sexta-feira, 5 de novembro de 2010

CORRIDAS E TURISMO

E aí, corredor?!

Correr pelo mundo afora e aproveitar para conhecer outros lugares e culturas. Quer melhor convite para nós, corredores. A experiência de poder sair de seu habitat natural de corredor, ou seja, a cidade em que você mora para correr em outra, ou, indo mais longe, outro país, é gratificante e muito interessante neste dilema que a maioria de nós enfrenta de "manter a pegada".

Para se ter uma idéia, somente na Meia Maratona Internacional de Buenos Aires, na Argentina, uma das provas internacionais mais acessíveis para nós brasileiros, das 10 mil pessoas inscritas 1,2 mil eram brasileiras. No Rio de Janeiro, a Meia Maratona de agosto reuniu 20 mil pessoas, um número que a cada ano cresce mais e uma boa parte deste número provem de outros estados e países. Na Maratona de Chicago, uma das top five do mundo, dos 40 mil inscritos, metade, ou seja 20 mil pessoas eram de outras cidades.

E este universo já foi descoberto pelas cidades e países do mundo. Afinal, já somos adeptos do segundo esporte mais popular do Brasil, com 4,5 milhões de praticantes. E uma única prova de rua movimenta entre R$ 1,44 milhão e R$ 6 milhões, sendo que 70% desta arrecadação ficam na cidade sede e costumam ser provenientes de gastos com hospedagens, alimentação, transporte, lazer e compras.
(Fonte: Corpore)

Eu já participei de 4 provas fora de Brasília, cidade onde moro. Corri duas vezes a Volta da Pampulha e a Meia Internacional do Rio e ainda fiz minha primeira Maratona também no Rio de Janeiro este ano. Para 2010 ainda tenho já na agenda a minha terceira Volta da Pampulha, em dezembro. E junto comigo vai uma galera da Equipe X e de outras equipes de Brasília.

Na cidade, proliferam as assessorias de corrida de rua. Só no mesmo dia em que treinamos temos 4 próximas a nós. E nas provas daqui, a quantidade de barracas que vemos só aumenta. Quase toda a academia da cidade tem uma grupo de corrida, faturando alto com o esporte. E entre suas atividades está o planejamento de corridas fora de Brasília.

Para mim, que costumo dar minhas passadas na capital federal, cidade considerada um dos maiores pólos de corridas do país, participar nestas cidades foi uma experiência única por que:

  • Pude correr em um local diferente e com condições de prova mais amenas dos que enfrento em Brasília.
  • As provas aqui têm no máximo 6 mil pessoas e nas que fui sempre fiz a prova com mais de 10 mil amigos corredores, o que é interessante por que sempre corremos com alguém do lado, e muita gente mesmo.
  • A acolhida da população local nas cidades que fui é muito maior que em Brasília. Eles saem, mesmo com chuva, para nos incentivar na prova. 
As provas preferidas por nós são fora da cidade, pelo que pude constatar, são:
  • Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro - acontece no 2º semestre. Este ano foi em agosto mas ano passado, em setembro.
  • Maratona Internacional do Rio de Janeiro - acontece também no 2º semestre, geralmente no mês de julho.
  • Volta da Pampulha em Belo Horizonte - sempre no primeiro final de semana de dezembro.
  • São Silvestre em São Paulo - sempre na virada do ano, dia 31 de dezembro.
  • Maratona Internacional de São Paulo.
  • Volta da Ilha em Florianópolis - no primeiro semestre, geralmente em abril.
  • Maratona de Porto Alegre.

Ou seja, recomendo colocar na agenda, depois de um tempo treinando e correndo, uma prova fora da sua cidade. É extremamente estimulante. Pode acreditar.

Boas passadas.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

DESAFIO X - FAZENDA TABOQUINHA PEDRAS E ÁGUAS

E aí, corredor?!

Uma das coisas boas de participar de uma equipe de corrida é a possibilidade de, em dias que não têm treinos ou corridas, poder confraternizar com os amigos corredores da maneira que a gente mais gosta, ou seja, correndo. E o melhor é que também temos a oportunidade de conhecer outros corredores e motivá-los a entrar de vez nesse prazeroso esporte.

E nosso amigo e professor Nirley resolveu, neste feriado de finados, dia 02 de novembro, fazer um encontro destes. E no já tradicional espaço que utilizamos para "fugir" da mesmice dos circuitos comuns da cidade, na Fazenda Taboquinha, cujo proprietário e o nosso amigo e também corredor Nilson.

