terça-feira, 6 de maio de 2014

A TECNOLOGIA NA CORRIDA

E aí, Corredor?!

Lá se vão praticamente 8 anos neste mundo de corridas e, desde o meu início, em 2006, muita coisa mudou para nós corredores. E para melhor.

Quando comecei a correr, sem nenhuma orientação, na utilizava um tênis específico para corrida e muito menos voltado para o meu tipo de pisada. Tênis para corrida já existiam, alguns modelos, mas teste de pisada, específicos para nós corredores, com certeza não. 

Minha primeira corrida oficial, a do Exército, no Setor Militar Urbano, quando corri meus primeiros 10 Km foi cercada de incertezas. Achava que nem teria gente correndo, público mesmo. E que seria algo bem amador. Ledo engano. Já naquela época, e principalmente por se tratar de uma corrida organizada por militares, existia sim uma organização e muito praticantes.

Mas a camisa da prova tinha um tecido bem ruim, que inclusive machucava os mamilos e era pesada. Nada a ver com os tecidos que vemos hoje. O chip de cronometragem era o que ainda vemos hoje em muita provas: um pedaço de plástico que amarramos ao cadarço do tênis. 

De lá para cá muita coisa mudou. As Corridas de Rua se tornaram um negócio lucrativo, com cada vez mais praticantes e, consequentemente, com mais e mais provas espalhadas pelo país. Em qualquer cidade de médio porte tem uma prova oficial, que reúne diversos adeptos.

Em agosto de 2013, a Revista O2 publicou uma matéria sobre alguns itens tecnológicos que ajudaram muito na evolução do nosso esporte. Achei legal enumerar, até por que muita gente nem sabe que antes eles nem existiam em terras brasileiras.
  •  Teste da pisada - Hoje temos modelos de tênis para cada tipo de pisada, que pode ser prosada, neutra ou supinada. Para o corredor não pagar caro por um material que não lhe sirva foi criado o teste da pisada, que em algumas provas esta presente, trazida pelos patrocinadores. Ele indica os pontos de pressão do pé ao tocar o solo, mostrando onde estão as regiões que sofrem maior impacto e assim o tipo de pisada, possibilitando ao corredor escolher o calçado específico, evitando problemas futuros.
  • Tecido tecnológico - Antes a gente corria com o short que desse e a camisa que ganhava na prova, geralmente produzida com material bem ruinzinho. Hoje existem tecidos específicos, leves, de fibras artificiais e naturais, que oferecem proteção contra os raios solares nocivos à saúde. Roupas com tecido Fry Fit, por exemplo, têm isolamento térmico, não esquentam e permitem uma liberação do suor mais eficiente, eliminando bactérias agentes de mau cheiro. Sem falar nos tecidos de compressão que ajudam na contração muscular e melhoram a circulação sanguínea.
  • Relógios com GPS - Quando comecei a correr nem cogitava a existência de relógios que mediam a pulsação e outros itens importantes para nossa prática. Meu primeiro foi um Polar, que, além de ser frequencímetro, medindo os batimentos cardíacos durante a corrida, media o gasto calórico e o tempo de corrida. Depois, quando comecei a aumentar as distâncias, senti a necessidade de um relógio com GPS, e hoje tenho meu Garmin, que mede tudo e um pouco mais. Esses aparelhos evoluem cada vez mais, medindo até o VO2 do corredor (capacidade máxima do corpo de um indivíduo em transportar e metabolizar oxigênio durante um exercício físico).
  • Gel de carboidrato e isotéricos - A nutrição esportiva tem ajudado cada vez mais os corredores no ganho de performance. Nutrientes corretos, ingeridos na hora certa, fazem toda a diferença durante as provas e no treinamento. O gel de carboidrato aumenta a disposição para a corrida e ameniza o cansaço ao devolver o açúcar ao organismo. Por sua vez, os isotônicos garagem hidratação e reposição dos sais mineiras e eletrólitos perdidos durante o exercício. 
  • Tênis cada vez mais modernos - Em 1852, pré-história da Corrida, os atletas trocaram os pés descalços pelo tênis de corrida, que na época eram sapatilhas de couro feitas artesanalmente. A partir de 1920 começaram a surgir as famosas marcas esportivas e, desde então, os sistemas de tecnologia para fabricação dos tênis passaram a ser aprimorados ano a ano. Equipado com sistema de amortecimento inteligente, cada vez mais estável e leve, este companheiro do atleta foi um dos principais responsáveis pela evolução das corridas. 
  • Aplicativos de celular - Para quem acha que não vale a pena gastar muito com um relógio, diversas empresas lançaram aplicativos para celular que têm a mesma função dos relógios e disponibilizam gráficos com os dados obtidos, fazendo comparativo de corridas realizadas, queima de calorias, distância percorrida. E, além disso, o corredor pode curtir uma música, com seu playlist ideal.
  • MP3 - Imagina como era chato correr quando não existiam os MP3. Apesar de muitos treinadores condenarem o uso do dispositivo, eu, como um adepto de sua utilização, não poderia de agradecer pela sua existência. Os longões solitários ficaram muito mais interessantes depois do seu surgimento.
E tudo isso não para por aí. A evolução continua, já que nosso é um dos mais populares do mundo. No Brasil então. 

Boas passadas. 

4 comentários:

ivana. disse...

Esta evolução é de vital importância a todos os corredores, não é mesmo ? Cada vez mais a gente consegue ter precisão e certeza nos treinos e provas. Isso é ótimo. Beijo, bons treinos.

Luiz Souza disse...

Tem muita coisa desnecessária e até mesmo prejudicado corredores, mas tem muita coisa que ajudam os pobres mortais a sairem do sedentarismo

Caique (Carlos Henrique) disse...

Fala aí, Corredores?!
Acho realmente que isso auxilia muito, só não podemos ficar "escravos" da tecnologia e depender dela para tudo. Usar com equilíbrio, como tudo na vida.
Boas passadas e valeu pela presença no E AÍ CORREDOR !!!

Caique (Carlos Henrique) disse...

Fala aí, Corredores?!
Acho realmente que isso auxilia muito, só não podemos ficar "escravos" da tecnologia e depender dela para tudo. Usar com equilíbrio, como tudo na vida.
Boas passadas e valeu pela presença no E AÍ CORREDOR !!!