em alguns trechos podemos ver a massa de corredores atrás e na nossa frente. Uma imagem que sempre me emociona em qualquer corrida.

Como já mencionei, é a minha 3ª Volta da Pampulha. Como moro em Brasília, é uma prova que fica mais em conta ir fora da minha cidade, e mais tranquilo em relação ao tempo, isso por que BH é perto de Brasília, o que facilita a viagem.

Mas tenho um carinho especial por essa prova. Foi minha primeira corrida de mais de 10k, e que me abriu as portas para a Maratona, que realizei este ano no Rio de Janeiro. Além disso, só depois dela me senti credenciado para enfrentar as meias maratonas também.

Espero que, no dia, não tenhamos chuva, apesar da previsão do tempo para a cidade mostrar justamente o contrário e, pelos anos anteriores, ter certeza de clima chuvoso. Em 2008 corremos com o tempo nublado e uma garoa. Ano passado, fomos recebidos por um verdadeiro temporal que alagou todo o percurso. Se tiver que chover, que seja a garoa. Aí, até ajuda.

Mas, faça chuva ou faça sol, lá estaremos nós, somando mais estes 18 km em nosso currículo de corredores amadores.

Boas passadas.