Mas desta vez Nirley inovou. Ao invés do longões, de onde saíamos antes da Ponte JK até a fazenda num circuito com distância de 21 km, ele resolveu fazer-nos correr em uma deliciosa e complicada trilha dentro da mata. O desenho está aí na imagem para quem quiser repetir.

Foram mais de 60 amigos da Equipe X que aproveitaram a fria manhã de Finados, dia que tradicionalmente chove em Brasília, para correr neste inusitado local. O Desafio, denominado Fazenda Taboquinha Pedras e Águas, podia ser feito em duas distâncias, 4 km de caminhada para os iniciantes que poderiam correr se quisessem e tinham o acompanhamento do Eduardo, professor que também nos auxilia nos dias de treino, e 8 km, já destinado aos intermediários e avançados da Equipe, que já têm uma certa experiência em corridas e condicionamento físico adequado.

Fiz o circuito de 8 km, feito totalmente em estrada de terra e na mata da fazenda. Começamos correndo no gramado e descendo para a margem do rio que corta a fazenda. Passamos por uma pinguela e seguimos para a tradicional estrada de terra, cheia de cascalho e, portanto, bem escorregadia. Neste trecho, o primeiro desafio: duas grandes subidas seguidas, sendo que em uma das quais é impossível correr por conta da grande elevação e dos cascalhos (foto).

Depois, descida até o rio novamente, onde corremos margeando o mesmo e, em muitos trechos, entrando de tênis e tudo dentro dele. Um trecho bem complicado, que é mais difícil que a subida, por que além de termos que entrar na água, encharcando nossos tênis e em alguns pontos com ela até a cintura, tínhamos que passar por locais onde o pé atolava na lama e em outros passando por pedras pontudas e escorregadias.

Uma excelente experiência. Todo mundo gostou muito. Apesar da trilha bem demarcada pelo Nirley, eu e alguns amigos acabamos fazendo uma caminho diferente que deve ter reduzido a distância em uns 800m a 1k. Mas nada que deixasse a gente frustrado por que pela parte mais complicada a gente passou e venceu.

Demais. Quem foi aproveitou. E depois, barraca com frutas e salgados e um almoço delicioso servido pela Fazenda Taboquinha. Maravilha! Foi um dia de Finados completamente diferente. 

Ah! E a chuva, que ameaçou cair durante nossa corrida, só desabou depois, na hora da nossa saída.

Valeu!

Boas passadas.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

MAIS UMA EXCELENTE CORRIDA SEM COMPROMISSO

E aí, corredor?!

O 2º turno das eleições aconteceu no dia 30 de outubro, mais precisamente ontem, domingo e, como no 1º turno, me programei para correr mais uma Corrida sem Compromisso, sozinho mesmo, e com duas motivações: estrear nas pistas o meu novo companheiro, o tênis da Nike Lunarglide+2 e o dispositivo que integra o meu sistema de MP3 com minhas passadas, o Nike + Ipod.

Acordei cedo e vi que o céu não estava nada convidativo para uma corrida. Nublado e com nuvens bastante carregadas faziam o cenário da manhã. Fiquei com receio de colocar meu MP3, mas, como estava determinado, resolvi que deveria correr. O dia, na verdade, estava era ideal para correr por que não estava muito quente e a temperatura estava bem agradável, o problema seria começar correndo no temporal que se anunciava. Se pelo menos ele me pegasse no meio da corrida.

Bom, o circuito escolhido foi novamente o Eixo Rodoviário Norte, mas desta vez resolvi correr uma distância menor, pouco mais de 10 km, por que tinha um compromisso familiar além da votação. Comecei na altura das quadras 113/313/213/413 norte. 

Para correr, além do MP3, toda a parafernália necessária para registrar minha corrida: relógio com GPS e frequencímetro para verificação dos batimentos cardíacos, distância exata, pace, etc. 

Tudo funcionando, comecei a subida sentido início da Asa Norte. Minha meta era correr até a entrada do Buraco do Tatu, viaduto que divide os Eixos norte e sul, e de lá voltar para o ponto de largada. E logo no início uma chuva fina começou a cair e foi minha fiel companheira durante todo o trajeto, o que me ajudou muito por que em nenhum momento senti calor demais.

No final, corri 11,2 km em 51,12 min com pace médio de 4,34 min/km. Terminei os 10k no meu recorde pessoal em provas oficiais, em 45 min e, depois, resolvi correr mais 1k para relaxar, dando um trotinho bem leve. 

