domingo, 17 de fevereiro de 2013

DESAFIO EXTREMO EQUIPE X NO TORORÓ (CHÁCARA DO ADINOR)

O desafio mais extremo que encarei até hoje. Nem
a minha primeira Maratona foi tão difícil
E aí, Corredor?!

Extremo foi pouco para o longão da Equipe X realizado hoje no Bairro do Tororó, no Distrito Federal, mais precisamente pelas redondezas da Chácara do nosso amigo Adinor. Foi um misto de aventura, realização, cansaço e muita determinação.

Nem tanto pela distância definida, que inicialmente era para ser de 16 a 26 km mas acabou ficando mesmo em 21,2 km, distância conhecida da maioria dos bravos guerreiros que enfrentaram o desafio. Mas sim pela grande dificuldade do percurso e pelo horário, já que começamos a correr por voltas da 9h30.

O longão foi um treino para a turma da Equipe X que vai encarar no dia 17 de março os 23k ou a Maratona no Deserto do Atacama, no Chile. Na verdade, além da questão da distância, o local foi escolhido pelo fato poder correr a maior parte do tempo em trilha, o que ajudará os amigos do Atacama.  E o horário foi para eles já irem se acostumando com o calor do deserto. Não tivemos a secura nem a extrema altitude de lá, mas, em termos de dificuldade, parece que não ficou devendo mesmo assim.

Na saída, só alegria. Mas sabíamos o que nos esperava
O percurso - depois de escolhido o local, a chácara do Adinor, que fica no bairro do Tororó, na região do DF, nosso amigo e professor Nirley idealizou o percurso pelo GPS, no aplicativo chamado de RunKeeper. Seriam 26 km de distância para alguns e 16 km para outros. 

Mas duas coisas fizeram a gente mudar o percurso durante o longão: o calor intenso e a dificuldade do percurso.

A aventura começou por volta das 9h30, saindo da chácara do Adinor. O início da corrida foi uma pequena trilha de terra para sair da chácara e logo depois no asfalto, na movimentada pista do Tororó. Neste trecho, a grande tensão era que dividimos a pista com muitos carros e caminhões. Uma pista apertada e, em alguns pontos que corremos, sem acostamento. Ainda bem que era uma descida, e aí podíamos correr com um pouco mais de velocidade para sair daquela confusão.

Depois, entramos na grande trilha, e aí nem sabíamos o que nos esperava mais a frente. Nirley e Alexandre nos orientavam com o GPS, um com o celular e outro com o Ipad. Estávamos desbravando percurso naquele momento, totalmente desconhecido e onde ninguém, tenho certeza, pensou em correr.

As meninas colocando o tênis depois de atravessarem
o riacho
O riacho - Depois de mais descida na trilha, entramos em um matagal, "invadindo" uma propriedade particular e tivemos nosso primeiro ponto crítico: um riacho que, do outro lado, não apresentava nenhum ponto para corrermos. Depois de muito procurar, Nirley encontrou o caminho, mas tínhamos que passar pelo meio da água.

Isso sem contar que, para chegar neste ponto, encaramos uma mata fechada com buracos complicados para se passar. Mas foi tudo muito bem com todos. Afinal, ali só tinham guerreiros!

O ponto mais crítico: subida de 10 km - Passado mais um desafio nos deparamos com um milharal e com uma subida interminável. Neste ponto já eram mais de 10h e o sol estava quente demais. No milharal, nada de vento. E a subida castigou a todos. Foram cerca de 10 km percorridos só neste trecho, sem nenhum ponto mais plano ou uma descida. Subimos, subimos e subimos mais ainda.

A grande subida do milharal. Foram
10 km de chão
Já neste trecho a água do pessoal começou a faltar. Não tivemos apoio, e cada um trouxe sua hidratação. O problema era que o calor estava tão grande que a água de muita gente já acabou nos 7 km. Quem estava mais à frente acabou tendo que se virar, quem vinha atrás conseguiu, com um morador, água geladinha.

No fim da subida outro ponto tenso, e perigoso. Um incêndio no mata encheu o ar de fumaça e correr seria complicado. Tentamos, mas daí chegou mais uma salvadora ajuda de um local, que nos levou de caminhão, fazendo-nos atravessar o fumaceiro com mais tranquilidade. 

Chegada - Depois o asfalto de novo, que marcou o fim da subidona, a maior que já encarei na minha vida de corredor, por sinal. Aí, terreno mais tranquilo, com um bom acostamento para desenvolvermos nossas passadas. Tudo para depois novamente pegarmos um trilha menor.

Nesta trilha, a falta de água começou a preocupar. Estávamos com muita sede e não víamos onde repor nossas garrafas. Até que Nirley encontrou, em uma construção, uma torneira que nos presenteou com seu líquido salvador.

Revigorados, seguimos em frente para daí chegar ao ponto final, a chácara do Adinos, depois de 21,2 km percorridos depois de mais de 2h de corrida. Não sem antes fazermos várias consultas aos GPS de Nirley e Alexandre. 

Desafio muito extremo - este foi mais um desafio extremo realizado pelo Nirley, mas, sem sombra de dúvida, foi o mais complicado de todos que ele já fez. Fazia tempo que eu não chegava ao fim de uma corrida tão extenuado. Estava no meu limite.

As dificuldades foram muitas: a subida de cerca de 10k, no meio de um milharal onde a plantação não deixava o vento passar. O calor intenso. O terreno complicado e que exigia extrema atenção. A pista cheia de carros passando em alta velocidade. O incêndio, que tirou de nossa corrida uns 2k, o que faria com que a distância ficasse em mais de 23 km.

A hidratação também foi um fator complicante. Ficamos no limite da sede, sem água por muito tempo. Se era para testar a turma do Atacama, com certeza, psicologicamente eles estão preparados.

Foi a mais difícil corrida que encarei até hoje. Nem a minha primeira maratona, quando tive complicações com uma cãibra, foi tão complicada como esse desafio. O físico e o psicológico foram expostos ao extremo mesmo. Mas chegamos felizes e realizados por mais este desafio superado.

O sol escaldante nos acompanhou o percurso inteiro


Boas passadas.

4 comentários:

Hayra Lima disse...

Boa noite, apenas parabenizando seu trabalho com o blog e através de vc, resolvi me inspirarei para fazer um blog também...ainda estou aprendendo a mexer no blog, mais sei que valerá a pena compartilhar meus momentos com vc e as novas amizades que estão por vir.

Luiz Souza disse...

Show de bola hein Caíque.
Uma veradeira corrida de aventura. Parabéns. Tenho certeza que esse treino vai ajudar bastante para os próximos desafios.

ivana. disse...

Um grandioso evento, muito tri !

Caique Responde disse...

Amigos corredores.
Primeiro queria agradecer a Hayra. Bom saber que E AÍ CORREDOR tá inspirando você. Depois me passe o link.
Luiz e Ivana, foi uma pedreira inesquecível, desafio para fortes mesmo.
Abraços.