terça-feira, 16 de outubro de 2012

MEIA MARATONA FAROL A FAROL - SALVADOR/BA

Farol de Itapoã, onde seria a largada . . . seria
E aí, Corredor?!

Mais um desafio superado. Mas não foi nada fácil, amigos. Nada fácil.

A Meia Maratona Farol da Farol de Salvador - BA, mostrou-se um dos desafios mais incríveis desta minha história como corredor, comparável a minha primeira maratona em dificuldade e intensidade. O percurso foi surpreendente por que eu não esperava tantas subidas. Pequenas, mas que se tornaram obstáculos pesados associado ao intenso calor e a alta umidade da capital baiana. 

Cheguei a Salvador dois dias antes da prova. Graças ao feriado de Nossa Senhora Aparecida, nossa padroeira, pude viajar já na sexta e cheguei a cidade ainda pela manhã, por volta das 11h da manhã. Neste dia, uma pequena chuva havia caído antes, o que me deixou até alegre e na esperança de não pegar tanto calor. Mas nos dias que se seguiram, o sol apareceu e o calor e umidade tornaram-se intensos.

Peguei o kit na sexta assim que cheguei. Nada de diferente nele: camisa, viseira, gel, barras de cereais e um protetor solar. 

Kit retirado, check in realizado no hotel e pronto! Agora era curtir a cidade e suas praias. Na sexta, Itapoã mesmo. Mas no sábado, véspera da prova, nada de descanso: passeio turístico pelas belas praias do litoral norte baiano. Fui conhecer Guarajuba e Forte. 

Guarajuba é conhecida pelas casas de luxo e por "bombar" no verão e feriados. Uma bela praia, cortada por corais bem próximos a areia e uma cor de água, com uma boa faixa de areia.

A praia do Forte é onde está o famoso Projeto Tamar, que protege as tartarugas. Na praia elas desovam e os biólogos fazem de tudo para preservar o local. Isso, para minha surpresa, acontece também em Guarajuba, como vi pelas faixas na areia. 

A praia do Forte também é conhecida pela riqueza e pelos intensa vida noturna, com uma vila onde temos todas os tipos de gastronomia, com especial quantidade de restaurantes da culinária baiana, é claro, e lojas com artigos para turistas, que vêm do Brasil e de outros países do mundo para conhecer.

Guarajuba tem uma praia com poucas ondas, mas a areia é fofa e caminhar exige um certo esforço. Assim também é na praia do Forte. As caminhadas da véspera não seriam muito recomendadas para quem vai correr 21 km no dia seguinte. Mas tinha que curtir este paraíso natural.

Depois de uma boa noite de sono, café da manhã regrado e lá vamos nós para a prova, que na verdade não começava no Farol de Itapoã, como propagado, mas um pouco mais a frente, num local onde temos uma sereia como referência, além de vários bares, restaurantes e barracas de acarajé, o prato mais característico da Bahia. É ali que encontramos o acarajé da Cira, famoso na cidade e realmente delicioso.  Mas antes da prova, nada de comidas pesadas e com o azeite de dendê, famoso por "liberar" bem o intestino. Esta surpresa ocasionou a necessidade de uma pequena corrida de uns 2k ou mais do hotel até o ponto de largada. 

Às 7h em ponto largamos rumo ao farol da Barra, 21,1 km à frente. O percurso é praticamente todo na orla baiana, com alguns pequenos trechos fora. Mas isso não foi conforto nenhum por que a fraca brisa que vinha do mar trazia um ar quente, típico das praias nordestinas que têm com característica ter a água  morna.

Comecei bem, desenvolvendo minha velocidade habitual, de 5:20min/km em média. Alguns trechos a menos de 5min, o que mostrou-se um erro mais a frente. O calor e a umidade alta me cansaram nos quilômetros finais, e acabei economizando energia para poder chegar bem. Senti os efeitos destes dois fatores demais e o corpo pesou. O psicológico atrapalhou, depois de tanto tempo sem acontecer isso. Foi pouco, mas influenciou demais no meu final de prova.

Terminei com um tradicional sprint, mas no 18 km senti muito os efeitos da umidade e calor, baixando o pace para 6min/km. Mesmo com os vários pontos de água, onde pegava sempre dois copos, sendo um pouco para beber e a maioria para refrescar o corpo. Os postos foram estrategicamente colocados a cada 2 km e tivemos ainda dois pontos com isotônico bem gelado. Isso foi importante e proposital para evitar problemas para os corredores por causa do calor excessivo.

No final, 21,2 km de prova, com pace médio de 5:28min/km e tempo total de 1h56, alto se comparado aos meus últimos tempos de meia maratona, em torno de 1h45. Mas terminei feliz por que foi um desafio dos mais incríveis para mim, que senti demais, como falei, calor e umidade e terminar bem, de certa forma, foi muito bom. A decepção mesmo veio ao receber a medalha, ridiculamente pequena e feia, bem apagadinha mesmo.

Depois, relaxar na praia de Ipitanga, também no litoral norte, mas bem próximo ao nosso hotel. E curtir com os amigos as experiências de cada um na prova.

Boas passadas.

4 comentários:

Renato Jambeiro disse...

Caíque,
Sempre passo aqui pra dar uma olhada nos seus textos.
Parabéns!
Ainda não comecei a praticar corrida, um dia quem sabe.
abraço

Caique Responde disse...

Fala Renato!!!
Legal estas visitas. Espero que a leitura te motive, parceiro e, precisando de apoio, é só falar.
Abraço

Danilo Confessor disse...

Olá Caique,

Muito legal aliar a corrida de rua com o turismo né. Eu e meus amigos estamos planejando algumas viagens/provas para o ano que vem. Acho muito legal correr num lugar diferente. Em outro estado então melhor ainda.

Parabéns pela superação, correr uma meia nessas condições, não é para qualquer um.

Abraços,

Danilo Confessor
Blog Confissões de um Confessor

Caique (Carlos Henrique) disse...

Fala Danilo!!!
Não foi fácil não meu amigo. Mas acho que não estava tão preparado. Tive que ficar de molho duas semanas por conta de um tornozelo dolorido e corri com ele ainda um pouco assim. Mas o desafio foi excelente e realmente o que pesou foi o calor. Mas vale à pena.
Boas passadas.