Foi uma Corrida sem Compromisso excelente. A primeira impressão do tênis, que eu comprei por estar sendo bem recomendado por revistas especializadas e pela referência dada por uma amiga corredora, a Thaís, que gostou tanto que já comprou até outro. O tênis mostrou ser macio, com um amortecimento que a gente sente em todo o solado, mesmo não parecendo que ele existe à primeira vista. Outro detalhe positivo é a sua leveza e ele é bem bonito também. 

O equipamento da Nike é interessante. Calibrei os dados utilizando como base o tempo de 60 minutos de corrida. A cada 5 minutos uma voz, feminina, me avisava quanto tempo já tinha corrido e, a partir dos 30 minutos, metade do tempo portanto, passou a avisar o quando faltava para terminar o total definido. O único detalhe é que não consegui configurar para o meu idioma, português. Mas achei interessante aquela bonita voz feminina me orientando de tempos em tempos.

Enfim, ótimo dia para correr, uma excelente corrida e depois só alegria no resto do domingão.

Boas passadas.

P.S.: A foto que ilustra o post foi tirada pelo Bruno Atleta, amigo que em todas as corridas está tirando fotos da galera corredora,  na 10 Milhas da Mizuno e foi encontrada e me dada por uma amiga corredora, Sueli. Valeu aos dois! Afinal, achei que a foto ficou bem legal e eu detesto fotos minhas (rss).

sábado, 30 de outubro de 2010

TRISTE ESTATÍSTICA

E aí, corredor?!

Uma triste constatação trazida pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística: o Brasil está virando um país de obesos. Metade de nós está fora de forma.

Segundo dados da última Pesquisa de Orçamentos Familiares do instituto, de 1975 a 2003 a proporção de brasileiros acima do peso mais que dobrou, saltando de 20% para 41%. Em 2009 chegou a 50,1% entre homens e 48% para as mulheres. Os cálculos ainda apontam crescimento com índice de 65% da população obesa em 2018, número igual aos dos Estados Unidos.

Ao lado do cigarro, a obesidade é quem mais provoca mortes no mundo, quase ocupando a posição nº 1 como ameaça mais grave à saúde pública, isso também por que não para de crescer.

Alimentação saudável, atividade física e exames clínicos regulares, para evitar doenças do coração, hipertensão e diabetes decorrentes ainda são as melhores maneiras de se prevenir a obesidade. Mas refeições feitas fora de casa, comida mais industrializada, calórica, barata e em maior quantidade se transformam cada vez mais em alimentação padrão, independente da região.


Então, vamos correr, galera, e ainda incentivar os amigos e família a praticar alguma atividade física para mudar esta drástica estatística.


Boas passadas.


Fonte: Revista O2 - Edição de OUT/2010.

domingo, 24 de outubro de 2010

10 MILHAS DA MIZUNO 2010 - SURPRESA E REALIZAÇÃO

E aí, corredor?!

Mais uma corrida oficial se passou e foi mais uma prova sensacional da 10 Milhas da Mizuno. Ano passado ela já foi para mim, entre as provas que corri, a melhor. Este ano parece que não vai fugir à regra, pois a prova que corri hoje foi perfeita.

A manhã fria e nublada de Brasília já anunciava a possibilidade de uma boa corrida. A temperatura estava ideal para nós atletas. A largada foi dada pontualmente às 8h da manhã. Nem mesmo a pequena fila para entrega de chips, que atrasou alguns atletas, impediu a organização de seguir à risca o horário determinado. Aliás, para mim a única falha na organização é esta entrega de chip no dia da prova, um erro que acontece em todas as provas realizadas na cidade. Mesmo com um bom staff para entrega dos mesmos, acaba dando problemas por que nem todo mundo consegue chegar tão cedo para conseguir pegar os chip.

A prova, como já mencionado, é toda realizada no Eixo Rodoviário Sul, o Eixão Sul, uma grande avenida que corta todo o bairro da asa sul e com tráfego de veículos intenso durante a semana mas que nos domingos e feriados é fechado, sendo usado só para o lazer dos moradores da cidade.

Este ano porém, ao contrário do ano passado, os atletas que correram as 10 milhas (mais de 16k) tiveram uma surpresa: ao invés de darmos duas voltas pelo circuito, íamos direto em direção a Asa Norte, fazendo só uma volta. Com isso tivemos que fazer toda a subida do Eixão Sul e ainda passarmos pelo viaduto que liga os dois bairros, Asa Sul e Asa Norte, o chamado Buraco do Tatu, e corrermos pelo Eixão Norte até a altura das quadras 01 para voltarmos até o ponto da largada, passando novamente pelo Buraco do Tatu e pegando suas subidas e descidas. 

