terça-feira, 3 de junho de 2014

VOLTA DO LAGO CAIXA 2014 DA EQUIPE CONDOR TEAM


Equipe Condor Team (da esquerda para direita):
Claudio, Aline, Rafael, Thais, Grace, Sérgio, Renata
Caique (agachado)
E aí, Corredor?!

No último domingo aconteceu, em Brasília, a 11ª edição da Volta do Lago Caixa, ultramaratona de revezamento onde atletas, na sua grande maioria, se dividem em equipes para correr 0s 100 km em um percurso desenhado às voltas do Lago Paranoá, um dos mais famosos cartões postais da capital federal.

O percurso é dividido em 14 trechos, onde são colocados os postos de transição para a realização da transição dos atletas das equipes. Cada atleta corre distâncias que variam de cerca de 4k a 11k, dependendo do trecho que enfrenta.  E, entre estes trechos, o maior desafio, considerado por todos, e a chamada subida da Barragem do Paranoá, onde a bela vista conforta um pouco os atletas, que têm que encarar subidas pesadas num percurso de 11,57 km. Para este percurso existe até uma premiação especial para o melhor corredor.

Superação é a palavra de ordem
As equipes podem ser formadas por 2, 4, 6 ou 8 atletas, mas existem ainda duas categorias solo, uma de 100k, com largada mais cedo que a dos outros atletas, e outra de 60k, no meio do percurso.

Desde 2008 que participo da Volta do Lago e, a cada ano me pergunto por que participo tanto desta prova. Afinal, o nível de exigência é extremo: não existe percurso fácil, a competitividade aflora no mais tranquilos dos corredores, a duração da prova (em média para as equipes de 7 a 8 horas), as dificuldades do terreno, enfim, itens que deixariam qualquer um meio traumatizado só em fazer uma vez. Mas, todo ano, lá estou, mesmo neste que não pude correr e resolvi da apoio para os amigos Condores.

Pois é. Este ano, por conta de problemas físicos, não pude correr, mas encarei um novo desafio, de dar apoio para os amigos corredores do sexteto Condor Team. Meu papel, além de fornecer a hidratação durante os trechos, foi registrar cada troca de atleta e postar tudo no Instagram do E AÍ CORREDOR (@eaicorredor).

O sexteto foi formado por Thaís, nossa grande capitã, Rafael, corredor mais que experimentado, graduado por várias Voltas do Lago, entre outras provas, e ainda uma Maratona do Ushuaia, Sérgio, que já enfrentou a Maratona do Rio em 2013, Grace, pódio no K21 de Pirenópolis em 2013, Cláudio, capitão da segunda edição dos Batatas Quentes, 5º colocado na Volta do Lago de 2012, e Aline, campeã ano passado no quarteto feminino da Volta do Lago.

Enfim, uma equipe experiente, já com muitos quilômetros rodados. Mas, como sempre mencionamos entre nós, uma prova nunca é igual a outra, e este ano não foi diferente para a turma Condor.

Largada foi dada às 6h30
A largada, às 6h30, foi dada pela Aline, que pela primeira vez fazia o trecho entre o Eixão Sul e a Concha Acústica (9,27k). Deste ponto até a volta final, da L4 sul até o Eixão Sul (6,46k) levamos 8h56 de prova.

A garra e superação dos Condores foi a principal característica. Mesmo tendo passado por algum tipo de dor decorrente das corridas, por isso o “carinhoso” nome de Condor, o que só por isso já era uma superação, fizeram seus trechos brilhantemente.

Um dos destaques da equipe, sem dúvida, foi Claudio. Correndo 4 trechos, ele se superou, fazendo mais do que podia e dando suor pela equipe. Claudinho correu mais que uma Meia Maratona, com 21,28 Km de distância.

O trecho mais difícil, a subida da barragem, foi do Rafael. Thaís o convocou por que ele estava bem condicionado, já que havia encarado, em março, a Maratona do Ushuaia, prova com muitas subidas e, na maior parte, feito em trilha. Então, Rafa era o mais indicado realmente para este desafio.

Thais
Thaís pegou um dos trechos mais longos, no Lago Norte, de 9,5 Km, feito basicamente de uma reta longa e comprida. E, para o segundo trecho, ainda levou tempo, o que é bom por que pôde descansar, mas ruim pro que esfriou o corpo e quando a gente retorna, parece que o músculos estão cheios de nós.

Sergio também foi um guerreiro. Há cerca de um ano sem treinar, desde a Maratona do Rio de Janeiro, ele encarou, mesmo assim, dois trechos pesados, correndo quase 14k, sendo que o último em “perseguição” à Diva, do quarteto feminino, que naquele momento era a equipe a seguirmos.

Renata e Aline
Aline abriu a prova para o sexteto. Fez os 9,3k iniciais dando o máximo na manhã amena de domingo. O detalhe é que ela, que está treinando para a Maratona do Rio, teve que mudar todo seu ritmo de passada para a prova, de uma passada mais cadenciada para outra, mais forte e rápida. Aline, aliás, foi uma das que mais correu, com 18,2 Km rodados em dois percursos. E no segundo trecho, superou uma canelite para entregar para superar a subida do Lago Norte.

Grace encarou as trilhas da Concha Acústica/CO da UNB e da Ermida/Ponte JK. A trilha tem suas vantagens, como terreno mais macio e sombra para refrescar do sol quente. Mas tem a desvantagem de a gente não poder desenvolver muito, por conta do terreno irregular, que exige mais cuidados.
A medalha, prêmio desejado

Além deles, tivemos o apoio de Renatinha, que apareceu para acompanhar Aline em seus dois trechos e Claudio. Renata também ajudou com sua diversão na Van, que nos deslocou pelos percursos.

Enfim, a equipe foi, mais uma vez, brilhante, superando o desafio maior de terminarmos a prova “inteiros”, prontos para curtir o brinde final regado a cerveja Ghesti Beer, que é produzida artesanalmente por Grace.

A Volta do Lago tem seus mistérios. Mesmo com todas as dificuldades, mesmo estando sempre entre alguma meta do ano, uma corrida desejada, a gente se prontifica a correr, para curtir cada momento com os amigos nesta prova mais que fantástica.

Boas passadas.

2 comentários:

ivana. disse...

Sensacional este evento, parabéns a todos os participantes. Meu carinho.

Caique (Carlos Henrique) disse...

Valeu, Ivana!!! É muito bom mesmo. Recomendo!
Boas passadas e Abração.