A prova começou na altura das quadras 11 da Asa Sul. De lá corríamos para o final do Eixão Sul para voltarmos, passando pelo ponto da largada. Aí os atletas que estavam correndo em dupla, cada qual pouco mais de 8k ou 5 milhas, já tinham um retorno para completar a primeira volta na altura das quadras 06. E nós que fizemos as 10 milhas ou cerca de 16k, como mencionado, seguíamos reto até o Eixão Norte para de lá voltarmos para o ponto de largada, completando a prova.

O começo era de uma boa descida e depois, na volta, uma subida que tem um início intenso mas pequeno, depois um pequeno plano para depois encararmos a grande subida do Eixão Sul. Aí, depois de mais ou menos 1k, continua a subida, mas mais branda. Descemos para o Buraco do Tatu e saímos no Eixão Norte, em uma subida pequena mais íngreme. Corremos em uma descida e depois plano até as quadras 01 e voltamos, passando pelo terreno plano, a subida para entrar no Buraco do Tatu, descemos já no Buraco e pegamos uma parte plana para depois encararmos a subida da saída do Buraco já no Eixão Sul. Aí, pegamos um terreno de boa descida até a chegada.

Apesar da grande subida do Eixão Sul, o maior desafio mesmo foram as subidas do Buraco do Tatu. Isso por que a maioria dos atletas não estuda o percurso antes e todos esperavam dar duas voltas, correndo apenas no Eixão Sul, na pequena parte desenhada para as 10 milhas. De repente, todos tiveram que encarar toda a avenida e sua grande subida, além de passar pelas subidas do viaduto, o que não estava nos planos de ninguém pelo que pude perceber nos comentários. 

Tivemos muitos postos de água, todos bem distribuídos no percurso e com farta distribuição do líquido. E ainda conseguimos pegar água gelada, mesmo na volta. O percurso estava bem sinalizado e indicado. Enfim, uma corrida perfeita na organização.

Corri o tempo todo com Aline, cadenciando e dando força nas passadas. Estou ajudando ela a se condicionar para a Volta da Pampulha, como já mencionei em outros posts, e esta foi a primeira prova oficial que ela vez com distância maior que 10k, o que a deixou ansiosa para correr a prova. Fizemos a prova em um bom tempo de 1h34, sendo que no final Aline, mesmo reclamando de dores na panturrilha, deu um sprint e completou as 10 milhas com toda a garra e emoção. Agora, ela nem precisa mais de ajuda e já disse para que eu fizesse minha prova, sem precisar correr com ela, na Pampulha. Ficou metida (rss).

Uma excelente prova em um ótimo dia para correr. Muito bom mesmo.

Entre tantos amigos que tive a grata satisfação de encontrar, como a galera da Equipe X, não posso deixar de citar a Alessandra, que acompanha a tanto tempo o E AÍ CORREDOR e me ajuda a fazer alguns posts. Ela estava lá, correndo as 10 milhas sozinha. 

Boas passadas.


P.S.: Leia o post do ano passado: 10 MILHAS MIZUNO - MELHOR CORRIDA DO ANO

sábado, 23 de outubro de 2010

AMANHÃ É DIA DE 10 MILHAS DA MIZUNO

E aí, corredor?!

Amanhã é dia da corrida que, para mim, foi a melhor que corri ano passado em Brasília: 10 Milhas da Mizuno. E tenho certeza que este ano, com o sucesso das corridas de rua e o número crescente de adeptos, o Eixo Rodoviário Sul, o famoso Eixão Sul, vai estar lotado de atletas enfrentando as 10 ou 5 milhas do percurso.

Quem se inscreveu poderia optar por correr só as 10 milhas ou dividir o percurso com um amigo. E muita gente prefere mesmo é dividir e são vários os motivos apontados: não gostar de dar duas voltas no mesmo circuito, a altitude de Brasília que atrapalha e dificulta a respiração e consequentemente a corrida, a vontade de correr com um amigo e por aí vai. 

O mais importante é aproveitar esta prova, que realmente é empolgante. Afinal, destaco, o Eixão Sul não tem um percurso dos mais difíceis entre os utilizados em Brasília. E o percurso escolhido especialmente pela organização, além do desenho do circuito, facilita em muito nossa performance. Terminamos a prova em uma deliciosa descida, uma coisa, repito, inédita em provas realizadas em Brasília. E dos mais de 8k de prova, metade e de subida e metade é descida. Aliás é com a descida que começamos a correr. Tudo de bom.

Por isso lá estarei eu, mandando ver nas 10 milhas, pouco mais de 16k. E desta vez com uma missão diferente: correr auxiliando uma pessoa. Como vocês sabem, estou ajudando Aline na sua busca por um bom condicionamento para a Volta da Pampulha, e esta será a primeira prova oficial dela depois que a gente começou a correr nos finais de semana com este objetivo. Na verdade, corremos só dois finais de semana antes da prova. Agora vem a Mizuno para ratificar que Aline tem toda a condição de correr tranquila a Pampulha.

A Equipe X também estará bem representada lá, com sua barraca e seus amigos corredores. Querendo e estando amanhã por lá, apareça para conversar. A turma é muito maneira.

Até amanhã então aos atletas que vão curtir as 10 Milhas Mizuno em Brasília e ...

Boas passadas.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

"ACERTE O PASSO (E O PACE)"

E aí, corredor?!

Mais uma interessante matéria que saiu na Revista O2 deste mês de outubro. Um dos principais dilemas do corredores amadores é encontrar o seu pace ideal (aliás, aqui peço desculpas por que tenho usado esta palavra - pace - de maneira errada. Se escreve assim, pace, e não pacer com estava utilizando). E a matéria dá uma ajuda para conseguirmos pelo menos ter uma idéia de como atingir este pace ideal.

"O conhecimento do pace ideal tem várias vantagens: com ele você poderá traçar metas possíveis, conduzirá os treinamentos dentro dos seus limites e evitará cometer erros de estratégia na prova - largar muito forte e não ter pernas para o final, poupar energia demais durante a corrida e cruzar a linha de chegada sentido que poderia ter forçado mais, etc.

O ritmo é medido em minutos por quilômetro e existem diversas fórmulas matemáticas que ajudam o atleta a descobrir qual  é o seu pace ideal para determinado tipo de prova. Na meia-maratona basta analisar o tempo final de uma prova de 10k:

  • Se você fez a prova em 1h (6min/km) acrescente 20 a 30 segundos no pace dos 10k para ter a média para os 21k, ou seja, você poderá manter o ritmo em 6min20s e 6mine30s por quilômetro e finalizará a prova em 2h13min e 2h16min.
  • Se o seu tempo nos 10 k é de 50min (5min/km), acrescente de 15 a 20 segundos no pace para ter a média dos 21k. Isso quer dizer que você poderá manter o ritmo entre 5min15s e 5min20s por quilômetro ma meia-maratona e finalizará a prova em 1h50min e 1h53min.
  • Para quem corre os 10k em 40 minutos (4min/km) acrescente 10 a 15 segundos e seu pace médio na meia-maratona deverá ficar entre 4min10s e 4min20s por quilômetro com tempo total de prova entre 1h28min e 1h31min.
Para a Maratona o cálculo é mais complexo e o que é considerado mais preciso é o utilizado pelo dr. dave Martin, professor da Universidade da Geórgia/EUA e utiliza a fórmula 4,76 x Y onde 4,76 é a constante para quem corre os 10k acima dos 33min e Y o melhor tempo recente nos 10k.

Se pegarmos o exemplo de um atleta que consegue correr os 10k em 50 min, teremos a seguinte conta:
maratona = 4,76 x 50 /  maratona = 238min ou 3h58min

Para os 10k, prova mais popular no Brasil, para saber seu pace ideal basta você descobrir ritmo nos 3.000 metros. Corra a distância o mais rápido possível e depois acrescente de 20 a 30 segundos ao pace obtido. Se você percorre os 3 mil metros em 15 minutos, sem pace médio deve ficar entre 5min20s a 5min30s e completaria a prova entre 53 a 55 min."

Vou confessar para vocês que, apesar do treinador já ter falado qual seria o meu pace ideal, eu nunca conseguia entender muito bem como calculá-lo de verdade, o que tornou a matéria uma ótima fonte de consulta para mim. Tem mais informações na Revista O2 o que faz ser interessante adquirí-la. 

Fico confortável em dar esta sugestão de você que pratica a corrida de rua com regularidade comprar a revista e até mesmo assinar por que já citei diversas vezes o quanto ela é boa, para mim ainda a melhor do segmento. A edição de outubro tem ainda matéria sobre como conservar seu tênis de corrida, a história das Maratonas, entre outras muito boas. Vale a pena mesmo.

O site da revista está entre o ESTE EU RECOMENDO aí ao lado.

Boas passadas.

Fonte: Revista O2 - edição de outubro/2010 (por Cesar Candido dos Santos)